Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 133 Online


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↫─Capítulo 133

[Visão Geral do Vírus – Vírus D]

– Primeira Detecção

Em 20 de setembro, o Sargento Park Hojin, que fazia parte de uma missão em uma instalação médica ilegal no Afeganistão para neutralizar forças inimigas e resgatar reféns, foi infectado pelo vírus ao entrar no espaço aéreo sul-coreano. Registros de comunicação de rádio anexados[1]

– Caminho de Transmissão

O Sargento Park Hojin foi transferido e colocado em quarentena no Hospital Militar da Unidade 5172, na cidade de Yongin. No entanto, a captura de outro indivíduo infectado, o Tenente Kwak Jihwan, falhou. O vírus começou a se espalhar a partir do Distrito de Cheoin, na cidade de Yongin. Gravação de reclamação de residente anexada[2]

– Introdução do Vírus

As pesquisas sobre o vírus começaram no hospital militar e no Centro de Controle de Doenças usando o corpo do Sargento Park Hojin. O vírus foi nomeado como “Vírus D” (Devorador). Como a última missão do Sargento Park ocorreu no Afeganistão, presume-se que o vírus se originou lá. O contato com o governo afegão foi feito e uma investigação epidemiológica foi iniciada. Lista de doenças infecciosas recebida do governo afegão anexada[3]

– Sintomas de Infecção

O vírus D se espalha através dos dentes do indivíduo infectado…

— Ei, quer um pouco de lámen?

Enquanto Shinu estava absorto na leitura dos documentos, uma voz baixa o trouxe de volta à realidade. Taebaek colocou um copo de lámen ao lado dele. Então, puxou uma cadeira e sentou-se ao seu lado.

Shinu sorriu ao pegar os hashis que Taebaek havia aberto para ele.

— Obrigado, Taebaek. Vou aproveitar.

— Sim. Tem um pouco de kimchi aqui também. E isto é suco. Mas o que você estava lendo com tanta seriedade?

— Ah, são documentos sobre um golpe. Detalham como o vírus foi espalhado e como o plano foi executado — disse Shinu enquanto soprava o macarrão e dava uma grande garfada. Fazia o que parecia uma eternidade que ele não comia lámen. Depois de decidir se tornar um doador de órgãos, ele raramente se permitia esse luxo. Ele só comia algumas garfadas quando seus companheiros insistiam. O caldo picante, com um leve gosto de farinha e o macarrão embebido no tempero, estava delicioso.

Enquanto Shinu aproveitava sua refeição, Taebaek folheou os documentos que Shinu havia deixado de lado. Seu rosto ficou sério conforme lia. Lembrava a postura de Shinu quando ele era o líder da equipe.

Depois de folhear cerca de três páginas, Taebaek murmurou maravilhado: — Uau, eu nunca vi nada parecido com isso.

— Nem eu.

— Você também não? Ah, certo, você nunca lidou com um golpe antes.

Taebaek assentiu enquanto finalmente começava a comer. Enquanto Shinu se concentrava apenas em seu lámen, Taebaek continuava a folhear os documentos. Neles descrevia-se em detalhes como o vírus se espalhou, como a cidade de Yongin foi controlada e o método usado para transportar os “Devoradores” infectados para Seul. Havia até notas sobre como os aeroportos, incluindo o de Incheon, foram fechados para evitar que civis deixassem o país. Isso lembrou Shinu de uma ligação de seu comandante de batalhão há muito tempo.

Teria sido um pedido de resgate? Ou uma tentativa de recrutar o altamente habilidoso Shinu para o golpe? Ele não tinha certeza.

Os documentos também continham um plano de supressão e métodos para o tratamento do vírus. No entanto, linhas pretas estavam riscadas sobre os detalhes, tornando-os ilegíveis.

No total, havia menos de vinte páginas no conjunto de documentos. No entanto, essas meras vinte páginas levaram à ruína do país e à morte de inúmeras pessoas.

Taebaek, após folhear rapidamente, jogou os documentos de lado com frustração.

