Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 121 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 121

O homem que segurava o machado olhou ao redor do outlet. No entanto, ele não verificou minuciosamente como Shinu e Taebaek fizeram. Ele apenas vagou desajeitadamente ao redor da van, olhando em volta de forma casual.

Então ele gritou em direção à van: — Parece que não tem ninguém aqui. Podem sair!

A porta do motorista abriu em seguida. Desta vez, uma mulher de meia-idade saiu. Ela estava usando roupas de trilha como o homem, mas seu corpo estava seco e seus sapatos estavam limpos. Parecia que ela estivera ao volante o tempo todo.

Os dois não pareciam particularmente perigosos. No entanto, pareciam exaustos — olheiras profundas sob os olhos, lábios pálidos e olhares cavos. Cada passo que davam vinha acompanhado de um suspiro, como se estivessem sobrecarregados pelo cansaço.

Eles se assemelhavam aos trabalhadores de escritório com aparência de zumbi parados na estação de Sindorim às 7 da manhã. Eram marcadamente diferentes dos maníacos que encontraram antes, como o grupo usando jaquetas de faculdade, o Pastor Sung ou Park Yeongik.

Então eles abriram a porta do banco de trás, e uma jovem surgiu. Ela estava com o cabelo preso e parecia estar na casa dos vinte e poucos anos. Como o homem, ela estava encharcada e seus sapatos estavam cobertos de lama.

Ela se inclinou para dentro do carro, pegando algo lá dentro. Sons de metal batendo podiam ser ouvidos. O homem a ajudou enquanto puxavam algo do carro. Enquanto isso, a mulher de meia-idade foi até o porta-malas e desdobrou um objeto de metal pesado.

Era uma cadeira de rodas.

Shinu e Taebaek baixaram as armas que estavam apontando para o grupo. Aconteceu naturalmente.

Logo, os braços e a cabeça de um homem emergiram do carro. Suas pernas eram excepcionalmente finas em comparação com o resto do corpo. Julgando por seus ombros largos e postura ereta, ele parecia ter quase um metro e oitenta de altura, mas, infelizmente, parecia que não conseguia usar as pernas.

O homem e a mulher mais velhos lutaram para colocá-lo na cadeira de rodas.

Shinu olhou alternadamente para os quatro estranhos. Não foi difícil descobrir o relacionamento deles. Pai, mãe, filha e filho — uma família “normal”, “comum”, “típica”, algo que não viam há algum tempo. Independentemente da condição do filho, ver uma família ainda intacta era raro, como o grupo de três famílias que conheceram nas escadas do apartamento de Taebaek.

Depois de acomodarem o filho, a família tirou outros itens da van: um machado, um cano de metal torto, uma faca de cozinha e algumas armas rudimentares, junto com uma garrafa de água de 1,5 litro pela metade, uma toalha suja e uma mochila fina que parecia quase vazia. A família não parecia estar em boas condições. Era surpreendente que tivessem até um carro funcionando.

A família entrou no outlet. O pai e a filha lideravam o caminho, enquanto a mãe empurrava a cadeira de rodas do filho. O som de pratos quebrados rangia sob seus pés.

Shinu tocou levemente o braço de Taebaek e disse: — Eu vou me aproximar deles primeiro. Vou abaixar minha arma, mas você fique atrás de mim com sua arma escondida e mantenha-se perto.

— Tudo bem.

— Se parecer perigoso… sinta-se à vontade para atirar.

— …Tudo bem.

Após trocarem um breve olhar, os dois saíram da loja. Ao sair, Shinu derrubou deliberadamente uma bolsa de exposição. A família, que acabara de entrar no outlet, congelou com o som. O pai e a filha ergueram suas armas em alarme.

Shinu dobrou a esquina, revelando-se, com Taebaek parado logo atrás dele. A família soltou uma variedade de exclamações — “Ah”, “Oh”, “Gasp” e “Meu Deus”.

Por um momento, houve silêncio. A família encarava Shinu e Taebaek. Ao contrário de Shinu e Taebaek, que já haviam observado a família, os recém-chegados precisavam de tempo para avaliá-los. Shinu esperou pacientemente enquanto eles o faziam.

O olhar do pai fixou-se no rifle na mão de Shinu. Shinu percebeu, mas não fez esforço para esconder a arma. Era um aviso silencioso: nós temos uma arma. Não tente nenhuma tolice.

Um impasse silencioso se seguiu até que a mãe deu um passo à frente.

— Oh céus, eu imagino que vocês já estivessem aqui. Sinto muito… Pensamos que o lugar estivesse vazio…

— …

— Não foi nossa intenção quebrar a porta também. Só pensamos que tínhamos que entrar em algum lugar… O lugar estava tão silencioso, e não havia luzes, então achamos que não havia ninguém aqui.

A mãe sorriu sem jeito enquanto falava. Sua voz tremia ligeiramente, e o sorriso não chegava aos olhos. Não era por raiva ou hostilidade, mas sim… medo. Ela estava claramente com medo, parada diante de dois homens grandes com armas, protegendo o filho na cadeira de rodas.

— Alguém aqui foi mordido? — Shinu perguntou.

— Não, nem um único de nós — a filha respondeu rapidamente. Ainda assim, Shinu inspecionou seus corpos com um olhar escrutinador. Embora já os tivesse verificado quando saíram da van, aquilo era para transmitir uma mensagem: vocês não são convidados bem-vindos, e estamos sendo cautelosos. Não causem problemas.

