Ler Passion – Novel – Capítulo 35 Online

Jeong Taeui tinha acabado de se virar para ir embora quando, de repente, virou a cabeça bruscamente. Ele não tinha visto errado. Estava claro como o dia que alguém estava deitado de bruços sobre a rocha, movendo-se com grande cautela. A pessoa parecia não notar a presença de Jeong Taeui, totalmente concentrada em alguém sob a rocha, provavelmente Riegrow.
E Jeong Taeui viu claramente. À luz fraca que vinha do interior da rocha, ele enxergou o braço da figura. Em sua mão havia uma grande e pesada besta.
Jeong Taeui engoliu em silêncio.
Holly Zone… ou talvez Steck*. Era difícil distinguir na escuridão, mas a besta que aquela figura segurava era mais do que suficiente para matar uma pessoa, talvez até com força em excesso. Principalmente porque o virote estava apontado diretamente para a cabeça do alvo, de cima para baixo.
Imediatamente, Jeong Taeui reconheceu a figura. Era o homem que ele havia visto brevemente na floresta mais cedo. Aquele sobre o qual teve um pressentimento ruim, mas decidiu não seguir. Agora, aquele homem estava mirando em Riegrow lá de cima.
O dedo indicador do homem já estava no gatilho da besta. Bastava um leve puxão, alguns milímetros, e a pesada flecha atravessaria direto a cabeça de Riegrow.
Não havia tempo para pensar ou agir. Quase instintivamente, ou talvez por um hábito profundamente enraizado desde a infância, Taeui pegou uma pedra do tamanho do punho e a lançou. O som do ar sendo rasgado rompeu o silêncio da noite, seguido pelo estalo dos ossos da mão do homem quebrando quando a pedra o atingiu.
— AAGH!!
Um grito de dor ecoou pela noite. Surpreso, o dedo do homem se contraiu, e o virote foi disparado, voando descontrolado. Ironicamente, a flecha foi direto na direção de Jeong Taeui.
— Ngh…!
Jeong Taeui prendeu a respiração. Assim que a besta se virou em sua direção, reagindo ao impacto da pedra, ele instintivamente se desviou para o lado. No entanto, a flecha era igualmente rápida, arranhou seu braço ao passar zunindo e se cravou entre as rochas ao seu lado, exatamente onde ele estivera um instante antes.
Jeong Taeui começou a suar frio. Se não tivesse reagido a tempo, provavelmente já estaria no além agora. Ele só estava tentando salvar alguém, mas acabou quase perdendo a própria vida no processo.
Olhando para a flecha cravada entre as rochas, ainda vibrando, sua mente finalmente começou a recuperar um pouco de calma, embora junto viesse uma crescente sensação de arrependimento. Se ele não tivesse interferido, poderia ter testemunhado o desaparecimento daquele homem cruel e extremamente perigoso deste mundo. Por que ele teve que intervir para ajudar? Além disso, e se o cara com a besta estivesse, na verdade, fazendo a coisa certa? Pensando bem, havia uma boa chance de que Riegrow fosse ainda mais vilão do que o homem com a besta.
Mas, não importava quantas vezes a situação se repetisse, não importava quem fosse o alvo, Jeong Taeui teria feito a mesma coisa.
Afinal, ele não era o tipo de pessoa que conseguiria simplesmente ficar parado assistindo alguém morrer diante de seus olhos.
No breve momento em que Taeui foi tomado pelo arrependimento e pelo turbilhão interno, Riegrow reagiu imediatamente. Sem hesitar, empurrou o jovem que estava agachado entre suas pernas para o lado, pegou uma pedra qualquer do chão e se levantou. Então, lançou a pedra diretamente no homem que segurava o pulso sobre a rocha acima.
A pedra voou com precisão mortal, atingindo a cabeça do homem. O impacto rachou seu crânio, e o sangue jorrou. Com um breve gemido, ele caiu inconsciente.
O jovem gritou de horror, mas Riegrow parecia não se importar. Pegou a besta que o homem havia deixado cair perto dele e lançou um olhar rápido para a flecha ainda cravada entre as rochas. Por fim, desviou o olhar para Jeong Taeui.
