Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 122 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 122

— Hora de dormir agora.

— Já? É pouco mais de dez horas.

— Vamos sair cedo assim que a chuva parar amanhã.

— Mas… não somos apenas nós dois aqui…

— Não se preocupe. Eu vou ficar de guarda esta noite. Não há a menor chance de algo acontecer com você.

Shinu acariciou gentilmente o cabelo de Taebaek. Taebaek pegou a mão dele e esfregou a bochecha contra ela como um gato. Então, com uma expressão subitamente calma e séria, ele olhou fixamente para Shinu.

— Eu vou dormir sozinho de novo esta noite? Você também não dormiu a noite passada.

— …

Shinu engoliu em seco, surpreso. Como ele sabia? Depois do tempo intenso que passaram juntos na noite anterior, Shinu fingira dormir, aninhado nos braços de Taebaek. Ele piscava lentamente, consciente da arma ao lado da cama, com os sentidos sintonizados nos ruídos fora da barraca. Ocasionalmente, ele acariciava distraidamente o peito ou os braços grossos de Taebaek.

Mas Taebaek estava dormindo naquela hora. Como ele sabia que Shinu não tinha dormido?

Taebaek riu baixinho, percebendo a confusão de Shinu.

— Você achou que eu não saberia?

— Sim.

— Eu consigo dizer se você está dormindo apenas pela sua respiração. Já passamos noites suficientes juntos a essa altura.

— …

Shinu abriu a boca, mas nenhuma palavra saiu. Taebaek o conhecia melhor do que ele mesmo se conhecia. Era surpreendente e… o deixava feliz. Um sorriso tênue espalhou-se pelos lábios de Shinu enquanto seu corpo se contorcia um pouco de deleite.

Após saborear o momento, Shinu empurrou gentilmente Taebaek em direção à barraca.

— Então você deve ir para a cama primeiro. Eu vou dormir em duas horas.

— …

Taebaek lançou um olhar afiado para Shinu, como se dissesse: “Que mentira descarada”. Não havia a menor chance de ele acordar Shinu mais tarde, e Taebaek não ia cair nessa.

— Estou falando sério…

Shinu murmurou em protesto, parecendo um pouco injustiçado. Mas o olhar desconfiado de Taebaek permaneceu fixo. Em resposta, Shinu rapidamente tirou os sapatos e escorregou para dentro da barraca primeiro.

— Então eu vou dormir primeiro.

— Sério?

— Sim. Venha aqui e me deixe usar seu braço como travesseiro.

Shinu exigiu audaciosamente usar o braço de Taebaek como travesseiro. O rosto de Taebaek suavizou-se, impotente. Shinu, já acomodado na coberta, estendeu os braços em direção a Taebaek, sinalizando para que ele se aproximasse. Taebaek, percebendo o que estava acontecendo, cobriu os olhos com a mão e começou a rir.

Ah, como ele podia ser tão adorável?

Shinu deitou-se de costas como um cadáver, usando o braço de Taebaek como travesseiro. Taebaek virou-se para encarar Shinu, admirando seu rosto sob o brilho suave da lanterna. Ele levou seu tempo, estudando cada detalhe — como as sobrancelhas de Shinu se arqueavam, como seus cílios se moviam, como suas pupilas refletiam a luz, o arredondado de seu nariz, a profundidade de seu filtro labial, o formato das rugas em seus lábios. O tempo voou sem que ele percebesse.

Mas, por algum motivo, Shinu não dava sinais de que ia pegar no sono. Depois de passar a noite anterior em claro, ele deveria estar cansado agora. Não, não era apenas uma noite; eram duas. Ele não havia dormido após a discussão deles no resort de golfe, quando Taebaek saiu furioso. Então, já eram duas noites sem dormir. No entanto, os olhos de Shinu ainda estavam límpidos e brilhantes.

Taebaek estava prestes a perguntar por que Shinu não estava dormindo quando — BOOM! Outro estrondo de trovão ecoou. Como a van tinha quebrado a porta, o som da chuva e dos trovões rugia sem filtros em seus ouvidos.

