Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) – Capítulo 42 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 42

​Yoo Do-jin caiu na gargalhada com o comentário de Choi Hyun-oh. Ele riu tanto que quase rolou no chão, fazendo com que vários colegas no auditório se virassem para olhar. Cobri minha boca, boquiaberto, e encarei Choi Hyun-oh.
​Fiquei surpreso ao descobrir que o que eu imaginava ser uma aula de moralidade era, na verdade, educação sexual — e, para piorar, eles falavam em “exercícios práticos”. Minha cabeça girava.
​— Vamos nos atrasar. Vamos entrar logo.
​Do-jin nos guiou com o rosto ainda carregado de riso. Choi Hyun-oh resmungava com uma expressão sombria. Segui atrás, sentindo-me atordoado.
​Ao entrar no auditório, pude ver melhor o interior. Como eu havia suspeitado ao olhar as costas dos alunos, a proporção de homens era esmagadora. Se fossem sete homens para cada três mulheres, eu estava sendo otimista. Sentei-me em um lugar perto do fundo e, ao observar melhor, mudei de ideia: parecia mais uma proporção de oito para dois, ou até nove para um.
​Do-jin me sentou no meio, talvez para evitar o punho de Choi Hyun-oh, que estava claramente irritado. Ele riu baixinho do amigo emburrado:
​— Você está gostando, mas finge estar chateado.
​— Quer morrer?
​Choi Hyun-oh resmungou com a voz fraca, como se não tivesse mais energia para discutir. Encolhi os ombros, sentindo-me como alguém preso em um assento desconfortável. Do-jin empurrou seus óculos redondos de aparência inocente para cima do nariz e sussurrou:
​— O Choi está fazendo birra.
​— Não estou.
​Ouvindo aquela voz baixa, Choi Hyun-oh respondeu bruscamente. Senti um suor frio, preso no fogo cruzado da tensão entre eles, servindo apenas como um escudo humano. Do-jin inclinou-se na minha direção, apoiando o queixo na mão, e continuou com um sorriso.
​— Não está vendo que seu amigo está desconsertado?
​Choi Hyun-oh me lançou um olhar de soslaio, depois cruzou os braços e virou o rosto na direção oposta. Seja por estar na frente de um amigo íntimo ou pela atitude de Do-jin comigo, sua reação estava mais agressiva que o normal.
​A briga silenciosa entre os dois terminou quando o professor entrou para começar a aula. Eu, preso no meio, soltei um suspiro de alívio.
​— Parece que temos um bando de gente solitária aqui, não é?
​Quando o professor soltou essa piada imprópria, risadas constrangedoras encheram o recinto. Ri sem jeito junto com os outros e depois fechei os lábios, perguntando-me o que era aquilo.
​Livre do nervosismo e do embaraço, pude finalmente pensar. Claro, meu primeiro pensamento foi: por que Choi Hyun-oh reagiu de forma tão acalorada?
​Meus outros amigos, que eu conhecia desde a escola, provavelmente teriam ouvido tudo com sorrisos maliciosos devido à conotação de “educação sexual”. Até eu, após o choque inicial, cheguei a pensar que educação sexual seria melhor que uma aula de moralidade. Mas a reação de Choi Hyun-oh pareceu intensa demais.
​Minha confusão aumentou ao ouvir a ementa da disciplina. Durante toda a explicação de que não haveria chamada, nem provas intermediárias ou finais, e que bastariam relatórios, não consegui afastar a ideia de que aquilo era uma “matéria moleza”.
​Era óbvio que Choi Hyun-oh, que sugeriu a aula, devia saber de tudo. Lancei um olhar para ele, que permanecia com os lábios firmemente pressionados.
​— Ah, e…
​O professor, que explicava a ementa alegremente, sorriu. Risos irromperam das primeiras filas. Fiquei ainda mais confuso com a graça que eles viam numa situação que não parecia ter nada de engraçada.
​— Pode haver alguns alunos que acabaram de entrar pelo ajuste de matrícula, mas nós já formamos os pares na semana passada. Normalmente não faço chamada em optativas, mas precisamos saber quem está em par com quem.
​Olhei naturalmente para Choi Hyun-oh ao mencionar as duplas. Ele continuava encarando a frente com uma expressão rígida. Logo depois, o professor começou a chamar os nomes dos novos alunos. Eram poucos, nem seis pessoas, incluindo eu e Choi Hyun-oh.
​— Quando saírem após a aula, por favor, entreguem o nome do seu par na frente.
​Olhei para o Choi e dei um toque leve em seu braço. Embora eu não tivesse batido com força, ele se sobressaltou como se tivesse sido atingido por um porrete. Seus olhos se arregalaram como os de um coelho por um momento antes de retornar à sua postura habitual.
​— O quê?
​— Aquela coisa de formar dupla. Quer fazer comigo?
​Propus primeiro. Choi Hyun-oh assentiu com uma careta. Do-jin murmurou, provocador:
​— Parece bom, não é? Estou com tanta inveja que até dói.
​— Por favor, escolham seus parceiros com cuidado. Vocês estarão “namorando” durante todo o semestre.
​Antes que eu pudesse perguntar o que Do-jin queria dizer, o professor respondeu. Por alguns segundos, ouvi com meus ouvidos, mas meu cérebro não processou. Levantei as sobrancelhas e olhei para Choi Hyun-oh. Seja lá como ele tenha interpretado meu olhar, ele continuou encarando o tablado.
​— Eu mencionei que as provas seriam substituídas por relatórios, certo? O relatório deve ter quatro páginas, incluindo fotos e título, detalhando como vocês seguiram um roteiro de encontros planejado. Para o meio do semestre, façam com seus pares, e para o final, podem fazer com outra pessoa. Como não farei chamada, serei rigoroso na nota dos trabalhos.
​Sem perceber, minha boca se abriu. Namoro, planejar um roteiro, semestre inteiro, parceiro, Saheon-hyung, nota A+, o que fazer… Palavras estranhas giravam tontas na minha cabeça.
​Para mim, que considerava namoro algo feito com um potencial parceiro de casamento em mente, era um passo dado antes do matrimônio. Minha mente ficou em branco, sobrecarregada pela descoberta de que o que eu pensava ser educação de gênero era, na verdade, uma aula de namoro.
​Com a cabeça girando por essas revelações inesperadas, entreguei o nome do Choi como meu par e desci o degrau, segurando a alça da minha bolsa com força. O pensamento que ocupava a maior parte da minha mente era Saheon-hyung.
​Durante todo o caminho de volta, Choi Hyun-oh permaneceu em silêncio com o rosto rígido. Parecia que ambos estávamos chocados. Apenas Do-jin, espremido entre nós, continuava fazendo piadas idiotas e rindo.
​Enquanto eu me preocupava se era certo namorar tão casualmente, mesmo que para um trabalho escolar, notei de repente que meu estômago começava a doer um pouco. Assim que percebi a sensação, ela se intensificou. Não parecia indigestão ou intoxicação alimentar. Sentindo como se estivesse no frio há tempo demais, esfreguei minhas mãos sobre o casaco acolchoado.
​— Ah, preciso comprar cigarros.
​Choi Hyun-oh, que caminhava silenciosamente pela ladeira, falou pela primeira vez ao avistar uma loja de conveniência. Seus olhos encontraram os meus brevemente, antes que ele desviasse o olhar sem jeito e entrasse rapidamente.
​Com toda minha atenção focada no trabalho e na estranha dor estomacal, outro pensamento se infiltrou: Choi Hyun-oh devia saber o conteúdo da matéria, e ainda assim parecia descontente por estar em dupla comigo, apesar de ter sido ele quem sugeriu a aula.
​Senti-me um pouco ferido. Choi Hyun-oh podia até levar o namoro a sério como eu, mas desejei que ele não demonstrasse seu descontentamento tão abertamente. Enquanto encarava a porta da loja com uma expressão entre o ressentimento e a estranheza, Do-jin falou comigo.
​— Cheongmyeong, você não sabia sobre o que era esta aula quando veio, certo?
​— …Ah, sim. Quer dizer, não, hyung.
​Lembrando-me tardiamente de que ele havia me dito para falar informalmente, corrigi-me rapidamente. Seguimos Choi Hyun-oh para dentro da loja. Talvez pelo ar quente, os óculos de Do-jin embaçaram. Ele os tirou e soprou para limpar o vapor.
​Com óculos, achei que ele tinha uma aparência gentil e arrumada, mas sem eles, seus olhos eram bem aguçados. Depois de limpar as lentes redondas, ele as colocou de volta e sussurrou, quase no meu ouvido:
​— Ele veio por causa disso, sabe? Do namoro.
​Ao ouvir as palavras de Do-jin, minha hipótese ficou clara. Ele continuou falando, mal movendo os lábios:
​— Não tem chamada, só precisa entregar relatório, certo? E para o trabalho final, você pode fazer com outra pessoa. Muitas pessoas que fazem essa aula têm parceiros e se inscrevem só para aproveitar os encontros enquanto cursar a matéria.
​— Ah…
​Sem saber como reagir, fiz um som ambíguo e lancei um olhar para o Choi. Ele estava na fila para comprar cigarros.
​— Alguns também fazem esperando encontrar alguém enquanto cumprem as tarefas. E você sabe, disseram que pode fazer o final com outra pessoa. Isso é só uma desculpa para sair em um encontro.
