Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) – Capítulo 41 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 41

​Fiquei imóvel ao sentir o atrito da minha cintura com aquela coisa rígida que parecia estranha ali. Meus lábios se abriram em um choque mudo. Esquecendo-me de resistir, olhei para o hyung com um olhar vago, sentindo algo firme pressionar meu estômago entre nossos corpos colados.
​Eu me perguntava se aquele tamanho era mesmo possível, mas, ao recordar da noite anterior, não parecia algo fora de cogitação. Um gemido de súplica escapou por entre meus lábios entreabertos.
​— Ah… não…
​— O que, não é permitido?
​Me contorci, tentando escapar do abraço dele. O hálito quente de Saheon roçou o topo da minha cabeça enquanto ele ria. À medida que eu me debatia, como um peixe preso em uma rede, os braços que me seguravam com tanta força se afrouxaram.
​Rapidamente me sentei e fugi da cama como se estivesse escapando de um assaltante armado. O cobertor desarrumado enrolou-se em minhas pernas, e ouvi o hyung rir atrás de mim enquanto se levantava.
​— Onde pensa que vai?
​Sua voz estava carregada de divertimento, quase descontraída, mas tudo o que eu conseguia pensar era em escapar dali. Enquanto tentava sair apressadamente na cama, perdi o equilíbrio e quase rolei para o chão.
​Uma mão firme agarrou minha cintura por trás. Segurado pelos dois lados, acabei voltando a me deitar. Meu coração disparava, talvez pelo susto da queda iminente daquela cama alta.
​Enquanto eu buscava o fôlego, ele me puxou de volta para seu abraço, pressionando o corpo contra o meu. O tecido fino do short que eu usava tornava a pressão daquela ereção contra minhas nádegas dolorosamente evidente. Fiz uma expressão chorosa; minha lombar formigava de tensão.
​— Hyung… não… Ugh, não… Desculpe…
​Comecei a pedir desculpas sem motivo. Parecia que ele não havia colocado roupa íntima em mim antes de vestir o short, pois a sensação da pele contra o tecido era muito nítida. Saheon soltou uma risada baixa e esfregou levemente sua “arma” contra minhas nádegas, como se me ameaçasse.
​— Se você fizer isso, eu vou morrer… Me dê uma folga. Não…
​Murmurei em voz baixa, como se dissesse algo que não podia ser ouvido. A mão dele, que me prendia, deslizou para dentro da minha blusa folgada. A mão que vagava pelo meu estômago roçou minha virilha lisa. Minhas costas se curvaram diante do calor daquela palma quente.
​— Sério… não, não, hyung… Hyung…
​Ele mordiscou suavemente meu lóbulo. Arrepiei-me como se estivesse tentando espantar um calafrio. Seus lábios, que mordiscavam minha orelha, desceram para a nuca. Ele pressionou a boca na linha onde meu pescoço encontrava o ombro e sugou a pele com força. Não doeu, mas fez cada fio de cabelo do meu corpo se eriçar.
​— Não… Hyung, eu tenho aula…
​— Quem disse que você não pode ir?
​Foi o mesmo hyung que, há pouco, tentava me convencer a não sair. Além disso, com algo claramente ereto pressionando e esfregando-se contra mim por trás, eu não era ingênuo a ponto de não entender aquele sinal óbvio.
​Virei-me com os olhos arregalados, mas quando senti “aquilo” roçar entre minhas nádegas, lembrando-me de uma lata de Pringles, assustei-me e o empurrei. Saheon soltou um pequeno gemido ao ser afastado por minha força repentina.
​Aproveitei a oportunidade e saí rapidamente da cama. Assim que meus pés tocaram o chão, uma dor imensa atravessou meu corpo. Gritei e desabei ali mesmo; com um baque surdo, meus joelhos arderam contra o piso frio.
​— Você está bem?
​Saheon perguntou, parecendo alarmado. A presença que eu sentia atrás de mim desceu e encontrou meu olhar. Ele, parecendo perplexo e confuso, tencionou os cantos da boca. Isso o fez parecer ainda mais como se estivesse tentando segurar o riso.
​— Estou bem.
​Esforcei-me para ficar de pé, ignorando a dor pulsante nos joelhos. Lancei um olhar para baixo e rapidamente virei o rosto, como se tivesse visto algo que não deveria ao flagrar a área da virilha do hyung.
​Movendo-me alguns passos quase engatinhando, fugi rapidamente quando percebi que ele não tentava me segurar. Eu devia parecer um coelho sendo perseguido por um caçador. Pelo som de sua risada atrás de mim, era exatamente essa a imagem que eu passava.
​Era difícil mover um dedo sequer com a dor muscular chegando antes mesmo que meu corpo tivesse se recuperado. Embora eu estivesse tomado por uma dor que me fazia sentir como se meu corpo pudesse se partir em dois, consegui terminar de me arrumar, impulsionado apenas pela determinação de ir à aula.
