Ler Pôquer Sangrento (Novel) – Capítulo 02.3 Online

Blood Poker 02, Parte 3
Ao chegar ao dormitório, a vibração do celular no bolso foi transmitida pela coxa. Era uma mensagem de Jaeil, e o conteúdo era mais longo que o normal. Ele parecia ter enviado imaginando as coisas que Seunghyun teria curiosidade em saber. No final, estava escrito que ele chegaria em 20 minutos e pedia para esperar só mais um pouco.
[Sim. Entendido. Venha com cuidado.]
Após enviar a resposta curta, Seunghyun jogou-se na cama e olhou fixamente para o teto.
Era bom que tivessem construído uma amizade a ponto de não ser estranho jantarem sozinhos. Ele pensou que a noite de hoje, que o homem forçara, não seria estranha se ele a considerasse uma extensão do guiding.
Uma pessoa boa, uma pessoa gentil. Confiável e ao mesmo tempo vulnerável, rígida e ao mesmo tempo suave. Exceto pelo primeiro encontro, não havia nada nele, por dentro ou por fora, que Seunghyun não gostasse. Estar com ele o deixava ansioso para dar algo a mais, e apenas olhar para ele o fazia sorrir. Ele pensava ser apenas uma afinidade humana, mas seria desse tipo?
Seunghyun soltou um suspiro leve enquanto massageava suavemente os olhos, que estavam secos desde que assistira à luta do homem.
— Isso é um problema.
Ao dizer em voz alta, parecia realmente um problema sério. O lóbulo de sua orelha, que cobria as pálpebras, ficou vermelho.
Sentindo-se constrangido até por falar sozinho de forma patética, ele mordeu a parte interna do lábio com tanta força que quase sangrou. Naquele momento, o celular vibrou. A única pessoa que ligaria naquele momento era o homem. Seunghyun, que atendeu sem nem verificar o nome, estava apenas com o coração aflito. Ele não podia negar o fato de ter passado os 20 minutos inteiros pensando no homem.
— Sim, Esper.
[Estou embaixo do dormitório.]
— Estou descendo.
Desde que o homem mencionara suas orelhas, Seunghyun desenvolvera um hábito secreto. De vez em quando, ele tocava as próprias orelhas ou as olhava no espelho; como esperado, a ponta que se sobressaia estava vermelha.
Seunghyun bebeu água gelada em grandes goles para se acalmar. Ele precisava manter a compostura para não demonstrar seus sentimentos confusos ao homem.
O temor de não conseguir encará-lo foi em vão. Ao avistar as costas dele à distância, um sorriso escapou involuntariamente. Mesmo vestindo a mesma roupa esportiva, ele exalava uma aura refrescante que o fazia parecer limpo e atraente de alguma forma.
O homem franziu a testa ao ver o coldre pendurado estranhamente na cintura de Seunghyun. Com um gesto chamando Seunghyun para sua frente, ele ajustou o ângulo com mãos habilidosas.
O uso de colete à prova de balas e o porte de arma de fogo eram obrigatórios ao sair do Centro, onde a vigilância era rigorosa. Era desconfortável, mas necessário por ele ser um guia precioso. Felizmente, o colete fornecido era um modelo novo que minimizava a espessura graças ao avanço tecnológico, então não ficava tão evidente sob a roupa.
— Se for desconfortável, peça um coldre de outro modelo.
— Entendo. Eu preferiria um coldre na posição da coxa.
Diante da resposta calma, Jaeil baixou o olhar silenciosamente. A coxa era a posição que permitia sacar a pistola e assumir a postura de tiro mais rapidamente. Na verdade, membros de forças especiais também carregavam armas secundárias quase sempre na coxa. Jaeil surpreendeu-se com a resposta que demonstrava experiência, mas foi principalmente porque seus pensamentos desviaram para outro lugar. Ao recordar as coxas sólidas sob a roupa, Jaeil engoliu a saliva em silêncio.