​Quanto mais eu ouvia Do-jin, mais percebia que a essência daquela optativa era realmente uma aula de namoro. Minha bússola moral interna entrou em conflito doloroso com essa constatação.
​— Aposto que ele veio por causa daquela garota do seu departamento. Você sabe, a bonitinha.
​As palavras brincalhonas continuaram. Desviei os olhos das costas do Choi e olhei para Do-jin. De perto, seu porte atlético e altura eram intimidadores.
​Ao pensar na garota bonita do nosso departamento, apenas uma pessoa veio à mente: Min Iseo. Meu rosto demonstrou um pouco de surpresa. Pensei que eu tinha notado isso primeiro por ser perspicaz, mas parecia que até Do-jin, a quem eu acabara de conhecer, sabia que Choi Hyun-oh gostava de Min Iseo.
​— Eu disse a ele que ela também tinha se matriculado. Não achei que ele fosse acreditar. Ele sempre cai nessa.
​— …Ah, entendo…
​— Ele é um pouco idiota… Sempre tenho que ajudá-lo.
​Algo nisso não batia muito bem, mas concordei vagamente. Aquilo não era apenas provocação, parecia mais uma briga infantil. Do-jin, que acrescentou baixinho “Aquele mané…”, levou um sermão de Choi Hyun-oh quando ele voltou após comprar os cigarros.
​— O que você disse?
​— Disse que você é lerdo.
​Choi Hyun-oh e Do-jin discutiram o caminho todo até o ponto de ônibus. Metade das palavras vinham misturadas com palavrões, como colegas de ensino médio, mas depois que Do-jin quase foi atropelado por um carro que cortou caminho, ele gritou: “Aquele desgraçado está tentando te matar! Ande por dentro da calçada!”, o que mostrou que o relacionamento deles não era de todo ruim.
​A discussão inútil entre os dois surgia e morria instantaneamente. Instantes atrás estavam brigando, mas após três segundos de silêncio, o assunto já mudava para sair para beber. Era uma velocidade impressionante.
​Contudo, eu não estava em condições de beber por causa da dor de estômago. No final, a conversa se esvaiu com promessas de beber na próxima vez, e Do-jin voltou para sua quitinete perto da faculdade, onde morava sozinho.
​Sobramos apenas eu e Choi Hyun-oh. Quando um silêncio constrangedor parecia se instalar, ele falou primeiro:
​— Me desculpe.
​— …Pelo quê?
​— Eu também não sabia que seria assim… Pedi para fazermos juntos sem saber direito.
​Tendo acabado de ouvir de Do-jin como Choi Hyun-oh estava desapontado por Min Iseo não estar lá, perdi naturalmente o tempo de resposta. Enquanto isso, ele terminou sua declaração quase como um pedido de desculpas.
​— Em compensação, eu vou te carregar nos trabalhos. Apenas confie em mim e siga meu ritmo.
​Choi Hyun-oh tinha voltado ao seu habitual tom brincalhão. Vendo-o sorrir e mostrar seus dentes brancos, inclinei-me a pensar que talvez Do-jin estivesse enganado.
​Uma vez de volta ao normal, o Choi começou a resmungar sobre Do-jin como de costume. Foi um alívio que a atmosfera tivesse voltado ao estado original.
​Como levava apenas 20 minutos para chegar em casa a partir do ponto em frente à escola, subi a ladeira rapidamente assim que desci do ônibus, contorcendo-me com a dor abdominal que vinha aumentando desde que desci. Parecia que meus intestinos estavam se retorcendo, mas, estranhamente, não sentia vontade de ir ao banheiro. Parecia que eu deveria tomar algum remédio assim que chegasse.
​Caminhando rapidamente pela calçada e quase correndo no final, cheguei em casa, digitei a senha da porta e entrei. Pude ouvir o zumbido de um aspirador de pó vindo de dentro; provavelmente era Saheon-hyung limpando.
​Ao entrar na sala, vi o hyung aspirando embaixo do sofá. Saheon, que me avistou, desligou o aparelho. Mesmo com roupas de ginástica confortáveis, aspirando a casa, ele parecia bonito.
​— Voltou? Mas por que você está com essa cara de quem está no mundo da lua?
​— Ah, meu estômago está um pouco… Nós temos algum remédio?
​— Remédio? Que tipo de remédio? Pílula anticoncepcional?

 

⚝ Continua…

◆ Tradução, revisão e raws Nat ◆

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Sinopse:
Desde a infância, Cheongmyeong, que tem um histórico de ser rejeitado após se confessar para o vizinho mais velho que mora ao lado, acaba indo morar com ele por causa da faculdade. Porém, desta vez, a atmosfera parece um pouco diferente…
— Bom trabalho. Agora abra as pernas.
Nome alternativo: Sweet Sugar Candyman El Dulce Hombre De Azcar

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