Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 85 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 85

Um Pequeno Céu

Han Taebaek olhou fixamente para o Pastor Sung se desintegrando.

— Não olhe — disse Shinu, fechando a janela. Em seguida, ele puxou Han Taebaek gentilmente para dentro pelo pulso. Han Taebaek o seguiu sem resistência.

— Vamos. Peguem o que precisarem — disse Shinu para as irmãs de Hyemin. Elas assentiram e começaram a vasculhar o escritório do pastor. Shinu aproximou-se do cadáver de Yeongik, pretendendo revistar a mochila volumosa pendurada em suas costas. No entanto, o corpo inerte de Yeongik, sobrecarregado pela estátua de Jesus presa a ele, tornou a remoção da mochila uma luta.

Enquanto Shinu mordia o lábio em frustração, Han Taebaek deu um passo à frente, agarrou o ombro de Yeongik e ergueu seu tronco. Um por um, ele desembaraçou os braços de Yeongik da mochila.

Shinu olhou para ele com surpresa, uma preocupação natural surgindo — Isso não é nojento para ele?

Sem dizer uma palavra, Han Taebaek colocou a mochila pesada sobre a mesa.

— …Obrigado, Han Taebaek — Shinu expressou sua gratidão desajeitadamente. Ele observou o rosto de Han Taebaek . Ele não estava sentindo náuseas ou fazendo caretas de desgosto, e isso tranquilizou a mente de Shinu. Com uma expressão mais animada, ele começou a vasculhar a mochila.

Estava lotada com todo tipo de coisas: pilhas de notas de dólares, barras de ouro, um crucifixo de ouro, carregadores de fuzil K2 municiados e até passaportes. Mas não havia comida. Eles nem sequer se deram ao trabalho de estocar lanches ou água do escritório do pastor. Parecia que pretendiam deixar tudo para trás.

Isso implicava que haviam escondido comida em outro lugar.

Shinu encontrou uma carteira de luxo no bolso frontal da mochila. Pela identidade dentro dela, deduziu que pertencia ao Pastor Sung. Enquanto a revirava, Han Taebaek o chamou baixinho.

— Hyung.

— Sim?

— Eu consigo matar alguém.

— …O quê?

A cabeça de Shinu levantou-se num solavanco. Seus olhos se encontraram, travando-se como espadas se chocando. O que ele está dizendo? Shinu estava prestes a perguntar, mas Han Taebaek esboçou um sorriso leve e acariciou suavemente o braço de Shinu.

— Eu posso não ser capaz de puxar o gatilho sem hesitação como você… mas ainda posso ajudar. Exatamente como fiz antes.

— …

— Então não tente fazer tudo sozinho.

Shinu piscou devagar. Han Taebaek ergueu a mão e esfregou suavemente o canto dos olhos de Shinu.

Por um momento, Shinu ficou perdido em um transe. Ele envolveu a mão de Han Taebaek com a sua e encostou a bochecha na palma de Han Taebaek , fechando os olhos preguiçosamente. A mão parecia larga, firme e quente.

Era apenas uma mão, mas parecia tão confortante quanto um cobertor e tão segura quanto um escudo. Era uma sensação estranha e desajeitada, mas que Shinu não queria deixar ir.

— …Tudo bem, não vou.

Os lábios de Shinu se curvaram em um sorriso suave e bonito.

Os cinco deixaram o prédio do escritório pastoral juntos. Perto dali, uma van familiar surgiu à vista. A janela estava levemente abaixada e um estudante de ensino médio acenava freneticamente. Atrás dele, o homem barrigudo também podia ser visto.

Han Taebaek e Hyemin acenaram de volta. Embora não estivessem juntos há muito tempo, a visão de que todos estavam ali trouxe uma sensação de alívio.

Vários Devotadores vagavam em frente ao prédio. Shinu fez um sinal para Hyein, que tirou um foguete de sua bolsa, acendeu-o e o apontou para o canto do canteiro de flores, longe da van.

Fiuuuuu, pá!

Os fogos não eram tão grandiosos quanto os disparados da igreja, mas foi o suficiente para atrair a atenção dos Devotadores próximos.

