Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) – Capítulo 40 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 40

Fazer sexo com hyung era como subir em uma montanha-russa sem travas de segurança. Ele podia me segurar com firmeza, mas eu ainda sentia, poderia cair a qualquer momento.
​Eu não tinha escolha a não ser seguir o ritmo dele. A cada movimento, eu perdia o fôlego, ultrapassando os limites do que eu sabia sobre prazer. Era uma sensação precária, perigosa, como se tudo pudesse desmoronar a qualquer segundo — e, por mais que eu quisesse pedir para ele desacelerar, era sempre tarde demais. As palavras morriam na minha garganta.
​O prazer que eu descobria pela primeira vez na vida me deixava completamente atordoado. Faíscas explodiam atrás das minhas pálpebras, e gemidos que eu tentava segurar escapavam involuntariamente pelos meus lábios. A cada clímax, meu corpo inteiro entrava em um colapso de tremores sensíveis. Eu nunca tinha conhecido algo assim; era um território totalmente novo. E, honestamente? Por mais assustador que fosse, parte de mim só queria que ele começasse tudo de novo.
No entanto, as sensações avassaladoras eram apenas passageiras. Pela primeira vez, percebi que o excesso de excitação podia esgotar minha energia. Eu sempre fui excelente em todos os testes de aptidão física durante o ensino fundamental e médio, mas, frente ao hyung, isso era inútil.
Na segunda vez, comecei a me sentir exausto e, na terceira, eu estava tão sensível que até o toque mais leve provocava um arquejo involuntário; depois disso, acho que chorei e implorei para ele parar.
Parecia que o hyung vinha comendo apenas os alimentos mais saudáveis enquanto voava ao redor do mundo, acumulando uma energia que eu não conseguia acompanhar. A disparidade entre nós era frustrante: ele parecia calmo e composto, enquanto eu mal conseguia me mover, o que me fazia sentir injustiçado.
Se hyung não estivesse sussurrando palavras doces como “Você é tão lindo”, “É tão bom”, “Acho que vou enlouquecer” e “Senti sua falta.” bem perto do meu ouvido, eu certamente teria perdido a cabeça há muito tempo.
Eu só conseguia ser libertado desse estado quando sentia como se a cor do céu tivesse mudado. Sem nem pensar em limpar os fluidos que cobriam nossos corpos, desmaiei e adormeci. Mesmo naquele instante, ver o rosto do hyung — revigorado, como se tivesse acabado de voltar de um mergulho matinal — era irritante.
Quando recuperei gradualmente a consciência de um sono profundo, foi porque senti alguém brincando com o meu cabelo. O toque suave que interrompeu meu doce descanso era ao mesmo tempo carinhoso e travesso.
Dedos torciam e giravam meu cabelo, tentando colocá-lo atrás da minha orelha, e então desceram para cutucar minha bochecha. Isso me lembrou as brincadeiras de infância, quando ele apertava meu nariz para me deixar sem fôlego, eu franzi a testa e murmurei para ele parar.
Ouvi o hyung soltar uma risada baixa. Apesar dos meus protestos, ele continuou apertando meu nariz, então enterrei minha cabeça em seu abraço quente.
Deitado de lado, me encolhi como um camarão, procurando uma posição mais confortável. Foi só depois de enrolar meu corpo em uma bola apertada, quase tocando minha testa nos joelhos, que senti uma sensação de estabilidade. Eu estava na linha tênue entre sonhos e realidade, tentando voltar a dormir.
De repente, me perguntei que horas eram. Assim que eu estava prestes a cair em um sono confortável novamente, acordei com um solavanco, como se tivesse sido atingido por água fria.
O que vi diante de mim era, sem dúvida, o corpo límpido de hyung. No entanto, meu olhar primeiro pousou na luz do sol que entrava acima dele. Minha cabeça parecia tão lúcida. Eu podia ouvir a voz do hyung, que estava um pouco abafada pela manhã.
— Você dormiu bem?
— …Uh, uh?
— Uau, você ainda tem os mesmos hábitos de sono de quando era criança.
Eu não conseguia entender muito bem o que ele estava dizendo. A luz do sol brilhante e minha cabeça lúcida apontavam para apenas uma coisa: eu estava atrasado.
Debati-me como um peixe preso em uma rede, depois pulei para frente, agarrando o braço de hyung enquanto a dor muscular surgia em mim. À medida que uma nova dor se sobrepunha ao desconforto persistente, até mesmo mover meus membros tornou-se difícil.
A mão do hyung agarrou meu corpo que escorregava. Enquanto eu torcia meu corpo rígido para aliviar a dor, enterrei minha cabeça contra o peito dele.
— Você está bem? O que há de errado? Teve um pesadelo?
Soltei um suspiro trêmulo, esperando meu corpo se ajustar à dor. À medida que minha respiração se estabilizava gradualmente, pensei que podia ouvir o batimento cardíaco de hyung, ou talvez fosse apenas uma ilusão.