​Saheon passou todo o tempo da viagem de carro resmungando reclamações. Eram cerca de 20 minutos de sua casa até a faculdade, e ele murmurou coisas como “Onde você vai se não está se sentindo bem?”, “Deveria descansar quando está com dor”, “Deveria estudar enquanto descansa também”, “Quando eu era calouro, eu vivia saindo”.
​Lancei um olhar feroz para ele, já que a própria pessoa responsável pela minha condição física estava ali reclamando sozinha. Talvez meu olhar tenha sido eficaz, pois ele encerrou seu monólogo resmungando algo parcialmente verdadeiro: “Não é como se eu faltasse o tempo todo, mas eu saía um pouco”.
​O portão da escola à tarde estava menos movimentado do que pela manhã. Com a mochila no colo, tive que levantar meu corpo que se apoiava no banco aquecido. Saheon, com os lábios contraídos como se estivesse descontente, alcançou e abriu o compartimento do cinzeiro. Como não-fumante, ele costumava enchê-lo com balas doces em vez de bitucas. Depois de me entregar um punhado, ele colocou uma bala de morango na boca e me olhou enquanto mastigava com força, produzindo um som de “croc”.
​Por um tempo, o barulho da bala sendo mastigada ecoou. Respondi ao seu olhar descontente com uma expressão igualmente contrariada, mas quando nossos olhos se cruzaram, baixei o olhar. No fim das contas, eu ainda estava um pouco assustado.
​Mesmo depois que desviei o rosto, ele continuou me encarando com olhos que pareciam querer me devorar a qualquer momento, até que o que estava em sua boca acabasse. Murmurei, como se desse uma desculpa:
​— …Eu tenho aula…
​Saheon, que estivera em silêncio por um momento, soltou um suspiro pesado. Sentindo que o clima havia melhorado, olhei de relance para ele. O hyung estava mexendo no compartimento de doces com o dedo; a cada movimento, as balas coloridas eram empurradas de forma precária.
​— Coloque isto.
​O que ele estendeu foi um band-aid. Peguei reflexivamente e brinquei com a borda da embalagem enquanto perguntava:
​— Onde?
​— Aqui.
​A mão de Saheon tocou meu pescoço. Abaixei o queixo para olhar onde ele havia tocado, mas não era um lugar dentro do meu campo de visão. No fim, abaixei o espelho do carro para conferir. Um grito agudo escapou logo em seguida.
​— I-isso, o que é…
​Meu pescoço estava coberto de marcas avermelhadas. A maioria estava em áreas cobertas pelas roupas, mas havia algumas visivelmente expostas, e outras que estariam perigosamente próximas de aparecer se eu me curvasse.
​Fiquei boquiaberto por um momento antes de olhar para ele com olhos cheios de ressentimento. Saheon sorria inocentemente, como se não soubesse de nada. Rapidamente rasguei o band-aid e o colei no pescoço. O adesivo, um tanto fraco, grudou de forma precária.
​Pressionei o band-aid com a palma da mão. O calor da minha mão não fortaleceria o adesivo, mas eu me sentia inquieto se não fizesse ao menos isso.
​Depois de terminar de aplicar, lançando um olhar feroz a ele, ignorei seu pedido sem noção de um beijo e bati a porta do carro. O estrondo foi tão alto que temi que o vidro quebrasse, e meus ombros encolheram involuntariamente.
​Pensei se deveria ter dito que foi o vento. Mas quando vi Saheon soprando um beijo no ar com os dedos, escolhi sair rapidamente, contorcendo o rosto em uma expressão feroz.
​Enquanto caminhava sem rumo em direção ao prédio da nova aula de artes liberais, avistei Choi Hyun-oh fumando. Parado no campo de grama ao lado do prédio, os olhos de Hyun-oh se arregalaram ao levantar a mão.
​— Lee Cheongmyeong!
​Apressei o passo para me aproximar dele. Escondendo o cigarro pela metade atrás das costas, Hyun-oh falou como se estivesse me dando uma bronca:
​— Por que você não veio de manhã?!
​— Eu dormi demais.
​Respondi com um sorriso sem jeito. De repente, tornei-me muito consciente do band-aid na nuca. Hyun-oh falava sem parar, como se estivesse reclamando:
​— Eu queria te mandar mensagem, mas não pude porque você ainda não tem celular. Caramba, você perdeu a hora? Meu hyung marcou sua presença. Já que você não foi pego, vai ter que me pagar uma refeição.
​— Tudo bem. Obrigado.
​Pressionei o band-aid na nuca sem motivo. Saber que eu não tinha levado falta graças a Hyun-oh me deixou aliviado. Foi então que ouvi um pequeno “Oh” ao lado. Só então percebi que outra pessoa estava lá.
​Diferente de Hyun-oh, que escondia o cigarro, a nova pessoa segurava o dele na altura do ombro, olhando-me com curiosidade. Parecia ser amigo de Hyun-oh.
​Ao contrário de Hyun-oh, que parecia um tanto bruto com seu cabelo descolorido e piercings, o estranho era mais arrumado. Suas roupas pretas de ginástica, óculos redondos e cabelo preto intocado o faziam parecer ainda mais organizado.