Taebaek franziu o rosto. Com tanto barulho, ele não tinha certeza se conseguiria dormir. Mas ele também não podia cobrir os ouvidos o tempo todo.

— De todos os lugares para invadir, eles tinham que quebrar a porta…

Ele resmungou, com o lábio inferior inchado de frustração. Eles nem tinham trancado a porta. Eles poderiam apenas tê-la aberto. Shinu deu a ele um leve sorriso e deu tapinhas gentis na mão grande que descansava em sua cintura, como se para confortá-lo.

— Eles provavelmente não estão pensando com clareza.

— Mas ainda assim… quebrar a porta daquele jeito?

— Eles pareciam não dormir ou comer direito há dias. Além disso, o carro deles ficou preso na lama, e eles devem ter tido que empurrá-lo pela sujeira sob esse temporal… Eles provavelmente estão exaustos física e mentalmente.

— …

— Alguns podem estar frustrados porque as coisas não saíram do jeito deles, alguns podem se sentir impotentes e alguns… podem até se sentir culpados.

— …

A boca de Taebaek apertou-se em uma linha fina enquanto ele olhava fixamente para Shinu. Seus olhos não estavam mais focados no presente, mas pareciam derivar por alguma memória distante. Taebaek acariciou gentilmente o cabelo de Shinu e perguntou baixinho:

— Como você sabe de tudo isso tão bem?

— Acontece muito em missões. Se você fica inesperadamente isolado, preso ou perde a comunicação com a base, você tem que sobreviver nas montanhas, na costa ou entre penhascos rochosos. Você caça animais sem nome ou colhe plantas e árvores silvestres para comer.

— …

— Os animais lá fora não são como a carne comum que comemos. Os da selva são duros, têm um gosto forte e horrível.

— …

— E o clima é ou escaldante ou congelante. No calor, insetos rastejam por todo o seu rosto. No frio, seus dedos das mãos ou dos pés podem quebrar como biscoitos. E mesmo assim, você ainda tem que ficar de guarda, então não dorme muito. Eventualmente, algumas pessoas começam a perder o juízo ou têm ataques de pânico.

— …

— Atiram em coisas que não existem ou choram porque acham que foram baleadas quando não foram.

Shinu falou calmamente, prendendo os olhos nos de Taebaek.

— Para aquela família, cada dia que eles sobreviveram deve ter parecido um campo de batalha. Exatamente como foi para nós.

Taebaek assentiu lentamente em compreensão. Ele e Shinu haviam passado por dificuldades inacreditáveis. Mas, honestamente, Taebaek não achou insuportavelmente difícil. Ele não sofreu ao ponto de sua mente parecer estar quebrando.

Tudo porque Shinu estivera ao seu lado.

Se Shinu não estivesse lá, se Taebaek estivesse sozinho, ele teria morrido lá atrás quando encontraram o metrô capotado enquanto fugiam de Seul, quando as janelas se estilhaçaram e os infectados jorraram como uma cachoeira.

Não, espere. Ele teria morrido naquela noite quando a governanta tocou a campainha.

Não, talvez até antes — quando o ônibus capotou na Teheran Road e ele ficou preso no escritório. Ele poderia ter sido devorado ali.

A presença de Shinu fora a razão pela qual Taebaek conseguiu superar todos aqueles desafios. Aquela família parecia daquele jeito porque não tinha alguém como Shinu.

Pode parecer ridículo para qualquer outra pessoa, mas neste mundo, você aprende rapidamente o quão vital pode ser ter alguém ao seu lado. Não apenas para sua segurança física, mas para sua estabilidade mental também.

Taebaek subitamente sentiu uma imensa pena daquela família.

