Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 86 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 86

O carro entrou no canteiro de obras. Embora fosse apenas a segunda vez deles ali, a paisagem desolada parecia estranhamente familiar. O carro acelerava pelos vãos entre os prédios de apartamentos pretos. Shinu, tendo desivelado o cinto de segurança, segurava sua arma e permanecia em guarda, incerto sobre quem poderia aparecer e de onde.

Felizmente, Han Taebaek e Shinu conseguiram encontrar o carro sem qualquer interferência ou obstáculos. Ambos se aproximaram rapidamente, após saírem do sedã.

O carro, estacionado exatamente onde Shinu o havia deixado, estava impecável — intocado até pela poeira.

Han Taebaek, com os olhos marejados, acariciou o capô do carro. Ele estava cheio de orgulho, maravilhado por o carro ter permanecido seguro e robusto sozinho, sem nunca vacilar de medo. Ele verificou as rodas e sentou-se no banco do motorista, ligando as coisas e pressionando botões. Cada botão que ele tocava acendia intensamente, como se o próprio carro estivesse lhes dando as boas-vindas de volta.

Shinu subiu no banco de trás para verificar os pertences. Armas, balas, mapas, água, proteína em pó, os lanches de Han Taebaek e o kit de primeiros socorros que trouxeram da creche — tudo ainda estava lá. Embora as sobras de bolinhos de arroz tivessem estragado e precisassem ser jogadas fora, todo o resto estava em perfeitas condições.

A tensão nos ombros de Shinu relaxou. Parecia que ele havia retornado para casa após uma longa jornada.

Os dois passaram um momento saboreando o reencontro com o carro, cada um à sua maneira. Na realidade, eles não haviam ficado fora por tanto tempo, mas com tudo o que aconteceu, parecia que um ano inteiro havia se passado.

Claro, o sentimento em relação a um objeto inanimado não durou muito.

— Mas agora que estamos aqui… estou me perguntando se era mesmo necessário voltar pelo carro — disse Han Taebaek enquanto mexia na arma que havia pegado na igreja. A arma era velha, exalava um cheiro metálico ao ser tocada e não era objetivamente tão boa quanto as que estavam no carro deles. Ainda assim, era uma arma, e voltar aqui parecia um tanto excessivo.

— Você não gosta do K2, certo? — Shinu respondeu casualmente enquanto colocava seu coldre de peito. O rosto de Han Taebaek se contorceu de forma estranha.

— Espere… você veio até aqui só porque eu não gosto do K2? Eu só não gosto dele porque é feio.

— Bem… além disso, também temos balas de limão e chocolates aqui que você gosta, e minha proteína em pó… — Shinu acrescentou com um dar de ombros, com as mãos ainda ocupadas recarregando os pentes vazios e verificando outras armas de fogo.

Han Taebaek encarou o perfil de Shinu. …Ele está falando sério? Deve estar brincando, certo? Mas se fosse uma brincadeira, não deveria dizer de um jeito que realmente parecesse uma? Han Taebaek balançou a cabeça, perplexo. Então seus olhos encontraram o sedã estacionado que pertencia ao Pastor Sung.

Han Taebaek encontrou uma mangueira no carro, uma que haviam usado para bombear gasolina antes.

— Deveríamos tirar um pouco de gasolina do carro do Pastor Sung?

Shinu, que estava colocando balas em sua arma, estremeceu com a sugestão de Han Taebaek, olhando para ele com um sorriso sem jeito.

— Er… bem, sobre isso, Han Taebaek…

— Sim?

— Tem alguém para quem eu preciso entregar o carro.

— …O quê?

As sobrancelhas de Han Taebaek se ergueram em surpresa.

Shinu bateu na porta do contêiner com força. No mesmo instante, a luz brilhante dentro do contêiner se apagou com um estalo. De dentro vieram sons de movimentos apressados — passos arrastados, gente se batendo e ruídos. Quem quer que estivesse lá dentro claramente queria fingir que não estava, embora não estivessem fazendo um bom trabalho nisso.

Shinu bateu novamente.

— Park Yeongmin.

— ……

— Fui enviado pelo seu irmão.

— ……

Houve um breve silêncio. Shinu esperou pacientemente, enquanto Han Taebaek, de pé atrás dele, batia o pé com irritação. Ele claramente não estava gostando da situação.

