Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 131 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 131

Não era o portão da frente nem o de trás, mas uma porta lateral. Havia também uma escadaria de ferro fixada na parede do edifício.

Como sempre, Shinu, segurando uma arma, desceu primeiro. Enquanto ele vasculhava os arredores, Taebaek arrumava sua mochila. Não seria apenas um tratamento único. Ele precisava levar medicamentos para futuras trocas de curativo, em caso de infecções ou, embora não devesse acontecer, outro ferimento.

Taebaek também embalou algumas barras de proteína, chocolates, dois copos de macarrão instantâneo e um pouco de arroz pronto para consumo. Havia sobras de comida, mas era muito inconveniente cozinhá-las em um hospital. Ele não esqueceu de levar uma muda de calças também.

Quando a mochila de Taebaek já estava estufada, Shinu bateu na janela. Com uma pistola no coldre e um rifle em uma das mãos, Taebaek saiu do carro.

Shinu colocou um pé na escadaria de ferro. Taebaek arqueou uma sobrancelha.

— Vamos subir?

— Sim. Se houver alguém lá dentro, seja um Devorador ou um humano, é mais provável que estejam nos andares inferiores. Então, vamos para os andares superiores.

Taebaek assentiu e o seguiu. Shinu deliberadamente diminuiu o passo para acompanhar o ritmo de Taebaek devido ao ferimento na perna. Ele ficou ao lado dele, oferecendo apoio. Embora Taebaek pudesse caminhar sem muita dificuldade, ele não recusou a ajuda. Em vez disso, aproveitou a oportunidade para se aconchegar ao lado de Shinu.

Shinu estava ciente da mão travessa de Taebaek, mas preferiu não comentar. Se ele desse atenção a tudo o que ele fazia, seus lábios poderiam rachar de tanto falar.

Logo, os dois chegaram ao último andar. Era apenas o quinto andar, então chegaram antes mesmo de ficarem sem fôlego.

Shinu inspecionou a porta de saída de emergência. Estava trancada com um sistema de acesso por cartão magnético. Por ser um hospital militar, a segurança era rígida. Taebaek franziu a testa. Se eles atirassem ou forçassem a abertura da porta, provavelmente dispararia uma sirene ensurdecedora.

Enquanto debatiam o que fazer, Shinu puxou uma faca do bolso de trás. Com mãos habilidosas, ele removeu a tampa da fechadura. Logo, o leitor de cartões e alguns fios ficaram expostos. Sem hesitação, Shinu cortou alguns dos fios. A luz vermelha na fechadura apagou-se com um pequeno “clique”.

Shinu dobrou a faca e a guardou de volta no bolso. Então, com a coronha de seu rifle, golpeou com força a maçaneta da porta. Com um único golpe, a maçaneta ficou pendurada, mal presa.

Shinu, inexpressivo, abriu a porta e espiou para dentro. Embora as luzes estivessem apagadas, a luz do dia que filtrava pelas janelas do corredor era suficiente para garantir visibilidade. Apesar do barulho alto ao abrir a porta, não houve sinal de movimento, indicando que não havia ameaça imediata por perto.

Shinu fechou a porta novamente e encarou Taebaek, que estava parado ali, atordoado. Só então Taebaek voltou à realidade.

— Uau, sinto como se tivesse acabado de assistir a uma maratona de Missão Impossível, do primeiro ao oitavo filme.

— Eu pareci legal?

— Sim, foi provavelmente a trigésima quarta vez.

— O que foi?

— O número de vezes que me apaixonei por você.

— ……

— A trigésima terceira foi quando você disse: “Taebaek, eu posso vencer todos eles”.

Taebaek piscou um olho, parecendo inocente, fofo e charmoso. Shinu riu e puxou Taebaek pelo colarinho, plantando um beijo em seus lábios. Então, achando insatisfatório, deu-lhe outro selinho rápido.