Quando seus olhares se encontraram, mesmo que Taeui não tivesse causado aquela situação, ele ainda se sobressaltou levemente e levantou a mão. O olhar frio de Riegrow desceu lentamente para a mão dele.
— Não fui eu… Ou melhor, pra ser mais preciso, eu estava te ajudando. Não precisa me encarar desse jeito.
Jeong Taeui murmurou, sentindo-se um pouco injustiçado.
— Eu sei. — respondeu Riegrow brevemente, clicando a língua com irritação antes de começar a caminhar em sua direção. Seus passos não vacilaram nem por um instante enquanto se aproximava de Jeong Taeui.
À medida que ele chegava mais perto, o instinto fez Taeui dar um passo para trás, mas, com o chão rochoso e irregular sob os pés, ele não conseguia se mover com firmeza para recuar.
— Eu já disse que não fui eu. Além disso, nem sei quem é aquele cara. Não estamos juntos, nem nada disso.
— Eu sei.
Ao ouvir Taeui insistir novamente, Riegrow soltou um suspiro cansado. Taeui lançou-lhe um olhar cauteloso.
Não havia como ele atacar a pessoa que acabara de salvar sua vida… certo? Mas então, por que ele estava vindo em sua direção? E antes de tudo, ele não deveria pelo menos vestir alguma roupa?
Ao perceber que o homem caminhando em sua direção estava completamente nu e sem demonstrar o menor sinal de vergonha, Taeui sentiu-se extremamente desconfortável. Riegrow, no entanto, permaneceu calmo. Parou a poucos passos de distância e se agachou para puxar a flecha presa entre as rochas. Examinou a ponta da flecha e a tocou de leve com o dedo, soltando uma risadinha baixa.
— Se aquilo tivesse me acertado na cabeça, nem eu teria sobrevivido.
Taeui franziu a testa e resmungou, descontente. Nesse momento, o olhar de Riegrow, que estava examinando a flecha, voltou-se para o rosto de Taeui.
Taeui fez uma careta e repetiu sua justificativa pela terceira vez.
— Eu não tenho nada a ver com isso… Sério. Para de me encarar desse jeito. Eu te salvei, e quase tive um infarto de susto.
Jeong Taeui não conseguiu conter a reclamação, sentindo frustração e irritação crescerem dentro de si por estar sendo olhado tão friamente, mesmo depois de ter ajudado. Riegrow arqueou uma sobrancelha e então esboçou um leve sorriso.
— Não era minha intenção olhar para você desse jeito, mas talvez seja assim que você tenha interpretado. Eu sei quem aquele cara era. Ele faz parte da minha equipe. Também sei por que ele quer me matar e sei que você não tem nada a ver com isso. Então, relaxa. Além disso, mesmo que eu tivesse alguma intenção, você realmente acha que faria alguma coisa contra alguém que acabou de me salvar?
Ele riu, como se achasse a situação divertida, girando a flecha entre os dedos com uma facilidade perigosa, quase como se fosse uma caneta. Taeui balançou a cabeça instintivamente.
— Você está calmo demais pra alguém que acabou de escapar da morte! É como se isso não fosse a primeira vez.
— Bem, algo assim acontece comigo uma ou duas vezes por mês.
Riegrow falou com naturalidade, como se estivesse apenas comentando sobre o cotidiano. Deu mais uma leve batida na ponta da flecha e acrescentou:
— Se aquele cara tivesse levado isso na cabeça, talvez acordasse pra vida.
— Fique à vontade pra resolver isso, mas eu agradeceria se não fosse na minha frente. Trata disso quando eu não estiver por perto… E, de preferência, espera até vocês voltarem pra Europa pra acertar as contas.
Jeong Taeui murmurou com o rosto cheio de desagrado. Ele não queria se envolver ainda mais naquela confusão. A última coisa que queria era ser testemunha de um assassinato.
Droga. Por que ele continuava se metendo com aquele cara? Devia simplesmente ter ignorado tudo e ido embora. Que idiota.
Taeui sentiu um arrepio no braço, sem saber se era por causa da brisa fria que vinha do mar ou do homem parado à sua frente.
