Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 191 Online

↫─Capítulo 191
Taebaek pegou uma toalha de mesa grande e a amarrou firmemente ao redor das coxas de Shinu e de sua própria cintura. Ambas as suas mãos precisavam estar livres para combater os monstros. Fixando o tecido como se estivesse improvisando uma tipóia de bebê, ele empunhou sua espada e sua arma, pronto para se mover.
Nesse exato momento, Shinu estendeu a mão para a frente.
— Me dá a pistola.
Sem dizer uma palavra, Taebaek entregou sua pistola. Shinu a aceitou e também tirou vários carregadores do bolso lateral da mochila, segurando-os firmemente na palma da mão.
Parado junto às portas do salão de casamentos, Taebaek puxou o pé de cadeira quebrado que travava as maçanetas e falou consigo mesmo, quase como se estivesse fortalecendo sua determinação.
— Uma hora. Apenas mais uma hora até o Porto de Mokpo.
— …
— Então tudo vai acabar.
— …
Shinu não disse nada em resposta. Ele não sabia se o fim que os esperava seria feliz ou trágico. Com a mente e o corpo totalmente desgastados, o único pensamento que o ocupava agora era que ele simplesmente queria que tudo terminasse. Certamente Taebaek sentia o mesmo.
Taebaek escancarou as portas. Shinu instintivamente apertou o abraço ao redor do pescoço de Taebaek.
Juntos, como se fossem um só corpo, os dois saíram do outrora glamoroso salão de casamentos.
Cada passo que davam era uma batalha. As pernas longas de Taebaek moviam-se rapidamente enquanto ele navegava pelas ruas, carregando Shinu nas costas sem hesitar. Embora os Devoradores os perseguissem implacavelmente, Taebaek dobrava as esquinas e os despistava, forçando as criaturas a interromperem a perseguição.
Notando esse padrão, Taebaek desviou deliberadamente para bairros com quarteirões densamente povoados. Apesar de não ter estado lá antes, ele havia vislumbrado o mapa que Shinu estudara com tanta frequência, o que lhe permitia intuir a disposição das ruas como se conhecesse bem a área.
Eles passaram por fileiras de casas de um e dois andares, com alguma loja de conveniência desgastada pelo tempo, bar de karaokê ou casa de banho pública surgindo ao longo do caminho.
Taebaek avançou pelos becos, alternadamente encontrando e escapando de Devoradores. Ocasionalmente, ele se afastava completamente de ruas que fervilhavam de Devoradores, escolhendo rotas mais seguras através do labirinto de quarteirões. Às vezes, ele até cruzava caminho com outros sobreviventes.
Esses sobreviventes eram invariavelmente maltrapilhos, com aparências desgrenhadas e desesperadas. Cobertos de sujeira, seus rostos magros ostentavam sinais de fome. Eles seguravam armas rudimentares como machadinhas, foices ou facas de cozinha, suas posturas defensivas, porém desconfiadas.
Taebaek reflexivamente erguia sua arma para eles, seus nervos à flor da pele tornando ameaçadores até mesmo os encontros inofensivos. Atrás dele, a voz calma de Shinu murmurou: — Está tudo bem. Apenas passe por eles.
A cada vez, Taebaek obedecia, como se programado para responder aos comandos de Shinu. Ele mudava de direção e voltava a correr, para a frente. No entanto, apesar de seu ritmo implacável, o Porto de Mokpo sempre parecia um pouco fora de alcance. A rota sinuosa e tortuosa pela cidade não lhe deixava outra escolha.
Ainda assim, Taebaek não fraquejou. Ele continuou correndo, ignorando a dor em suas coxas, que pareciam estar sendo despedaçadas. Se alcançar o Porto de Mokpo significasse salvar Shinu, mesmo que isso lhe custasse o uso das pernas, valeria a pena.
Depois de correr por quase uma hora, os dois chegaram a um cruzamento com uma estrada de seis pistas em seu centro. Ao contrário dos becos estreitos pelos quais vinham navegando, esta área abria-se em uma via principal. O letreiro de uma loja de conveniência castigada pelo tempo pendia torto, e placas de um restaurante chinês e de uma loja de macarrão de soja ficavam por perto. Um semáforo inclinado, destruído por uma colisão, apoiava-se precariamente.
Taebaek olhou ao redor, procurando a rota para o Porto de Mokpo. Shinu, de seu lugar nas costas de Taebaek, bateu de leve em seu ombro e apontou para algo à distância. Taebaek voltou seu olhar naquela direção para encontrar uma placa de sinalização.
[Porto de Mokpo 1,6 km
Por favor, mova-se em silêncio.]
A superfície limpa e reflexiva da placa sugeria que ela havia sido instalada pelos militares depois que o surto do vírus designou o Porto de Mokpo como uma zona de evacuação primária.
Taebaek, como que hipnotizado, aproximou-se da placa e fixou os olhos nas palavras Porto de Mokpo. Uma gota de suor rolou de seu queixo e respingou no chão. Seu peito arfava com respirações difíceis, e seu coração batia alto em seus ouvidos, como um tambor ecoando por seu crânio.
No entanto, ele não se sentia cansado. Ou melhor, ele se sentia cansado, mas a visão da placa o revigorou.