Seus olhos se arregalaram quando ele se levantou bruscamente de sua posição, fazendo Shinu erguer a parte superior do corpo em surpresa. Shinu arregalou os olhos enquanto Taebaek falava com uma expressão séria:

— Hyung. Devíamos dar a eles um pouco do nosso arroz instantâneo? Talvez alguns pacotes de samgyetang? Temos bastante comida, de qualquer maneira.

— Hein?

— Ah, e devíamos dar a eles um pouco de chocolate, doces e… extrato de ginseng. Espere, temos um monte disso na farmácia, então devíamos dizer para eles pegarem um pouco. Tem muita água e bebidas lá também. Eles vão adorar, certo?

Taebaek saiu apressadamente da barraca, descalço, sem nem se dar ao trabalho de calçar os sapatos. Ele abriu o porta-malas do carro e começou a carregar as coisas em sacolas plásticas.

Ele hesitou sobre quantos pacotes de arroz instantâneo incluir, decidindo-se por quatro em vez de dois após um momento de reflexão. Ele empacotou apenas três pacotes de samgyetang, sabendo que era o prato de proteína favorito de Shinu e não querendo dar demais. Para compensar, ele adicionou dois pacotes de mingau de abalone.

Ele também empacotou kimchi e conservas de folhas de perilla. Ele estava prestes a adicionar alguns chocolates e doces, mas desistiu, imaginando que eles poderiam encontrar bastante na farmácia.

Taebaek até empacotou pensativamente um fogareiro portátil, panelas, pratos e utensílios.

Carregando duas sacolas plásticas pesadas em uma das mãos, ele assentiu para Shinu.

— Vamos.

Tanto Shinu quanto Taebaek enfiaram uma pistola no bolso de trás, deixando seus rifles trancados no carro. Carregar armas grandes apenas para compartilhar comida pareceria ameaçador demais.

Como de costume, Shinu liderava o caminho, com Taebaek seguindo atrás.

A família havia se acomodado em uma loja perto do banheiro. Era uma loja cheia de moletons de marca, agasalhos e camisetas.

A família parecia ter acabado de tomar banho, suas roupas e cabelos ainda estavam úmidos. Pelo menos não estavam tremendo como quando saíram da van pela primeira vez. Estavam descalços, deixando pegadas de lama no chão. A mãe estava agachada ao lado da filha, espremendo a água do cabelo dela, enquanto a filha cochilava encostada na parede, cansada demais até para secar o cabelo.

O pai, usando uma camiseta do avesso, encheu uma garrafa térmica com água quente da sala de descanso e a entregou ao filho. Uma etiqueta de chá aparecia na borda da garrafa térmica, sugerindo que ele também o havia pegado na sala de descanso.

Do canto da loja vizinha, Shinu e Taebaek observaram silenciosamente a família, soltando suspiros baixos. Então, eles se revelaram lentamente diante deles. No entanto, como a família estava com as cabeças baixas, não notaram a aproximação dos dois.

Shinu tocou levemente em uma das araras de exibição. Ao som, todos os quatro membros da família ergueram as cabeças rapidamente, com os olhos arregalados de medo. A filha, que estava curvada, endireitou-se, e a família se amontoou mais perto em volta do filho.

Shinu deu a Taebaek um sorriso sem jeito, sinalizando para que ele tomasse a iniciativa. Taebaek era muito melhor do que ele em causar uma boa primeira impressão — sendo amigável, sorrindo, demonstrando boas maneiras e engajando-se em uma conversa educada.

Talvez entendendo o sinal, Taebaek deu um sorriso charmoso com seu rosto bonito e ergueu a sacola plástica que estava segurando.

— Trouxemos um pouco de comida. Vocês aceitam? — ele disse.

As sobrancelhas da família se ergueram em surpresa, com os olhares fixos na sacola plástica que Taebaek segurava. Mas nenhum deles perguntou o que era, agradeceu ou disse que aceitaria de bom grado.

Apesar do silêncio, Taebaek, sem qualquer sinal de constrangimento, sentou-se na frente deles. Ele começou a tirar os itens da sacola plástica, um por um.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.

Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive

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