Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 105 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 105

À medida que o homem e o Devorador se aproximavam, os outros torciam descontroladamente. Alguns chegavam a golpear a barricada com tacos de beisebol. Pareciam soldados aumentando o moral de um general que partia para a batalha.

— Por que eles estão agindo assim? — Taebaek perguntou.

— Por diversão, eu suponho. Por entretenimento. Ninguém os impede, mesmo quando atormentam ou matam pessoas… — Shinu respondeu.

Eles eram bandoleiros. Os fora da lei que se vê nos filmes costumam ser homens bonitos, derrotando inimigos com armas e espadas, pegando montes de tesouros e mantendo mulheres curvilíneas ao seu lado. Mas, na realidade, são apenas tolos que não conseguiram se adaptar à sociedade. Quando havia polícia e leis, eles ao menos tinham que ser cautelosos. Mas agora, não precisavam se importar, então vagavam como loucos sem coleira. Provavelmente achavam que eram tão legais quanto os bandidos dos filmes também.

Taebaek pensou consigo mesmo: Eles são mais feios e baixos do que eu, e ainda assim agem como se fossem grandes coisas… aposto que também são pequenos lá embaixo.

Shinu retorceu os lábios em desdém. Quando uma pessoa bonita se exibe, pode ser charmoso, mas quando uma pessoa feia o faz, apenas irrita os outros. Eles já tinham idade suficiente para saber essa verdade simples.

— Eles provavelmente não querem morrer, no entanto. Não pensam em ir para Mokpo? — Taebaek disse, tirando uma arma do bolso interno de sua jaqueta jeans.

— Provavelmente acham que conseguem chegar lá em um dia — Shinu respondeu, enquanto destravava a segurança de seu rifle.

Naquele momento, o homem chegou bem em frente ao carro. Ele bateu no capô com seu taco, fazendo tanto Shinu quanto Taebaek franzirem a testa. A expressão do homem também azedou.

— Mas que… nenhuma mulher aqui. Ei! Não tem mulher! Apenas dois caras!

Ele se virou para o grupo e gritou. A multidão vaiou em decepção. Naquele instante, Taebaek subitamente abriu a porta do carro e saltou para fora. Os olhos de Shinu se arregalaram em choque. Ele sempre fora aquele a sair primeiro. Por que Taebaek estava indo sozinho sem nem dizer nada?

Shinu rapidamente estendeu a mão para segurar o cotovelo de Taebaek, mas ele já estava fora do carro. Shinu o seguiu apressadamente, saindo pelo lado do passageiro. Então, de repente—

Bang!

Um tiro ressoou, ecoando pela estrada larga.

Shinu , assustado, virou a cabeça em direção ao som. Taebaek estava com sua arma apontada para frente. O rosto do homem que estava provocando agora estava salpicado de sangue, com pedaços de fragmentos vermelhos espalhados sobre ele.

— Uh… uh… — O homem tropeçou para trás, deixando cair o taco e a corrente que segurava. O taco tilintou no chão e o Devorador, não mais contido pela corrente, desabou para frente. O lado direito de sua cabeça havia sido explodido, com o crânio e o cérebro estraçalhados.

Taebaek havia estourado a cabeça do Devorador. O sangue espirrou no homem que estava ali perto, como se ele tivesse lavado o rosto com aquilo. Não era um sangue qualquer, no entanto; era um sangue acastanhado, meio podre e fedorento. O sangue, espesso e gelatinoso, escorria pelo queixo do homem.

— Taebaek…? — Shinu chamou, com o rosto pálido como se tivesse visto um fantasma. Mas Taebaek não olhou para ele. Ele também não baixou a arma.

— U-uma arma…? — O homem, coberto de sangue, encarou Taebaek em descrença. A arma de Taebaek agora apontava para o homem. O homem virou-se e correu em pânico.

— Aaaah! Eles têm armas, armas! Merda, ajudem—

Bang!

Outro tiro pesado ecoou. Os olhos de Shinu tornaram-se frios como gelo. Ele viu o homem com a cabeça aberta cair em câmera lenta. A bala atravessara a nuca e saíra pelo nariz. Sangue vermelho brilhante borrifou no ar. O homem desabou, com a cabeça cercada por uma poça vermelha que se espalhava lentamente. Seus olhos, ainda abertos, estavam cheios de choque e terror.

O homem havia morrido, mas era Shinu quem achava difícil respirar. Ele encarou Taebaek, estupefato.

Taebaek havia matado alguém.

Não era que Shinu o estivesse condenando. Pela forma como aqueles homens agiam, provavelmente roubavam comida, cometiam violência e matavam pessoas por diversão. Eles mereciam morrer.

Mas o fato de ter sido Taebaek quem matara era difícil de Shinu aceitar.

Atirar e matar sempre fora o papel dele. Era verdade que ele ensinara Taebaek a atirar, mas não com a intenção de que ele matasse. Era para ser autodefesa.

Um silêncio pesado preencheu a estrada aberta. O vento de outono, fresco e seco, varreu a quietude.

Os homens parados ao redor da barricada, congelados pelo choque, subitamente se espalharam em pânico. Os homens antes ousados e arrogantes tropeçavam nos móveis empilhados aleatoriamente, ou soltavam as correntes dos Devoradores e eram esmagados sob eles.

Vendo isso, Taebaek soltou um sorriso cínico.

— Isso é um treino perfeito de tiro.

— O quê… o que você acabou de dizer? — Shinu , ainda paralisado, encarava com os olhos arregalados. Mas Taebaek não respondeu. Ele apenas puxou o gatilho novamente.

