Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 132 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 132

— Eu recebi todo tipo de injeção. Claro, tétano, gripe e hepatite, mas também vacinas contra cólera e malária. Fui vacinado até contra doenças tão raras que os nomes são difíceis de lembrar. No fim, não consigo recordar de tudo o que injetaram em mim. As vacinas exigidas variam de uma área de missão para outra.

— Ah, eu tomei uma injeção uma vez, para uma viagem — foi para o Camboja? Disseram que eu precisava. É o mesmo tipo de coisa?

— Sim. Às vezes, eu até participava de testes clínicos para novas drogas.

— Novas drogas? Que tipo de novas drogas?

— Uh… me disseram que eram para aumentar as habilidades físicas.

— Qual é, essas coisas não existem. Estavam tentando te transformar em um Capitão Herói, só que na versão Capitão Coreia? Isso é tudo golpe, cara. Não fez mal ao seu corpo?

— Eu não saberia dizer. Como ainda estou vivo e bem, suponho que não tenha sido prejudicial.

Diante de uma resposta tão despreocupada, Taebaek subitamente sentou-se ereto. Testes clínicos para novas drogas? Só de ouvir já era aterrorizante. Existem tantas empresas ruins no mundo, e ele havia participado de algo assim? Especialmente quando seu corpo era seu ganha-pão.

— Você não bebe, não fuma, até evita carboidratos porque se preocupa com a saúde, mas fez isso?

— Imaginei que algo prescrito pelo governo não pudesse ser ruim.

— Uau, você soou como um baita de um certinho agora.

— Eu sou um soldado. Se o país me mandar morrer, esse é o meu dever.

— …

Taebaek não conseguiu encontrar nada para contrapor a afirmação calma de Shinu. Bem, Shinu não era tolo. Ele deve ter feito seus próprios julgamentos. Embora entendesse logicamente, seu coração parecia pesado. Ele percebeu que a vida de Shinu deve ter sido fria e rígida.

Taebaek, que estava sentado de lado na mesa de cirurgia, estendeu o braço e agarrou o cotovelo de Shinu, puxando-o para si. Não foi nem um puxão forte, mas Shinu, como se fluísse feito água, aproximou-se suavemente dele.

Com uma expressão um tanto melancólica, Taebaek perguntou:

— Você ainda se sentiria assim agora?

— Perdão?

— Se o país te mandasse morrer, você faria isso agora?

— …

Shinu piscou devagar e então sorriu de leve. Eles já haviam tido uma conversa semelhante antes. Parecia que Taebaek não se lembrava.

— Eu te disse isso antes.

— Antes?

— Sim, no dia em que o vírus se espalhou. No dia em que você se atrasou cinco minutos. De manhã. No elevador.

Taebaek semicerrou os olhos. Ele murmurou “Hum…” enquanto tentava se lembrar do passado. Então, de repente, recordou um trecho da conversa deles.

Shinu havia dito: — Meu trabalho era proteger a nação e seu povo. Meus companheiros de equipe também eram cidadãos deste país, então era natural cuidar deles e protegê-los. — Ao que Taebaek, movido por um ciúme infantil, havia perguntado:

— E quanto a mim? Eu também sou um cidadão. Você vai me proteger?

Shinu havia negado.

— …Não.

— O quê? Você poderia ao menos ter dito algo gentil—

— Eu vou te proteger porque você é o meu líder de equipe.

— …

— Se você é coreano ou estrangeiro, não importa. Eu dei baixa agora, e a pessoa que tenho que proteger não são mais os cidadãos — é apenas você, Líder de Equipe Han.

Aquela resposta o havia agradado. Embora não se conhecessem há muito tempo, ele sentira que aquela pessoa era dele. Shinu exalava uma convicção incrível já naquela época.

Enquanto Taebaek relembrava essa memória um tanto distante, mas nem tanto, um leve sorriso brincou em seus lábios. Shinu acariciou gentilmente o cabelo dele. Taebaek olhou para ele.