— Isso é exatamente o que você disse ao Pastor Sung naquela época. O helicóptero caiu em Yongin, matando apenas civis…

— No fim, matou todos os cidadãos do país.

Shinu mergulhou metade de seu arroz instantâneo no lámen. Taebaek, mastigando kimchi com o cenho franzido, cutucou os documentos com a ponta dos hashis.

— Deveríamos levar isso conosco?

— Para onde?

— Mokpo. Seja para a ONU ou para repórteres estrangeiros, precisamos expor isso para que os envolvidos sejam punidos. Não seria justo se os responsáveis por escrever, apoiar ou fechar os olhos para isso escapassem, vivendo no luxo com a riqueza que esconderam.

Shinu suspirou pelo nariz enquanto pegava sua colher de plástico.

— Você tem razão se quisermos ver justiça. É a coisa certa a se fazer pelas vítimas também.

— Então—

— Mas não é um pouco… triste que o país seja lembrado como um que ruiu devido a um golpe?

— …Triste? Como assim? — Taebaek arqueou as sobrancelhas, confuso. Shinu pousou a colher e encontrou o olhar de Taebaek com firmeza.

— A Coreia que eu conheço não é um país que deveria ou poderia ser destruído por um golpe tão trivial.

— …

— O vírus era simplesmente forte demais, e é por isso que as coisas terminaram assim.

— …

— De fora, isso parece um desastre — um surto catastrófico de um vírus inesperado. Mas se levarmos esses documentos a público, se tornará um incidente, o golpe mais infame da história mundial.

— …

— Deixar o mundo saber que alguns indivíduos egoístas mergulharam o país e seu povo no desespero… Que bem isso faria? Este país já está em ruínas, transformado em cinzas por ataques de mísseis. Não há nada para reverter. Valeria a pena arranhar ainda mais o nome já ensanguentado da Coreia do Sul?

Taebaek manteve a boca fechada. Shinu não estava errado, mas a raiva fervia dentro dele. Se ficassem em silêncio, os perpetradores que sobreviveram não sairiam impunes, fingindo ser vítimas enquanto vivem confortavelmente? Pessoas como o de óculos de armação de tartaruga, que tirou a própria vida, ou a família do trabalhador do outlet que decidiu acabar com tudo — eles não teriam morrido se não fosse por esta operação.

Shinu, notando a expressão sombria de Taebaek, deu-lhe um sorriso fraco. — Você é gentil demais… — Ele deu tapinhas nas costas da mão de Taebaek.

— Mesmo que não exponhamos isso, a verdade eventualmente virá à tona. O vírus não começou na Coreia, e há muitas outras coisas que ainda não sabemos.

— Você acha?

— Com certeza. No mundo de hoje, um vírus não consegue ficar confinado a apenas um país. O mundo inteiro provavelmente já está em alerta. A verdade aparecerá mais cedo ou tarde.

— …

— Mas levará tempo. Até lá, os sobreviventes terão encontrado alguma estabilidade, quer estejam em Mokpo ou no exterior.

— Sobreviventes?

— Sim. Os que foram para Mokpo, e pessoas como nós que eventualmente chegaremos lá. Se os culpados serão punidos ou não, o mais importante é que aqueles que sobreviveram possam viver adequadamente.

Taebaek ponderou as palavras de Shinu antes de finalmente assentir em concordância. Não havia necessidade de adicionar mais preocupações a uma população já devastada e confusa.

Causar problemas poderia levar a ONU em Mokpo a se concentrar em encontrar os perpetradores do golpe, atrasando as operações de resgate. Nações estrangeiras que oferecem asilo aos refugiados também poderiam começar a questionar e fofocar. No fim, isso afetaria os sobreviventes de qualquer maneira.

Com esses pensamentos em mente, Taebaek de repente sorriu abertamente.

— Você sempre pensa em coisas que eu nem sequer considero. Você é incrível. Tão maduro.

— …Eu sou um adulto. E você também, Taebaek.

