Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 103 Online

↫─Capítulo 103
— Esta é mais uma transmissão. Indivíduos infectados estão estritamente proibidos de embarcar.
— Atualmente, tanto as forças militares sul-coreanas quanto as da ONU estão posicionadas em Mokpo. Por favor, dirijam-se à zona de segurança o mais rápido possível.
— Cidadãos, vamos todos sobreviver e nos encontrar novamente.
— No dia 10 de outubro, às 6h da manhã, o 45º navio de resgate partiu em segurança do porto de Mokpo em direção à Ilha de Jeju.
Shinu desligou o rádio abruptamente.
O carro seguia suavemente. A estrada sinuosa na montanha estava impecável, livre de qualquer mancha de sangue. Não havia corpos, nem pessoas, nem infectados. A folhagem vibrante de outono preenchia a vista — uma visão bela mesmo diante das circunstâncias.
Taebaek, que girava levemente o volante, abaixou a janela. O vento de outono, fresco e revigorante, invadiu o carro. Com o braço apoiado na base da janela, ele falou quase para si mesmo.
— O tempo está bom.
Shinu, que olhava fixamente para a frente, estremeceu ao som da voz de Taebaek. Então, fingindo indiferença, ele olhou pela janela. Embora não houvesse nada de impróprio na voz baixa de Taebaek, o coração de Shinu disparava toda vez que a ouvia.
— Sim, está. Vai ficar mais frio em mais alguns dias.
Shinu esfregou as bochechas agora geladas, resfriadas pela brisa que soprava pela janela. Taebaek, percebendo isso pelo espelho retrovisor, levantou o vidro. À medida que o barulho do vento cessava, o silêncio retornava.
Inquieto com várias coisas, Shinu pegou uma garrafa de água e deu um gole, embora não estivesse com sede. Ele gesticulou para Taebaek, oferecendo um pouco, mas Taebaek balançou a cabeça.
Conforme desciam mais a encosta da montanha, um túnel apareceu à distância. Suas paredes cinza-claro estavam imaculadas, não havia placas e pilhas de cimento o cercavam — um túnel ainda não inaugurado. Era aquele que o Pastor Sung havia mencionado.
Shinu apertou o rifle e endireitou a postura.
Logo, o carro entrou no túnel. Estava um breu total, pois as luzes internas não funcionavam. Na entrada, a luz de fora ainda iluminava a estrada, mas à medida que avançavam, tinham que confiar apenas nos faróis.
O túnel parecia interminável e a saída não estava à vista. Era estranho dirigir na escuridão completa, como se estivessem entrando em outra dimensão ou em um lugar proibido. Mesmo deixando para trás a cidade infernal, não era uma sensação reconfortante.
Enquanto Shinu lambia nervosamente os lábios secos, Taebaek, que dirigia em silêncio, finalmente falou.
— Você vai mandar uma DM para ela?
— Hein?
— A Hyein te disse para mandar uma DM mais cedo, lembra?
Shinu olhou para o porta-luvas, onde o post-it que Hyein lhe dera estava colado. Ele encarou o símbolo “@” e as letras em inglês escritas com capricho, ainda incapaz de decifrar o significado.
Coçando o queixo, Shinu murmurou em voz baixa.
— Eu nem sei o que é DN…
— …
Taebaek ergueu uma sobrancelha e, mesmo na escuridão, sua expressão era clara. Sentindo-se envergonhado e tolo, Shinu rapidamente acrescentou mais.
— Eu sei o que é Instagram. Você tem 4,82 milhões de seguidores. É aquele site de rede social onde você… posta fotos.
Ou eram vídeos? Shinu murmurou com a voz diminuindo. Taebaek riu baixinho da postura estranhamente tímida dele. De repente, uma grande pilha de latas de tinta apareceu na estrada à frente. Felizmente, eles estavam dirigindo em baixa velocidade, então não colidiram, mas ambos levaram um susto.
Enquanto Taebaek desviava o carro do obstáculo, ele falou.
— Não é DN, é DM.
— Ah…
— Direct Message. É como uma mensagem privada, menos formal que um e-mail. Tipo um chat na rede social.
— Oh, entendi.