— Naquela época, eu disse que te protegeria porque fazia parte do contrato.

— …E agora?

— Agora é diferente. Eu quero te proteger porque eu te amo.

— …Hyung.

— Só você importa. Contanto que você esteja seguro, é tudo de que eu preciso.

— …

— Se você me pedisse para morrer, eu morreria.

Shinu pressionou os lábios firmemente contra a mão de Taebaek, quase como se fizesse um voto solene como um cavaleiro prometendo protegê-lo com a própria vida. Taebaek sentiu arrepios na pele. Ele podia sentir o amor de Shinu com um calafrio que percorreu seu corpo.

Taebaek sorriu suavemente, quase inocentemente.

— Por que eu algum dia pediria para você morrer? Você não se lembra do quão desesperadamente lutei para te manter vivo?

Shinu deu de ombros com as palavras dele e então soltou casualmente a mão de Taebaek.

— Eu sei. Só disse aquilo porque sei que você não pediria.

— Hã?

— Eu estava brincando. Vamos comer. Estou com fome.

Shinu virou-se para o canto onde havia deixado sua mochila. Taebaek lançou-lhe um olhar irritado. Esse vai e vem era demais. Ele estava prestes a beijá-lo profundamente, envolvido pelo clima. Shinu estava provocando ele ou o quê?

Taebaek fez um biquinho, mas então notou as orelhas de Shinu, agora brilhando em vermelho. As orelhas dele pareciam gritar silenciosamente: “Estou tão envergonhado agora”. O sorriso de Taebaek se abriu de orelha a orelha.

— Hyung! Eu faço isso! Eu sou o responsável pela cozinha, lembra!

Taebaek saltou da cama e correu em direção a Shinu. Vendo-o correr, Shinu soltou um longo suspiro pelo nariz.

— Vista as calças primeiro.

Shinu e Taebaek saíram da sala de cirurgia para procurar um micro-ondas ou chaleira. Taebaek carregava um pacote de arroz instantâneo debaixo do braço, com dois copos de macarrão instantâneo nas mãos. Shinu levava a mochila de medicamentos no ombro e segurava sua arma, liderando o caminho.

Em vez de seguir para o corredor com os quartos do hospital, Shinu foi na direção oposta. Taebaek achou estranho, mas não perguntou o porquê.

Antes de entrarem no novo corredor, Shinu parou na esquina, espiando para observar a área. Parecia mais um corredor de universidade do que de hospital, com uma porta grande em uma extremidade e portas menores espaçadas em intervalos regulares do outro lado. O chão estava impecável, sem vestígios de sangue.

Naturalmente, Shinu escolheu o lado com a porta grande. Oferecia mais espaço, o que era melhor tanto para escapar quanto para vigiar. Taebaek o seguiu de perto.

Ao lado da porta havia uma placa que dizia:

[Diretor do Hospital Hong Myeong-hoon, General de Brigada]

Shinu deu uma olhada rápida antes de empurrar a porta gentilmente. Felizmente, não estava trancada. Ele espiou para dentro pela pequena fresta. O interior lembrava o escritório do Pastor Sung de sua igreja anterior, exceto que, em vez de um crucifixo dourado, havia uma bandeira coreana pendurada na parede. A decoração luxuosa era, de resto, bem parecida.

O que mais chamou sua atenção foi uma grande pintura de um tigre atrás da mesa. Os traços fortes de tinta davam a ela uma presença marcante, parecendo cara e rara.

Após garantir que a área estava segura, Shinu entrou no escritório do diretor, segurando a porta para Taebaek.

Como sempre, os dois verificaram sistematicamente o espaço amplo, porém confinado. Procuraram debaixo da mesa, cobriram as janelas e trancaram a porta, garantindo a segurança antes de buscarem o que precisavam.

Infelizmente, não havia micro-ondas, mas encontraram uma chaleira. Havia água disponível também, junto com suco de laranja e suco de uva — presentes típicos que visitantes trazem para pacientes.

