Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 130 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 130

Com os dois braços fortemente entrelaçados na cintura de Taebaek, Shinu enterrou o rosto na nuca dele. A força de seu aperto era tão intensa que Taebaek mal conseguia respirar.

Sobressaltado pelo abraço repentino, Taebaek arregalou os olhos. Então, com uma leve risada, retribuiu o abraço. Ele até deu tapinhas na nuca de Shinu com sua mão grande.

— O que é isso… Você também estava com medo, hein?

— …É claro que eu estava — Shinu respondeu com uma voz baixa e embargada. Suas palavras saíram arrastadas, soando quase como um resmungo manhoso. Estranhamente, Taebaek amou aquilo. Seu sorriso atrevido surgiu de forma incontrolável, então ele teve que morder o lábio para contê-lo. Ele esfregou a bochecha contra o topo da cabeça de Shinu.

Os dois permaneceram nos braços um do outro por um tempo. Mesmo não tendo ficado separados por muito tempo, parecia que estavam se reencontrando após uma separação dramática. Eles sentiam muita falta um do outro.

Depois de um momento, Shinu levantou lentamente a cabeça. Seus olhos estavam tingidos de vermelho e seus lábios estavam inchados, como se ele os tivesse mordido.

— Não se machuque.

— …

— E não me deixe para trás.

— …

— Nós prometemos que viveríamos uma vida normal juntos.

— Sim, nós prometemos. Me desculpe.

Taebaek esfregou gentilmente o canto dos olhos de Shinu com o polegar. Shinu franziu levemente a testa.

— Eu não quis dizer que a culpa foi sua, Taebaek. Se for de alguém, a culpa é minha. Eu deveria ser o seu guarda-costas…

— Independentemente disso, se eu fiz você imaginar ser deixado sozinho, a responsabilidade é minha. Fui eu quem insistiu que viveríamos uma vida normal.

Taebaek pressionou os lábios firmemente contra a testa de Shinu antes de se afastar. Os lábios de Shinu se moveram como se ele quisesse dizer algo, mas, em vez disso, ele enterrou o rosto de volta no peito de Taebaek. Taebaek deu tapinhas lentos nas costas de Shinu.

— O que você estava planejando fazer se eu me transformasse em um devorador? Você deve ter pensado nisso, nem que fosse por um momento.

— Eu estava planejando deixar você me devorar.

— …Sério?

— Sim.

— Você é inacreditável…

Taebaek estalou a língua. Era uma resposta frustrante, mas ainda era melhor do que: “O que mais eu poderia fazer? Matar você e seguir meu próprio caminho”.

Ah, tanto faz, nada de ruim aconteceu no final. Enquanto Taebaek sorria suavemente abraçando Shinu, Shinu acariciou gentilmente a coxa de Taebaek, cuidadoso para não machucá-lo.

— Precisamos tratar seu ferimento novamente.

— Nós não terminamos?

— Não é o tipo de ferimento que cicatriza apenas com um curativo. Precisa de pontos.

— Ah, qual é—

— Se não fizermos isso, a carne vai se abrir e não vai curar. Você continuará sangrando, sentirá tontura pela perda de sangue e sua temperatura corporal cairá. Se você cair no sono, pode nunca mais acordar.

— ….

— Se tiver sorte, morrerá pacificamente. Mas se infeccionar, será extremamente doloroso. Vermes podem até começar a se criar. Você tem que tratar isso.

— Você está me assustando — Taebaek disse com um biquinho, pressionando o nariz no pescoço de Shinu para inspirar seu perfume. Shinu gentilmente o afastou e alcançou o banco do passageiro, pegando um mapa. Eles precisavam encontrar um lugar para o tratamento. O ferimento não era grave o suficiente para um hospital de grande porte, então uma pequena clínica ortopédica ou dermatológica seria suficiente.

O problema era se essas clínicas ainda estariam funcionando. Pessoas feridas como Taebaek, ou Devoradores , provavelmente saquearam esses lugares em busca de remédios. Os suprimentos provavelmente haviam acabado, e sempre havia o risco de encontrar outros sobreviventes.

A essa altura, Shinu estava farto de encontrar pessoas. Cada encontro significava suspeita, tensão e, eventualmente, derramamento de sangue. Com a perna ferida de Taebaek, eles precisavam encontrar a rota mais segura possível.

Apoiado em Taebaek, Shinu examinou o mapa. No entanto, ele não fornecia informações detalhadas sobre a localização de hospitais. Mostrava apenas estradas principais, montanhas, prefeituras, marcos culturais e escolas. Invadir a cidade às cegas era arriscado demais.

Enquanto Shinu percorria o mapa, um nome familiar abaixo de Gongju chamou sua atenção. Ele esfregou as letras pretas com o polegar.

— Taebaek-ah.

— Sim?

— Vamos para Gyeryong.

— Gyeryong? Tem algum hospital lá?

— Tem o Quartel-General do Exército.

— …O quê?

Taebaek, que estava se aninhando no pescoço de Shinu, levantou a cabeça.

Conforme o carro entrava em Gyeryong e se aproximava do cruzamento perto do Quartel-General do Exército, Shinu olhou ao redor. A estrada estava impecável. Não havia prédios grandes ou pessoas por perto, e a larga estrada de seis pistas a fazia parecer ainda mais desolada. Foi construída deliberadamente para veículos militares, como tanques, durante tempos de guerra.

Shinu dirigia devagar. Ele estivera naquela área inúmeras vezes antes de dar baixa e conseguia navegar por ali de olhos fechados. Foi por isso que ele assumiu o volante no lugar de Taebaek.

