Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 123 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 123

— Isto é Samgyetang (sopa de frango com ginseng), e isto é arroz instantâneo. Também tem mingau. Descobrimos um baú de tesouro que alguém havia guardado há alguns dias, então trouxemos bastante.

— ……

— Quando está frio e você está tremendo, nada supera uma sopa quente, certo? Vocês provavelmente têm comida suficiente, mas caso estivessem com vontade de uma sopa, trouxemos isto. É comida instantânea, então não é incrivelmente deliciosa, mas também não é ruim.

— ……

— Ah, e também tem kimchi. Parece incompleto sem kimchi, não é?

Taebaek continuou habilmente a conversa unilateral, embora ninguém estivesse respondendo. Shinu olhou com carinho para a nuca de Taebaek.

A família alternava o olhar entre Taebaek, Shinu e a comida colocada diante deles. Seus olhos estavam cheios de hesitação. Eles receberam comida do nada — coisas como enlatados seriam mais comuns, mas estes eram itens raros agora, então a cautela deles era compreensível.

Afinal, a palavra “boa vontade” havia se tornado escassa neste mundo.

Até mesmo Taebaek e Shinu provavelmente teriam empunhado uma arma e dito a alguém para ir embora se subitamente lhes tivessem oferecido comida de forma tão calorosa.

Talvez por isso a família não se movesse facilmente. Enquanto Taebaek ponderava como aliviar as preocupações deles, a mãe se aproximou lentamente.

— Isto… Isto é tão valioso… Tem certeza de que podemos aceitar? Não temos nada para oferecer em troca…

— Nós temos bastante. Por favor, aceitem.

— Meu Deus, mas ainda assim, isto é tanto. Não deveríamos nos aproveitar… Ficaremos bem apenas com esta quantidade.

Com mãos pequenas, ela pegou um samgyetang e dois pacotes de arroz instantâneo. Taebaek balançou a cabeça, empurrando suavemente toda a comida que trouxera para frente.

— Se quiserem continuar saudáveis, precisam comer bem. O que é importante não é o orgulho, é que sua família coma até se fartar.

As palavras de Taebaek, proferidas em um tom calmo e amigável, eram perfeitamente convincentes. Era o seu jeito único de falar — um método especial de conversação ao qual Shinu já havia se acostumado.

Apesar de ter vivido uma vida de riqueza, falar sobre humildade e família nunca parecia fora de lugar para Taebaek. Ele não olhava ninguém de cima ou os menosprezava sutilmente. Ele ajudava os que estavam em perigo e confortava os que estavam tristes. Estava claro — ele havia crescido bem.

Se estivessem sozinhos, Shinu teria plantado um beijo profundo naqueles lábios. Sem que ninguém percebesse, Shinu lambeu o próprio lábio inferior.

— ……

A mãe hesitou diante das palavras de Taebaek, então, com um sorriso tímido, ela recolheu a comida. Taebaek também trouxe um fogareiro portátil e utensílios, por precaução. A família, tendo baixado um pouco a guarda, aproximou-se. Taebaek e Shinu os observavam com expressões satisfeitas.

— Tem uma farmácia na ponta de lá. Sua filha deve conhecer — é uma loja de cosméticos, mas eles também têm muita comida. Não têm coisas como samgyetang, mas há muitas bebidas, água e lanches. Depois que comerem, deveriam dar uma olhada lá.

Taebaek conversava com um tom amigável. A princípio, a família respondia apenas vagamente, mas logo sorriram calorosamente de volta.

Enquanto os dois homens observavam a família preparar a refeição, eles se levantaram lentamente. Estava claro que dois estranhos parados por perto tornariam difícil para a família comer confortavelmente.

Assim que saíram da loja, Taebaek segurou a mão de Shinu.

— É por isso que as pessoas fazem boas ações.

— Por que?

— Porque a sensação é boa.

Taebaek sorriu timidamente. Embora ele tenha dito “a sensação é boa”, a maneira como pronunciou foi mais como “a sensação é óóótima”. Suas bochechas estavam estufadas, refletindo claramente seu bom humor. Taebaek continuou a tagarelar por todo o caminho até a loja de camping.

— Eu costumava fazer muito trabalho de caridade, sabia? Como doações regulares — transferências automáticas, esse tipo de coisa. Minha mãe me obrigava, mas mesmo assim, eu fazia.

— ……

— Mas fazer isso cara a cara assim parece diferente. Ah, mas não quero dizer que o que acabamos de fazer foi caridade. Só mencionei isso porque as únicas boas ações que fiz antes foram aquelas doações.

Shinu ouvia silenciosamente a tagarelice de Taebaek, balançando a cabeça ocasionalmente. Ele achava o fluxo constante de palavras de Taebaek, ditas em uma voz baixa mas rítmica, bastante agradável. Tanto que ele não pôde deixar de se perguntar por que costumava desgostar tanto disso.

Os dois logo chegaram à loja de camping. Taebaek tirou os sapatos animadamente, mas Shinu segurou gentilmente seu cotovelo.

— Taebaek.

— O que foi?

— De agora em diante, precisamos ser mais cautelosos. Eles sabem que temos comida.

— Uh… sim.

— Este mundo força as pessoas a serem egoístas. Especialmente se elas têm uma família para alimentar, o egoísmo delas se torna justificado.

— ……

O humor de Taebaek murchou rapidamente. Shinu levantou a mão e acariciou suavemente o cabelo dele.

— Por que Taebaek deveria se sentir triste pelo egoísmo de outra pessoa? Fizemos uma coisa boa hoje. Isso é tudo o que importa.

As palavras gentis de Shinu trouxeram um sorriso brilhante de volta ao rosto de Taebaek. Sim, por que se preocupar com os outros? Eles só precisavam trilhar seu próprio caminho. Taebaek abraçou Shinu e esfregou a bochecha em seu ombro.