Começou a esfregar o braço e, de repente, sentiu uma fisgada aguda. Ao olhar mais de perto, percebeu um corte longo em sua pele. Ela estava rasgada, e o sangue começava a escorrer. Só então Taeui se deu conta de que estava ferido.
— Hã…? — murmurou, surpreso, lembrando-se de que aquilo fora causado pela flecha da besta que ele mal havia conseguido desviar.
— Nossa… Que horror. Só de raspão e já ficou assim. Se tivesse me acertado em cheio, eu já era… Aquele cara devia ser obrigado a copiar dez volumes dos regulamentos de posse de armas da UNHRDO.
Jeong Taeui resmungou enquanto o sangue continuava a escorrer do corte, que era mais fundo do que parecia. Ao ouvir isso, Riegrow soltou uma risada curta, mas sincera. Ela durou um bom tempo.
Jeong Taeui o observou, incrédulo, erguendo uma sobrancelha em desaprovação. Quando Riegrow finalmente parou de rir, comentou:
— Haha, você tem razão. Vamos fazer ele copiar as regras dez vezes antes de lidar com ele. Tudo bem, já que ainda estamos aqui, eu mesmo vou mandar ele fazer isso. Quando voltarmos pra Europa, eu resolvo o resto. Afinal, te devo a vida.
Riegrow ainda ria para si mesmo enquanto estendia a mão para segurar o braço de Jeong Taeui e examinar o ferimento.
— O corte é fundo, mas não é grave. Só precisa estancar o sangue, e você vai ficar bem. …Aqui, use isso pra limpar.
Dizendo isso, Riegrow tirou uma das luvas. Taeui fez uma careta de puro desconforto.
— Ugh…
Sério? Ele devia limpar o ferimento com uma luva que provavelmente já tinha absorvido o sangue de incontáveis pessoas?
Se usasse aquilo, as almas delas iam começar a assombrá-lo.
— Você realmente não se parece em nada com seu irmão. É raro ver gêmeos idênticos tão diferentes assim. Mas não é algo ruim — disse Riegrow, ainda com um tom divertido.
Taeui aceitou a luva com relutância, mas parou por um instante. Aquelas palavras lhe soaram familiares. Apesar de algumas diferenças, ele tinha certeza de ter ouvido algo parecido recentemente. E de alguém em especial…
Taeui apenas segurou a luva, sem fazer nada, e passou a encarar Riegrow com atenção.
Riegrow inclinou a cabeça, curioso, e então pegou a luva de volta das mãos de Taeui, começando a limpar o ferimento ele mesmo.
A mão nua de Riegrow, segurando a luva ensanguentada, parecia incrivelmente pálida. Sob a luz fraca da lua, à medida que a névoa se dissipava lentamente, ela se destacava ainda mais.
Suas unhas eram lisas e brilhantes como vidro. Seus dedos eram longos e finos. Suas mãos, brancas e delicadas.
Aquelas mãos eram estranhamente familiares. Mais familiares até do que as próprias mãos de Taeui.
Depois de terminar de limpar o ferimento, Riegrow percebeu o olhar fixo de Taeui preso em suas mãos. De repente, ele arqueou uma sobrancelha, suspirou com leve constrangimento e acenou de leve com as mãos. O gesto, também, parecia estranhamente familiar.
— Gosta tanto assim das minhas mãos?
Vendo que Taeui não conseguia desviar o olhar, Riegrow perguntou.
Taeui levantou o rosto e encontrou o leve sorriso no semblante do homem à sua frente.
“Droga. Que diabos é isso?”
Esses foram os únicos pensamentos que passaram pela cabeça de Jeong Taeui. Ele não conseguia pensar em mais nada. Sua mente estava em branco, e então, do nada, uma onda repentina de raiva subiu dentro dele.
— Se eu dissesse que gosto delas, você me daria?
— Se você quiser. Talvez suas próprias mãos combinem mais com você, mas, se realmente quiser, eu te dou… depois que eu morrer.
— Dispenso. Não tem como eu querer algo que eu já disse que não quero.
A voz de Jeong Taeui soava cada vez mais irritada. Suas emoções estavam tão instáveis quanto o seu tom.
