Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) – Capítulo 25 Online

↫─Capítulo 25
Depois que um suspiro baixo soou do outro lado da linha, uma voz que fingia mágoa me respondeu. Mas eu sabia muito bem que aquele tom não era de alguém realmente ferido; era apenas para me provocar. As emoções que eu tinha guardado com tanto cuidado voltaram a transbordar.
[ Vai ser um pouco problemático se o Cheongmyeong não gostar do hyung…]
O som da respiração dele ficou mais pesado. Puxei os joelhos contra o peito. Para abafar os suspiros ásperos que me escapavam, enterrei o rosto nos joelhos.
— Que saco… Eu odeio isso…
Pude ouvir Saheon rindo baixinho no meu ouvido. Como minha boca estava coberta, minha voz soou abafada até para mim mesmo, mas parecia ter chegado bem do outro lado.
[Por que você de repente odeia o hyung?]
— …Odeio porque odeio.
[ Odeia porque odeia? E o que mais?]
Havia um resquício de riso no final das palavras de Saheon. Infelizmente, aquele tom reconfortante, que parecia entender meus sentimentos, só serviu para alimentar ainda mais a minha raiva inexplicável.
Minha respiração ficou descompassada. Eu tinha tantas coisas que queria dizer a Saheon, mas, quando tentei dar voz a elas, minhas frases se desmancharam. As palavras que vinham à mente eram limitadas pelo meu cérebro superaquecido.
— Eu te odeio. Não vou mais ver o hyung. Não vou voltar para casa.
O riso de Saheon ficou mais alto. O som vindo do alto-falante fez parecer que meus ouvidos, e até meu corpo inteiro, vibravam de leve. Naturalmente, meus olhos arderam. Escondi ainda mais o rosto entre os joelhos, cobrindo até a altura dos olhos.
[Você realmente não vai voltar para casa?]
— Não vou. Não vou voltar. O hyung que devia…
Eu estava prestes a dizer que o hyung deveria ir se divertir com a namorada dele, mas mordi a língua. Sentia uma pontada de tristeza só de imaginar a cena nitidamente em minha mente.
Era realmente surpreendente que eu estivesse me machucando com a minha própria imaginação. Ainda assim, eu odiava muito aquilo… Funguei e esfreguei o rosto entre os joelhos. Fiquei pensando em como meu fungar soaria para o hyung, mas ele continuou falando com um riso suave.
[O hyung quer ver o Cheongmyeong. Você realmente não vem?]
Os sentimentos que estavam borbulhando com aquelas palavras gentis começaram a se acalmar um pouco, mas o vazio deixado por essas emoções foi rapidamente preenchido por ciúmes.
Saheon deve ter dito a mesma coisa para a namorada dele, certo? Que queria vê-la e que ela voltasse logo para casa. Acalmando-a, mimando-a, falando docemente… não apenas para a sua linda namorada comissária de bordo agora, mas também no passado, e desde muito antes disso…
Se o interior do meu peito fosse um cenário real, o chão certamente estaria fervendo de ciúmes como lava, e o céu estaria vermelho e enfumaçado de raiva.
Funguei novamente e ergui o rosto avermelhado dos joelhos. Achei que o som do meu fungar pudesse ter parecido um resmungo, mas isso não importava.
— …Eu odeio o hyung. Odeio você. Que saco. Eu, eu, só, eu…
— Já entendi, já entendi. Só venha para casa para dormir.
A voz de Saheon ainda estava cheia de riso. Eu mal tinha terminado de dizer que não voltaria, e ele já estava me mandando fazer justamente isso. Fiquei magoado de novo. Era ridículo como eu conseguia ser tão contraditório.
Será que eu queria que o hyung implorasse para eu voltar para casa? Que diferença faria? O hyung tem uma namorada, e ele não se importa com a minha confissão de antes.
Com meus sentimentos de mágoa e tristeza, o calor naturalmente subiu aos meus olhos. Lágrimas inesperadas embaçaram minha visão, e gritei em frustração.
Incapaz de conter as emoções que borbulhavam, gritei, mas assim que as palavras saíram da minha boca, me arrependi. Desviei o olhar para o telefone que segurava e desliguei rapidamente. Graças a isso, não ouvi a reação de Saheon, mas conseguia lembrar claramente do que tinha acabado de fazer. Meu coração acelerou com uma rebeldia ansiosa, mas, ao mesmo tempo, senti um alívio.