— É melhor escolher os produtos que melhor se adaptem a você. No 4º andar do pavilhão de treinamento, você pode obter informações detalhadas.
Como o homem não carregava nada na cintura, a arma provavelmente estaria sob o casaco.
— Então o senhor ficou em primeiro lugar?
A pergunta de Seunghyun veio enquanto caminhavam ajustando o passo. O olhar de Jaeil voltou-se para baixo, na diagonal. Era perto dos olhos e das costeletas de Seunghyun.
— O objetivo é avaliação, então não existe esse conceito. Provavelmente receberei pontos extras.
— Recebeu mais do que eu?
— ……
O que saiu da boca de Seunghyun foi quase uma piada, mas uma das sobrancelhas do homem arqueou. Seunghyun, que não percebeu a expressão, colocou o cinto de segurança apressadamente assim que entrou no carro.
Jaeil também colocou o cinto sem demonstrar nada. Seu olhar, que percorreu o rosto de Seunghyun com calma, voltou-se para a frente. Ligando o carro com movimentos lentos e segurando o volante, sua voz grave soou.
— O guia parece…
— …?
— …ter me achado fácil.
Ao ouvir o tom de voz sombrio, os ombros de Seunghyun ficaram visivelmente rígidos. No momento em que pensou ter cruzado seriamente a linha, sua mente ficou em branco. Não era apenas surpresa, era pavor.
— Ah.
— ……
— Não é isso.
Fácil? Seunghyun nunca tivera tal pensamento, nem sequer por um momento.
— ……
— Não é verdade, Esper.
Sua voz tremeu levemente. O homem apenas dirigia em silêncio. O olhar ansioso de Seunghyun rodeava o homem. Se ele estivesse com raiva, sua energia deveria oscilar em um tom vermelho vivo, mas nada mudara. Pelo contrário, ela flutuava calmamente ao redor.
— Es…per.
A voz de Seunghyun, que segurava o cinto com as duas mãos, finalmente escapou. Ele percebeu que o homem não estava com raiva, mas fizera uma piada como a dele, e mesmo assim a tensão não relaxou facilmente.
— Eu realmente levei um susto.
— Foi mesmo?
— Senti meu coração cair.
Ele não sabia por que procurava a mão do homem para acalmar o coração assustado. Seunghyun cobriu as costas da mão do homem, que segurava a marcha, como se quisesse confirmar que ele não estava realmente bravo. Ele inseriu seus dedos entre os dele sem hesitação e apertou. O canto da boca do homem, que olhava para a frente, subiu de forma atraente.
— Não me desafie levianamente.
Seunghyun assentiu com sinceridade, mesmo onde o olhar do homem não alcançava.
↫────☫────↬
O carro de Jaeil, que Seunghyun pensou que iria direto para um restaurante já que iam jantar, entrou no estacionamento subterrâneo de um edifício grande e sofisticado. Mesmo quando seguiu o homem até o elevador, ele não sentiu nada de especial, mas seus olhos se arregalaram logo após as portas se abrirem.
Para Seunghyun, que transitava apenas entre o dormitório, o Centro e ocasionalmente a casa de Jaeil, não seria exagero dizer que era a primeira vez em um lugar como aquele. Sentindo uma exclamação contida na garganta, Seunghyun cobriu a boca discretamente e observou a reação dele.
Seunghyun não conseguia fechar a boca ao olhar para o teto, que tinha a altura de pelo menos três andares, e para a iluminação luxuosa instalada para seduzir as pessoas. Ele, que já se surpreendera com a casa de Jaeil, que era duplex e tinha mais de um banheiro, ficou deslumbrado. O design interior refinado, o chão impecável e o brilho eram opostos ao mercado sombrio do Distrito 13, onde balcões com produtos usados ou contrabandeados se enfileiravam. Com luzes brilhantes e uma sucessão de itens novos, aquele shopping era, para Seunghyun, um mundo totalmente à parte.