Bang! Bang, bang!

Os tiros ressoaram. Um tiro perfurou o ombro de alguém, outro se alojou na perna de outro, e mais um explodiu a cabeça de um Devorador.

Taebaek poderia tê-los matado com um único tiro, mas não o fez. Se morressem instantaneamente, não sentiriam medo. Shinu não sabia quantas pessoas aqueles homens haviam matado, mas era fácil adivinhar que suas vítimas haviam experimentado um terror imenso.

Eles tinham que pagar o preço.

Os tiros continuaram por mais algumas rodadas. Os disparos de Taebaek só pararam quando o carregador ficou vazio. Os homens, com balas alojadas nas coxas e canelas, jaziam espalhados no chão, incapazes de fugir.

Taebaek pegou um rifle no banco de trás. Ele destravou a segurança e mirou nos homens novamente. Shinu correu rapidamente em volta do carro e parou na frente de Taebaek, segurando firmemente o cano da arma.

— Pare — ele disse.

— Por quê? — Taebaek perguntou, com o rosto impassível.

— Isso já é o suficiente. Eles vão morrer de qualquer jeito.

— Estes não parecem ferimentos fatais — respondeu Taebaek.

— Eles vão morrer. Você sabe que não há hospitais ou médicos por perto. Eles vão sangrar até a morte ou, mesmo que sobrevivam, morrerão por infecção ou complicações. Então, por favor… apenas pare.

— …

Os lábios de Taebaek se comprimiram em uma linha firme. Seu cabelo loiro flutuava suavemente ao vento. O olhar sem vida em seus olhos não combinava com ele.

Shinu puxou cautelosamente a arma das mãos de Taebaek. Justo quando estava prestes a libertar o dedo de Taebaek do gatilho, Taebaek arrancou a arma de volta de seu aperto.

— Nunca se sabe. Eles podem sobreviver.

Ele mirou nos homens que rastejavam pelo chão.

— Han Taebaek — Shinu rosnou enquanto se colocava na frente dele. Sem querer, a arma de Taebaek agora estava apontada para a testa de Shinu . Irritado, Taebaek desviou a arma bruscamente.

— Saia. Você vai se machucar.

— Não faça isso.

Shinu repetiu as mesmas palavras como um papagaio. Taebaek soltou um suspiro frustrado e bagunçou o próprio cabelo. Ele deu um passo para mais perto de Shinu e rosnou em uma voz baixa e ameaçadora.

— Por que você está fazendo tanto barulho por matar pessoas que merecem morrer?

— …

— O que há de tão ruim em morrer?

— …

— Todos nós vamos morrer de qualquer jeito.

Shinu estancou, seus olhos tremendo como se suas pupilas pudessem cair. Seu rosto ficou pálido, e suas bochechas brancas pareciam que poderiam se estraçalhar na brisa de outono.

Vendo o estado de Shinu , Taebaek soltou um longo suspiro. Ele baixou a arma e colocou a trava de segurança. Então, jogou-a descuidadamente no banco de trás.

Shinu o encarava fixamente, com os olhos sem foco. Taebaek abriu a porta do lado do motorista e inclinou a cabeça.

— Entre.

— …

— Eu não vou matá-los. Estamos indo embora.

Mas Shinu não se moveu. Ele ficou ali como se estivesse pregado ao chão.

Taebaek rangeu os dentes. Depois de tudo o que passaram, Shinu estava fazendo aquela cara, como se o mundo tivesse acabado, só porque haviam matado alguns bandidos de quinta categoria.

Taebaek agarrou o pulso de Shinu com força e o forçou a entrar no carro. Mesmo assim, Shinu não conseguia se recompor, com o olhar fixo no corpo baixo e sem vida caído no chão. Taebaek teve que afivelar o cinto de segurança e fechar a porta para ele.

Taebaek subiu no banco do motorista e deu partida, desviando deliberadamente do corpo pegajoso e em decomposição do Devorador. Seria um transtorno se ele ficasse preso nas rodas.

A barricada se aproximava em alta velocidade. Os homens se amontoavam em pânico nas laterais da estrada. Seus gritos frenéticos, como os de patos, eram insuportavelmente altos. Taebaek franziu levemente a testa e pisou mais fundo no acelerador.

O carro colidiu com a barricada rudimentar. Cadeiras de madeira e sofás de um lugar voaram pela estrada. O carro saiu ileso. Um veículo construído para se assemelhar a um carro militar não seria danificado por um impacto tão pequeno.

Assim que passaram pela barricada, uma nova cena se revelou, uma que não tinham visto de fora.

Motocicletas estavam estacionadas aleatoriamente, roupas encharcadas de sangue, dezenas de pares de sapatos, corpos com as orelhas cortadas e todo tipo de lixo sujavam a área. Mas o que era mais horripilante era a guilhotina, aparentemente trazida de sabe-se lá onde. Acoplada a ela estava uma motosserra.

Era uma cena que só poderia ser comparada à imundície do Pastor Sung.

Shinu mordeu o lábio inferior. Diante dessa bagunça… não era ridículo que ele tivesse tentado impedir Taebaek de matar aqueles homens? Ele esfregou o rosto com as duas mãos, tentando se recompor, quando Taebaek, dirigindo velozmente pela estrada, perguntou:

— É que você odeia que eu mate pessoas, ou odeia vê-las morrer?

— …O primeiro.

— Por que odeia isso?

— Eu apenas… odeio. Se for necessário, eu farei. Por favor, não faça isso daqui em diante.

Shinu implorou fervorosamente a ele.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.

Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive

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