A porta não se abriu facilmente. Embora tivesse sido mais rápido apenas atirar na maçaneta e invadir, o objetivo deles não era subjugar ou matar, mas negociar e persuadir, então tinham que ser pacientes.

— Eu trouxe um presente. Se você não sair, eu vou embora — Shinu disse secamente, virando-se como se fosse se afastar. Justo quando estava prestes a fazê-lo, a porta se abriu e Yeongmin apareceu. Ele usava apenas um casaco de luxo e uma cueca de tamanho menor. Han Taebaek franziu o rosto, claramente vendo mais do que desejava.

— O que… O que você está fazendo aqui? Por que voltou? — Yeongmin perguntou, segurando um taco de beisebol com nervosismo. Shinu estalou a língua no céu da boca. Em vez de perguntar como eles estavam, ele perguntou por que haviam retornado. Parecia que ele não estava ciente de que Shinu e Han Taebaek haviam sido presos na vila folclórica. Yeongik não tinha contado a ele? Talvez porque Yeongmin temesse demais a igreja para saber, ou talvez simplesmente não fosse necessário informá-lo.

Qualquer que fosse o motivo, era uma sorte para eles. Não saber sobre a relação deles com Yeongik tornaria mais fácil convencê-lo.

Shinu ergueu a chave de um carro e pressionou o botão. O sedã estacionado na frente do contêiner apitou enquanto seus faróis piscavam.

Yeongmin estremeceu, virando-se para olhar o carro. O sedã elegante e robusto gritava silenciosamente seu alto valor. Yeongmin olhou para ele com olhos brilhantes e ansiosos.

Shinu entregou-lhe a chave.

— Seu irmão me pediu para entregar isso a você.

— …M-Meu irmão? Yeongik?

Os olhos de Yeongmin se arregalaram em surpresa. Ele hesitou, mas depois estendeu lentamente a mão. Shinu colocou a chave em sua palma.

— Sim. Ele quer que você o encontre em Mokpo. Ele disse que iria na frente com o Pastor Sung.

O rosto de Yeongmin, que estava se enchendo de uma alegria crescente, de repente desmoronou. Ele deu um passo em direção a Shinu, sua voz exigindo respostas.

— Meu irmão… me deixou para trás? Ele foi sem mim… sozinho?

Os olhos de Yeongmin, úmidos pelo abandono, tremiam como os de um filhote deixado para trás pelo dono. Seu lábio inferior tremeu. A expressão de Shinu suavizou-se como se simpatizasse com ele. Em voz baixa, ele ofereceu uma explicação em nome de Yeongik.

— Ele não teve escolha. O Pastor Sung estava pressionando ele demais.

— …Meu pai?

— Sim. Por isso ele me pediu para garantir que você ficasse com o carro.

Os olhos de Yeongmin vacilaram enquanto ele olhava para a chave em sua mão. Shinu deu um tapinha gentil em seu braço.

— Seu irmão estava realmente preocupado com você. Mas ele acredita que você é esperto o suficiente para conseguir sozinho.

— …

— Se você se apressar, talvez consiga alcançá-los.

Incentivado pelas palavras de Shinu, Yeongmin assentiu ansiosamente e correu em direção ao carro, murmurando coisas como “Uau” e “Isso é incrível” enquanto o inspecionava. Ele até sentou no banco do motorista, girando o volante como uma criança brincando com um carrinho de brinquedo.

— …Você acha que ele consegue mesmo dirigir? — Han Taebaek perguntou em um sussurro. Shinu suspirou.

— Er… eu não pensei tão longe. Mas ele deve conseguir, certo?

Nesse momento, Yeongmin ajustou o banco do motorista, que havia sido configurado para a altura de Han Taebaek, movendo-o para frente para se adequar ao seu próprio tamanho. Tanto Shinu quanto Han Taebaek soltaram um suspiro de alívio simultaneamente.

Yeongmin saiu do banco do motorista e verificou o banco de trás. Lá, ele encontrou o fuzil K2 e alguns pentes que Shinu havia colocado anteriormente. Apressadamente, Yeongmin pegou a arma. Shinu, cauteloso com a situação, sutilmente colocou a mão em sua pistola no coldre, pronto caso Yeongmin mirasse neles.

