Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) – Capítulo 37 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 37

Como eu estava preso nos braços do hyung, sendo mantido firme contra ele, não conseguia me mover nem um centímetro e fui forçado a suportar seu beijo. Apertei o copo que ainda segurava com mais força.
​Quando ele sugou suavemente meu lábio inferior, meu corpo estremeceu, instintivamente tentando recuar. Mas eu já estava encurralado; qualquer resistência era inútil. Aquela sensação de formigamento era algo que eu queria evitar, mas, ao mesmo tempo, era exatamente o que eu desejava. Minha cintura arqueou-se, tentando me afastar, mas o hyung, com os braços firmemente ao meu redor, fechou o espaço assim que eu tentei ceder.
​Sua língua deslizou entre meus lábios entreabertos, provocando o interior da minha boca. Enquanto ele envolvia minha língua, que estava rígida e paralisada, Saheon puxou minha cintura para mais perto. Um calor estranho parecia emanar dos nossos corpos colados.
​Aquele beijo, vindo de trás, rapidamente roubou meu fôlego. Enquanto eu gemia, com a testa franzida, Saheon afrouxou levemente seu abraço sufocante. Sua mão, deslizando naturalmente pelo meu estômago, alcançou meu pulso e tomou o copo de água da minha mão sem esforço.
​Nossa posição mudou sem que eu percebesse. O tilintar sutil do copo sendo deixado na mesa misturou-se aos sons úmidos dos nossos lábios. Senti minhas bochechas queimarem instantaneamente. Para abafar os sons estranhos que escapavam da minha garganta, usei a mão agora livre para empurrar seu ombro.
​Mesmo sem ter usado muita força, ele prontamente interrompeu o beijo. Ofegante, olhei para Saheon.
​O prazer do toque ainda parecia persistir em minha língua. Mesmo ofegante, eu não conseguia esconder o tremor nos meus olhos. Aquele nó que apertava minha garganta havia desaparecido, substituído por um alívio atordoado.
​Saheon entrelaçou seus dedos aos meus, puxando-me ainda mais para perto. Sua roupa de casa estava levemente úmida, talvez pelo seu corpo que ainda não havia secado completamente. O cabelo, ainda molhado, estava penteado para trás, e até aquilo lhe caía bem.
​Observando-me com olhos ardentes, Saheon depositou um beijo suave no canto do meu olho. O estalo úmido ecoou, estranhamente alto. Pisquei, deixando claro o quanto aquele gesto me deixara desconsertado.
​Estávamos tão colados que eu podia sentir as batidas do coração dele contra o meu. Envergonhado pelo ritmo acelerado do meu próprio coração, virei o rosto para evitar seus beijos gentis e insistentes.
​Saheon riu baixinho. Seu hálito quente contra minha pele fez arrepios percorrerem minha espinha. Ele beijou o canto do meu olho, ainda levemente úmido, mais uma vez e sussurrou:
​— Por que você estava chorando?
​Preso entre a mesa, atrás de mim, e o abraço de Saheon, à frente, senti como se fosse sufocar. Como se exigisse uma resposta, seus lábios roçaram minha sobrancelha. Meu corpo tremia involuntariamente a cada contato.
​— Eu… bocejei… forte demais — murmurei, forçando uma mentira. Até para meus próprios ouvidos, a desculpa soou fraca, e o rosto de Saheon registrou momentaneamente um olhar de descrença. Talvez para evitar seus beijos ou para sustentar minhas costas arqueadas, minha mão agora se apoiava na borda da mesa.
​A mão de Saheon, que estava na minha cintura, começou a descer, sobre minhas roupas. Mesmo através do moletom grosso, eu podia sentir o calor que irradiava de sua palma. Quando sua mão percorreu a curva das minhas costas e deslizou sobre as minhas nádegas, eu soltei um suspiro agudo.
​Foi uma reação que denunciou minha inexperiência, até para mim mesmo. Mortificado, fechei a boca rapidamente. Felizmente, sua mão parou o movimento, mas permaneceu ali, apertando minha pele.
​— Achei que… você estivesse chorando porque sentiu minha falta.