— ……

Os olhos de Taebaek se arregalaram e um rubor subiu por suas bochechas. Apesar de falar casualmente sobre sexo, parecia que beijos ainda o deixavam envergonhado. Divertido com isso, Shinu considerou dar-lhe outro beijo, mas parou ao notar sangue escorrendo pela bandagem na coxa de Taebaek.

Shinu tirou a mochila do ombro de Taebaek e a colocou no seu. Ele segurou seu rifle com mais firmeza.

— Hoje, não vamos atrair nenhum monstro. Vamos prosseguir com o máximo de cuidado e silêncio possível.

— Por quê?

— Antes, se houvesse um monstro, poderíamos simplesmente ir para outro lugar. Mas agora, mesmo que haja um monstro, precisamos entrar. É melhor evitar riscos desnecessários.

Taebaek assentiu, compreendendo.

Os dois entraram silenciosamente no hospital. O cheiro característico de desinfetante os recebeu. O interior estava silencioso. Papéis, cadeiras de rodas, suportes de soro e bandagens estavam espalhados aleatoriamente, mas não havia manchas de sangue.

Não parecia ter havido uma batalha com um monstro, mas sim uma cena caótica causada por pessoas evacuando às pressas, tropeçando e caindo.

O último andar consistia principalmente de quartos de pacientes. As camas estavam vazias, restando apenas lençóis amassados. Não havia pacientes ou médicos. Shinu inspecionou rapidamente os quartos, ansioso para tratar a perna de Taebaek o mais rápido possível. Ele verificou a saída de emergência, o elevador e até as cabines do banheiro, mas sua atenção estava voltada principalmente para a sala de cirurgia no final do corredor.

Curiosamente, o hospital militar tinha uma sala de cirurgia no último andar. Soldados feridos no campo chegavam de helicóptero, pousando no telhado. Embora hospitais comuns também recebessem pacientes de helicóptero em emergências, hospitais militares lidavam com eles com mais frequência. Os ferimentos, muitas vezes causados por armas de fogo ou explosivos, eram tipicamente mais urgentes.

O próprio Shinu já havia entrado e saído da sala de cirurgia no último andar algumas vezes, então a conhecia bem.

Após confirmar que a área era segura, Shinu finalmente entrou na sala de cirurgia. Ao contrário do corredor bagunçado, a sala estava bem conservada. As ferramentas cirúrgicas estavam intactas e a cama estava limpa. Estava escuro, porém. Shinu tateou a parede até encontrar o interruptor de luz.

Com um “clique”, as luzes piscaram e acenderam. Hospitais tendem a gerenciar seus sistemas elétricos separadamente, dada a conexão direta com o salvamento de vidas. Graças a isso, as luzes acenderam intensamente, apesar de o hospital estar abandonado há algum tempo.

Depois de escanear a sala, Shinu usou um suporte de soro para trancar a porta. Ele então pousou sua bolsa e examinou cuidadosamente os medicamentos na sala. Como o ferimento exigia apenas desinfecção e sutura, as drogas disponíveis seriam suficientes.

Shinu selecionou eficientemente os medicamentos necessários. Ele não estava equipado para lidar com grandes cirurgias como laparotomias ou ferimentos por arma de fogo, mas a sutura estava dentro de suas capacidades. Afinal, soldados frequentemente sofriam lacerações em combate. A maioria das cicatrizes de Shinu era desse tipo de ferimento.

Embora não fosse tão habilidoso quanto um médico e cicatrizes fossem inevitáveis, ele poderia ao menos fornecer o tratamento adequado.

Shinu despejou os medicamentos na mesa cirúrgica. Enrolando as mangas, ele lavou minuciosamente as mãos na pia. Enquanto isso, Taebaek, sem qualquer traço de embaraço, tirou as calças e vagou pela sala de cirurgia.

Depois de calçar as luvas cirúrgicas, Shinu acenou em direção à cama.

— Deite-se.

— Posso ficar sentado?

