Ler Pivô Profundo (Novel) – Capítulo 137 Online


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Deep Pivot — Capítulo 137

Vermelho, verde, amarelo, azul.

A temporada de fim de ano havia transformado a cidade em um espetáculo de decorações luminosas deslumbrantes. Era um cenário festivo e inquietante para o orfanato em ruínas, palco de um recente ataque de Ratworm.

— Aqui é a Agnes. Há caminho.

Seojoon relatou através de suas comunicações antes de entrar no orfanato semidemolido.

Batida! Sssk, ssssk.

O enorme Ratworm rodopiava pelo interior estreito, fazendo com que móveis e detritos se espalhassem por todos os lados.

O rosto de Seojoon se contorceu enquanto ele observava os corpos espalhados. Tarde demais. Não havia como restar nenhum sobrevivente. Primeiro, ele precisava eliminar o Verme-Rato…

Uau, uau…

Um grito fraco rompeu a cacofonia. O choro de um bebê? Seojoon congelou, esforçando-se para identificar a origem. Ele se moveu com cuidado, mas o som do Verme-Rato se movendo — ssssk, ssssk — abafou os gritos.

Clang! Crash, chocalho!

O som metálico de cadeiras e destroços o fez girar. Correndo em direção ao som, Seojoon viu o Verme-Rato erguer sua cabeça enorme, pairando sobre uma pequena figura trêmula encolhida no chão.

Ele imediatamente preparou sua arma.

Grito!

Os gritos agonizantes da criatura ecoavam enquanto suas balas a atravessavam.

Bang! Bang! Bang!

Seojoon não cedeu até que o corpo transformado do Verme-Rato jazia sem vida no chão. Contendo a náusea, ele recuperou o fôlego.

Sobreviventes. Ele ainda precisava encontrar sobreviventes.

Uma mão trêmula passou por seus cabelos enquanto ele se levantava. Ele se virou — e lá estava uma criança, milagrosamente ilesa. O choro que ouvira antes devia ter vindo delas.

— Ei, garoto, você está machucado?

A criança estremeceu e ofegou, com os olhos arregalados e marejados olhando para ele. O rosto pálido estava coberto de lágrimas e ranho.

Seojoon não pôde deixar de notar suas feições delicadas e parecidas com as de bonecas, embora se castigasse por pensar nisso.

— Você é lindo. Hoje deve ser seu aniversário.

Ele removeu delicadamente a coroa de papel que estava na cabeça da criança e afagou seus cabelos.

— Ngh… Hmmp…

A criança tentou conter os soluços, tremendo violentamente. Seojoon rapidamente tirou o casaco e o envolveu em volta dela.

— Está tudo bem agora. Você está seguro.

Ajoelhando-se para encontrar os olhos da criança, Seojoon ofereceu um sorriso reconfortante antes de se levantar novamente.

— Aqui é a Agnes. Encontrei uma criança sobrevivente lá dentro. Solicito reforço imediato.

— São duas. – disse uma voz baixa.

Seojoon olhou para baixo, perplexo, enquanto a criança levantava cautelosamente um cobertor. Debaixo dele, jazia outro bebê.

— Não um, mas dois…

A compreensão surgiu. O lamento que ouvira antes… tinha duas origens.

— Aqui é a Agnes. Correção.

Ele disse em seu comunicador, com uma mistura de espanto e alívio em sua voz.

— Dois sobreviventes. Ambas crianças.

A criança mais velha não devia ter mais de oito ou nove anos. No entanto, com sua estrutura frágil, ele havia protegido uma criança, segurando-a firmemente diante de um perigo mortal. Seojoon ficou sem palavras. Até mesmo adultos teriam dificuldade em demonstrar tamanha abnegação em uma crise.

— Quantos anos você tem?

Ele perguntou, segurando a criança trêmula enquanto a inspecionava em busca de ferimentos.

— T-treze. – veio a resposta trêmula.

— Você é corajoso. Cuidando do bebê desse jeito.

Seojoon acariciou suavemente suas bochechas, elogiando sua coragem.

— Seojoon, você disse duas crianças?

Ouviu-se uma voz vinda da janela quebrada. Era o blinker. Seojoon se virou para a criança.

— Vamos tirar o bebê primeiro. Tudo bem?

A criança hesitou antes de assentir, com os olhos marejados ainda brilhando. Ele entregou o bebê, com as mãozinhas relutantes em soltá-lo.

Seo-oon passou o bebê para seu colega e voltou sua atenção para a criança mais velha, colocando o equipamento de segurança nele.

— Você vai descer em segurança usando isso, ok? Não precisa se preocupar com nada — você é um irmão mais velho corajoso, né?

— Não…

A voz calma da criança tremeu.

— Nós… não são somos irmãos. – disse ele, fungando.

— Eu nem os conheço…

Seojoon congelou, atordoado. Ele havia arriscado tudo por um estranho. O altruísmo de uma criança — proteger outra pessoa mesmo com um monstro à espreita — era incompreensível.

— Você vai crescer e se tornar uma pessoa incrível, sabia?

Seojoon finalmente disse, reprimindo suas emoções. Ele gentilmente pegou a criança nos braços e enxugou suas lágrimas.

Soluço.

Ao se aproximarem da janela quebrada, a criança agarrou-se firmemente ao pescoço de Seojoon, tremendo. Ele ergueu a corda para tranquilizá-los.

— Viu? Isso aqui é super seguro. Não precisa ter medo.

— Estou com medo… Estou com medo…

As lágrimas começaram de novo, escorrendo por suas bochechas, apesar dos esforços de Seojoon para acalmá-lo.

