Ler Pivô Profundo (Novel) – Capítulo 115 Online

Deep Pivot — Capítulo 115
Os membros da equipe SAU começaram a se reunir um por um sob a tenda temporária.
— Ótimo trabalho, pessoal.
— Vocês todos trabalharam duro…
Era madrugada, o céu começava a clarear. Com a operação de resgate quase concluída, era hora de se preparar para o retorno.
— Bebê, você está se aguentando bem?
Yeong-gyo, tirando o capacete e afastando os cabelos encharcados de suor, falou enquanto afrouxava o cinto do uniforme de combate. Mingeon deu um tapinha no ombro de Yeonwoo e sentou-se ao lado dele. Esta tinha sido uma operação sombria, com o número de baixas superando em muito o número de sobreviventes que conseguiram resgatar.
— Bebê, quando você chegar em casa, não pense em nada e apenas descanse.
— Você se saiu bem hoje, bebê.
— Não fique pensando nos mortos. Pense nas pessoas que você salvou hoje. Isso torna as coisas um pouco mais fáceis.
Os membros da equipe, sabendo que Yeonwoo provavelmente sentia uma tristeza mais profunda pelos moradores que conhecia há anos, cada um ofereceu palavras de conforto e conselhos enquanto passavam por ali.
— Se ao menos os portais pudessem escolher as pessoas, hein? Imagine se um abrisse em uma prisão cheia de criminosos. Todos os bandidos seriam eliminados de uma só vez.
Yeonwoo, que permaneceu em silêncio, respondeu brevemente ao comentário de Mingeon.
— …Seria melhor se os portais simplesmente desaparecessem completamente.
— Ha… é, você tem razão. Esse é o melhor resultado. – disse Yeong-gyo com uma risada vazia, ecoando o sentimento de Yeonwoo ao passar por ali.
Para os membros da SAU, não importava quão desesperadoras ou angustiantes as missões de resgate fossem, elas inevitavelmente se tornavam rotina, apenas mais uma parte do trabalho.
Mas para alguém lá fora, esse era o momento em que seu pesadelo sem fim estava apenas começando.
✽✽✽
【Feridos: 51 │ Falecimentos: 67】
【Feridos: 54 │ Falecimentos: 68】
【Feridos: 59 │ Falecimentos: 73】
Os números vermelhos no quadro digital do local de resgate piscavam na parede da sala de estar.
— Liguei para o hospital mais cedo. Disseram que não há risco de morte. Sun-ae também está bem.
O aroma quente da água pairava no ar. Seojoon, que estava olhando fixamente para a parede de arte bege da sala de estar vazia, virou-se para Yeonwoo saindo do banheiro, molhado do banho.
Yeonwoo se aproximou e abriu levemente a ponta do manto de Seojoon, inspecionando-o atentamente.
— Você se machucou em algum lugar do campo hoje?
— Se ao menos os portais pudessem desaparecer. – ele disse.
Seojoon encarou os lábios de Yeonwoo, sem expressão, e então se virou abruptamente, fechando o manto. Seu próprio corpo, totalmente exposto sob o manto, lhe parecia completamente repugnante.
Ele queria desaparecer, se esconder em um lugar onde aqueles olhos azuis brilhantes nunca poderiam encontrá-lo.
— …Estou bem. Cuide se di mesmo, Yeonwoo.
Porque sua existência em si era repugnante.
Grotesco e horripilante demais para ser refletido nos lindos olhos de contos de fadas de Cha Yeonwoo.
— Tenente, por que você está me evitando hoje?
Yeonwoo segurou o rosto de Seojoon enquanto ele tentava se virar.
— Por favor, olhe para mim por um instante. Preciso ter certeza de que você está bem.
Yeonwoo inclinou o rosto pálido e inocente para forçar o contato visual. Seojoon ofegou bruscamente. Um arrepio de pavor percorreu seu corpo, como um raio, e arrepios percorreram sua pele.
— Tenente, seu corpo ainda está—
“Você não passa de um desastre infligido à humanidade por um deus.”
Smack. A mão de Seojoon disparou inconscientemente, derrubando a mão de Yeonwoo.
— …
Um silêncio tenso se instalou entre eles. Seojoon encarou Yeonwoo, com os olhos arregalados, chocado com a própria reação.
— …Ah.
Yeonwoo piscou lentamente, confusão e mágoa brotando em seus olhos.
— …Sinto muito, Tenente.
Ele não recuou nem estendeu a mão novamente, deixando-o sem graça, desculpando-se. Seus olhos vacilaram, inseguros e hesitantes.
— Eu te assustei tocando em você de repente. Me desculpe.
— …Não, não é sua culpa, Yeonwoo… Yeonwoo…
Seojoon gaguejou, suas palavras emaranhadas e confusas enquanto passava a mão no rosto, caminhando em direção a Yeonwoo.
— Desculpe, Yeonwoo. Não fiquei assustado, na verdade…
— Eu queria que você simplesmente desaparecesse, Tenente.
— …
Um ruído agudo e áspero arranhou a pele de Seojoon. Ele lutava para se concentrar, sua mente girando enquanto tentava entender o que Yeonwoo dizia.
— Tenente…?
— Yeonwoo, eu sinto muito, muito mesmo…
— Tenente, espere um momento. Não precisa se desculpar. É só… fique quieto por um segundo. Deixe-me ver como você está. Você não parece estar bem.
— Seu Tenente nojento. Sua criatura monstruosa.
Estrondo. Um vaso atrás de Seojoon tombou, espatifando-se no chão de mármore. Yeonwoo deu um passo à frente, pegando-o antes que ele pisasse nos cacos.
— Tenente, olhe para mim. Sou eu, Yeonwoo. Olhe para mim, Tenente.
O olhar frenético e penetrante de Seojoon finalmente pousou em Yeonwoo. Sua respiração estava irregular, mas os sussurros tranquilizadores de Yeonwoo o acalmaram.
O calor da pele contra a pele enquanto Yeonwoo pressionava seus lábios contra os de Seojoon acalmou a tempestade em sua mente. A cacofonia de ruídos que atormentavam seus sentidos desapareceu, deixando para trás silêncio e clareza.
— Você está bem agora?
Yeonwoo se afastou um pouco, procurando seu telefone na mesa.
— Deixe-me ligar para o Dr. Kang. Vamos pegar um táxi para o centro.
— Não! Não!
Seojoon agarrou a mão de Yeonwoo em pânico. No instante em que Yeonwoo se afastou, o som opressivo percorreu sua pele novamente, ameaçando puxá-lo para o vazio.
— Estou bem. Por favor, fique assim.
Seus olhos cinzentos fixaram-se desesperadamente nos lábios de Yeonwoo, como se fossem sua âncora. Yeonwoo estudou seu rosto em silêncio antes de falar.
— …Deixe-me limpar os pedaços quebrados e fazer um mingau. Você não comeu nada hoje.
— Não estou com fome agora.
— ……
— Eu só quero dormir, Yeonwoo. Estou tão cansado…
Seojoon agarrou-se à mão de Yeonwoo, com a voz quase suplicante.
— Vamos dormir. Eu como depois que acordar. Por favor… Yeonwoo, estou cansado demais para comer agora.
Após um longo momento de silêncio, Yeonwoo finalmente se moveu.
Levantando o corpo de Seojoon do sofá, ele o carregou para o quarto. Uma vez lá, tirou o robe de Seojoon e o abraçou intensamente. Suas peles nuas se pressionaram, quentes e reconfortantes.
Descansando a bochecha no peito de Yeonwoo, Seojoon fechou os olhos exaustos.
— Sim, sim… Ele está dormindo agora. Sim, a febre dele baixou bastante… Ah, é mesmo? Devo verificar de novo?
Os olhos de Seojoon se abriram de repente ao som fraco da voz de Yeonwoo. Ele se levantou de um salto e saiu correndo do quarto, arrancando o telefone da mão de Yeonwoo.
A ligação com Kang Hee-min terminou abruptamente.
— Ah, Tenente? Já acordou?
Yeonwoo, assustado, olhou para Seojoon com os olhos arregalados.
— Yeonwoo, o que você está fazendo?
— …O que?
— Eu disse para você não fazer isso.
— Não fazer… o quê?
— Não ligue para Kang Hee-min!
A voz alterada de Seojoon ecoou pela sala de estar. Yeonwoo se encolheu e apertou os lábios, os olhos tremendo enquanto um rubor os cobria.
— Desculpe. Eu só estava preocupado com você, Tenente…
— Só não. Por favor, pare!
— …Desculpe.
Seojoon encarou os olhos azuis lacrimejantes de Yeonwoo e expirou trêmulo. Uma onda de tontura o atingiu, deixando sua visão escura e sua cabeça girando.
— …O que eu fiz…
— Yeonwoo, eu…
Seu coração batia violentamente, como se fosse explodir do peito. Sua respiração irregular só aumentava o caos em seus sentidos.
— Desculpe, Yeonwoo. Eu…
— Está tudo bem, Tenente. Está tudo bem…
Yeonwoo gentilmente puxou o manto de Seojoon sobre seus ombros e o abraçou.
— Não me toque, Yeonwoo. Não… por favor…
O corpo trêmulo de Seojoon parecia à beira do colapso. Yeonwoo acariciou suas costas suavemente, mantendo-o firme.
— Fique na cama por enquanto, Tenente.
…Olhando para trás, todos os sinais estavam lá.
Embora o momento exato não esteja claro, talvez tudo tenha começado depois que Seojoon retornou da base de pesquisa da NASA.
Algo começou a se desenrolar.
Uma escuridão desconhecida consumia Seojoon e, para Yeonwoo, que nunca havia enfrentado nada parecido antes, as primeiras sementes de inquietação começaram a criar raízes em suas entranhas.
Ele não tinha ideia de como lidar com isso.
↫─☫ Continua….
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki&Belladonna
Ler Pivô Profundo (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Devido a um trauma, o esper Ji Seo-joon se recusava a ter um guia exclusivo. Por causa de sua aversão ao contato com guias e das constantes baixas taxas de compatibilidade, ele vinha recebendo guiamentos de baixa qualidade há anos.
Diante de Seo-joon, que estava à beira de explodir devido ao acúmulo de fadiga, surgiu um guia com uma taxa de compatibilidade milagrosa.
【98,8%】
O protagonista com um número sem precedentes, Cha Yeon-woo, ainda era um estudante do ensino médio que nem sequer havia se formado. Ele foi lançado ao campo sem passar por treinamento, como se não se importassem se ele morresse.
“Ah, eu não sou uma criança. Tirei um ano de folga, então tenho vinte anos… Espero que você não diga que sou muito novo, mesmo que não saiba os outros motivos.”
Seo-joon não pôde deixar de sentir um aperto no peito diante da aparência inocente e dedicada do guia novato…
Nome alternativo: Piv Profundo Deep Pivot