Aproveitando o momento, Han Taebaek pressionou o botão na chave do carro que havia encontrado no bolso de Yeongik. As luzes de um sedã preto estacionado em frente ao prédio piscaram.

Shinu entregou um cartão para Hyemin. Era da carteira do Pastor Sung.

Era um cartão-chave para um resort perto da Montanha Ssangnyeong. De todos os lugares, tinha que ser perto daquela montanha. Shinu podia facilmente adivinhar que aquele era um lugar que o pastor preparara para fuga ou esconderijo. Provavelmente teria comida, armas e munição.

— Vão na frente — disse Shinu.

Os olhos de Hyemin se arregalaram. — …O quê? Vocês não vêm conosco?

— Eu escondi um carro. Vou buscá-lo e me juntar a vocês.

— Um carro? Mas…

— Precisamos daquele carro.

— …

— Lembram da rota do parque de diversões até aqui? Evitem-na. Haverá mais Devotadores lá. E mesmo que os encontrem, tentem não dar muitos tiros. Faz barulho.

Shinu listou as precauções enquanto falava. Percebendo que poderia estar soando muito insistente, ele parou. Não, é melhor avisá-las, pensou ele, abrindo a boca novamente.

— Pode haver outras pessoas no resort. E, claro, pode haver Devotadores também. Então, quando chegarem, verifiquem a segurança primeiro.

Após considerar se tinha mais algo a acrescentar, Shinu finalmente assentiu, sentindo que já tinha dito o suficiente. Como um professor terminando uma aula, ele se virou sem hesitação. Han Taebaek o seguiu, leal como sempre.

Enquanto os dois começavam a descer os degraus da entrada principal, uma mão pequena e determinada agarrou a jaqueta de Shinu. Era Hyein.

— Oppa. Você virá mesmo, não virá?

— …

Shinu piscou rapidamente. — Eu nunca vou me acostumar a ser chamado de Oppa — pensou ele, deixando escapar um pequeno sorriso e assentindo.

— Sim, eu irei.

Não era tanto que ele quisesse estar com elas; em vez disso, a comida e os suprimentos no resort eram necessários para a sobrevivência deles. Eles precisariam da carne seca e dos alimentos enlatados armazenados lá, então passar no resort era essencial.

Hyein olhou para Shinu, como se tentasse determinar se ele estava dizendo a verdade ou mentindo. Hyemin sorriu sem jeito e puxou Hyein de volta para o seu lado, fazendo a mão de Hyein escorregar.

— Ela é apenas muito apegada às pessoas. Vá com cuidado — disse Hyemin.

— Sim, até logo.

Com uma leve reverência, Shinu correu em direção ao sedã do pastor. Han Taebaek deslizou naturalmente para o banco do motorista e, após jogar a mochila que pegaram no escritório pastoral no banco de trás, Shinu entrou no banco do passageiro apenas com sua arma.

O sedã por acaso era do mesmo modelo que Han Taebaek costumava dirigir para o trabalho. Era irônico como um pastor dirigia um carro semelhante ao de um herdeiro de conglomerado.

Han Taebaek ajustou o banco do motorista e ligou o carro suavemente.

Shinu observou pela janela enquanto as irmãs entravam na van. Felizmente, elas embarcaram sem encontrar nenhum perigo.

O sedã e a van saíram da igreja juntos, separando-se em direções opostas assim que chegaram à estrada. Shinu manteve os olhos na van pelo espelho lateral até que ela desaparecesse completamente de vista, soltando um suspiro de alívio.

— Você se lembra do caminho para o canteiro de obras?

Shinu perguntou enquanto afivelava o cinto de segurança. Ele estava preocupado porque fora ele quem dirigira da última vez que foram lá, sem saber se Han Taebaek se lembraria da rota.

— Sim, mais ou menos — respondeu Han Taebaek com indiferença, girando o volante. Seu braço livre descansava preguiçosamente no batente da janela, parecendo que estavam em um passeio noturno casual. No caminho, ele atropelou casualmente um Devotador parado no meio da estrada.

Shinu assentiu, confiante nas habilidades de direção superiores e no senso de direção de Han Taebaek .