O tom provocador era evidente em sua voz. Saheon estava tão perto que nossos narizes quase se tocavam. Sua mão cobriu a minha, que ainda segurava a borda da mesa. Pressionando todo o corpo contra mim, ele apertou minha bunda suavemente. Aquele calor único de quem acabou de sair do banho me envolvia por completo.
​— Eu senti sua falta — ele murmurou. Seu hálito quente, carregado de um tom brincalhão, porém sincero, fez cócegas em minha orelha. A implicação de que ele sentiu minha falta, combinada com a estimulação física, fez meu coração disparar. Uma sensação de queimação espalhou-se por mim, da cabeça aos pés.
​Seja pela vergonha de ter meu motivo para chorar exposto, pela timidez, ou por ambos, meu rosto ficou vermelho como brasa. Quando Saheon mordiscou de forma brincalhona o lóbulo da minha orelha, soltei a primeira coisa que me veio à mente:
​— Você… disse que estava… com sede. Você… queria água…
​— Sim, eu estava com sede — Saheon respondeu, sua respiração quente roçando minha orelha a cada palavra. Ele depositou um beijo suave no ponto onde minha orelha encontrava meu maxilar e murmurou:
​— Mas não estou mais.
​Seus lábios encontraram os meus, devorando-os. Diferente do beijo anterior, que fora relativamente gentil, este era intenso; os sons úmidos tornavam-se mais altos, acompanhados por sua respiração descompassada.
​A ferocidade do beijo, quase invasiva, foi o suficiente para me fazer perder os sentidos. Mantido prisioneiro por ele, senti como se a saliva que eu não engolia pudesse escorrer pela boca. Saheon continuou sem me dar um momento de trégua. Seus beijos desesperados, quase frenéticos, me forçaram a cambalear para trás, agarrando-me a ele como um coala.
​— Hyung, devagar… ah… — tentei balbuciar entre os curtos intervalos do beijo, implorando para que ele aliviasse, mas minhas palavras perderam-se enquanto ele continuava a consumir minha boca. Havia uma urgência em suas ações, como a de um homem sedento encontrando um oásis.
​Algo macio roçou minhas panturrilhas e a parte de trás dos meus joelhos. Uma leve pressão contra minhas pernas fez com que elas cedessem, e eu desabei na cama. Saheon colocou um joelho no colchão, imobilizando-me com seu corpo.
​O calor subiu ao meu rosto. Senti a pressão nítida da ereção dele contra meus jeans, enviando uma onda de calor para minha virilha. Meu próprio pênis, confinado pela calça, latejava.
​Eu mal conseguia respirar, minha cabeça girava. Meus pulsos estavam presos contra a cama. Meus dedos formigavam pela falta de circulação e, quando tentei movê-los, Saheon, como se quisesse me acalmar, afastou-se com um selinho suave.
​— Haah… uh… uh…
​Ofeguei, buscando ar. Meu peito subia e descia. Com um empurrão simples de sua mão sob meus joelhos, Saheon me posicionou totalmente na cama. Ele se moveu entre minhas pernas abertas, pairando seu corpo sobre o meu, em uma posição que imitava o ato sexual.
​Gotículas de água do seu cabelo caíram sobre meus jeans. O contorno da sua ereção estava claramente visível através da roupa de casa folgada. Estando deitado daquela forma, sob a luz fluorescente, Saheon parecia ainda mais intimidante e ameaçador.
​Engoli em seco, involuntariamente. Ele esfregou sutilmente a ereção contra minha coxa interna. Foi um movimento não intencional, mas minha mente, já sobrecarregada, interpretou aquilo de forma lasciva.
Ele deslizou a mão por baixo da minha roupa, e sua palma quente envolveu minha região lombar. Sua mão, surpreendentemente firme, segurava minha cintura enquanto eu estremecia, como se quisesse me acalmar.
Ele traçou a curva da minha cintura com a mão grande, como se estivesse medindo-a, antes de mover os dedos pelo meu estômago plano, em um gesto de avaliação minuciosa. O toque inesperado me deixou ainda mais tenso, fazendo com que eu encolhesse o abdômen por reflexo. Sentindo minha reação, ele deslizou a ponta dos dedos em um trajeto lento até a curva da minha virilha, delineando a longa linha do osso do meu quadril. Ele murmurou:
