Ler Second Half – Capítulo 37 Online


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Capítulo 37
Diante da afirmação categórica de Aaron, William levou instintivamente a mão ao queixo, onde sua barba crescia. Ele cuidava dela meticulosamente, aplicando óleo e aparando-a, então por que alguém poderia detestá-la tanto? Sua voz tremeu, mostrando claramente o choque que recebeu.
— Minha barba é tão ruim assim para o Jerim?
— Com certeza. Eu genuinamente acho que é legal, mas se possível, preferiria que você nunca fizesse a barba e apenas a deixasse crescer para sempre. Que tal deixá-la mais longa e fazer tranças?
— Isso seria realmente mais legal? Acho que está um pouco sem graça agora?
Como Aaron era o único companheiro de equipe que via sua barba de forma positiva, William buscou seu conselho com seriedade. Aaron respondeu seriamente, sugerindo que, como William tinha rosto de bebê, deixar uma barba longa seria uma boa maneira de superar esse complexo. Esse raciocínio alinhava-se perfeitamente com o motivo pelo qual sua esposa também recomendara que ele deixasse a barba crescer, fazendo-o confiar ainda mais no conselho de Aaron.
Ele decidiu que deveria tentar variar o estilo de sua barba. Resolvido a fazer algo que faria um Jerim sóbrio gritar de pavor, William virou-se para olhar em direção a Leman.
Leman parecia ainda estar tentando convencer Jerim a ir com ele. Mesmo que aquela teimosia nunca fosse convencê-lo. Para dar a boa notícia rapidamente pelo bem do pobre membro mais jovem, ele gritou.
— Leman! O Jerim disse que o Aaron vai levá-lo para casa. Você também pode ir direto hoje.
— O quê? Por que…
Ao contrário de sua expectativa, Leman não pareceu particularmente feliz. Na verdade, ele parecia mais confuso, deixando as palavras morrerem, o que despertou a curiosidade de William. Justo naquele momento, Aaron deu um tapinha afetuoso no ombro de Leman e assumiu a conversa.
— Você deve ir para casa com cuidado também. Bebeu bastante, não foi? Eu cuidarei bem do Jerim, então não se preocupe.
— O Aaron Reyes também não trouxe carro? Eu dou carona para os dois.
— Não, eu também não gosto muito de entrar em um carro logo após beber. Seria problemático para nós dois se eu vomitasse no seu carro.
Acho que ele fica enjoado em carros, assim como o Jerim, William concluiu.
Aaron, em algum momento, posicionou-se para apoiar Jerim, envolvendo sua cintura com um braço como se fosse sustentá-lo. O movimento parecia estranhamente familiar, o que William descartou com o pensamento: “Eles brigam como cão e gato, mas foram companheiros de base, então devem ser próximos”. Sentindo-se seguro de que Aaron provavelmente não abandonaria Jerim no caminho, ele ficou aliviado.
— E eu estou acostumado a lidar com os hábitos de bebida do Jerim. Então, deixe-o comigo.
— Ei! Me solte. Eu preciso caminhar!
Rindo enquanto segurava um Jerim que lutava, Aaron despediu-se de todos.
— Certo então, pessoal, nós vamos indo agora.
— Tudo bem, cheguem bem em casa. Leman, vamos nós também.
Por que recusar quando alguém se oferece para cuidar do bêbado problemático? William sacudiu as mãos com uma sensação de alívio e virou as costas.
O vento noturno em meados de setembro tinha um certo toque agridoce, fosse na Coreia ou no Reino Unido. Mesmo vivendo em Tabarona, que ostentava um clima temperado o ano todo, nunca caindo abaixo de zero nem no inverno, o cheiro do vento mudava sutilmente quando o outono começava. Nesse sentido, a sensação que o outono dá parece semelhante não importa o país.
Um aroma fresco e levemente amargo, como grama fresca de uma floresta exuberante com um toque de fumaça misturado. Combinado com o tempo que alternava entre chuva breve e céu limpo, o cheiro de terra úmida subia e se misturava. O aroma característico do vento de outono evocava contemplação, mas também parecia saudável de respirar, o que não era ruim.
A temperatura, fria o suficiente para arrepiar suas bochechas, era agradavelmente refrescante. Sentindo a chuva fina penetrar úmida em sua pele com todo o corpo, Jerim estava totalmente absorvido em caminhar pela beira da estrada com seus postes de luz esparsos. Ele não sentia nada do medo que uma névoa nebulosa, o brilho misteriosamente difuso dos postes ou uma rua deserta pudessem induzir.
Sem que ele soubesse, isso se devia em parte ao fato de estar bêbado, em parte porque Sefton era uma área nobre com boa segurança, e em parte porque ele era naturalmente dotado de um físico que não seria facilmente intimidado pela maioria das pessoas. Além de tudo, ele estava se beneficiando muito da presença que caminhava ao seu lado.
No entanto, Jerim, ocupado em caminhar animadamente enquanto aproveitava o vento, demorou um pouco para perceber que alguém estava de guarda ao seu lado. Só depois de perceber que essa pessoa estava diminuindo deliberadamente o passo para acompanhar o seu é que Jerim falou como se tivesse acabado de se lembrar.
— Por que você está me seguindo?
— Se eu deixar um bêbado ir sozinho e ele for assaltado ou algo assim, a culpa vai cair em mim de novo.
— Eu disse que não estou bêbado. Esses bastardos ficam me caluniando… Opa!
Justo quando ia terminar a frase, seus passos se embaraçaram e ele cambaleou pesadamente. Ele olhou apressadamente para baixo para encontrar apoio, mas o único lugar para pisar era um lamaçal completo. Ele estava prestes a aceitar que seu sapato ficaria sujo quando pisasse — melhor do que cair — quando…
— Você ainda está dizendo que não está bêbado? Sério?
Seu ombro oscilante foi apoiado com firmeza, e seu corpo ficou ereto novamente. Atordoado pela reviravolta inesperada, Jerim soltou um som confuso, com o olhar ainda fixo no chão. Ele viu que Aaron havia pisado no lamaçal em seu lugar.
— Ah, merda, eu acabei de virar meu tornozelo, virei. Uh, mas seu sapato…
O tênis branco estava agora manchado de marrom, parecendo completamente arruinado. Jerim, que costumava ter um grande interesse em colecionar tênis de edição limitada, até reconheceu que os sapatos de Aaron eram um modelo raro e descontinuado, e seu rosto ficou pálido.
Será que eu tenho esse tênis também? Mas mesmo que eu desse o meu para ele, o tamanho… Tentar pagá-lo em dinheiro seria difícil de precificar. Falhando em pensar na solução mais fácil — simplesmente limpá-los — Jerim apenas gaguejou sem jeito até que Aaron deu um empurrão leve em suas costas.
— Esqueça isso e continue andando. Eu não sei onde é sua casa, então não posso guiar o caminho.
— Onde é a sua casa então?
Quando Aaron finalmente deu um endereço, Jerim parou o passo que estava prestes a dar.
— Isso é na direção completamente oposta da minha casa?
— Julgando pela direção em que estamos caminhando, parece que sim.
— Eu realmente não estou bêbado, então você deveria ir agora. Por que você acompanharia até em casa alguém com quem está sempre brigando? O que você vê em mim afinal?
— Como você saberia se é bonito ou não.
O murmúrio baixo que veio de trás dele pareceu como uma unha arranhando bruscamente a pele sensível e nua. De tão absurdo que foi, a brisa noturna, que parecia refrescante e agradável momentos atrás, agora fazia todos os pelos do seu corpo se arrepiarem. Jerim esfregou a nuca exposta, tentando dissipar a coceira desagradável e picante que permanecia ali.
— Uau, isso é brega, estou ficando arrepiado agora mesmo…
— Esse era o objetivo.
Assim que ouviu a resposta brincalhona, a coceira pegajosa em sua nuca desapareceu sem deixar vestígios. Jerim apenas continuou caminhando, seguindo em frente enquanto olhava para a frente.
— Em toda a minha vida, nunca conheci ninguém tão irritante quanto você.
— Igualmente.
Então por que você simplesmente não para de me seguir? O cara que insiste em caminhar pelo caminho da noite chuvosa para levar aquele bastardo irritante para casa era claramente o mais estranho por qualquer padrão. Mas, como se tivesse previsto que Jerim retrucaria irritado, Aaron falou primeiro.
— De qualquer forma, o clima aqui é seriamente uma bosta. Como você se adaptou quando mudou de liga pela primeira vez?
— Você disse uma vez que era totalmente do tipo Inglaterra.
— Exceto pelo clima.
— Certo, você odiava a chuva.
Tendo nascido e sido criado em uma cidade portuária ensolarada no Mediterrâneo, Aaron preferia o tempo limpo. Para ser mais preciso, era mais exato dizer que ele estava acostumado a isso.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Othello

