Ler Pivô Profundo (Novel) – Capítulo 37 Online


Modo Claro

Deep Pivot — Capítulo 37

O centro de segurança, que lidava principalmente com papelada, tinha uma atmosfera bem diferente em comparação a outros prédios no Distrito 1.

— Que diabos? Para onde ele foi?

Cheong-oh murmurou baixinho enquanto inspecionava cuidadosamente a área vazia da mesa. Em outro lugar, Cheong-oh teria andado fazendo barulho até alguém aparecer, mas a atmosfera única, silenciosa e tensa da central de segurança o fez se conter.

— Olá.

Uma mulher com óculos de aro de tartaruga o cumprimentou enquanto se sentava à mesa.

— Yoo-jeong, já faz um tempo.

Quando uma funcionária relativamente familiar apareceu, Cheong-oh acenou alegremente com a mão.

— É, já faz um tempo mesmo. Não é raro que trabalhadores de campo venham aqui?

A funcionária, chamada Yoo-jeong, respondeu calmamente à saudação de Cheong-oh. Este local é uma área central localizada no nível mais alto do centro de segurança. Quase todos os assuntos relacionados a segredos nacionais passam por aprovação aqui.

Seojoon se inclinou em direção à mesa e falou.

— Precisamos apagar um vídeo.

— Ah, é a foto tirada recentemente no Yeonseon MyPark Mall? Isso já foi tratado pelo departamento competente.

— Não, é um vídeo antigo.

— Um vídeo antigo

— É um vídeo de entrevista antiga, provavelmente publicado no Mi-Tube.

Yoo-jeong assentiu com indiferença enquanto digitava no teclado. Embora a maioria das coisas seja controlada pela censura da IA, às vezes surgem problemas quando ocorrem conflitos de entrada.

Por exemplo, o reconhecimento facial ou de palavras-chave pode falhar, ou um vídeo excluído anteriormente pode ser reenviado sem detecção.

— Me manda o link do vídeo. Você poderia ter mandado pelo Messenger. Parece que você veio me ver.

— Não consegui encontrar o link, então tenho que procurá-lo diretamente. E sim, eu queria te ver, Yoo-jeong.

Quando Seojoon acrescentou com um sorriso, Yoo-jeong riu baixinho. Cheong-oh, que estava mexendo em objetos em sua mesa, virou-se para eles com uma expressão confusa diante da risada repentina. Nem era uma piada particularmente engraçada.

Yoo-jeong girou seu monitor na direção deles, mostrando uma lista de pessoas na fila.

— Normalmente, você precisaria esperar alguns dias após o registro, mas cuidarei disso imediatamente para o Tenente Ji.

— Obrigado, Yoo-jeong.

Até mesmo o cumprimento educado provocou uma explosão de risos. Cheong-oh não conseguiu conter a descrença.

— Yoo-jeong, não continue rindo assim. Se continuar, o Seojoon vai achar ele muito engraçado.

— Mas ele é engraçado.

Yoo-jeong os conduziu para dentro, onde computadores executavam inúmeros programas desconhecidos para Cheong-oh e Seojoon.

— Você sabe que vídeo é esse, ou pelo menos a data em que foi ao ar?

— Não tenho certeza da data, mas acho que é uma entrevista de jornal… provavelmente uma que fiz com meu antigo guia.

— Com quem?

— …

— Min Seon-wook.

Cheong-oh respondeu no lugar de Seojoon, sabendo bem do trauma que Seo-joon tinha em relação a Min Seon-wook.

Depois daquele incidente, quando Min Seon-wook morreu durante uma sessão de orientação, Seojoon ficou assombrado por isso por um longo tempo. Cheong-oh e Hee-min não conseguiam deixarlá-lo sozinho, temendo que ele pudesse tirar a própria vida.

Mesmo agora, Seojoon não conseguia pronunciar o nome de Min Seon-wook. Todos os anos, no aniversário de sua morte, ele fica instável, como se tivesse viajado diretamente do passado.

— Hmm, Min Seon-wook. Min Seon-wook…

Sem saber do profundo significado, Yoo-jeong murmurou seu nome baixinho enquanto digitava rapidamente no teclado.

— Tem alguns vídeos aqui. É essa a entrevista que vocês dois fizeram juntos? Quer conferir?