Fechei a boca e encarei o telefone que tinha voltado para a tela inicial. Um segundo, dois segundos, três segundos. Esperei, mas não houve nenhuma chamada recebida. Uma sensação estranha de alívio misturada com outro tipo de decepção me invadiu.
Limpei as lágrimas que escorreram com as costas da mão. Ainda não satisfeito, enterrei o rosto de volta entre os joelhos. A umidade foi absorvida pelo tecido escuro da minha calça.
Enquanto respirava superficialmente, minha cabeça começou a girar. Choi Hyun-oh, que estava parado na minha frente, perguntou com uma voz atordoada:
— Vocês estão tendo uma briga de namorados?
— …Não!
Dei um pulo do assento, mas a visão girando me fez apoiar na parede. Eu devia estar respirando pesado demais pela boca. Mesmo segurando na parede até a tontura passar, palavras ásperas continuavam escapando entre meus lábios trêmulos. Era tudo por causa daquele idiota, Kwon Saheon.
— Sim, eu vejo.
Choi Hyun-oh concordou com a cabeça e passou meu braço pelo ombro dele. Senti o ombro dele dar um leve sobressalto. Eu estava prestes a dizer que não precisava do apoio dele, mas quando dei um passo, pareceu mais confortável do que eu esperava, então decidi aceitar.
Mesmo durante a viagem no táxi que pegamos na avenida principal, os pensamentos sobre Saheon não saíam da minha mente. Palavras como “que saco”, “odeio” e “não vou mais te ver” continuavam escapando como um monólogo.
No caminho para a casa de Choi Hyun-oh, o taxista olhou para nós pelo retrovisor e perguntou: “Haha, parece que seu amigo está bem bêbado, hein?”, mas eu não estava agindo assim por estar bêbado.
Tanto era verdade que os resquícios das minhas emoções ainda estavam lá quando acordei na manhã seguinte na casa de Choi Hyun-oh.
Eu acordei antes de Choi Hyun-oh. Talvez por ter dormido em uma cama diferente, sentia minhas costas travadas por ter tido um sono leve. Fiquei me revirando, tentando dormir um pouco mais, mas minhas tentativas falharam.
Eu estava deitado bem na beirada da cama do Choi Hyun-oh, que na verdade era só um colchão no chão. Acabei decidindo levantar. O dia lá fora estava cinzento, encoberto por nuvens. Olhei para o celular: 11h20.
A tela do celular não tinha nenhuma mensagem. Encarando a barra de notificações vazia, dobrei as mangas da camisa que deveria ser de Choi Hyun-oh, e percebi que era mais comprida do que as que eu costumava usar. Depois de dobrar as mangas esquerda e direita duas vezes, meu telefone ainda não mostrava nenhuma mensagem.
Os sentimentos que eu tinha esquecido temporariamente começaram a borbulhar de novo. O ciúme, que tinha maturado com as horas, havia se tornado ainda mais denso e sufocante.
Quando eu disse que não voltaria para casa, será que ele chamou a namorada de volta para ficarem juntos? Parecia que ele tinha se esquecido completamente de mim enquanto se divertia a noite toda. A melancolia, a tristeza e o ciúme que cortavam surgiram.
Quando me levantei, o colchão se moveu ligeiramente. Achei que fosse um movimento bobo, mas Choi Hyun-oh abriu os olhos com aquele leve solavanco. Ele parecia não ter dormido o suficiente, franzindo a testa profundamente e soltando um gemido, o que me fez suavizar a expressão.
— Desculpe. Eu te acordei?
— Águaa…
Choi Hyun-oh pediu, com a voz moribunda. Senti-me culpado por acordá-lo, já que ele tinha me acolhido para dormir ali, fui rapidamente até a geladeira e servi um copo de água. Choi Hyun-oh virou tudo de um gole só, e o olhar dele pareceu clarear um pouco.
Ele estava só de cueca samba-canção, já que tinha o hábito de dormir sem roupa. Sentei-me de volta na cama e olhei para ele, muito consciente de toda aquela pele exposta.
Só então me dei conta de que eu estava vestindo apenas a camiseta oversized de Choi Hyun-oh. Embora tivéssemos quase a mesma altura, a peça era tão grande que precisei dobrar as mangas duas vezes, e o comprimento cobria metade das minhas coxas. Enquanto eu puxava a barra da camisa para baixo, encarando as minhas pernas, Choi Hyun-oh acrescentou defensivamente:
— Eu fui procurar uma calça para você, mas você desabou no sono. Essa camiseta eu comprei no tamanho errado, então se quiser, pode ficar com ela. Ou deixa aí para usar quando vier aqui da próxima vez.