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Sinopse:
— Não preciso da sua mão, então cai fora, seu filho da puta.
Após provar uma derrota amarga na final da Champions League pela segunda vez em sua carreira, Jerim rejeita a mão do atacante do time adversário e ex-companheiro de equipe na academia de base, Aaron, fazendo com que rumores de discórdia voltem a circular.
Na verdade, o relacionamento deles não era bom, então não eram apenas rumores — era discórdia de verdade. Como eles estavam em ligas diferentes de qualquer maneira, ele nunca tinha se preocupado particularmente com isso.
— Vamos tentar nos dar bem de novo, Jerim.
…Até que um mês depois, Aaron veio para o mesmo clube que ele através de uma transferência gratuita*.
Já era irritante o suficiente estar no mesmo time que o cara que o havia humilhado na final recente, mas para piorar as coisas, esse cara por acaso era seu ex de muito tempo atrás.
E eles haviam terminado da pior maneira possível.
*Transferência gratuita: quando o contrato de um jogador termina e ele se muda para um novo clube sem o pagamento de uma taxa de transferência.
[Benefícios para Aaron Reyes se ele se naturalizar coreano]
– Banir Jerim
– Camisa número 9 garantida na seleção nacional
– Cobertura gratuita com vista para o Rio Han em um complexo residencial (excluindo taxa de condomínio)
– Entrega direta dos frutos do mar mais frescos do dia do Mercado de Peixes de Noryangjin (uma vez por semana; caranguejo-rei/caranguejo-das-neves uma vez por mês)
– Entrada gratuita no Lotto World (inclui um acompanhante, uma vez por mês)
– Uso gratuito de bicicletas públicas para o resto da vida
⤷ Hum, usar as bicicletas de graça não é um pouco demais??
⤷ Droga, eles estão até jogando o Jerim no pacote? Se eu fosse o Aaron, nunca deixaria passar essa oportunidade.
Nome alternativo: Second Half Segundo Tempo

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