— Eu quis dizer que você é inteligente e sofisticado.

Shinu riu baixo. Taebaek, por outro lado, o encarava com uma expressão de admiração, como se tivesse acabado de se apaixonar por ele tudo de novo.

Depois de terminarem a refeição, os dois se lavaram na pequena pia no canto do escritório do diretor. Eles até lavaram o cabelo com sabonete líquido para as mãos. Embora o cabelo parecesse um pouco rígido, era muito melhor do que estar coberto de sujeira. Eles sacudiram as roupas, limparam tudo e começaram a se preparar para partir.

Ou melhor, apenas Shinu fez isso. Taebaek estava parado junto à janela, fascinado pela vista da base militar lá fora. Como não tinha tido nenhuma ligação com o exército antes, tudo parecia novo e emocionante para ele.

Enquanto isso, Shinu guardou as necessidades em uma mochila, verificou novamente os medicamentos que trouxe e até adicionou algumas garrafas de suco de laranja que Taebaek gostava. Ele também guardou os documentos ultrassecretos — não para mostrar a ninguém, mas para estudá-los mais tarde. Ele pensou que a pesquisa sobre o vírus D poderia ajudá-los a sobreviver no futuro.

Com a mochila pesada no ombro e a arma na mão, Shinu aproximou-se de Taebaek.

— Vamos. Se nos movermos rápido, podemos chegar a Jeonju antes do pôr do sol.

— Jeonju… certo… — murmurou Taebaek sonhadoramente, ainda olhando pela janela. Curioso, Shinu seguiu sua linha de visão. Um veículo militar estava estacionado lá fora, não um veículo de combate, mas um caminhão de carroceria aberta tipicamente usado para transportar soldados.

É isso que ele acha tão interessante? É por isso que ele está olhando tão intensamente? Justo quando Shinu estava prestes a questionar, Taebaek falou suavemente.

— Shinu.

— Sim?

— Você disse que há o Quartel-General do Exército, o Quartel-General da Marinha e o Quartel-General da Aeronáutica aqui, certo?

— Sim.

— Então, se há uma aeronáutica, não haveria helicópteros ou caças?

A pergunta inesperada fez Shinu piscar de surpresa.

— Bem… sim. Eles podem não ter os caças mais modernos como os das bases aéreas, mas deve haver helicópteros e aviões.

— Uh… sim, eles têm alguns. Não têm os caças mais recentes como na base aérea, mas têm helicópteros e jatos.

— Não podemos pegar um desses?

— …Nós?

— Sim.

— Você sabe como pilotar um helicóptero, Taebaek?

— Você sabe, não sabe?

Shinu piscou surpreso, apontando para si mesmo. — Eu? Eu? — Taebaek assentiu. Houve um breve silêncio. Shinu, parecendo desconfortável, finalmente o quebrou.

— …Como eu saberia?

— Você não sabe? Por que não?

— Eu sou um oficial das forças especiais do exército, não das forças especiais da aeronáutica, Taebaek.

— Oh…

Taebaek bateu palmas lentamente, como se estivesse percebendo algo. Ele presumiu que, como Shinu conseguia fazer quase qualquer coisa, ele também saberia pilotar um helicóptero. Então, isso significa que ele também não sabe dirigir um tanque? Espere, mas tanques são equipamentos do exército, então talvez ele saiba? Taebaek esfregou o queixo pensativo.

— Então eu deveria tentar? Eu pilotei um avião leve em Guam.

— Em Guam? Por quê?

— Fazia parte de um pacote turístico.

— …

Shinu pressionou os lábios. Um pacote turístico… um passeio… Então, ele voou porque o guia disse para ele tentar. Shinu sentiu de repente que o lámen que comera mais cedo estava finalmente atingindo-o com sua picância. Sua garganta parecia seca.

Por que alguém com trilhões em ativos se daria ao trabalho de pegar um pacote turístico? Não seria mais fácil simplesmente comprar uns dois helicópteros como se compra carros?

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.

Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive

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