O carro acelerava pela estrada. O canteiro de obras ficava no lado oposto ao parque de diversões e à igreja, então havia menos obstáculos. Shinu reclinou-se profundamente em seu assento, sentindo o cansaço acumulado pesar sobre ele. Eles nem haviam saído da cidade de Yongin ainda, mas parecia que tudo já havia terminado.

Enquanto Shinu buscava uma frequência de rádio, as mesmas transmissões de desastre cheias de estática se repetiam:

— …Indivíduos infectados não podem embarcar no navio. Mais uma vez, lembramos que…

— Os militares sul-coreanos e as forças da ONU estão estacionados em Mokpo. Por favor, dirijam-se à zona segura prontamente…

— Cidadãos, vamos todos nos encontrar novamente, vivos.

— 8 de outubro, 23h. O 39º navio de resgate partiu com sucesso do Porto de Mokpo para a Ilha de Jeju.

— Indivíduos infectados não podem embarcar no navio…

Tendo obtido a informação de que precisava, Shinu desligou o rádio. Ele então se encostou na janela, observando silenciosamente Han Taebaek dirigir. A estrada, desprovida de postes de luz, estava um breu total, mas o rosto de Han Taebaek se destacava claramente, possivelmente devido ao seu cabelo claro.

O olhar de Shinu traçou o contorno do rosto de Han Taebaek — sua testa lisa visível sob a franja solta, o sutil vinco de sua sobrancelha, a curva acentuada de seu nariz, seus cílios piscando languidamente, a curva suave de suas maçãs do rosto e seus lábios cheios.

Shinu inconscientemente lambeu o lábio inferior. Naquele momento, Han Taebaek enfiou a mão no bolso de sua jaqueta azul, mexendo em algo. Inclinando a cabeça com curiosidade, Shinu também enfiou a mão no bolso de Han Taebaek . O bolso parecia que ia estourar com as duas mãos lá dentro, mas Shinu conseguiu puxar o que quer que estivesse lá.

Era uma bala MyChew, aquela que Shinu havia encontrado para ele no museu.

— E eu aqui me perguntando o que poderia ser… — Shinu riu baixinho. A bala parecia tão nova quanto antes, embora apenas um pedaço tivesse sido comido.

— Quer que eu abra uma para você?

— Sim.

Han Taebaek assentiu ansiosamente. Shinu, rindo, desembrulhou a bala. Apesar de seu hábito habitual de se deliciar com doces, e embora tivesse trazido muitos de casa, a maioria deles ainda estava no carro. Ao vê-lo tesourando o único pedaço que restava, agindo como se estivesse guardando-o para uma ocasião especial, Shinu o achou impossivelmente fofo. Como um pequeno esquilo…

Shinu colocou a pequena bala na boca de Han Taebaek . As sobrancelhas retas de Han Taebaek se agitaram de prazer enquanto ele rolava o doce com a língua.

— Eu estava morrendo de vontade de comer isso desde aquela missa maldita — murmurou Han Taebaek .

— Por que não comeu? Você tem mais de dez sobrando.

Shinu devolveu as MyChews restantes para o “esconderijo” de Han Taebaek .

— Parecia egoísmo, como se eu fosse uma pessoa gananciosa e má se as comesse sozinho. As pessoas poderiam me julgar.

— …Você poderia apenas compartilhar.

— Eu não quero.

— …

— Estas são minhas. Você me deu, e elas são minhas. Eu poderia compartilhar minha comida ou até minhas armas, mas não isso.

Han Taebaek apertou as balas com força, ainda em seu bolso.

Shinu, que por um momento estivera perdido em pensamentos, soltou uma risada silenciosa. Han Taebaek não queria compartilhar por pura relutância? Isso, vindo de um herdeiro chaebol de terceira geração que gastava bilhões casualmente em brinquedos, agora protegendo ferozmente uma bala que valia menos de um dólar?

Bem, no museu, ele dissera que não compartilharia nem comigo. Embora, no final, em vez da bala, ele tivesse compartilhado seus lábios…

Shinu balançou a cabeça.

Ele realmente é um excêntrico excepcional.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.

Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive

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