Felizmente, Yeongmin apenas sorriu ao ver a arma e a pendurou no ombro como uma bolsa transversal.

Após terminar sua inspeção, Yeongmin voltou para o contêiner e começou a carregar caixas de objetos de valor para colocar no carro — barras de ouro, maços de dinheiro, relógios, colares e roupas de grife. Os tesouros saíam como uma mudança.

A certa altura, ele parou e estendeu um colar de ouro grosso em direção a Shinu e Han Taebaek.

— …Vocês querem?

Shinu riu baixo e balançou a cabeça.

— Não, obrigado.

Não havia como ele aceitar tal coisa desavergonhadamente. Yeongmin, intrigado por eles recusarem algo tão bom, deu de ombros e colocou o colar no próprio pescoço.

Assim que todos os seus pertences foram colocados no carro, Yeongmin sentou-se novamente no banco do motorista e acenou alegremente para Shinu e Han Taebaek. Eles acenaram de volta lentamente.

O carro balançou e oscilou enquanto partia, conseguindo de alguma forma evitar obstáculos ao deixar o canteiro de obras.

Shinu e Han Taebaek ficaram ali, observando as lanternas traseiras desaparecerem na distância. Quando o carro finalmente sumiu de vista, Han Taebaek murmurou para si mesmo.

— …Ele foi embora sem usar calças.

— E daí? — Shinu respondeu, dando de ombros.

Os dois, fitando a escuridão por mais um momento, retornaram silenciosamente para o próprio carro. A presença de Yeongmin naquele vasto canteiro de obras tinha sido insignificante, como poeira. Agora que ele se fora, o ar parecia estranhamente desolado.

Han Taebaek dirigiu-se naturalmente para o banco do motorista. Era hora de partirem. Mas Shinu agarrou sua mão e o puxou para o banco do passageiro. Han Taebaek não perguntou o porquê e obedeceu.

Shinu ligou as luzes internas do carro, sentando-se de lado no banco do passageiro com as pernas para fora. Ele posicionou Han Taebaek entre suas pernas e abriu o kit de primeiros socorros que havia retirado previamente. Era o da creche.

— Vamos passar um remédio.

— Remédio? Onde? Hyung, onde você está machucado?

A testa de Han Taebaek franziu em preocupação. Ele segurou as bochechas de Shinu com as mãos e examinou cuidadosamente seu rosto.

— Não, é o machucado do Han Taebaek.

Shinu balançou a cabeça e afastou as mãos de Han Taebaek, pegando desinfetante e pomada do kit de primeiros socorros. Ele não esqueceu de tirar um curativo com o desenho de um gatinho.

— Oh, meu machucado?

Han Taebaek murchou como um balão esvaziado. Ele então, casualmente, desembrulhou uma bala MyChew e a colocou na boca.

Shinu examinou as feridas de Han Taebaek com uma expressão séria. Havia uma acima da sobrancelha e outra sob o queixo. Ambas estavam machucadas há algum tempo e já tinham formado crostas. Ele desinfetou habilidosamente as feridas e aplicou pomada suavemente com um cotonete. Felizmente, não havia infecção e os ferimentos não pareciam profundos o suficiente para deixar cicatrizes.

— E você, Hyung? Não vai passar remédio? — Han Taebaek perguntou após terminar rapidamente uma bala. Cada vez que ele movia os lábios, um cheiro doce de morango pairava no ar.

— Meus ferimentos não serão resolvidos com pomada. A maioria são lesões no corpo. Mas como o machucado do Han Taebaek é no rosto, é melhor tratar cedo.

Han Taebaek soltou uma risadinha diante do tom calmo e composto de Shinu. Era impressionante como ele falava de forma tão leve sobre estar seriamente ferido.

Mas ele não podia simplesmente deixar para lá. Assim que chegassem ao resort, ele o despiria para verificar as feridas. Se a pomada não funcionasse, ele dedicaria todos os seus esforços para lambê-las até que sarassem. Han Taebaek prometeu silenciosamente para si mesmo.

Continua…

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.

Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive

Gostou de ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 86?
Então compartilhe o anime hentai com seus amigos para que todos conheçam o nosso trabalho!