Ajustando a posição de Shinu, Taebaek firmou a tipóia feita com a toalha de mesa, apertando-a ainda mais. Então, com uma determinação renovada, ele começou a correr novamente.
Poucos minutos depois, outra placa surgiu à vista, desta vez ladeada por uma segunda. A mensagem parecia encorajá-los, como se os impulsionasse a não desistir, a perseverar apenas mais um pouco.
[Porto de Mokpo 1,3 km
Por favor, mova-se em silêncio.]
[- Diretrizes para Sobreviventes –
※ Ao chegar ao Porto de Mokpo, erga ambos os braços bem alto e acene para sinalizar que você é humano.
※ Não grite nem faça barulhos altos. Devoradores podem ser atraídos para a área, colocando todos em perigo.
※ Siga as orientações de soldados, equipe médica e voluntários.
Sua segurança é nossa prioridade.]
Taebaek leu cuidadosamente o texto impresso de forma organizada. Ele precisava manter o foco, já que Shinu não conseguia. No entanto, um picho feito com letras vermelhas garrafais sobre a placa dizia: — Vão se foder —, obscurecendo parcialmente as instruções. Estalando a língua com irritação, Taebaek murmurou para si mesmo sobre a falta de bom senso de algumas pessoas, mesmo em tempos tão terríveis.
Ele avançou sem pausa, cruzando a estrada larga e aproximando-se cada vez mais do Porto de Mokpo. A cena diante dele tornava-se cada vez mais caótica.
Onde as ruas anteriores haviam sido dominadas por Devoradores, esta área era uma mistura de humanos e Devoradores presos em um caos sangrento. Pessoas e Devoradores dilaceravam-se uns aos outros, gritavam, fugiam ou desabavam sob a violência alheia. O asfalto, já pegajoso com sangue seco, estava ainda mais encharcado pelo carmesim fresco.
— Ahhh! Me ajuda!
Uma pessoa foi arrastada para baixo por quatro monstros e devorada viva.
— Morram, seus desgraçados! Morram!
Em outro lugar, um grupo de sobreviventes esmagava a cabeça de um monstro até deixá-la irreconhecível.
— Por favor… por favor, me salvem… eu não quero morrer…
Um homem com a parte inferior do corpo devastada por mordidas rastejava pelo chão, chorando em angústia.
— Taebaek… vá mais devagar. Vá… devagar…
A voz fraca de Shinu interrompeu a pressa de Taebaek. Seu comando fez Taebaek parar abruptamente, como se batesse em uma barreira invisível. Sem protestar, ele ajustou seu ritmo, dando passos mais lentos e deliberados.
Estranhamente, os Devoradores não prestavam atenção neles. O caos ao redor criava barulho e movimento suficientes para distrair as criaturas, tornando o avanço silencioso e constante da dupla imperceptível.
Taebaek guiou Shinu por aquele cenário infernal, passando pelo [Mercado Geral de Frutos do Mar de Mokpo] e outras estruturas abandonadas como motéis, fábricas e centros de distribuição. Ocasionalmente, eles tinham que lidar com um Devorador solitário que cambaleava perto demais ou olhava diretamente para eles, mas nenhuma grande ameaça surgiu.
Finalmente, eles alcançaram outra placa:
[Porto de Mokpo 0,5 km
Por favor, mova-se em silêncio.]
O cheiro salgado e de peixe do mar atingiu as narinas deles, pungente e distinto. Embora desagradável, trouxe um sorriso fraco ao rosto de Taebaek.
Ajeitando Shinu de leve em suas costas, Taebaek apressou o passo. Logo, eles chegaram ao estacionamento do Porto de Mokpo. A área estava cercada por barricadas imponentes, outrora destinadas a regular a entrada de veículos.
Espiando pelas frestas das barricadas, Taebaek avistou fileiras de tendas brancas. Placas as identificavam como abrigos, banheiros, postos médicos e outras instalações para sobreviventes.
Mas algo estava errado.
As tendas estavam salpicadas de sangue, e o chão estava repleto de cadáveres empilhados bem alto — cada um deles vestindo uniformes militares.
Os olhos de Taebaek oscilaram com inquietação. Por que o porto estava vazio? Por que tantos soldados estavam mortos? O Porto de Mokpo ainda era seguro? Ainda haveria um médico para ajudar Shinu?
Mordendo a parte interna de sua bochecha com força suficiente para sentir o gosto de sangue, Taebaek seguiu em frente. Ele não tinha outras opções.
Conforme se aproximavam do terminal de balsas, Taebaek avistou mais barricadas cobertas com arame farpado. Além da entrada, soldados guardavam um portão, permitindo que os sobreviventes passassem para o lado de dentro. Embora a cena parecesse sombria, com barreiras ensanguentadas e cadáveres espalhados, a presença militar lhe deu esperança.
— Hyung, estamos quase lá — Taebaek murmurou suavemente. — Você consegue ver?
Mas não houve resposta.
— Hyung?
Silêncio.
— Hyung!
A voz de Taebaek tornou-se mais urgente. Antes que ele pudesse olhar por cima do ombro, a pistola escorregou dos dedos inertes de Shinu, caindo no chão com um baque metálico.
O coração de Taebaek despencou junto com ela.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.
Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive