Ler The First Commandment (Novel) – Capítulo 1.6 Online


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↫─ Capítulo 1.6

Alexei parou. Ele apagou o sorriso do rosto e virou o corpo lentamente. Ivan estava sorrindo.

— Estou apenas curioso. Faz alguns anos que não o vejo. Uns oito anos? Ouvi dizer que está indo bem. Se eu soubesse que ele ficaria tão grande, deveria tê-lo trazido antes. Eu não sabia que aquela criança magricela cresceria tanto assim.

— Eu não sei.

Alexei respondeu secamente. Mantendo a expressão de irritação e tédio. Porém, as pontas de seus dedos ficaram frias. Ivan mencionou uma possibilidade que sempre espreitava de forma incômoda.

— Ora, como pode não saber se moram na mesma casa?

— Como você sabe, nós não nos esbarramos.

Ivan olhou fixamente para Alexei, como se tentasse avaliar algo. Com os olhos estreitados como os de uma cobra, ele caiu na gargalhada.

— É mesmo? Bem, seria estúpido para alguém que foi espancado a ponto de quase morrer pensar em você como um irmão. Ainda assim, tente ser um pouco mais gentil a partir de agora. Se ele se tornar mais conhecido, haverá muitas maneiras de usá-lo, certo? É por isso que meu pai o manteve vivo também.

Alexei fechou a boca. Apertando os dentes, ele pintou um sorriso no rosto. Seus olhos azul-acinzentados faiscantes se curvaram.

— Sim, vou tentar.

— É bom mesmo. Ah, mas não fique muito perto como antes. Sabe o que vai acontecer se você se distrair.

Ivan piscou. Olhando para o homem de cabelos castanhos claros, Alexei apenas sorriu. Ele sabia o resultado do que Ivan estava falando melhor do que ninguém. Igor odiava quando os cães que criava se distraíam com outras coisas e não conseguia entender por que Alexei gastaria tempo com uma criança que ele nem sequer podia usar.

Valeri cresceu sozinho. Mesmo quando a criança estava de cama, gripada, Alexei precisava ir espancar pessoas. Ele geria drogas, tornava-se mensageiro e aprendia várias outras coisas. Mesmo durante esse vazio, Valeri estava crescendo bem.

A criança esperava apenas que ele voltasse e, quando o irmão retornava tarde da noite, abraçava-o e dizia que sentia saudades. O rosto bonito que sorria brilhantemente apunhalava seus olhos.

Alexei mal conseguiu descolar os lábios e respondeu com indiferença:

— Eu sei muito bem.

Ivan, que estava olhando Alexei de cima a baixo, logo perdeu o interesse. Ele fez um gesto como se dissesse “caia fora” e voltou sua atenção para o Ômega. Alexei curvou a cabeça, lentamente se virou e saiu. Foi só depois de passar pelos trabalhadores e sair do clube que ele limpou o rosto com uma toalha seca junto com um xingamento.

“Lian Vinter realmente não é uma opção, Lerusha. Desta vez, posso não ser capaz de salvá-lo.”

⛧°. ⋆༺༒︎༻⋆. °⛧

Dez minutos depois, Yurij chegou na frente do clube com o carro de Alexei. Ao ver Alexei parado ali, no vento gelado, Yurij saiu do carro. O rosto pálido de Yurij relaxou levemente. Seus olhos azuis, contrastando com o cabelo preto, estreitaram-se levemente ao ver Alexei.

— Por que você está parado aí desse jeito?

Alexei ficou em silêncio. Em vez disso, ele pediu uma coisa:

— Tem um cigarro?

— Fume lá dentro.

Yurij abriu a porta do lado do passageiro. Quando Alexei entrou no carro, Yurij fechou a porta como se fosse algo natural. Por causa do ar frio que um terno de inverno não era capaz de barrar, os dedos dos seus pés estavam dormentes dentro dos sapatos. Clima de merda. Se ele pudesse escolher um lugar para ir quando morresse, escolheria a Califórnia.
“Existe uma Califórnia no inferno?” Ele teve um pensamento bobo como esse por um momento.

— Por que essa cara?

— Meu garoto bonito continua me deixando louco.

Em vez de um cigarro, Yurij estendeu primeiro uma torta de carne morna. Ele a pegou e deu uma mordida. Mesmo não tendo apetite, o cheiro o deixou com fome. Parando para pensar, já havia passado da hora do almoço.
Ao ouvir as palavras “garoto bonito”, Yurij ficou em silêncio por um momento. Ele olhou para a frente, segurando o volante, e abriu a boca quando Alexei havia comido cerca de metade da torta.

— Pare de se importar tanto. É melhor para vocês dois.

Seu apetite desapareceu de repente. Alexei colocou de lado a torta que acabara de morder, encostou-se no banco do passageiro e virou a cabeça para olhar pela janela. Ele estendeu a mão para Yurij, que lhe entregou um cigarro. Ele não fumava, mas os carregava por causa de Alexei.

— Eu sei.

Ele é um adulto e tem as habilidades para viver bem em qualquer lugar, então o certo é apenas deixá-lo ir para longe. Agora é a hora. As palavras de Yurij cutucavam sua ganância. Yurij lhe dizia para abrir mão da única coisa pela qual era obcecado — logo ele, que vivera sem cobiçar dinheiro, poder ou qualquer outra coisa.

E ele ainda revela a verdade de que é pelo bem de Lerusha.
Desgraçado cruel.

— Vou me livrar de Lian Vinter e mandá-lo para outro país, ou lá para baixo.

É algo necessário, então não há escolha. Alexei decide dar a si mesmo um pequeno período de carência. É verdade também que ele realmente precisa se separar daquele cara.

— Você está envolvido com Lian Vinter?

— Sim.

— A rebeldia assume todo tipo de forma.

Yurij disse, como se estivesse desagradado. Alexei ficou insatisfeito com o desagrado dele.

— O que Lerusha sabe? Ele começou a sair com o Lian sem saber de nada.

— Não saber não torna isso certo.

— A vida dele está uma merda por minha causa.

Com essas palavras, Yurij encontrou seu olhar. Seus olhos azuis se estreitaram e ele franziu a testa.

— Se você não o tivesse salvo em primeiro lugar…
— Chega. Cale a boca, Yurij.

A voz de Alexei baixou. Diante dos feromônios ameaçadoramente oscilantes, Yurij também se calou. Um silêncio caiu. Yurij foi o primeiro a quebrar o contato visual afiado.

— Aonde você vai?

— Para o T-Mac. Ele deve estar na pizzaria.

O motor deu partida. Observando o perfil dele começando a dirigir em silêncio, Alexei puxou o cabelo para trás. Não era motivo para se irritar com Yurij, só que o assunto não era bom. Engolindo a fumaça do cigarro que enchia sua boca amargamente, Alexei fechou os olhos.
Mesmo cuspindo palavras tão venenosas, ele queria ver o rosto de Valeri.
Porque aquele garoto sempre foi seu santuário.

⛧°. ⋆༺༒︎༻⋆. °⛧

— Não.

Diante da recusa firme de Alexei, T-Mac soltou um curto xingamento e mudou a foto. Uma mulher loira com olhos de gato apareceu. Alexei estreitou os olhos. Ele já tinha visto aquele rosto antes.

— Qual é o nome dela?

— Lena.

— Não. — Alexei rejeitou pela vigésima vez.

— Seu desgraçado louco, por que essa também não?!

Finalmente, T-Mac perdeu a paciência. Ele bateu na mesa e o pote de molho marinara, que Jonathan estava embalando cuidadosamente, caiu no chão. Jonathan gritou.

— Seu filho da mãe, por que diabos você derrubou o que eu tive tanto trabalho para embalar?! Esse pote custa um dólar!

O molho vermelho se espalhou pelo chão. O cheiro azedo de tomate subiu, deixando-o com fome. Esta pizzaria de merda, estas drogas de merda, este frio de merda. Alexei se encostou na cadeira. Ele se equilibrou precariamente, prestes a cair, e deu a vigésima razão.

— Ela já dormiu comigo.

— Ah, pare de seduzir tantos Ômegas.

— Não acho que você seja a pessoa certa para falar isso.

Alexei jogou a tampa do molho em T-Mac, que a rebateu com um tapa, e ela caiu na cabeça de Jonathan, que estava limpando o molho no chão. T-Mac deu uma risadinha quando Jonathan o encarou com os olhos arregalados. Parecia que sua raiva havia diminuído um pouco.

— Se você continuar assim, não vai encontrar um único Ômega para juntar com o Valeri.

— Juntar. Eu não gosto dessa palavra, é como se fôssemos animais.

— O que mais seria, se não juntar? Você o está juntando à força com uma pessoa, quando ele diz que quer conhecer alguém.

Alexei apertou um dos olhos. Hoje, cada desgraçado que via estava dizendo apenas coisas certas, então ele se sentia como se tivesse sido banhado em água de esgoto.

— Então eu deveria simplesmente deixá-lo morrer?

— Bom, só estou dizendo.

Quando seus feromônios oscilaram ameaçadoramente, T-Mac recuou. Eles se conheciam há muito tempo e eram amigos, mas, em termos de hierarquia da organização, Alexei era o mais alto. Não havia ninguém na organização que estivesse em campo havia tanto tempo quanto ele. Yurij e Alexei estavam de igual para igual em habilidades de tiro e capacidade de luta, e Vadim e Bogdan, que estavam sob o comando de Ivan, também eram semelhantes. Cada um tinha forças diferentes. Abaixo deles estavam os caras mais ou menos.

T-Mac suspirou e estendeu a última foto. Mastigando um canudo com seus dentes caninos, Alexei apertou os olhos. Era um Ômega homem. Cabelo preto, olhos azuis. Uma combinação comum, mas ele simplesmente não gostou. Ele se parecia com Lian Vinter.

— Não serve.

— Este é o último. Eu só procurei por Ômegas bonitos ou fofos que atendessem aos seus padrões.

Alexei não tinha gostado, mas, se Valeri gostou do rosto bonito de Lian Vinter, seria melhor enviar alguém o mais semelhante possível. Ele não tem nenhuma conexão particular com Ivan e é um mestiço que é quase um civil, então, isso seria melhor. Deixando de lado seu coração relutante, Alexei acenou com a cabeça.

— Tudo bem, então. Envie-o. Não se aproxime dele com algum esquema estranho e desajeitado, mas faça isso naturalmente.

— Como se eu não soubesse como fazer.

T-Mac, que havia pegado a foto de volta, olhou para ela e depois para Alexei novamente.

— O quê?

— Pensando bem… — T-Mac inclinou a cabeça levemente e disse. — Valeri só se encontra com pessoas de cabelo preto e olhos azuis?

— Há alguém além de Lian Vinter? Um Ômega que eu não conheça?

Alexei reagiu sensivelmente à menção de um amante de Valeri que ele não conhecia. Jonathan murmurou um “desgraçado louco…” ao lado.

— Não. Bom, não é como se eles tivessem namorado, mas havia Ômegas com quem ele andava de vez em quando. Havia toneladas de Ômegas que gostavam dele durante seus dias de escola.

— Isso é natural, já que ele é tão bonito.

Ele espichou um pouco tarde, mas onde no mundo há um garoto tão bonito quanto Valeri? Seus olhos, ligeiramente voltados para cima, pareciam distantes e orgulhosos, mas sua personalidade era como a de um filhote, e era tão fofo como corria para ele sempre que o via. Provavelmente seria semelhante agora que está maior. Para as pessoas de quem gosta, ele curvaria suavemente os olhos e mostraria que não sabe o que fazer. Por baixo do exterior, que à primeira vista parece sensível e afiado, ainda haveria esse lado nele.

“Ele é assim com Lian Vinter, também?”

Seu humor foi para o fundo do poço. O pensamento de que o cara magricela estava vendo um lado de Valeri que nem mesmo ele, seu irmão mais velho, podia ver, era suficiente para lhe dar uma dor de cabeça. Ele não via Valeri sorrir há 8 anos inteiros. Seu rosto dormindo, no entanto, ainda é tão macio quanto antes, então, às vezes, ele dá uma espiada.

Sobrecarregado de saudade, Alexei calou a boca. T-Mac o olhou e continuou:

— Será que você virou o padrão dele, de tanto conviverem? As cores deles são todas iguais às suas.

— Eu não pareço tão magricela.

Mesmo olhando para a foto novamente, as únicas semelhanças eram a cor do cabelo e os olhos. Mesmo assim, é difícil encontrar olhos azuis misturados com cinza como os de Alexei. Em termos de altura ou porte físico, não havia semelhança alguma.

— É claro, o Sr. Alexei Sorokin é um Alfa legal e bonito.