— Beleza.
Respondi enquanto alisava o tecido macio das mangas. Choi Hyun-oh, ainda só de cueca, levantou do colchão e revirou o armário, me entregando uma calça de moletom preta.
— Usa essa. Faz um lámen para curar a ressaca. Vou aceitar isso como pagamento da sua hospedagem.
— Entendido.
— O lámen está na prateleira em cima da pia!
Segui as instruções de Choi Hyun-oh e peguei dois pacotes de lámen. Para alguém que morava sozinho, a cozinha era surpreendentemente limpa. Peguei uma panela, coloquei-a no fogão e comecei a esperar a água ferver.
O lámen ficou pronto rápido. Enquanto eu cozinhava, Choi Hyun-oh, apoiado na cama e pesquisando algo no notebook, disse:
— Ei, não temos mais nenhuma matéria optativa sobrando. O Yoo Do-jin disse que com certeza abrirão duas vagas na quarta-feira… Devemos esperar por isso?
Coloquei o lámen, com os hashis espetados, em cima de um descanso de panela e fui até Choi Hyun-oh. O conteúdo exibido na tela era exatamente o que ele tinha dito.
— Se vão abrir duas vagas na quarta-feira de qualquer forma, não podemos simplesmente pegar essas?
— Ainda assim, acho melhor pensar em pelo menos um plano B. Ouvi dizer que pode haver vagas de cancelamento para coisas como o massacre russo, a dinâmica e as hipóteses de Albehaight devido à terapia de estimulação… só esse tipo de porcaria.
Deixei escapar um “Eca” involuntário. Choi Hyun-oh parecia ter antecipado minha reação, rindo baixinho enquanto acrescentava:
— Você quer apenas pegar as vagas de cancelamento na quarta-feira?
— Claro. Como se chama a matéria?
— Educação de Gênero para Estudantes da Universidade da Cidade de Seul.
Era um nome pomposo, mas parecia melhor do que aquela bobagem de terapia de estimulação. Quando concordei com a cabeça, Choi Hyun-oh fechou o notebook com decisão.
— Beleza. Então, como as vagas abrem às 15h na quarta, a gente assiste à aula de manhã, passa na PC bang com o Yoo Do-jin e depois vai para casa. E o melhor é que essa matéria não tem chamada nem relatório.
— Entendido. Vamos fazer isso.
Assim que entramos em um acordo sobre a matéria optativa, Choi Hyun-oh e eu atacamos o lámen sem a menor cerimônia. Dois pacotes não davam nem para o início para dois homens adultos.
Durante toda a refeição, continuamos lamentando que deveríamos ter cozinhado mais um, ou quem sabe até mais três pacotes. Depois de tomar o caldo até a última gota e raspar o fundo da tigela, Choi Hyun-oh finalmente largou os hashis com uma expressão desapontada.
Com o almoço terminado, o clima mudou naturalmente para a hora da arrumação. Choi Hyun-oh vestiu uma camisa, e eu levei a panela até a pia para colocar água.
Eu sabia que já era hora de ir embora. Afinal, tinha passado a noite ali e até almoçado, mas me peguei hesitando. O certo era ir para casa e não incomodar mais o fim de semana sagrado dele, só que, no fundo, eu bem sabia o motivo de não conseguir levantar dali.
Era por causa do que tinha acontecido com Saheon na noite anterior. O amargor de ter cuspido tudo o que queria, movido por um ciúme injustificado, ainda me assombrava, mas a rejeição em voltar para casa conseguia ser ainda mais forte.
Se eu fosse para casa, Saheon estaria lá. Provavelmente haveria coisas que ele trouxe de Phuket com a namorada e, se eu olhasse mais de perto, poderia haver outros vestígios também. Talvez ela ligaria para ele à noite para compartilhar um momento de amor…
Depois de vestir de volta as roupas que tinha usado ontem, fingi verificar se havia esquecido algo várias vezes. Como eu só tinha trazido minha carteira e o celular, não havia nada para deixar para trás.
O caminho de volta para casa pareceu mais curto do que o normal. Caminhei devagar sem motivo, perdi o ônibus algumas vezes, peguei de propósito um ônibus que fazia o caminho mais longo e até desci um ponto antes para andar, mas ainda assim cheguei rápido à casa de Saheon.
Andei de um lado para o outro em frente à entrada do condomínio, tenso. Só depois de atrair alguns olhares estranhos dos moradores é que finalmente tomei coragem e entrei.
Quando subi no elevador, minhas mãos e pés pareciam travados de tensão. A culpa por ter falado de maneira rude com Saheon, a raiva por ele trazer a namorada para a casa que compartilhamos, a tristeza por o hyung ter uma namorada e as memórias da minha confissão se entrelaçaram, prendendo meus tornozelos.
Mesmo depois de chegar à porta da frente, fiquei parado ali por um tempo. Encostei o ouvido na porta, mas talvez devido ao isolamento acústico, só conseguia sentir o metal frio.
Respirei fundo, pressionando o peito que parecia prestes a explodir, e digitei a senha de quatro dígitos. A porta se abriu sem resistência. Com a mão na maçaneta, respirei fundo mais uma vez, fechei bem os olhos e abri a porta.
O ar que soprava de dentro de casa estava frio. Abri os olhos cautelosamente e olhei para a entrada. Não havia nada além de um par de chinelos grandes de usar em casa.
A mala de viagem de Saheon — com uma etiqueta idêntica à da namorada dele — também não estava lá, e não havia sinal dos sapatos dele no hall. Senti meu coração desapertar em um alívio profundo e entrei, pisando de leve.
A casa estava cheia daquele frio único que vem da ausência de pessoas. Entrei cautelosamente, espiando os cômodos, mas não havia sinal de ninguém.
Na mesa da cozinha estava o objeto que parecia ser aquele pego da namorada de Saheon enquanto eles brincavam. A escultura de madeira era grotesca. Dei um toque de leve nela com a ponta do dedo e continuei a checar o resto da casa.
Estava completamente silencioso. Soltei o ar com cuidado, quase prendendo a respiração, e chamei pelo hyung.
— …Hyung.
Minha voz se desfez na casa silenciosa. Caminhei lentamente em direção ao quarto do hyung.
Ao abrir a porta entreaberta, encontrei as roupas de Saheon espalhadas pela cama. Eram suas roupas casuais. Eu conhecia bem o mau hábito dele de jogar as roupas de qualquer jeito.
Será que ele tinha ido trabalhar? O pensamento me levou ao cronograma que Saheon havia mencionado. Quando eu tinha dito erroneamente a data da integração, ele disse que voaria para Bangkok naquela noite e não poderia me buscar.
A tensão nos meus ombros diminuiu. Desabei na cama de Saheon. Então ele tinha ido trabalhar. Senti uma sensação estranha de vazio.
Enterrei o rosto profundamente no cobertor de Saheon. O aroma do perfume do hyung, o cheiro perfumado do shampoo, o frescor do sabonete líquido e até o cheiro do próprio corpo dele se combinavam, deixando vestígios do hyung na cama.
Respirei fundo. Como alguém que queria prender todos os vestígios de Saheon nos pulmões, respirei assim por um tempo, depois mordi a parte interna e macia da bochecha e fechei os olhos.
Minhas pálpebras e orelhas pareciam queimar. Apertei o cobertor com mais força, amassando o tecido branco entre os dedos. No quarto silencioso, o som de eu engolindo em seco ecoou alto.
Enterrei o nariz no cobertor de Saheon e abaixei lentamente a mão direita, que também estava segurando o tecido. As pontas dos meus dedos roçaram na textura lisa do cobertor enquanto desciam.
Minhas orelhas pareciam queimar. Sentia meu pescoço e meu rosto inteiros pegando fogo, subindo num vermelho vivo. O peso do meu próprio corpo pressionava minha mão, que havia deslizado por baixo das roupas e do cobertor.
Engoli em seco mais uma vez, sentindo a garganta travar. Hesitante, minha mão direita, que antes pairava perto do quadril, começou a escorregar para baixo do tecido da cueca, tocando a pele nua.
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↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Natali Ferraz
Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Desde a infância, Cheongmyeong, que tem um histórico de ser rejeitado após se confessar para o vizinho mais velho que mora ao lado, acaba indo morar com ele por causa da faculdade. Porém, desta vez, a atmosfera parece um pouco diferente…
— Bom trabalho. Agora abra as pernas.
Nome alternativo: Sweet Sugar Candyman El Dulce Hombre De Azcar