Sua mão gentil e grande varreu minha cintura. Recuperando a consciência lentamente, percebi que eu estava vestido. Vendo que eu estava com uma roupa simples, camiseta de manga curta e shorts, concluí que hyung tinha me vestido.
— …Que horas são?
Quando abri a boca, fiquei surpreso com o quão rouca minha voz soou. Parecia que minha garganta estava dolorida, como se eu tivesse pegado um resfriado.
— Dez para o meio-dia.
— De jeito nenhum! Ah… o que devo fazer? Estou atrasado…
Murmurei com uma voz confusa. Meu corpo, que estava pronto para pular, foi imediatamente parado pela dor. Enquanto eu tremia e suportava o desconforto, o hyung silenciosamente me puxou para o seu abraço.
Esmagado sob o peso dele, levantei minha cabeça para encontrar um pouco de espaço para respirar. O hyung, que tinha entrelaçado suas pernas nas minhas, sussurrou preguiçosamente:
— Você está atrasado?
— Sim… perdi minha aula da manhã…
— Oh, querido, o que devemos fazer?
Saheon hyung murmurou com uma voz que mostrava que ele não estava nem um pouco preocupado. Lancei-lhe um olhar afiado. Eu podia ver sua mandíbula marcada. Ele me abraçou mais forte, como se tentasse esconder sua expressão de mim.
— Bem, já que chegamos a esse ponto, não temos escolha a não ser fazer uma pausa hoje. Certo?
Ele me segurou tão apertado que senti como se pudesse sufocar. A pressão tornava difícil respirar e ofeguei por ar. Percebendo minha luta, hyung afrouxou um pouco o aperto, mas a ansiedade de que eu pudesse estourar como um balão de água permanecia.
— Você está com muita dor. Deveria tirar pelo menos o dia de hoje de folga.
A própria pessoa que tinha me causado dor falava suavemente. Meu corpo doía como se pudesse quebrar e, embora eu estivesse tentado pela sugestão doce do hyung, concluí rapidamente que não fazia sentido faltar à escola por causa das consequências do nosso encontro sexual. Saheon Hyung continuou sutilmente, como se puxasse uma arma secreta:
— Peça ao Hyun-dol para fazer anotações por você.
— Mas… eu ainda tenho que ir para a faculdade. E não é Hyun-dol, é Hyun-oh…
Enquanto resmungava com uma voz amuada, meus lábios foram repentinamente capturados pelos de hyung. Talvez porque fosse dia, foi um beijo leve, como se ele estivesse apenas chupando meus lábios. Por alguns segundos, perdi-me em uma sensação de êxtase, mas depois voltei à fria realidade e murmurei para mim mesmo.
— …Consigo chegar na aula das três horas.
Como hyung tinha dito que eram dez para o meio-dia, eu tinha tempo suficiente. Enquanto contava mentalmente os dias de presença que perdi nas aulas da manhã, ouvi o estalo de língua de descontentamento do hyung, o que me tirou dos meus pensamentos.
— Eu estava tentando fazer com que você não conseguisse ir…
Seu murmúrio fez cócegas no meu ouvido. De alguma forma, senti que suas palavras também incluíam o que havia acontecido na noite passada. De repente, senti uma pontada lá embaixo e meu rosto corou.
O incômodo parecia menos intenso do que da vez que acordei sozinho, mas ainda me preocupava se a região teria cicatrizado. Movi-me sutilmente, tentando avaliar o nível da dor sem que hyung percebesse.
Minha lombar e a área que eu não conseguia alcançar com as mãos latejavam, mas era suportável. Estranhamente, senti um alívio por ainda poder ir à faculdade.
— Você é um aluno modelo! Eu não deveria ter te acordado.
Hyung murmurou como se estivesse descontente. Não havia espaço entre nós, como se ele não quisesse me deixar ir. Ele entrelaçou suas pernas nas minhas com força, como se fosse um grilhão humano.
— Você não vai trabalhar?
Puxei outro assunto para desviar a atenção do hyung. Senti ele baixar a cabeça e descansar o queixo em cima da minha cabeça
— Estou de folga até domingo por causa de uma mudança na escala.
Eu podia ver a camiseta que hyung estava vestindo na minha frente. Sua clavícula aparecia por baixo do tecido solto. Estava tão perto que, se eu piscasse, meus cílios o tocariam. Havia um perfume agradável vindo do espaço bloqueado por seu corpo.
— Ah! Fui a Paris e comprei um celular.
Ele murmurou de repente, como se tivesse acabado de se lembrar. Levantei as pálpebras para olhar para ele. Meus cílios roçaram sua pele.
— Um celular?
— Sim. O seu quebrou, não foi? Foi super barato porque comprei no free shop.
O hyung mencionou casualmente como se dissesse que o tempo estava bom hoje, aceitei momentaneamente. Com uma expressão em branco, pensei: “Ah, entendo”, mas então percebi que o celular que ele comprou era pra mim ofeguei em choque.
— Um celular?
Eu estava sendo segurado com tanta força que minha voz soou abafada. Saheon hyung, encontrando meu olhar, riu baixinho. Devo ter parecido engraçado para ele. Lembrando que o preço do celular tinha excedido um milhão de won, agarrei as roupas de hyung em pânico.