Ele soltou uma risada suave, enxugando o jato fresco de água.

— Para alguém tão assustado, você fez um trabalho incrível protegendo aquele bebê. Você é incrível. Feche os olhos, ok? Confie em mim.

Macio e pequeno, a criança aninhou-se firmemente nos braços de Seojoon.

Ele afagou delicadamente os braços que o prendiam ao pescoço e ajustou a pegada, apoiando a criança firmemente com uma das mãos sob o bumbum arredondado. Lentamente, ele desceu pela corda, o mundo ao seu redor balançando enquanto desciam.

Vermelho, verde, amarelo, azul.

As luzes brilhantes dos enfeites da árvore brilhavam em sua visão periférica.

— Resgate de sobrevivente concluído!

Alguém gritou lá de baixo enquanto tiravam a criança dele. Aplausos irromperam da equipe de resgate ao redor. Seojoon entregou a criança e desamarrou o equipamento que a prendia à corda.

Ele olhou para ela e viu a criança embalando o pequeno bebê novamente nos braços, um gesto instintivo de proteção. Por um breve momento, pensou em se aproximar, talvez oferecer mais algumas palavras de conforto, mas uma voz o chamou de volta.

— Ei, Seojoon, bom trabalho.

O Capitão Jin Cheong-oh apareceu, estendendo um cigarro e acenando com a cabeça. Seojoon o seguiu até os fundos do prédio, a náusea de antes voltando agora que a adrenalina havia passado.

Argh, argh!

Curvando-se, Seojoon esvaziou o estômago. Sem dizer uma palavra, Jin lhe entregou um cigarro aceso. Seojoon o pegou com a mão trêmula, tossindo ao levá-lo aos lábios.

Vermelho, verde, amarelo, azul.

Através das luzes piscantes, a fumaça subia preguiçosamente no ar. Seojoon não costumava fumar, mas em campo, momentos como esses às vezes o ajudavam a acalmar seus nervos à flor da pele.

Ele deu algumas tragadas antes de devolver o cigarro a Jin, que o pegou com uma expressão sombria.

— Posicionei os novatos por perto. Vão te guiar. – murmurou Jin, exalando fumaça.

— Estou bem. – respondeu Seojoon secamente.

— Se você continuar faltando às suas sessões de orientação, você vai—!

A repreensão de Jin desapareceu no fundo enquanto o olhar de Seojoon se desviava. As luzes de uma árvore de Natal flutuavam em sua visão.

■■, ■■ sempre foi tão bom■■. É■ dirigir■■■ agora?

Vermelho, verde, amarelo, azul.

Os enfeites tremulavam lentamente, num ritmo hipnótico.

■■ beijou■■■ bem■■ também. Os beijos do intermediário são os melhores, não são?

Vermelho, verde, amarelo, azul.

No momento em que todas as luzes da árvore brilharam ao mesmo tempo…

“Se o tenente me engolir, estarei pronto para ir a qualquer momento.”

— Antes de sairmos para dar uma volta, o senhor deveria trocar de roupa, Tenente.

Seojoon piscou, as memórias fragmentadas se dissolvendo no presente. Seus olhos cinzentos se fixaram em Yeonwoo, parado perto da janela, com as mãos ocupadas em fechar as cortinas. As costas esguias que ele outrora observara de longe agora preenchiam sua visão.

— O que você estava pensando?

Seojoon murmurou, sua voz quase um sussurro.

— Como você pôde fazer algo tão imprudente? E se você tivesse morrido?

Os movimentos de Yeonwoo cessaram. A voz de Seojoon ficou mais grave, carregada de emoção.

— Você sabia como foi difícil para mim te deixar, não sabia? Mesmo assim, por que… Por que você faria uma coisa tão tola?

Olhos cinzentos acompanharam cada movimento de Yeonwoo enquanto ele se virava, lábios se abrindo hesitantemente.

— …Yeonwoo.

As mãos que amarravam a cortina pararam. Seojoon respirou fundo, com o coração disparado.

— Eu me lembro agora. Da primeira vez que nos conhecemos.

Yeonwoo permaneceu em silêncio, com as costas rígidas.

— Você também era lindo naquela época.

A sala mergulhou em silêncio, o peso das palavras não ditas pairando entre eles. Lentamente, Yeonwoo se virou, com os olhos vermelhos de lágrimas não derramadas. Eles tremiam, arregalados e vidrados de choque.

Seojoon o encarou firmemente, seu tom era calmo, mas resoluto.

— …Eu voltei, Yeonwoo.

D-82 após o fechamento do portal.

Ji Seojoon havia retornado.

 

 

 

 

 

 

Continua…

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki&Belladonna

Ler Pivô Profundo (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Devido a um trauma, o esper Ji Seo-joon se recusava a ter um guia exclusivo. Por causa de sua aversão ao contato com guias e das constantes baixas taxas de compatibilidade, ele vinha recebendo guiamentos de baixa qualidade há anos.
Diante de Seo-joon, que estava à beira de explodir devido ao acúmulo de fadiga, surgiu um guia com uma taxa de compatibilidade milagrosa.
【98,8%】
O protagonista com um número sem precedentes, Cha Yeon-woo, ainda era um estudante do ensino médio que nem sequer havia se formado. Ele foi lançado ao campo sem passar por treinamento, como se não se importassem se ele morresse.
“Ah, eu não sou uma criança. Tirei um ano de folga, então tenho vinte anos… Espero que você não diga que sou muito novo, mesmo que não saiba os outros motivos.”
Seo-joon não pôde deixar de sentir um aperto no peito diante da aparência inocente e dedicada do guia novato…
Nome alternativo: Piv Profundo Deep Pivot

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