Taebaek cantarolava enquanto despejava água na chaleira e abria o suco de laranja. Ele então despejou a água quente no macarrão instantâneo, aqueceu o arroz e abriu um pacote de kimchi que trazia no bolso. Do bolso de trás, ele tirou um par de hashis de madeira.

Durante esse tempo, Shinu sentou-se na cadeira do diretor e fechou os olhos por um breve momento. Três dias. Fazia três dias que ele não dormia, e seus olhos latejavam de cansaço. Mais do que querer dormir, ele ansiava por descanso. Mas, pensando bem, não era a mesma coisa?

Ele estava cansado. Não importava o quão forte Shinu fosse, a fadiga era inevitável. Com o desgaste emocional de lidar com a família que conheceram no outlet e a preocupação com a perna de Taebaek, ele estava emocionalmente esgotado também.

Nesse momento, algo foi colocado à sua frente com um tilintar suave. Shinu abriu os olhos lentamente. Uma xícara de chá morno de selo-de-salomão, com o vapor subindo gentilmente, foi colocada em uma xícara delicada diante dele.

— Beba.

Com as palavras de Taebaek, Shinu sorriu suavemente.

— Obrigado.

Ele deu um gole. O chá estava na temperatura exata, provavelmente graças à atenção de Taebaek ao adicionar água fria para esfriá-lo um pouco. O calor do chá suavizou seus ombros rígidos, clareando sua mente.

Taebaek voltou para a chaleira, agora observando o macarrão instantâneo com uma expressão séria. Ele continuava olhando para o relógio, como se estivesse determinado a cronometrar os três minutos perfeitamente.

Shinu observou as costas de Taebaek em silêncio. Quem diria que um herdeiro de conglomerado sabia preparar macarrão instantâneo? Shinu pensara que, como nunca havia lámen na casa de Taebaek, ele não comia tais coisas.

Shinu riu baixo enquanto tomava seu chá. Então, pelo canto do olho, notou uma pilha de documentos amontoados em um lado da mesa. Sem pensar muito, começou a folheá-los. Todos estavam marcados com um aviso: [Militar/ Segredo de Classe Ⅰ – ULTRASSECRETO/ Aviso – Restrito apenas a pessoal autorizado].

Shinu puxou sua cadeira para mais perto da mesa, quase como se estivesse hipnotizado pelos documentos confidenciais. Ele já vira muitos papéis sigilosos antes, mas segredos de Classe I eram raros. Normalmente, ele lidava com segredos de Classe II (SECRETO) ou Classe III (CONFIDENCIAL).

Era provável que o nível de informação que ele acessava fosse diferente devido à patente do diretor do hospital como general de brigada.

Mas como algo assim pôde ser deixado jogado por aí? Foi descuido? Ou presumiram que ninguém viria, e os segredos permaneceriam enterrados sob ataques de mísseis? Talvez a pessoa que os deixou nunca tenha retornado.

Shinu mordeu o lábio inferior e abriu os arquivos. A primeira página era o índice.

-Objetivo da Missão

-Visão Geral do Vírus

-Plano Passo a Passo

Preparações para Lei Marcial

Controle do Parlamento

Controle da Mídia

Controle de Aeroportos

Disseminação do Vírus

Declaração de Lei Marcial

Purga da Oposição

Supressão do Vírus

Suspensão da Lei Marcial

-Medidas Futuras

Entre as poucas palavras que imediatamente chamaram sua atenção estavam “vírus” e “disseminação do vírus”. Shinu rapidamente virou para a página seguinte.

[Objetivo da Missão]

-Esta operação não é um golpe. Ela visa restabelecer o regime militar perdido e restaurar o status do exército nacional decaído. É um ataque direto contra a complacência gerada pela paz, e a esperança é que, após a operação, a República da Coreia se torne uma nação mais forte e organizada.

-Esta operação inclui prisões, supressão, sequestro, encarceramento e assassinato. Para seu sucesso, deve ser planejada secretamente e executada de maneira surpresa.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.

Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive

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