Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) – Capítulo 26 Online

↫─Capítulo 26
Os músculos do meu pescoço tencionaram. Enterrei meu rosto corado no edredom branco como a neve e mexi os quadris de leve, sentindo o farfalhar suave dos lençois fazer cócegas nas minhas orelhas. Soltei uma respiração irregular, roçando a testa contra o travesseiro bagunçado. O perfume que vinha das coisas de Saheon hyung fazia minha cabeça girar.
— …Ugh.
Um gemido abafado escapou dos meus lábios contra o edredom. Minhas orelhas queimavam. O cheiro dele estava por toda parte, impregnado nos móveis. E pensar que, enquanto eu não estava ali, ou no passado, antes de morarmos juntos, ele podia muito bem ter trazido uma namorada para cá e…
Interrompi aquele pensamento tarde demais. Apertei as pálpebras com ainda mais força, mas a engrenagem da imaginação já tinha começado a rodar.
Só que, talvez por tentar cortar a cena, minha mente tomou um rumo diferente. O simples fato de me colocar no lugar da parceira de Saheon hyung fez uma onda de calor se concentrar no meu baixo ventre.
”Eu não devia fazer isso… Não devia… Não posso… Saheon hyung. Hyung. Kwon Saheon.”
Havia uma leve hesitação na minha mão que descia pela pele, que parecia mais quente que o normal. Mas quando finalmente fechei os dedos em volta do meu membro já semiereto, um gemido contido escapou por entre meus dentes.
Não sabia dizer se minha mão estava fria demais ou se o meu pau meio duro queimava, mas o mero ato de tocá-lo disparou uma onda vertiginosa de prazer pelo meu corpo.
Embalado pelo delírio da fantasia, já não parecia a minha própria mão ali. Sem perceber, eu estava visualizando a mão de Saheon hyung. As veias saltadas nas costas da mão, os dedos longos com articulações marcadas, a palma grande que combinava com a sua altura.
A essa altura, eu já não enxergava mais nada. Minha lucidez, rendida ao desejo, foi esmagada num piscar de olhos. O mundo girou e eu me agarrei ao edredom dele, tensionando os tendões para suportar o que sentia. Vincos longos e retos se formaram no tecido suave sob o aperto dos meus dedos.
— …Haa, ha… haa…
Meu peito subia e descia, descompassado. Apoiei o peso do corpo no braço que segurava o edredom e ergui o quadril para respirar melhor, deixando o ar fresco entrar pelo espaço que se abriu no edredom.
Suguei aquele ar com desespero. Agarrando as cobertas brancas como se cravasse as unhas nelas para aguentar a vertigem, descansei a testa contra o pulso. Ao contrário da minha cama, que ainda cheirava a nova, a de Saheon hyung, usada por tanto tempo, estava impregnada de sua essência.
Com os joelhos dobrados, ficou mais fácil para a minha mão se mover por dentro da cueca. Tateando sem rumo sobre a cama, meus dedos tocaram as roupas que ele havia tirado. Puxei aquele tecido de textura diferente e apertei as roupas contra o nariz, trincando os dentes; nelas o cheiro da pele dele era ainda mais forte. Comecei a movimentar o punho, acelerando o ritmo que antes era só um toque. Um tipo novo de prazer se acumulou sobre a sensação já conhecida.
Cercado por tudo que exalava o aroma de Saheon hyung e de olhos bem fechados, as imagens obscenas ganhavam forma com facilidade na minha mente.
“— Cheongmyeong.”
Era fácil imaginar a voz do hyung, grave e rouca, como se estivesse segurando um gemido. Mordi o lábio tentando resistir àquela onda súbita de prazer, mas os sons ofegantes de choro escapavam da minha garganta.
— Ah… Hah… Ha… Hyung… Ah!
Minha mão se moveu ainda mais rápido. Eu tremia com o formigamento do prazer, encolhendo os dedos dos pés. Lágrimas involuntárias brotaram nos meus olhos ardendo de febre.
Naquele instante, a namorada dele, meu ressentimento, minhas mágoas… tudo sumiu, ofuscado por um prazer incandescente. O som úmido do líquido lubrificante na ponta do meu membro ereto ecoava nos meus ouvidos.
Pressionando as roupas dele contra o meu corpo com ganância, eu soluçava e gemia ao mesmo tempo. Meu quadril se contorcia, arqueando-se naturalmente.
— Ugh…, hic, Saheon hyung… Ah!
Era bom demais, mas parecia tão errado. “Tão bom. Gosto tanto disso. Gosto tanto de você, hyung.” Eu repetia as mesmas palavras mentalmente feito um gravador quebrado. As lágrimas escorriam pelos cantos dos olhos fechados. Eu soluçava, buscando o ar.
— Hyung… Eu gosto, eu te amo… Ugh, hyung…
Murmurando com a voz chorosa, abafei um gemido abafado. Minha mente, prestes a atingir o ápice do êxtase, parecia explodir em fogos de artifício coloridos. Os movimentos rápidos foram diminuindo o ritmo conforme o prazer finalmente transbordava.
— Ugh… Ah! Ah…!
Veias azuladas saltaram nas costas da minha mão enquanto eu suportava a intensidade daquele espasmo que quase me fazia gritar. Torci o quadril, esperando a onda vertiginosa diminuir.
Minha mão e o interior da minha cueca estavam pegajosos por causa do líquido espesso. O cansaço tomou conta de todo o meu corpo, e minha barriga, que antes estava contraída, relaxou contra o cobertor novamente. Eu podia ver o quanto meu corpo estava quente pelo jeito que minha blusa tinha subido até o peito.
Meu coração batia tão rápido que eu sentia cada vaso sanguíneo pulsar com força, quase ardendo. No meio daquela exaustão, soltei o ar devagar, tentando acalmar a minha respiração.
Limpei o líquido pegajoso da mão na parte seca da minha cueca e a afastei do corpo. Na casa extremamente silenciosa, o único som que restava era o da minha própria respiração.
Ainda de bruços, virei a cabeça em direção à porta e mordi o lábio enquanto resistia ao sentimento de arrependimento. Mantive as pálpebras fechadas até sentir meus olhos pesarem.
Virei e olhei para o teto. As roupas fortemente amassadas de Saheon tocavam meu queixo e pescoço. Achei que minha visão estava ficando turva, e a área ao redor dos meus olhos, carregada de lágrimas de prazer, ficou úmida novamente.
Lágrimas escorriam pelos cantos dos meus olhos, que ardiam vermelhos. Depois do prazer eletrizante, intenso como um raio, o que restou foi apenas uma sensação de autodestruição.
As lágrimas que escorriam gota a gota ficaram mais densas. Tive que morder os lábios até ficarem completamente brancos para conter o impulso de chorar como uma criança. Um soluço vinha intermitentemente pelo espaço entre os lábios.
Eu tinha me masturbado pensando no Saheon hyung. E na cama vazia dele, escondido, feito um gato de rua.
Chorei de pura vergonha. Fungando, limpei o rosto com as costas da mão, mas as lágrimas não davam sinal de que iam parar. O baque emocional, tão intenso quanto o prazer de antes, me jogou direto na realidade.
Eu tinha me confessado para o Saheon hyung, mas nós dois somos homens. Quando as pessoas falam de “amor”, geralmente pensam no amor entre um homem e uma mulher, não por outro homem. Ele provavelmente nunca imaginou que receberia uma declaração do garoto da casa ao lado que ele praticamente viu crescer.
Ele podia ter me desprezado, perguntado se eu enlouqueci, mas o hyung lidou com aquilo de forma madura. Ele me acalmou dizendo que era só uma fase da adolescência, me levou até em casa com gentileza e, mesmo anos depois, não agiu de forma estranha; pelo contrário, prontamente se ofereceu para me ajudar quando precisei de um lugar mais perto da faculdade.
Eu sabia que devia me dar por satisfeito em conseguir interagir com ele como antes. Ele tinha sido tão compreensivo comigo que eu sabia que era puro egoísmo agir feito criança, exigindo que ele entendesse meus sentimentos.
Mas o que a minha cabeça entendia e o que o meu coração sentia eram coisas completamente diferentes. Limpei as lágrimas incessantes com a mão ainda úmida.
Senti ciúmes mesmo sabendo que o Saheon hyung tinha uma namorada, e ainda me masturbei pensando em alguém comprometido.
Aos trinta e três anos, o hyung estava na idade de pensar em casamento. Então, a namorada que ele trouxe provavelmente era alguém com quem ele planejava se casar. Esse pensamento só intensificou o asco que eu sentia de mim mesmo.
Levantei-me da cama com o rosto banhado de lágrimas. Por mais que eu fungasse, parecia que meus olhos e nariz tinham um estoque infinito de água.
Sem parar de chorar, fui até a sala. Peguei um lenço de papel na mesa de jantar e precisei de vários outros até conseguir limpar o nariz.
Como as lágrimas continuavam a cair, peguei um bolo de lenços e os pressionei contra os olhos. Até mesmo o papel macio parecia lixa na minha pele sensível. Apertei as pálpebras quentes e inchadas.
Caminhei até o meu quarto, que ficava ao lado do de Saheon hyung. Era um cômodo quase vazio, mobiliado apenas com as cobertas que eu trouxera de casa, a cama que o hyung tinha comprado para mim, o armário embutido e a mesa que ele havia encomendado, dizendo que seria útil para os meus estudos.
Segurando o bolo de lenços com a mão esquerda, abri o armário. Dentro do grande compartimento na parte inferior estava a mala que eu trouxe no meu primeiro dia ali.
Chorando, abri o zíper. O som dos dentes de metal se abrindo se misturava aos meus soluços. Minha visão embaçou de novo; continuei limpando o rosto com a mão até lembrar que estava cheio de lenços.
Comecei a guardar as roupas na mala. Camisas, calças… e então, quando estendi a mão para pegar minhas cuecas, lembrei que a que eu usava estava úmida e desabei a chorar de novo.
Soluçando, limpei os vestígios da minha excitação ali mesmo, enfiando os papéis usados na gaveta depois. Fechei os olhos com força diante da prova inegável do meu ato. Lágrimas ainda maiores rolaram pelas minhas bochechas.
O pensamento de que eu era um lixo não saía da minha cabeça. Obsceno, desprezível, cobiçando alguém comprometido, tendo fantasias depravadas com o Saheon hyung pelas costas dele, cedendo a uma tentação momentânea, pervertido…
Minhas sobrancelhas se contraíram num semblante de pura autocondenação. Joguei os lenços úmidos no lixo e terminei de empacotar meus poucos pertences.
Eu não tinha trazido muita coisa para começo de conversa, então tudo coube naquela única mala. Fechei o zíper, limpando o rosto com a manga do casaco. Minhas pálpebras estavam completamente inchadas.
Coloquei a mala de pé, funguei e peguei o celular. Abri o navegador e digitei: “Aluguel mensal perto da Universidade de Seul”.
Com os olhos inchados e semicerrados, percebi que os valores dos aluguéis perto da faculdade pareciam absurdamente altos. Uma quitinete passava facilmente de 600 ou 700 mil won. Curvei os lábios para a frente, frustrado, e mudei a busca para a região onde o Choi Hyun-oh morava.
Era definitivamente mais barato que os arredores da universidade, mas um depósito de 5 milhões de won não ia cair do céu. Além disso, eu tinha pavor só de pensar em ter que explicar para os meus pais por que estava me mudando depois de tão pouco tempo morando com o hyung.
Só ali caiu a ficha de quão tolo eu tinha sido ao aceitar morar com Saheon hyung tão facilmente.
O meu “eu” do passado, tão propenso ao ciúme, deveria saber que eu nunca ficaria satisfeito apenas em dividir o mesmo teto com alguém que tinha chance quase zero de corresponder aos meus sentimentos — especialmente alguém com idade para casar.
Dessa vez, lágrimas de um tipo diferente rolaram pelo meu rosto. Só eu sabia que tinha usado o hyung para me satisfazer, então eu poderia simplesmente fingir que nada aconteceu e seguir em frente.
Mas a verdade é que ninguém erra uma vez só, e eu sabia que era questão de tempo até cometer o mesmo deslize. Por mais que jurasse a mim mesmo nunca mais fazer aquilo, eu sabia que a minha determinação desmoronaria na primeira fraqueza.
O hábito, uma vez formado, passa a exigir prazeres maiores, e a chance de eu me contentar com a situação atual era mínima.
O incidente de hoje tinha sido por impulso, mas eu não queria nem imaginar o que aconteceria se o Saheon hyung descobrisse as coisas que eu fantasiava com ele.
Ele podia até relevar a minha confissão como um episódio bobo de infância, mas se descobrisse que o garoto que ele viu crescer se masturbava pensando nele, com certeza me olharia com nojo.
Escondi o rosto nas mangas da blusa. O tecido roçou de mau jeito nas minhas pálpebras úmidas. Fungando baixinho, encolhi os ombros, me sentindo minúsculo.
Eu, que cedia tão fácil a uma tentação momentânea envolvendo a pessoa com quem dividia a casa, não tinha mais o direito de morar com o Saheon hyung. Era cruel, mas desabei a chorar de novo diante da única resposta que eu conhecia bem demais.
↫─☫ Continua no Volume 2
── ⋆⋅☆⋅⋆ ──
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Natali Ferraz
Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Desde a infância, Cheongmyeong, que tem um histórico de ser rejeitado após se confessar para o vizinho mais velho que mora ao lado, acaba indo morar com ele por causa da faculdade. Porém, desta vez, a atmosfera parece um pouco diferente…
— Bom trabalho. Agora abra as pernas.
Nome alternativo: Sweet Sugar Candyman El Dulce Hombre De Azcar