— Dessa forma, você verá o ferimento sendo tratado. E você é um medroso…

— É, você tem razão — Taebaek concordou facilmente. Observar sua própria pele sendo costurada provavelmente o faria desmaiar. Ele se deitou na cama e Shinu ajustou a luz cirúrgica para brilhar em sua perna. Ele então começou a desenrolar cuidadosamente a bandagem.

O ferimento logo ficou exposto. Apesar da bandagem apertada, a pele ainda estava aberta. Shinu franziu levemente a testa ao inspecionar a ferida. Taebaek, parecendo uma criança de nove anos sendo arrastada ao dentista, perguntou nervoso:

— Você vai usar anestesia, certo?

— Não.

— P-por que não? Você não tem nenhuma?

— É realmente necessário? Você não consegue aguentar isso?

— Aguentar isso? Olha como está rasgado! O sangue está jorrando! Você acabou de dizer que eu sou medroso, lembra?

O rosto de Taebaek empalideceu enquanto ele levantava a parte superior do corpo. Shinu achou sua expressão ansiosa, porém adorável, divertida e riu baixinho. Ele pressionou um beijo no joelho de Taebaek antes de mostrar-lhe uma seringa cheia de um líquido transparente.

— Eu estava brincando. É um anestésico local.

— Uau… Você gosta de me provocar?

— Sim.

Sorrindo abertamente, Shinu levou a seringa ao ferimento de Taebaek.

— Pode arder um pouco. A anestesia—

— É o que mais dói.

— Você sabe bem.

Shinu o elogiou com um toque de carinho. Taebaek engoliu em seco, apertando os braços um contra o outro tão forte que seus músculos saltaram.

A agulha perfurou a pele de Taebaek e ele estremeceu, soltando um gemido suave enquanto fechava os olhos. A risada leve de Shinu flutuou acima dele.

Depois de dar o último ponto e cortar o fio de sutura, Shinu expirou pelo nariz. Ele pousou a tesoura e retirou suas luvas ensanguentadas.

— Terminamos?

Taebaek, que estivera deitado confortavelmente como se estivesse em seu próprio quarto, perguntou. Conforme a anestesia fazia efeito, entorpecendo a dor, ele recuperou a compostura. Ele até desembrulhou uma bala mastigável, soltando comentários grosseiros casualmente enquanto admirava o perfil focado de Shinu.

Coisas como: “Droga, seu nariz é tão bonito”, “O que você fez para ter cílios tão longos?” e “Suas maçãs do rosto são tão lindas, eu quero esfregar meu pau nelas”.

— Sim. Os músculos e nervos parecem bem, mas você ainda deve ter cuidado até que cicatrize. Eu dirigirei por enquanto.

— Ah, tudo bem. Eu dirijo com o pé direito de qualquer maneira.

Shinu assentiu, como quem diz “claro”, e colocou cuidadosamente um grande curativo à prova d’água sobre a ferida antes de perguntar:

— Você tomou vacina contra tétano? Precisa ter cuidado se foi arranhado por um cano enferrujado.

— Uh… Não me lembro. Isso não é algo que você toma quando é bebê?

— Uma vacina contra tétano não oferece imunidade vitalícia com apenas uma dose… Sabe de uma coisa, vamos apenas te dar uma.

— Precisa mesmo?

Taebaek respondeu com indiferença, não parecendo muito preocupado com a própria perna. Shinu pensou em lhe dizer como o tétano poderia levar a uma amputação ou paralisia de corpo inteiro, mas decidiu não fazê-lo. Era mais fácil apenas encontrar o medicamento e dar a injeção.

Shinu vasculhou o armário de medicamentos, encontrou o que precisava e aplicou a injeção no braço de Taebaek. Depois de arrumar um pouco as coisas, Taebaek perguntou:

— E você? Você deveria tomar uma também.

O tom era como se dissesse: “É algo bom, então você deveria tomar também”. Shinu soltou uma risada suave.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.

Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive

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