Exceto por observar ocasionalmente as costas de Jaeil, os olhos de Seunghyun estavam ocupados vasculhando tudo ao redor. Ele não sabia onde fixar o olhar. Seu olhar errante subitamente caiu para o chão.
Pessoas apressadas esbarravam nos ombros de Seunghyun enquanto ele olhava vagamente para o chão de mármore polido. O braço do homem estendeu-se e segurou firmemente o corpo que estava instável.
— Você vai cair.
— Parece que as coisas descartadas aqui vieram para nós.
A mão do homem só se retirou após confirmar que ele voltara a si.
— …Você estava pensando nisso?
— É complicado.
O homem disse atrás de Seunghyun, que estava parado no primeiro degrau da escada rolante.
— Eu também devo muito ao guia.
Os olhos, que olhavam incansavelmente para todos os lados, voltaram-se bruscamente para a direção do som.
— Ah…
Seunghyun, que a princípio não entendeu o que ele estava dizendo, logo coçou a sobrancelha. Ele ia responder que não era verdade e que tudo se devia ao fato de o Esper ser bom para ele.
Seunghyun hesitou em falar e acabou soltando um pequeno suspiro. Foi porque passou pela sua mente a possibilidade de os sentimentos do homem serem iguais aos que ele nutria por ele. Recusar cegamente uma sinceridade expressa também não seria educado.
— Então o senhor vai me pagar o jantar por causa disso?
— Eu gostaria de comprar outras coisas também.
— …?
— Espero que não recuse.
Assim, Seunghyun foi levado a uma loja de roupas masculinas de marcas que ele nem conhecia e experimentou algumas camisas. Influenciado pela lábia do vendedor, ele acabou vestindo calças em um piscar de olhos.
Seunghyun, olhando para as sacolas de papel que enchiam suas mãos, ainda estava atordoado. “Esta também é bonita. Aquela também combina bem. Qualquer coisa que vista fica bem”; as vozes suaves pareciam ainda ecoar em seus ouvidos. Embora não tivesse experimentado muitas peças em pouco tempo, o homem pagou pela maior parte das roupas que Seunghyun vestira.
Seguindo o homem, que disse para irem jantar agora, Seunghyun entrou no elevador e falou com uma voz emburrada.
— Isso é demais.
O homem, que apertou o botão do 9º andar com indiferença, apenas observava o painel indicador.
— Acho que é tarde demais para dizer isso.
— Ah, é que…
Foi porque o vendedor, e não apenas um, mas dois deles se juntaram, o deixou confuso. Ele nunca comprara roupas em um lugar assim e nunca imaginara receber tal serviço ao comprar uma peça.
O único em quem ele deveria confiar, o homem, permaneceu à distância observando Seunghyun em apuros. Quando o vendedor pedia sua opinião, ele apenas assentia em silêncio e, se mostrassem outra roupa, ele dizia que também era boa e pedia para experimentá-la. Pensando bem, a pessoa que Seunghyun tivera que enfrentar não eram duas, mas três.
De qualquer forma, como o homem dissera, era tarde demais para reclamar que era muito ou algo do tipo, já que ele saíra carregando tudo o que lhe foi comprado. Sentindo-se envergonhado por isso, Seunghyun encostou o corpo na parede com um rosto desolado. Assim que a porta do elevador abriu com o som de chegada, Seunghyun deu o primeiro passo. Foi no momento em que ele ia tentar recuperar a dignidade dizendo que pagaria o jantar.
— Aaaaah!
Um grito terrível, de arrepiar a espinha, ecoou estridente em seus ouvidos. Era um som tão agudo que chegava a ser arrepiante para ser considerado apenas ruído de fundo.
Acima de tudo, não combinava com aquele espaço. No porto seguro de Haon, um grito tão desesperado…
O olhar de Seunghyun, que ainda não compreendia a situação, moveu-se lentamente para a direção do som. Uma cena surreal preencheu sua visão. Uma massa de lama, da qual membros humanos pendiam de forma deformada, rastejava em sua direção. Seunghyun, atordoado, balançou a cabeça negativamente.