​— Por que você é tão magro?
​Minha blusa havia subido, expondo metade do meu tronco. Me contorci sob seu toque, respirando com dificuldade.
​Fiquei apenas observando, estupefato, enquanto ele retirava sua camiseta sem esforço. Quando Saheon, com a perna pressionada entre as minhas, removeu a peça, finalmente entendi por que ele tinha me chamado de “magro”.
​Ele era o estranho ali, mantendo um físico atlético mesmo sendo uma pessoa comum. Olhei, hipnotizado, para seus músculos bem definidos, realçados sob a luz fluorescente. As linhas esculpidas que fluíam de seus ombros largos explicavam por que seu uniforme sempre vestia tão perfeitamente.
​Seu olhar baixo, como se me observasse, projetava sombras profundas sob seus olhos. As sombras acentuavam seus traços naturalmente frios, conferindo-lhe um ar predatório.
​Ainda ofegante, fechei os lábios ao redor do seu dedo quando ele os roçou. Meus pulmões ainda imploravam por ar, mas tentar respirar apenas pelo nariz fazia meus ombros subirem e descerem. As mãos de Saheon envolveram suavemente minhas bochechas. Seu polegar roçou levemente minhas pálpebras quentes.
​Senti suas mãos moverem-se em direção aos meus ombros. Mantendo meu tronco no lugar com os braços, ele abaixou a cabeça, beijando o canto da minha boca antes de mergulhar novamente para explorar minha boca mais uma vez.
​Eu sabia, por instinto, que aquilo se desenrolaria exatamente como da última vez. A atmosfera abertamente carregada tornava fácil prever o que viria.
​De repente, senti uma ardência onde as memórias vívidas, gravadas tão profundamente que eu conseguia lembrar de cada detalhe, residiam. O ressentimento que senti em relação a Saheon nos últimos dois dias desapareceu diante dessa reviravolta avassaladora.
​Comecei a envolver o pescoço de Saheon com meus braços, mas hesitei, redirecionando-os para sua clavícula. Eu podia sentir o coração dele batendo sob meu punho cerrado.
​Beijando meus lábios úmidos de saliva, Saheon pegou meu pulso. Como se sentisse meu desejo de abraçá-lo, ele guiou meu braço ao redor de seu pescoço. Eu o segurei com força, mas logo precisei afrouxar o aperto quando ele se moveu, mordiscando meu pescoço.
​— Ah!
​A sensação aguda fez com que eu perdesse o controle, e minhas unhas deixaram marcas longas em seu pescoço e ombro. Contorcendo a cintura fechei os dedos para evitar deixar mais marcas.
​— Ah, ahhh, uh, hyung… uhhn…
​Minha visão embaçou enquanto eu olhava para baixo e via novas marcas vermelhas surgindo em minha pele. Os lábios de Saheon curvaram-se em um sorriso largo e satisfeito enquanto ele beijava as marcas frescas, como se fossem um selo.
​— Você é ainda mais magro sem roupas. Vai acabar quebrando.
​Suas palavras, murmuradas junto com um sorriso radiante, como se comentasse um dia bonito, pareceram naturalmente estranhas para mim. Mordi o lábio, encarando-o.
​Ele parecia tão estranho, como um desconhecido. Eu queria cobrir meus ouvidos. Mas Saheon parecia alheio ao meu olhar de desaprovação. Acariciando a pele lisa e sem pelos acima de minha cueca revelada pela calça desabotoada, ele murmurou para si mesmo:
​— E se eu meter e tirar de novo, vou deixar uma marca no formato do meu pau na sua barriga…

 

⚝ Continua…

◆ Tradução, revisão e raws Nat ◆

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Sinopse:
Desde a infância, Cheongmyeong, que tem um histórico de ser rejeitado após se confessar para o vizinho mais velho que mora ao lado, acaba indo morar com ele por causa da faculdade. Porém, desta vez, a atmosfera parece um pouco diferente…
— Bom trabalho. Agora abra as pernas.
Nome alternativo: Sweet Sugar Candyman El Dulce Hombre De Azcar

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