— São apenas vocês quatro? — Shinu perguntou, ajustando deliberadamente seu rifle.

— Sim, somos apenas nós quatro — o pai respondeu, mas permaneceu tenso, segurando o machado com ainda mais força. Apesar de seu rosto pálido, sua determinação em proteger sua família era clara.

— O que devemos fazer, hyung? — Taebaek sussurrou no ouvido de Shinu. Shinu olhou para a cadeira de rodas atrás da mãe.

Normalmente, o melhor seria mandá-los embora. Eles haviam chegado primeiro, e aquelas pessoas eram intrusas — ameaças potenciais. Quem sabia quando seus rostos poderiam mudar, e aquele machado cego poderia facilmente descer sobre suas cabeças enquanto estivessem desprevenidos?

No entanto, não seria fácil para a família sair e sobreviver naquela situação.

Eram quase 10 da noite e os arredores eram todos campos de arroz. Depois de dois dias de chuva ininterrupta, esses campos provavelmente estavam inundados com lama espessa. Tentar encontrar outro lugar seguro em sua van já castigada seria difícil.

— O que você acha que devemos fazer, Taebaek? — Shinu perguntou, sem tirar os olhos da família.

— …

Taebaek permaneceu em silêncio, seus olhos detendo-se nos lábios pálidos da filha e nos tornozelos frágeis do filho. Após um momento de reflexão, justo quando estava prestes a responder, um trovão estrondou no céu. Todos, exceto Shinu, recuaram com o som.

Então, a mãe deu um passo à frente lentamente.

— Eu sei que não somos bem-vindos, mas… Poderíamos ficar por apenas uma noite? Meu marido e minha filha estão encharcados; eles precisam se trocar e descansar.

— …

— Ficaremos quietos em um canto e partiremos pela manhã. Ou poderíamos ficar no segundo andar, perto do banheiro, ou até mesmo aqui mesmo. Não importa. Apenas por uma noite, por favor.

— …

— O tempo lá fora está terrível. Se sairmos agora, estaremos acabados.

A mãe implorou sinceramente. Assim que ela terminou de falar, o filho moveu sua cadeira para frente e baixou a cabeça.

— Por favor. Só precisamos nos aquecer um pouco antes de partirmos. Se minha irmã e meu pai ficarem doentes, nossa família… não vai conseguir.

Tanto Shinu quanto Taebaek franziram a testa enquanto olhavam para a cabeça curvada. Eles não tinham feito nada, mas já se sentiam como vilões. Era desconfortável, e eles queriam evitar aquela situação.

Shinu olhou para Taebaek, que assentiu. Era um sinal de que estava tudo bem deixá-los entrar.

— Entrem — disse Shinu, gesticulando em direção ao corredor que levava à loja de artigos de camping. Ele pretendia guiá-los para longe da área dele e de Taebaek.

— Obrigado.

— Muito obrigada.

A família curvou-se profundamente em gratidão. Taebaek deu um sorriso sem jeito, enquanto Shinu estabelecia algumas regras básicas para a família enquanto eles examinavam o outlet. Alguns limites precisavam ser definidos para o conforto de todos.

— Nós garantimos o primeiro andar, mas não verificamos o segundo. Recomendo que não subam lá. O banheiro tem água quente e a sala de descanso tem um bebedouro com água morna.

— Oh, vocês são muito gentis. Muito obrigada.

— Nós usaremos este lado do outlet. Por favor, fiquem longe desta área o máximo possível.

— Entendido.

A família assentiu sem reclamações, claramente ansiosa para descansar. Pareciam totalmente exaustos. Enquanto a família se movia para as profundezas do outlet, curvando-se repetidamente, Shinu e Taebaek esperaram até que se acomodassem perto da sala de descanso ao final do corredor antes de se afastarem.

Shinu moveu a van para perto da barraca e colocou todas as armas lá dentro, para o caso de alguém se sentir tentado.

Enquanto Shinu verificava e reverificava tudo, suas sobrancelhas continuavam franzidas, como um porco-espinho eriçando seus espinhos. Taebaek, que andava ao lado dele, pressionou o polegar contra a testa franzida de Shinu, tentando relaxá-la.

— Você está tão preocupado assim?

— …Sim.

Shinu assentiu.

Não era que a família parecesse má, mas ele não conseguia evitar sentir-se inquieto. Neste mundo, depois de tudo o que viram e suportaram, era impossível não ficar em guarda. Seus sentidos estavam aguçados, constantemente varrendo além da loja em busca de ameaças potenciais.

— Talvez não devêssemos ter deixado eles entrarem…

Taebaek murmurou, sentindo-se desanimado. Ver Shinu tão estressado o deixava inquieto. Ele não se importava muito com os estranhos; o que importava muito mais era como Shinu se sentia.

Vendo Taebaek tão cabisbaixo, Shinu segurou rapidamente a mão dele.

— Não, nós fizemos a coisa certa. O que eles poderiam fazer conosco? Se alguém está assustado, são eles. Eu só estou sendo excessivamente sensível.

— …Na verdade, eu também não gostei.

— Sério?

— É. Fomos interrompidos durante o sexo, não fomos? Ugh… É tão irritante. Eles podiam ter vindo uma hora, não, duas horas depois.

Taebaek resmungou irritado, cutucando a cintura de Shinu. Por um momento, Shinu ficou sem reação, então começou a rir. As reclamações de Taebaek eram tão típicas dele. Tão características dele, e cativantes.

Shinu olhou para Taebaek com olhos suaves.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.

Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive

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