Com a piada de T-Mac, Alexei soltou uma pequena risada. Não importa o que aconteça, T-Mac é uma pequena fonte de força para aguentar essa vida de merda. Alexei jogou o canudo mastigado na lixeira e se levantou da cadeira.

— Faça um bom trabalho.

— Você já vai?

— É. Há um transporte hoje à noite.

⛧°. ⋆༺༒︎༻⋆. °⛧

Ele estava em campo havia muito tempo, mas Alexei ainda supervisionava todos os assuntos práticos. Vadim, que também era um russo de sangue puro, trabalhava diretamente sob o comando de Ivan e agora gerenciava pessoas, mas Alexei ainda estava na linha de frente. Era por causa dos crimes que seus pais haviam cometido; por isso, ele estaria nesta posição para sempre. Incapaz de subir ou descer. Carregando uma dívida fictícia que nunca poderia pagar.

— Ainda não sei que tipo de lugar é este.

T-Mac, que não estava em uma situação muito diferente, disse com a voz cheia de dúvida. Um ar amargo passou. Mas o que eles poderiam fazer? Não é como se tivessem outra coisa a fazer. Este é o lugar onde nasceram e ao qual juraram lealdade, e suas mãos já estão sujas. Aqueles que cometeram crimes vagam pelo mesmo lugar. Pensando no fato de que não podem escapar do lugar ao qual suas almas pertencem.

— Não pense demais.

“Senão, vai querer morrer.”

Alexei tirou um cigarro e engoliu o resto das palavras.

Ele passou em casa antes de ficar acordado pela longa noite, mas não havia sinal de que Valeri tivesse entrado, por isso pegou o telefone e ligou, mas, como havia sido bloqueado há muito tempo, o milagre de Valeri atender o telefone não aconteceu. Os números de todos os seus colegas também haviam sido bloqueados, então ele pode ter que comprar um telefone descartável agora.

Resistindo ao impulso de ir procurá-lo imediatamente, Alexei se concentrou em terminar seu trabalho.

Desde o surgimento de Khaleesi Vinter, inspeções aleatórias de carros saindo para a rodovia finalmente começaram na cidade, então ele teve que escolher o entregador com cuidado.
Finalmente o escolhido foi um caminhoneiro de quase 70 anos. Ele, que passou a vida inteira viajando entre o Canadá e os Estados Unidos, era um motorista exemplar que nunca tinha tomado nem uma multa.
“Dizem que os caminhoneiros matam pessoas com frequência. Isso é verdade, velho?” Observando seus subordinados dizerem tais coisas, Alexei viu a bolsa contendo 1kg de gelo ser carregada no banco traseiro do SUV.

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Depois de assistir e esperar a noite toda, ele recebeu uma ligação dizendo que o velho havia chegado a Minnesota. Após ouvir que as mercadorias haviam sido entregues com segurança ao comprador, Alexei voltou para casa pela manhã.

Quando abriu a porta, viu um par de sapatos. Ele piscou. Era de manhã e os sapatos de Valeri estavam lá. Mesmo se ele viesse para casa, era um garoto que saía cedo de manhã e voltava à noite, então por que estava ali a esta hora?

— O que você pensa que está fazendo agora?

A voz veio da sala de estar. Valeri, que estava sentado ereto no sofá, caminhou em sua direção com um rosto feroz. Alexei fechou a porta lentamente. À sua própria maneira, como um Alfa, seus feromônios oscilantes estavam lhe dizendo que ele estava com raiva, mas era apenas fofo.

— Bom dia, Lerusha.

— Corte a porra dos cumprimentos.

↫─☫ Continua….

ᯓ★ Nenhuma das situações apresentadas neste capítulo referem-se/ se baseiam em fatos reais.

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✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr

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SINOPSE
— Eu te disse que podia fazer qualquer coisa por você.
Alexei, notoriamente conhecido como o cão de Igor na cidade onde Igor reina, é obcecado por seu irmão Valery, um bailarino, mas o trata com frieza. Ao saber que Valery estava saindo com Lian Vinter, um parente do policial Kalisz Vinter, que estava na cola de Igor, Alexei não pôde mais ficar de braços cruzados. Era evidente que Igor mataria Valery. Alexei implorou para Valery terminar com Lian, mas Valery, que há muito desprezava Alexei, ignorou suas palavras…
Nome alternativo: 1 The First Commandment

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