​Pelo porte atlético típico de esportistas, visível mesmo sobre o casaco acolchoado, o amigo de Hyun-oh parecia cursar algo relacionado à educação física. Enquanto o estranho e eu nos analisávamos, Hyun-oh deu um tapa no ombro do amigo.
​— Ei, seu bastardo. É assim que você olha para alguém que está conhecendo pela primeira vez? Seu sem educação!
​— Porra, isso dói, seu idiota!
​A impressão de que ele era organizado desapareceu no momento em que abriu a boca. Xingando tanto quanto Hyun-oh com um rosto que parecia gentil e limpo, o amigo parecia estar prestes a agarrar Hyun-oh pelo colarinho.
​Assisti perplexo aos dois lutando como se estivessem acostumados, mesmo na frente de um estranho. Hyun-oh, que jogara fora o cigarro e o apagou com o pé, apresentou o amigo de forma selvagem:
​— Esse é o idiota que me fez pegar aquela aula de merda de Schrödinger.
​— Sou Yoo Do-jin.
​O amigo recém-apresentado me cumprimentou, ignorando levemente os latidos de Hyun-oh. Assenti vagamente antes de perceber que não tinha dito meu nome e abri a boca:
​— Eu sou Lee Cheongmyeong… hum… Do-jin-sunbae?
Eu havia respondido naturalmente de forma informal, mas, ao lembrar que ele deveria ser mais velho, tentei corrigir a fala acrescentando o honorífico no final, mas saiu todo desajeitado. Dei um sorriso acanhado.
​— Pode me chamar de hyung. Sou amigo desse idiota, pode falar informalmente.
​— Pare de me chamar de idiota, seu bastardo!
​Hyun-oh ergueu o punho mais uma vez. Apesar dos sons de impacto bem ferozes, Do-jin hyung nem piscou. Pensei por um momento se ter muitos músculos significava não sentir dor.
​— Só um estúpido como você acreditaria nisso, idiota.
​— Vai pro inferno, porra.
​— De qualquer forma, eu mudei você para esta optativa. Você deveria me agradecer.
​Do-jin hyung sorriu enquanto apagava o cigarro. Surpreendentemente, Hyun-oh apenas resmungou sem dar uma resposta adequada. Como ambos terminaram de fumar, nossos passos seguiram naturalmente para dentro do prédio. O interior era muito quente.
​Segui os dois até a sala de aula no subsolo. Eles caminhavam tão perto que seus ombros quase se tocavam, mas nenhum pensou em se afastar.
​Lembrei-me de Hyun-oh dizendo uma vez que eram amigos desde a infância. Talvez por isso, embora superficialmente parecessem brigar, os dois pareciam se dar bem. Minha observação foi por água abaixo no momento em que chegamos à porta da sala de aula que ocupava todo o subsolo.
​— …Ei, porra, Yoo Do-jin. Você quer morrer?
​Hyun-oh murmurou em voz baixa. Pelos punhos trêmulos, parecia querer agarrar Do-jin pelo colarinho. Do-jin hyung riu alto, dobrando-se de tanto rir. Como ainda não tinha visto a situação dentro da sala, olhei para os dois com uma expressão confusa.
​— É um destival de salsicha? A porra de um festival de salsicha! Inferno!
​— Idiota. Quem você achava que estaria tendo educação sexual?
​Do-jin hyung gargalhou como se fosse engasgar. Ainda incapaz de compreender a situação, murmurei vagamente enquanto olhava para Hyun-oh:
​— …Educação sexual?
​Além da porta que Hyun-oh bloqueava, desenrolou-se uma cena onde, mesmo de costas, era óbvio que todos eram homens. Do-jin hyung, ainda rindo, acrescentou gentilmente uma explicação:
​— É. Até o ano passado, era apenas “Educação Sexual para Estudantes da Korea City University”, mas disseram que o nome era muito explícito, então mudaram para “Educação de Gênero para Estudantes da Korea City University”.
​Enquanto ouvia a resposta do hyung, que parecia estar se divertindo, fiquei boquiaberto com a inesperada aula de educação sexual. Mas o que realmente irritou Hyun-oh foi por um motivo diferente. Do-jin hyung acrescentou com um sorriso malicioso:
​— Será que teremos que fazer exercícios práticos aqui também?
​— …Que tipo de… exercícios?
​Minha voz trêmula pareceu não ser ouvida enquanto Hyun-oh resmungava ferozmente:
​— Porra, que tipo de exercícios práticos de educação sexual a gente vai fazer com um bando de marmanjos?

 

⚝ Continua…

◆ Tradução, revisão e raws Nat ◆

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Sinopse:
Desde a infância, Cheongmyeong, que tem um histórico de ser rejeitado após se confessar para o vizinho mais velho que mora ao lado, acaba indo morar com ele por causa da faculdade. Porém, desta vez, a atmosfera parece um pouco diferente…
— Bom trabalho. Agora abra as pernas.
Nome alternativo: Sweet Sugar Candyman El Dulce Hombre De Azcar

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