— Esper… aquilo…
Será que é um Oni?
Incapaz de completar a frase, Seunghyun virou a cabeça atordoado. Seus olhos se encontraram brevemente com os do homem.
O instinto animal do homem agiu mesmo sem ele estar vendo. Com o rosto endurecido, ele se aproximou de Seunghyun com uma velocidade incrível. Assim que envolveu a cabeça de Seunghyun com a palma da mão grande, puxou-o contra o peito.
Um instante antes de sua visão escurecer, algo pontiagudo e longo passou rapidamente entre os dedos do homem. Foi o braço estendido apenas para proteger Seunghyun. O som do tecido se rasgando ecoou. Após proteger o rosto, o homem envolveu o peito de Seunghyun com o outro braço e virou o corpo. Foi instantâneo.
— ……!
Não adiantava negar a realidade. Mesmo que o homem cobrisse seus olhos, o que passara raspando era um monstro. Causar um ferimento no braço sem dar tempo de reação era um dos ataques típicos deles. Sentindo a inspiração de Seunghyun, que estava aterrorizado, o homem sussurrou com voz firme em seu ouvido.
— Está tudo bem.
O homem, que protegera o corpo de Seunghyun perfeitamente, empurrou-o para o fundo do elevador, como se o estivesse arremessando. Atrás do homem, uma figura negra de pelo menos 2 metros de altura revelou-se.
Observando os membros se formarem no corpo enorme, parecia que ele já havia devorado algumas pessoas e estava em processo de evolução. No calombo que se projetava no topo, os traços faciais de alguém que fora engolido por ele estavam distorcidos bizarramente.
O horror preencheu os olhos de Seunghyun enquanto ele olhava para o Oni que tentava atacar o homem. O Oni criou dezenas de espinhos por todo o corpo e os disparou para dentro. No entanto, ao mesmo tempo, uma barreira invisível foi criada atrás das costas do homem. A maioria dos espinhos disparados pelo Oni não conseguiu entrar no elevador, retorcendo-se, e apenas alguns passaram raspando pelo pescoço e pela cabeça do homem, penetrando no interior.
— ……!
Seunghyun encolheu-se e agachou-se bruscamente. Com um som surdo, a parede ao lado da cabeça de Seunghyun foi perfurada. Se demorasse um pouco mais, teria sido atingido.
Seunghyun instintivamente tapou a própria boca. Ele não podia fazer barulho. O ruído atrairia mais Onis.
Assim que os espinhos deformados retornaram ao corpo do Oni, o tronco negro pulsou horrivelmente. E ele se grudou na tentativa de penetrar na barreira sólida que o homem criara. A porta dupla do elevador amassou-se como papel alumínio. Ele estava empurrando com força bruta. Jaeil virou o corpo e abriu bem os dedos. Por um instante, pareceu que um vento soprara. O corpo que estava grudado como se fosse esmagar todo o elevador foi arremessado e bateu na parede oposta.
Ao entrar novamente no elevador, o homem apertou o botão de fechar, mas a porta, que perdera sua forma original, apenas trepidou sem fechar. Para piorar, todo o elevador oscilou violentamente, indicando que algo acontecera nos andares superiores ou inferiores. Parecia que ia cair a qualquer momento. Seunghyun, que tapava a boca, grudou-se na parede.
Embora o Oni tivesse aparecido no andar mais alto do shopping, o alarme não soou. Aquela não era uma situação normal. Jaeil verificou o equipamento, esperando que houvesse alguma mensagem que ele não tivesse visto. Foi uma esperança vã.
Os olhos do homem percorriam o ambiente de forma frenética. Independentemente da situação, eles precisavam fugir. Não terminaria apenas com um. O elevador era o meio mais rápido para escapar, mas a porta não fechava e, acima de tudo, aquele espaço semifechado era perigoso de várias formas enquanto não soubessem quantos Onis havia.
Como se tivessem caído do céu, eles apareceram, então não havia garantia de segurança em outros andares. E se os monstros seguissem os civis em fuga, forçassem as portas e viessem pelos cabos? Além disso, se os cabos se rompessem, poderiam morrer na queda antes mesmo de serem devorados.
O coldre de ombro do homem, que ele retirou rapidamente sob o casaco, não continha apenas uma arma. Dois silenciadores e um pente de reserva. Aqueles eram os dispositivos mínimos de segurança que Jaeil preparara para o jantar com Seunghyun.
Acoplando o silenciador à ponta da arma, o homem mirou na cabeça do Oni caído. Rezando para que não fosse uma espécie mutante, ele disparou dois tiros seguidos, e o corpo que se retorcia horrivelmente relaxou instantaneamente.
O sangue vermelho escuro formou uma poça no chão de mármore. Até aquele lugar estava infestado de Onis. O detector de pulsos cuja localização fora descoberta talvez fosse realmente inútil agora. Jaeil sentiu a raiva borbulhar.
Recuperando a razão com esforço, ele entrou novamente no elevador. Foi para tirar Ji Seunghyun, que estava semitransornado, dali de dentro.
— ……
— ……
A mão de Jaeil pousou cuidadosamente sobre a mão de Seunghyun, que tapava sua própria boca. Ao inserir seus dedos entre os dele, que estavam frios como gelo, e puxá-lo, Seunghyun deixou-se levar sem resistência. Levantando-se de forma desajeitada, Seunghyun apenas permitia que o homem fizesse o que quisesse. Seu olhar vago, fixo na parede, caiu sem forças sobre a ponta de seus pés. Suas pupilas vazias não captavam nem criavam nada.
O olhar calmo de Jaeil, que enviou um sinal de socorro pelo equipamento, voltou-se para Seunghyun. As pupilas de Seunghyun ainda estavam sem foco. Embora fosse uma reação compreensível diante daquela situação absurda, ele não tinha tempo agora para confortá-lo calmamente.
— Quantas balas tem na sua?
— ……
Como esperado, não houve resposta. Jaeil retirou a pistola do coldre na cintura de Seunghyun, que estava paralisado pelo choque, e verificou o modelo. Felizmente, era um tipo compatível com a sua. A agilidade de Jaeil, que não baixou a guarda desde a aparição da espécie mutante, brilhou. Acoplando com destreza o silenciador reserva que trouxera por precaução, o homem chamou Seunghyun.
— Guia.
— ……
Mesmo tendo passado por inúmeros caos desse tipo, há momentos em que a impotência surge inevitavelmente de forma inesperada. Como ele poderia trazer de volta a consciência dele, que estava tão rigidamente paralisada? A dúvida do homem não durou muito.
— Seunghyun.
Ao ouvir a voz gentil, uma luz brilhou fracamente nas pupilas de Seunghyun. Jaeil, enfrentando o olhar que se voltou para ele subitamente, forçou um sorriso. O olhar de Seunghyun agarrou-se a ele desesperadamente.
— Você precisa se recompor.
Sua presença começou a penetrar à força nos olhos que antes estavam turvos. Jaeil não o apressou nem o criticou. Apenas deu alguns segundos de tempo enquanto o fazia encará-lo diretamente.
Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Pôquer Sangrento (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Jaeil é um Esper Backsplash de nível A que vive em um estado sempre perigoso, pois não consegue encontrar um Guia compatível com ele. Devido a um incidente do passado, ele não confia facilmente nas pessoas e evita contato físico até mesmo com Guias. Mesmo nessas condições adversas, Jaeil tem pouco apego ao mundo e se leva ao limite. Até que um dia, ele recebe uma notícia: um novo Guia Backsplash de nível A virá ao centro. No entanto, esse Guia, Seunghyun, é do Distrito 13. O único problema? Ele não recebeu nenhuma educação e nem sequer sabe como ser um guia!?
Nome alternativo: Blood Poker Pquer Sangrento