A estrada que levava ao quartel-general era bastante longa, ladeada por árvores em ambos os lados. Postes de iluminação ficavam no meio, e a brilhante Taegeukgi tremulava com a brisa.

— Uau… Realmente parece diferente de outras estradas, hein?

Taebaek maravilhou-se, mastigando um pedaço de chocolate no banco do passageiro. A estrada parecia estranhamente mais nítida, com as árvores perfeitamente alinhadas em fileiras organizadas ao longo do caminho reto.

— Você acha que vai sobrar algum remédio?

Depois de terminar o chocolate, Taebaek abriu um saco de gomas e colocou uma na boca de Shinu.

— Sim. Eles devem ter suprimentos semelhantes aos de um grande hospital.

— As pessoas já não teriam roubado tudo?

— Provavelmente não pensariam em verificar o hospital dentro do Quartel-General do Exército.

Enquanto os hospitais civis na cidade provavelmente foram saqueados por sobreviventes, este lugar era diferente. Não muitos saberiam a localização do hospital militar.

Taebaek esticou o pescoço, espiando para fora. Ele vislumbrou prédios além das árvores densas. Eles pareciam surpreendentemente comuns. Parecia mais um campus universitário do que qualquer outra coisa — um campus de universidade federal antigo e não muito moderno.

Mesmo não vendo ninguém, o silêncio o deixava inquieto.

Pegando um punhado de gomas, Taebaek perguntou novamente: — E se os líderes do golpe estiverem aqui? E se formos pegos?

— Na minha opinião, ou eles falharam e se dispersaram, ou foram para Mokpo em busca de segurança, ou se transformaram em devoradores enquanto lutavam na linha de frente. Mas se formos pegos…

— Se formos pegos?

— Diga a eles que viemos nos alistar.

— …Hã?

Taebaek ficou tão atordoado que deixou cair a goma que estava prestes a comer. Alistar? Agora? Com quase trinta anos? Nesta situação de guerra? Alistar?

Taebaek inclinou a cabeça, confuso. Shinu explicou pacientemente.

— Somos ambos homens adultos saudáveis. Se jogarmos o jogo deles, eles nos aceitarão. Se ainda estiverem mantendo o golpe, provavelmente estão com falta de contingente. Podem até ser tolos o suficiente para pensar que lutarão contra a ONU com os soldados que têm.

— ….

— O que quer que estejam planejando, não nos importa. Vamos apenas tratar seu ferimento e sair.

— É realmente tão simples assim? Provavelmente há soldados incríveis aqui, certo? Forças especiais, tipo tanques em forma humana?

Shinu riu baixo disso. Ele recolheu levemente o queixo e lançou a Taebaek um olhar afiado e divertido.

— Taebaek-ah.

— Sim?

— Eu posso vencer todos eles.

Shinu franziu o nariz de brincadeira.

— ….

A boca de Taebaek caiu. As gomas em sua boca escorregaram pela língua. Shinu gentilmente alcançou e fechou a mandíbula de Taebaek com o dedo. Então, ele riu de suas próprias palavras. Estou ficando atrevido como o Taebaek?

Ao se aproximarem da entrada da base, Shinu girou suavemente o volante. Eles não tinham interesse em mais nada e seguiram direto para o hospital.

A essa altura, Taebaek finalmente havia recuperado a compostura.

— Ei.

— Sim?

— Você acha que vai ter algum lugar no hospital onde possamos… você sabe?

— ….

Shinu pressionou os lábios com força. Ele não pretendia responder, sabendo que era mais uma das piadas de Taebaek. Mas o olhar de Taebaek permaneceu colado em sua bochecha, recusando-se a desviar. Com um suspiro suave, Shinu finalmente respondeu.

— Se você tentar isso com essas coxas, vai acabar coberto de sangue.

— Eh, eu aguento isso.

Taebaek deu um tapa na coxa com um sorriso, apenas para estremecer de dor, fechando os olhos com força. Shinu estalou a língua. Cara louco…

Logo, o carro chegou à frente do hospital. Uma placa onde se lia [Hospital Distrital de Gyeryongdae] olhava para os dois.

Shinu dirigiu ao redor do hospital, procurando um lugar para estacionar, ou melhor, um lugar para esconder o carro. Taebaek engoliu em seco ao ver os veículos militares e ambulâncias alinhados por toda parte. Shinu o tranquilizou gentilmente.

— Não se preocupe muito. Provavelmente estará vazio. Não vimos ninguém no caminho para cá?

— Uh… É verdade. Por que será?

— A população da cidade em si é pequena. A cidade de Gyeryong não tem população suficiente para ser elevada ao status de cidade. Foi a única cidade elevada a esse status sob uma lei especial antes da cidade de Sejong. É a sede do Quartel-General Militar Nacional, onde ficam os comandos do Exército, Marinha e Aeronáutica.

— Oh, parece uma cidade muito legal.

— …Taebaek pode ver as coisas dessa forma.

Shinu riu. É bom quando ele consegue ser tão despreocupado em momentos como este.

— De qualquer forma, quando o vírus começou a se espalhar, a maioria do pessoal militar provavelmente foi deslocada para outras áreas, incluindo Seul. O que restou provavelmente não são soldados de combate, mas administrativos. Mesmo esses devem ter ido para Mokpo quando o alerta de mísseis foi emitido.

Tendo terminado de falar, Shinu estacionou o carro em frente a uma pequena porta no canto do hospital.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.

Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive

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