— Eu gosto de você, hyung.

— Eu também gosto de você, Taebaek-ah.

Shinu sorriu enquanto dava tapinhas nas costas largas de Taebaek.

Eram 3 da manhã. Taebaek, que havia prometido anteriormente que ficaria de vigia sozinho esta noite, começou a cochilar. Se ele ia acabar dormindo de qualquer maneira, seria melhor deitar, mas em vez disso, ele cochilou com a cabeça apoiada no ombro de Shinu. Shinu debateu se deveria acordá-lo e deitá-lo ou deixá-lo como estava. Ele sabia que, se o acordasse, Taebaek permaneceria teimosamente acordado com os olhos bem abertos.

Shinu olhou pela aba entreaberta da barraca. O som da chuva estava ficando mais alto. O trovão rugia ferozmente, tão alto que parecia que o céu poderia desabar antes mesmo de um míssil atingir.

Não que ele se importasse se o céu desabasse, mas… O que o incomodava era o trovão rude que poderia acordar Taebaek de seu sono leve. Cada vez que o trovão rugia, as sobrancelhas de Taebaek se franziam e relaxavam novamente, deixando Shinu ansioso. Ele desejava poder fazer o trovão se sentar e dar-lhe uma bronca por ser tão indelicado.

Naquele momento, outro estalo de trovão estrondou — este especialmente alto e forte. Taebaek estremeceu, seu corpo tremendo levemente, e então ele finalmente abriu os olhos.

Shinu soltou um suspiro profundo. Já que Taebaek estava acordado, ele poderia muito bem convencê-lo gentilmente a se deitar e dormir. Com isso em mente, ele olhou para Taebaek, que pressionava os lábios teimosamente, tentando arduamente afastar os restos do sono. A visão dele era ao mesmo tempo digna de pena e adorável.

Shinu deu tapinhas no ombro de Taebaek com um sorriso divertido.

— Taebaek, apenas feche os olhos por um momento.

— Mmm… Está tudo bem. Você dorme primeiro, hyung…

A voz de Taebaek, densa de sono, esticava-se preguiçosamente como queijo. Shinu riu baixinho e deu tapinhas nele.

— Quem estiver com sono deve dormir.

Gentilmente, ele empurrou Taebaek para baixo na coberta. Por uma vez, Taebaek não resistiu muito e se deitou conforme Shinu o guiava. Ele devia estar realmente cansado. Shinu colocou um travesseiro sob sua cabeça e puxou um cobertor grosso sobre ele.

Mesmo enquanto Shinu se certificava de que Taebaek estava confortável, a chuva e o trovão continuavam lá fora. Assim que terminou de acomodá-lo, ouviu um som estranho em meio à chuva. Era suave, mas distinto, um ruído pesado e abafado que não se encaixava na paisagem sonora.

Sem esperar para descobrir o que era, Shinu pegou seu rifle e se levantou. Quando saiu da barraca, a trava de segurança estava desativada, sua mão direita estava no gatilho e a esquerda segurava o cano.

Ao virar a arma na direção do ruído, varrendo a escuridão úmida, um brilho fraco de luz chamou sua atenção. Shinu ergueu a arma, pronto para disparar, e ligou a lanterna acoplada. O feixe forte iluminou um homem de meia-idade vestindo uma jaqueta leve e brilhante. Era o pai de antes.

— Oh… Eu te assustei? Sinto muito…

O pai riu sem jeito e recuou. Para mostrar que não tinha intenção de fazer mal, ele levantou as duas mãos. Ele não carregava nenhuma arma e não havia outros membros da família à vista.

Mas Shinu não baixou a arma, ainda mirando na cabeça do homem. Era tarde da noite, e um convidado indesejado se aproximara deles silenciosamente — ele tinha todos os motivos para estar em guarda.

— O que você quer? — Shinu perguntou, sua voz afiada e tensa. O pai soltou uma risada nervosa.

— Eu trouxe algumas maçãs para vocês… Nós costumávamos ter uma plantação de maçãs, então, embora não tenhamos muita comida, temos muitas maçãs. Ah, e eu coloquei alguns pepinos também. Não são os mais frescos, mas ainda estão comestíveis. Minha esposa insistiu que eu trouxesse para vocês…

— ……

— Nós realmente gostamos do samgyetang. Minha filha se sentiu mal por não ter agradecido adequadamente mais cedo, então ela estava preocupada com isso. Mas achei que seria desconfortável se víssemos todos juntos, então vim sozinho.

Diante de suas palavras, o franzido na testa de Shinu suavizou um pouco. No entanto, seu dedo ainda descansava no gatilho. Afinal, as mãos do homem estavam vazias, embora ele tivesse mencionado maçãs e pepinos.

Talvez percebendo a suspeita de Shinu, o homem apontou para um cooler ao lado da barraca.

— Oh, as maçãs e os pepinos estão ali dentro. Vocês todos pareciam estar dormindo, então pensei em apenas deixá-los e ir embora. Mas acho que acabei acordando você. Sinto muito por isso.

O homem sorriu sem jeito e começou a se afastar lentamente.

— Já vou indo. Obrigado por tudo hoje. Durma bem, certo? Vejo você de manhã.

O homem se virou e caminhou rapidamente para longe, como se estivesse assustado pela arma que Shinu segurava. Observando-o partir, os olhos de Shinu subitamente se arregalaram.

O cooler. Ele acabara de se lembrar do que havia dentro dele.

— Espere!

Shinu chamou alto o homem, que se virou para olhar para trás. Shinu deu dois passos em direção a ele e perguntou urgentemente:

— Você tocou em alguma coisa dentro do cooler?

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.

Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive

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