— Eu vou verificar.

Cheong-oh tentou bloquear o monitor de Seo-joon, mas Yoo-jeong balançou a cabeça.

— Precisa ser verificado pessoalmente por ele. Mesmo que pareça trivial, essa é a regra.

— Vá em frente.

Ao ouvir as palavras de Seojoon, Yoo-jeong clicou no vídeo, e o antigo noticiário começou a tocar, acompanhado pela voz de um repórter.

— Quando seu amigo despertou? – Enquanto a pergunta do repórter ia ao ar, Ji Seojoon e Min Seon-wook apareceram na tela.

— Há muitos registros de exclusão deste vídeo. Ele foi transformado em muitos GIFs. Mas faz sentido. Não é comum ver rostos como esses na vida real.

O que quer que estivesse sendo dito ao lado não foi registrado. Seojoon observou silenciosamente o rosto jovem na tela, sentindo uma pancada forte no peito.

Não importa o quanto ele achasse que tinha esquecido, ele finalmente percebeu que ainda estava preso no passado.

✽✽✽

**No sol escaldante do verão**

Quando o último semestre do segundo ano começou, a sala de aula do ensino médio cheirava a uma mistura peculiar de suor e livros, típica de adolescentes da idade deles.

A sala de aula estava vazia devido a uma aula de educação física ao ar livre, com camisas de uniforme espalhadas descuidadamente. Seojoon entrou na sala e se aproximou do aluno deitado de bruços sobre a carteira. Ele pressionou uma pequena caixa de refrigerante contra a bochecha apoiada em um braço, fazendo com que os olhos do aluno se abrissem de repente.

— Ah, você me assustou…

A outra pessoa, que tinha acabado de acordar, aceitou a bebida, que tinha a imagem de uma maçã vermelha, e olhou para Seojoon com olhos sonolentos.

— Você está realmente doente?

— Não, só…

O aluno resmungou em resposta à pergunta de Seojoon. Com sua estrutura pequena e rosto jovial, ele parecia ainda mais jovem que seus colegas, e o calor havia deixado suas bochechas coradas.

— Se estiver com calor, ligue o ar condicionado.

— Quando está ligado, fica muito frio… e quando está desligado, fica muito quente.

Ele se deitou lentamente, respondendo às palavras de Seojoon. O mesmo riu e, de brincadeira, cutucou a bochecha do aluno com o dedo. O aluno era Min Seon-wook, o guia dedicado de Seojoon, combinado no início do ano, já que ambos estudavam na mesma série e na mesma sala de aula.

Quando Seon-wook deu um sorriso fraco, Seojoon não pôde deixar de sorrir de volta. A mão que havia cutucado sua bochecha moveu-se para sua testa.

— Você parece mesmo doente. Está com febre.

— Eu disse que estou muito doente. Você acha que estou fingindo?

Seojoon puxou uma cadeira para sentar mais perto.

— O que exatamente dói? Você está resfriado? Por que não vai à enfermaria?

Seon-wook desviou o rosto do toque preocupado, murmurando algo quase inaudível.

— Não sei… Estou com febre… e minhas costas também doem.

Apoiando a testa no braço, Seon-wook lançou um olhar levemente reprovador para Seojoon, deixando-o inseguro. Deitando-se ao lado de Seon-wook, ele se aproximou para encará-lo.

— Eu fui duro demais com você ontem?

— …

Silêncio significava sim. Seon-wook puxou a bebida para mais perto do peito, murmurando “Não sei” antes de se virar bruscamente. Apesar de já serem parceiros há algum tempo, nunca haviam participado de uma sessão de orientação além do nível dois. Mas ontem foi diferente.

Foi um momento de confusão para ambos. Só de lembrar disso, o corpo de Seo-joon se aqueceu. Aquela noite tinha sido estranha, desajeitada e extremamente emocionante.

Seojoon cutucou a nuca de Seon-wook com a ponta do dedo. A pele encharcada de suor o lembrou da noite anterior.

— O que é essa coisa de “eu não sei”, Min Seon-wook?

— …

— Você estava sofrendo?

Cutuca. Ele cutucou a nuca de Seon-wook novamente.

— Você estava apenas sofrendo?

Cutucada. Finalmente, sem conseguir se conter, Seon-wook se levantou e deu um tapa nas costas de Seo-joon.

— Por que você fica me cutucando? Você só quer matar aula de educação física!

Seojoon agarrou delicadamente o pulso que o atingiu e caiu na gargalhada.

— O hamster está bravo.

Seon-wook torceu o nariz ao ouvir essas palavras. É exatamente por essa expressão que Min Seon-wook é chamado de hamster da turma. Com sua baixa estatura de 1,70 m e sua aparência de hamster, o apelido pegou.

— Quando você vai crescer mais, Min Seon-wook?

Seojoon bagunçou o cabelo de Seon-wook, brincando. Dizem que os guias naturalmente ganham força e tamanho após se manifestarem, mas isso não parecia se aplicar a Seon-wook. Ele balançou a cabeça, tentando se esquivar das mãos brincalhonas que o faziam cócegas.

— A culpa é sua se eu não estou crescendo, a culpa é sua!

Sua cabeça era pequena o suficiente para caber em uma mão, frequentemente precisando de proteção após bater na cabeceira da cama. Suas mãos e pés também eram pequenos — tudo nele era pequeno. Quando Seojoon sussurrou isso provocativamente, Seon-wook se irritou em resposta.

Lembrar daquele momento fez Seojoon se sentir aquecido novamente.

— Por que você é tão forte para alguém que supostamente está com dor?

Seojoon o puxou para um abraço e apoiou o queixo no ombro de Seon-wook. O corpo se contorcendo em seus braços logo se acalmou.

Batida, batida. Eles compartilhavam batimentos cardíacos, com os peitos pressionados, incapazes de distinguir de quem era a batida do coração.

— Eu estava sofrendo…

Seon-wook sussurrou suavemente em seu ouvido.

— Mas… também me senti um pouco bem.

As palavras que se seguiram fizeram Seojoon corar. Seus lábios roçaram a borda de sua orelha quente antes de se afastarem. Seon-wook, afastando-se ligeiramente do abraço, encontrou o olhar de Seojoon com um sorriso travesso antes de se deitar novamente na mesa.

O processo de orientação criou uma ressonância entre eles que uniu duas pessoas que de outra forma estariam desconectadas em um vínculo vago.

Não era amor, mas era um pouco mais próximo do que amizade — um sentimento jovem e florescente.

Seojoon estendeu a mão e acariciou a nuca dele. O suor estava mais úmido do que antes, encharcando as pontas dos dedos. Como ele conseguira ouvir não só um pouco, mas que era realmente bom? Da próxima vez, ele seria mais cuidadoso. Da próxima vez, faria melhor.

Ele desejava que Seon-wook crescesse logo. Na mente inconsciente de Seojoon, acreditava que ser fisicamente mais equilibrado poderia tornar as coisas um pouco mais fáceis.

Entretanto, mesmo na casa dos vinte anos, a altura de Seon-wook permaneceu na casa dos 170, e seu tempo parou para sempre aos vinte anos.

 

 

 

Continua…

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki&Belladonna

Ler Pivô Profundo (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Devido a um trauma, o esper Ji Seo-joon se recusava a ter um guia exclusivo. Por causa de sua aversão ao contato com guias e das constantes baixas taxas de compatibilidade, ele vinha recebendo guiamentos de baixa qualidade há anos.
Diante de Seo-joon, que estava à beira de explodir devido ao acúmulo de fadiga, surgiu um guia com uma taxa de compatibilidade milagrosa.
【98,8%】
O protagonista com um número sem precedentes, Cha Yeon-woo, ainda era um estudante do ensino médio que nem sequer havia se formado. Ele foi lançado ao campo sem passar por treinamento, como se não se importassem se ele morresse.
“Ah, eu não sou uma criança. Tirei um ano de folga, então tenho vinte anos… Espero que você não diga que sou muito novo, mesmo que não saiba os outros motivos.”
Seo-joon não pôde deixar de sentir um aperto no peito diante da aparência inocente e dedicada do guia novato…
Nome alternativo: Piv Profundo Deep Pivot

Gostou de ler Pivô Profundo (Novel) – Capítulo 37?
Então compartilhe o anime hentai com seus amigos para que todos conheçam o nosso trabalho!