Shinu assentiu repetidamente. Finalmente, ele compreendeu o sentido do bilhete que Hyein lhe dera. Ela queria que ele entrasse em contato. Mas ele sequer usava o Instagram. Embora todos os outros parecessem gostar, aquilo nunca o atraiu. Tirar e postar fotos parecia constrangedor. Ela poderia simplesmente ter dado um endereço de e-mail. Os jovens não usam mais e-mail?
Enquanto Shinu encarava o post-it, a luz da saída do túnel apareceu ao longe.
Tanto o rosto tenso de Shinu quanto o de Taebaek relaxaram com a visão. Eles estavam preocupados que a saída pudesse estar bloqueada, ou que a informação do Pastor Sung estivesse errada, mas felizmente não estava.
— Para que você usava o seu celular, afinal? — Taebaek perguntou, pisando um pouco mais forte no acelerador.
— Eu usava para ligações e mensagens — Shinu respondeu, em um tom que sugeria que a pergunta era óbvia. Taebaek balançou levemente a cabeça.
— Não, eu quero dizer, além de ligações e mensagens.
— Além disso? — Shinu arqueou as sobrancelhas, claramente confuso sobre para que mais um celular poderia servir. Batendo os dedos no joelho, ele perguntou cautelosamente.
— Você quer dizer… para tirar fotos? Ou ouvir música? Ah, e eu não jogo jogos.
— Ah… Você não joga, né.
Embora não fosse isso que Taebaek queria dizer, ele apenas assentiu, percebendo que não obteria uma resposta diferente se perguntasse de novo.
Nesse momento, o carro finalmente saiu do túnel. Eles haviam deixado oficialmente Yongin. A luz brilhante do sol banhou seus rostos que estiveram envoltos em escuridão.
[Cidade de Anseong]
A placa de estrada verde, com a pintura recente, os saudou silenciosamente. Shinu jogou o cabelo para trás com uma expressão de alívio.
— Se você só usa o celular para ligações e mensagens, você não precisa realmente de um smartphone, precisa?
Taebaek retomou a conversa.
— Bem, hoje em dia, até ordens militares e anúncios vêm por chats de grupo — Shinu respondeu, apertando os olhos ao imaginar o fundo azul com balões de fala brancos e amarelos. Assuntos urgentes ainda eram comunicados por telefone, mas a papelada e as escalas de folga eram enviadas via grupos. Ele se lembrou de quanto agonizou sobre qual foto de perfil usar quando o grupo militar foi criado pela primeira vez.
Enquanto Shinu recordava, um leve bico se formou em seus lábios, levando Taebaek a perguntar novamente.
— Enfim, então… você vai mandar uma DM para a Hyein?
— Para a senhorita Hyein?
— É.
— Bem… não deveríamos avisar que estamos vivos? Seria bom receber uma resposta também.
Shinu respondeu enquanto olhava pela janela. A paisagem rural se estendia diante deles conforme desciam a montanha. Estufas e campos se alongavam contra um pano de fundo de montanhas imponentes, embora não estivesse claro quais plantações cresciam ali. Ocasionalmente, celeiros com telhados de plástico azul e amarelo apareciam, junto com velhas casas de tijolos vermelhos e contêineres.
Não havia sinais de sangue. Nenhum rastro de pessoas, nenhum carro capotado. Era apenas um campo pacífico.
[Par de pontos de ônibus em Ssangjiri]
Um ponto de ônibus branco e imaculado, instalado recentemente, passou por eles. Enquanto Shinu virava a cabeça para acompanhar o ponto vazio, ele olhou para o velocímetro do carro.
Ele sentira isso desde que saíram do resort, mas o carro estava se movendo de forma estranhamente lenta. Com certeza, mal passavam dos 50 km/h. Estava devagar demais. Sem obstáculos, eles podiam se dar ao luxo de acelerar. Quem sabia o que poderia acontecer no caminho para Mokpo? Eles precisavam recuperar tempo enquanto podiam.
Justo quando Shinu estava prestes a incitar Taebaek a aumentar a velocidade, Taebaek, mordendo a parte interna da bochecha, falou baixinho.
— Você fala como se fôssemos realmente sobreviver, Hyung.
A expressão de Shinu perdeu a cor. Seu rosto ficou pálido de choque e seus lábios se moveram como se fossem dizer algo, mas nenhuma palavra saiu.
O que ele deveria dizer a isso? Concordar, dizendo: “Você tem razão, vamos morrer de qualquer jeito, então não há necessidade de contatá-la”? Ou deveria mentir, dizendo: “Por que você está dizendo isso? Nós vamos sobreviver”?
Após muita turbulência mental que fez suas têmporas latejarem, Shinu finalmente fechou a boca com força. Ele não conseguia pensar em nada para dizer.
Mais uma vez, a conversa terminou em silêncio.
O carro continuou rodando sem incidentes. Eles passaram pelas áreas rurais de Samjuk-myeon e Juksan-myeon em Anseong, eventualmente alcançando o condado de Jincheon na província de Chungcheong do Norte. Eles haviam pegado estradas remotas deliberadamente, mas ocasionalmente encontravam infectados.
No entanto, ao contrário da zona leste de Seul, não havia grandes hordas. Apenas alguns vagando aqui e ali, ou alguns que estavam incapacitados — sem pernas ou reduzidos apenas a cabeça e ombros — nenhum dos quais representava uma ameaça real.
Ao meio-dia, eles cruzaram tranquilamente para a cidade de Cheongju.
Shinu e Taebaek pararam brevemente em um bueiro perto da ponte Yeamgyo, que cruzava o rio Mihocheon. Eles pausaram para fazer uma refeição rápida e reavaliar a rota.
Embora já tivessem traçado um caminho para Mokpo, não conseguiam atualizações de trânsito em tempo real. Tinham que continuar ajustando o curso com base no que viam. Se as estradas estivessem limpas, não havia necessidade de desvios.
Shinu, armado com seu rifle, saiu do carro primeiro. Os arredores estavam silenciosos, exceto pelo som do vento bagunçando seu cabelo. Na frente do bueiro, juncos marrom-amarelados cresciam densos, obscurecendo o rio estreito além. O rio provavelmente estava escondido atrás dos juncos altos, e apenas o leve cheiro de água e o som suave de seu fluxo denunciavam sua presença.
Shinu bateu levemente no vidro do carro. Em resposta, Taebaek saiu carregando um saco de papel. Ele espreguiçou o corpo, girando-o enquanto bocejava profundamente.
Enquanto Shinu escaneava rapidamente os arredores, Taebaek estendeu um pano branco no chão. Era uma toalha de mesa que trouxeram do resort. Shinu se perguntara por que ele a embalara, mas agora estava claro que ele pretendia usá-la como um tapete.
Depois de estender o pano com cuidado, Taebaek tirou a lancheira do saco de papel. Eles a haviam preparado juntos após o jantar na noite anterior. Estava cheia de bolinhos de arroz organizados, enroladinhos de bacon, mini-hambúrgueres congelados e hambúrgueres de carne bovina. A garrafa térmica continha sopa de missô sem ingredientes sólidos.
Taebaek posicionou a lancheira com cuidado, despejou a sopa de missô morna em copos de papel e colocou colheres de plástico descartáveis. Shinu, observando tudo aquilo, sorriu sutilmente. Ele realmente gosta que as coisas sejam limpas e bonitas. Mas, surpreendentemente, isso combina bem com ele.
— Venha aqui.
Taebaek, tendo terminado de arrumar o almoço, deu tapinhas no lugar ao seu lado. Shinu, carregando sua arma, sentou-se ao lado dele.
Taebaek separou um par de pauzinhos e os entregou a Shinu, que murmurou um breve agradecimento. Taebaek sorriu suavemente em resposta.
— ……
Shinu encarou aquele sorriso. Taebaek estava tão amável e gentil como sempre. No entanto, por alguma razão, Shinu sentia um estranho constrangimento e distanciamento entre eles. Como um ladrão pego em flagrante. Não, as coisas definitivamente haviam mudado. Se fosse antes, eles estariam conversando sem parar, sentindo-se aliviados por estarem a sós. Provavelmente teriam se beijado no momento em que saíram do carro.
Perdido em tais pensamentos, Shinu subitamente se sobressaltou. Preocupado que Taebaek pudesse notar seu estado agitado, ele rapidamente enfiou um grande bolinho de arroz na boca.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.
Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive