Ler Pivô Profundo (Novel) – Capítulo 114 Online


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Deep Pivot — Capítulo 114

O pequeno e compacto bairro de antigas vilas foi reduzido à devastação total poucas horas após a abertura de um pequeno portão.

O cimento em pó se esfarelou e se depositou nos capacetes dos socorristas como uma fina névoa cinzenta. Fumaça preta subia de vários pontos, acompanhada por estrondos constantes e nuvens de poeira subindo no ar.

Ao contrário de outros locais equipados com sistemas de detecção modernos que permitiam algum grau de pré-evacuação, este lugar — onde as vítimas civis já haviam se acumulado — era nada menos que um inferno.

De um lado, os socorristas estavam ocupados combatendo criaturas quitinosas e ghouls furiosos, enquanto do outro, o caos se instalava enquanto civis eram transportados às pressas em macas.

— Risco de desabamento de edifício detectado. Guias estão proibidos de entrar em áreas internas. Apoio na evacuação de vítimas pela retaguarda.

– Entendido.

— Reconhecido.

O portal, que estava expelindo monstros, havia entrado em um estado de calmaria temporária. Este era o momento crítico para resgatar o máximo de civis possível.

— Blinker, respondam. Há sobreviventes dentro da casa com a porta azul.

— O Blinker da Equipe A está incapacitado. Guia de emergência em andamento; estará operacional em 20 minutos.

— Blinker do Time C também está incapacitado.

— Há algum Blinker disponível?

— Preciso de reforços aqui. Ao lado de uma loja de penhores perto da escada… Chaves, Dentes de Ouro comprados? Droga, não faço ideia de onde isso é.

Ao contrário de outros distritos urbanos bem organizados, Shinhui-dong era um labirinto caótico de caminhos desconexos e prédios dispostos de forma desordenada. Mesmo com rastreadores, era difícil identificar a localização de cada um.

— Quem estiver perto do Supermercado Cheongmyeong deve ver a placa. Desça as escadas à esquerda da entrada do beco — é a loja de chaves. – disse Yeonwoo pelo rádio, sua familiaridade com a geografia de Shinhui-dong se mostrando inestimável enquanto se movia rapidamente. Civis feridos, cobertos de poeira e sangue, eram carregados em macas.

— Huggy Wuggy, indo para Porori.

— Ringo Star, a caminho.

Sua respiração, trêmula e superficial, embaçava o interior da máscara transparente. O destino de Yeonwoo era uma vila decrépita no ponto mais baixo de Shinhui-dong, um lugar onde ele morava há anos.

Foi também a área mais severamente atingida, já que o terreno inclinado canalizou as criaturas quitinosas destrutivas diretamente para lá.

Yeonwoo tentou não olhar muito atentamente para os corpos jazendo sem vida ou para os feridos sendo levados. Não conseguia deixar de pensar nas pessoas que conhecia: a avó que sempre lhe entregava leite de banana, os idosos que conversavam na escada e o cumprimentavam com “Ah, nosso lindo aluno chegou”, e até mesmo Choi Jeong-sook, sua antiga senhoria, que discretamente o ajudava com as refeições e o aluguel.

Se ele parasse para identificar os corpos espalhados pela rua, tinha certeza de que a maioria deles seriam rostos familiares.

— Aqui é Agnes. Três sobreviventes confirmados dentro da Vila Jeongwon. Desabamento do prédio em andamento. Protetores de olhos, suporte imediato necessário.

Ao ouvir a transmissão, Yeonwoo hesitou por um instante antes de se apressar. A Vila Jeongwon era seu destino.

— O Ghost estará aí em três minutos.

A voz tensa do Tenente Jang Su-ho se fez ouvir. Como os Blinkers desempenhavam um papel crucial nas operações de resgate, eles tinham que suportar níveis extremos de exaustão durante missões como esta.

Um estrondo ensurdecedor ecoou quando um prédio desabou em algum lugar. Tiros e gritos ressoaram fracamente como ecos distantes. Auxiliando um civil ferido, Yeonwoo os guiou para um local seguro antes de retomar sua descida em direção à Vila Jeongwon.

Apesar da velocidade, ele não tinha esperanças de igualar a capacidade de teletransporte dos Blinkers. Quando chegou à vila, o Tenente Jang Su-ho já descia do telhado com um civil nos braços, descendo cuidadosamente por uma corda. Os feridos não estavam em condições de se teletransportar, então a descida foi cautelosa.

A vila, onde Yeonwoo costumava entrar e sair diariamente, estava agora parcialmente coberta pelo enorme cadáver de uma criatura quitinosa. Abaixo, Seojoon carregava outro civil ferido em uma maca.

Enquanto o Tenente Jang se preparava para outra entrada, um estrondo repentino e estrondoso ocorreu.

Bang. Bang. Estrondo. O portão de ferro da vila desabou com um rangido alto enquanto uma nuvem de poeira clara envolvia a cena. O prédio gemeu e desabou para dentro, levantando uma nuvem de destroços.

Gritos rasgaram o ar.

— Mãe! Não, mãe! Nããão!

Os gritos angustiados eram assustadoramente familiares para Yeonwoo.

Virando-se na direção do som, ele viu Sun-ae, coberta de poeira, gritando histericamente enquanto tentava passar pelos socorristas que a contiveram. Ela se debateu violentamente, com a voz rouca e desesperada.

Momentos antes, o Tenente Jang assistira impotente ao prédio desabar à sua frente. Agora, ele se ajoelhava, com a cabeça baixa, antes de bater a testa no chão.

– Caramba…

Um leve palavrão ecoou pelo rádio, acompanhado por respirações pesadas e irregulares. A angústia de perder sobreviventes pesava visivelmente nos ombros trêmulos do Tenente Jang.

— A Vila Jeongwon desabou. A situação dos civis sobreviventes no interior é desconhecida.

— Um sobrevivente confirmado do outro lado do portão principal. Uma voz foi ouvida através de uma janela.

— Protejam a entrada. Precisamos de acesso agora!

— Traga as ferramentas de corte, agora!

— Solicitando suporte imediato de equipamento!

O mundo parecia desacelerar, cada detalhe ganhando foco como um vídeo em câmera lenta. Os lamentos penetrantes de Sun-ae ecoavam incessantemente nos ouvidos de Yeonwoo, recusando-se a desaparecer.

Agarrando Sun-ae, que lutava desesperadamente, Yeonwoo a impediu de se aproximar do prédio desabado.

— Agnes, tentando entrar.

Bloqueada por Yeonwoo, Sun-ae caiu no chão, soluçando incontrolavelmente enquanto chamava pela mãe. Yeonwoo encarou o prédio desabado com uma expressão devastada.

Seojoon emergiu dos escombros momentos depois, arrastando um homem sangrando e sem quase uma perna.

Não era Choi Jeong-sook, aquela que Sun-ae tanto desejava ver. Ela permanecia soterrada sob os escombros, ainda sem ser resgatada.

✽✽✽

Uma luz branca ofuscante iluminou o prédio desabado.

【Feridos: 36 │ Falecimentos: 51】

【Feridos: 38 │ Falecimentos: 52】

【Feridos: 41 │ Falecimentos: 58】

Números vermelhos em um quadro digital instalado ali perto aumentavam incessantemente.

— Sun-ae.

Os esforços de resgate continuaram noite adentro. Retirar os civis presos sob o prédio desabado foi uma tarefa árdua e demorada.

— Sua mãe vai ficar bem. Aguenta só mais um pouquinho.

Yeonwoo entregou uma garrafa d’água a Sun-ae e colocou outro cobertor sobre seu corpo trêmulo. Seu rosto coberto de lágrimas e poeira se virou para ele.

— Por que está demorando tanto? Hic… Por quê… Minha mãe, soluço, ela com certeza está no terceiro andar…

Lágrimas sem fim rolaram por suas bochechas. Yeonwoo desatarraxou a tampa da garrafa que Sun-ae segurava e gentilmente tentou acalmá-la.

— Eles estão tomando cuidado para que ela não se machuque. É por isso que está demorando um pouco mais. Não se preocupe, beba um pouco de água primeiro, ok? Você vai precisar abraçá-la quando ela sair, Sun-ae.

Ela tomou alguns goles antes de empurrar a garrafa para longe, desabando em soluços mais uma vez. Yeonwoo deu um tapinha reconfortante em suas costas, enquanto seu olhar se voltava para os trabalhadores que limpavam os escombros.

Mais cedo naquele dia, eles haviam confirmado que Choi Jeong-sook ainda estava viva, mas sua sobrevivência se tornava cada vez mais incerta com o passar do tempo. Presa sob os escombros, suas chances diminuíam a cada momento, especialmente com a queda da temperatura corporal na fria noite de inverno.

De algum lugar próximo, vinha o som de aplausos e suspiros de alívio. Ecoava cada vez que alguém era resgatado dos destroços de uma vila vizinha. Os olhos injetados de sangue de Sun-ae disparavam em direção à fonte.

— Quando vão resgatar a minha mãe? Eles vão salvar todo mundo, menos ela. Por quê…

Sua voz falhou em desespero puro, e a expressão de Yeonwoo se contorceu em angústia enquanto ele lutava para encontrar palavras de conforto.

— Não se preocupe… Você verá sua mãe em breve, Sun-ae. Não chore.

— Caminho de acesso protegido. Caminho de acesso protegido.

— Preparar equipamento de transporte.

— Equipe de resgate em prontidão, equipe de resgate em prontidão.

— Ei, não suba tão descuidadamente!

— Temos uma ferramenta de corte? A barra de ferro está bloqueando o caminho.

Vozes urgentes ecoavam pelo rádio. Yeonwoo olhava fixamente para os destroços, rezando em silêncio. Ele não contou a Sun-ae sobre a transmissão — não havia garantia de que Choi Jeong-sook sairia vivo.

— Agnes, iniciando a entrada.

Embora Yeonwoo não fosse religioso, ele rezou para todos os deuses naquele momento. “Aceite pessoas como meu pai”, pensou, “mas, por favor, deixe as pessoas boas permanecerem neste mundo”. “Por favor, não deixe Sun-ae perder sua mãe.”

Como precaução para que Sun-ae não corresse em direção aos escombros, Yeonwoo colocou as mãos perto dos braços dela, pronto para contê-la se necessário. Os segundos se estenderam insuportavelmente.

A tensão se dissipou quando um leve grito de alegria, quase como um suspiro, ecoou pelo rádio. O alívio se espalhou pelos rostos dos socorristas. Yeonwoo deixou as mãos caírem suavemente sobre os braços de Sun-ae.

— Resgate de sobreviventes da Vila Jeongwon concluído.

Aplausos irromperam, acompanhados de gritos de alívio. Sun-ae se levantou de um salto, livrando-se das mãos de Yeonwoo, e correu para a frente. Yeonwoo seguiu logo atrás, com o olhar fixo em Choi Jeong-sook enquanto ela era carregada em uma maca.

Só depois de avistar seu rosto sob o respirador é que Yeonwoo exalou um profundo suspiro de alívio. Ela estava viva, ainda que por pouco.

Enquanto Sun-ae se jogava sobre a mãe, soluçando incontrolavelmente, um socorrista a puxou de volta com delicadeza e colocou Choi Jeong-sook na ambulância. Sem olhar para Yeonwoo, Sun-ae entrou no veículo ao lado da mãe.

Clique. A porta da ambulância fechou.

Estava tudo acabado. Yeonwoo observou o veículo diminuir de tamanho à distância, deixando a onda de alívio tomar conta dele. Só então voltou o olhar para Seojoon.

— …

Em meio à agitação da equipe de resgate, Seojoon ajoelhou-se no chão, olhando fixamente para o nada. Apesar de resgatar um sobrevivente com sucesso, ele parecia estar se afogando em desespero.

Yeonwoo se aproximou e colocou a mão no ombro de Seojoon.

Embora a voz de Seojoon no rádio permanecesse calma e firme, seu corpo agora tremia incontrolavelmente sob o toque de Yeonwoo.

 

 

↫─☫ Continua….

⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki&Belladonna

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Sinopse:
Devido a um trauma, o esper Ji Seo-joon se recusava a ter um guia exclusivo. Por causa de sua aversão ao contato com guias e das constantes baixas taxas de compatibilidade, ele vinha recebendo guiamentos de baixa qualidade há anos.
Diante de Seo-joon, que estava à beira de explodir devido ao acúmulo de fadiga, surgiu um guia com uma taxa de compatibilidade milagrosa.
【98,8%】
O protagonista com um número sem precedentes, Cha Yeon-woo, ainda era um estudante do ensino médio que nem sequer havia se formado. Ele foi lançado ao campo sem passar por treinamento, como se não se importassem se ele morresse.
“Ah, eu não sou uma criança. Tirei um ano de folga, então tenho vinte anos… Espero que você não diga que sou muito novo, mesmo que não saiba os outros motivos.”
Seo-joon não pôde deixar de sentir um aperto no peito diante da aparência inocente e dedicada do guia novato…
Nome alternativo: Piv Profundo Deep Pivot

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