— Você está tentando dizer obrigado?
Mas parecia que hyung entendeu meu gesto de súplica de uma maneira diferente. Ele subjugou facilmente minha mão que segurava sua roupa entre seu braço e cintura e continuou falando.
— Seria bom ir ativar o celular depois do almoço, não é? O que você acha, Cheongmyeong?
— Por que você comprou um celular pra mim?
As palavras escaparam com pressa e percebi que tinha soado acusatório. Foi um tom frio que surpreendeu até a mim. O hyung fez um bico como se tivesse sido ferido. Aquela expressão era tão fofa que momentaneamente esqueci o que queria dizer e encarei seu rosto sem expressão.
— Porque eu podia comprar para você, então comprei.
— …Ainda assim…
Senti muito por falar de forma ríspida e, enquanto estava cativado pelo rosto do meu belo hyung, murmurei com uma voz fraca, desprovida de espírito de luta. Saheon fingiu exageradamente ser digno de pena.
— Pense nisso como um presente. E você não pode descansar um pouco?
Recuperei o juízo sabiamente com suas últimas palavras. Voltando à realidade, mostrei uma expressão bastante severa, indicando que não poderia aceitar. O rosto do hyung tornou-se descontente, mas ele não disse mais nada.
O abraço apertado dele fez meu corpo sentir-se mais quente. Me remexi, tentando encontrar uma maneira de suportar o calor e o peso. O hyung pressionou-me ainda mais. Eventualmente, desisti de encontrar uma posição confortável e puxei outro assunto.
— Se você está de folga até domingo, significa que vai tirar três dias de folga?
— Sim. Como o voo é domingo à noite, são cerca de três dias e meio?
— É uma folga bem longa.
Expressei meus pensamentos honestos com admiração. Os lábios de hyung se curvaram em um sorriso brilhante. Enquanto eu pensava que ele era realmente lindo, o próximo pensamento que seguiu foi que poderíamos ficar juntos o fim de semana todo.
Apenas uma pequena coisa elevou meu ânimo em um instante. Até mesmo as fracas preocupações sobre como lidar com a presença que perdi nas aulas da manhã desapareceram. Os cantos da minha boca se elevaram levemente.
— …Estou feliz por poder ficar com você por um longo tempo.
Eu quase murmurei meus verdadeiros sentimentos sem perceber e, quando entendi o que tinha dito, olhei para hyung timidamente. Felizmente, ele pareceu não ter ouvido nada e manteve sua expressão carinhosa.
A mão grande de hyung arrumou suavemente minha franja bagunçada. Palavras doces que pareciam que deveriam ser testadas para dependência química ondulavam na minha cabeça.
De repente, senti uma sensação rígida e estranha contra meu corpo vindo do cobertor. Perguntei-me se o cobertor tinha se embolado, então comecei a mover minha cintura levemente. Mas o cobertor embolado não mostrava sinais de se desenrolar. Percebendo que havia um limite para o quanto eu podia espalhá-lo com meu corpo, decidi suportar um pouco de desconforto.
— O que você vai fazer enquanto estiver de folga?
— Bem, acho que vou limpar a casa e fazer algumas compras de mercado? …E comer algo delicioso.
Hyung respondeu com um pequeno sorriso. Enquanto ele baixava a cabeça e enterrava o rosto no meu pescoço, seus lábios roçavam minha pele sensível.
Eu estremeci. Ele moveu os lábios para morder meu pescoço e disse suavemente:
— Nhac, nhac.
Vendo ele fazer um som tão fofo, parecia que ele estava ficando com fome. Eu também comecei a sentir fome à medida que recuperava gradualmente meus sentidos da nossa conversa casual. Envolvi o braço do hyung pelas costas com a mão que estava presa entre meu braço e cintura.
O desconforto do cobertor embolado tornou-se mais pronunciado. Não, parecia mais um recipiente rígido do que um cobertor. Lembrava-me de algo semelhante ao frasco de loção de ontem fez minhas bochechas corarem. Escolhi responder ao hyung com um comentário brincalhão.
— …Mas hyung, se você vai ficar deitado, não pode pelo menos arrumar o cobertor? Está um pouco desconfortável… Tem algo aqui parecendo uma lata de Pringles…
Como meus braços estavam presos pelo abraço do hyung, usei minha cintura para indicar a área que parecia estranha. Uma das sobrancelhas de Saheon hyung subiu.
— Isso é o meu pau.

 

⚝ Continua…

◆ Tradução, revisão e raws Nat ◆

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Sinopse:
Desde a infância, Cheongmyeong, que tem um histórico de ser rejeitado após se confessar para o vizinho mais velho que mora ao lado, acaba indo morar com ele por causa da faculdade. Porém, desta vez, a atmosfera parece um pouco diferente…
— Bom trabalho. Agora abra as pernas.
Nome alternativo: Sweet Sugar Candyman El Dulce Hombre De Azcar

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