Riegrow continuava parado diante dele, sorrindo. Aquele sorriso, especialmente o leve arqueamento nos cantos dos olhos, parecia observá-lo de cima, com um toque sutil de desdém. Taeui manteve o olhar fixo nas mãos do homem.
Não podia haver duas mãos como aquelas.
Mãos assim… belas.
— Qual é o seu primeiro nome e qual é o sobrenome?
Jeong Taeui perguntou de repente, franzindo o cenho. Era uma dúvida que simplesmente lhe surgiu, algo em que nunca tinha pensado antes.
Riegrow sorriu, lançou-lhe um breve olhar e respondeu:
— Riegrow é o sobrenome.
— Entendo… E qual prefere que eu use?
— Isso é com você.
— Bom, de qualquer forma, eu nem tô com vontade de te chamar de nada, Ilay Riegrow.
A insatisfação de Jeong Taeui ficou evidente em sua voz. O homem à sua frente apenas soltou uma risada baixa e suspirou.
— Ha…
Mais um motivo pra ele guardar rancor do tio.
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Mesmo que aquele lugar fosse chamado de área restrita, ninguém nunca se deu ao trabalho de trocar as fechaduras.
Jeong Taeui estava deitado na cama do tio, girando preguiçosamente a chave no dedo enquanto ela tilintava.
Pensando bem, ele tinha sido tolo. Mesmo que o tio tivesse dito para ele não ir, nada realmente o impedia de aparecer. Se tivesse insistido em entrar e dito que ficaria ali, o tio provavelmente teria desistido e deixado que ele fizesse o que quisesse. Claro, se o tio realmente quisesse impedi-lo de ir, teria dado um jeito de fazer isso.
Agora, com pessoas problemáticas da Europa ocupando o lugar, o ponto mais seguro de todo o prédio era o quarto particular de seu tio, uma área restrita onde ninguém mais tinha permissão para entrar.
Se soubesse disso antes, não teria precisado se esgueirar pelas sombras nem se esconder como vinha fazendo. Poderia simplesmente ter seguido sua rotina normalmente e vindo direto para cá, ficando quieto sem fazer nada.
— Fui ingênuo demais… Devia ter me escondido debaixo da cama assim que ele me proibiu de entrar. — murmurou Taeui, balançando a cabeça.
Em algum momento, essa ideia até lhe passara pela mente, mas agora já era tarde demais. As pessoas que o vigiavam já tinham o localizado, e sua maré de azar só aumentava, fora de controle. O que mais de ruim poderia acontecer agora?
— Tsc. — Ele lançou a chave para o alto e a pegou de volta. Nesse exato momento, a porta se abriu, e seu tio entrou no cômodo.
Ele entrou devagar, desabotoando o uniforme militar. Ao ver Taeui deitado na cama, demonstrou surpresa.
— O que você está fazendo aqui? Eu disse para não vir até que o treinamento conjunto terminasse.
— Terminei de ler o livro, então vim devolver. — respondeu Jeong Taeui, balançando o livro na mão.
O tio tirou o casaco do uniforme, pendurou-o na cadeira e lançou um olhar analítico ao sobrinho, como se tentasse decifrar o verdadeiro motivo de sua visita, claramente, não acreditava que ele tinha vindo apenas para devolver um livro.
— Você podia ter demorado mais para ler. De qualquer forma, já que está aqui, pode pegar outro emprestado. Mas lembre-se: mesmo que termine de ler, não volte até o fim do treinamento. — Ele fez uma pausa e acrescentou: — Quer um pouco de chá verde?
Enquanto falava, o tio retirava a camisa e começava a ferver água. Quando Jeong Taeui balançou a cabeça em negativa, o tio preparou apenas uma xícara para si. Girou o pescoço rígido e se esticou, tentando aliviar o cansaço.
Jeong Taeui colocou o livro de volta na estante e deixou o olhar percorrer a coleção. Como só havia ficado fora alguns dias, quase nada havia mudado, mas ele percebeu alguns títulos novos que não estavam lá antes. Passou os dedos levemente pelas lombadas até parar em um título familiar.
— Esse aqui… Disseram que seria enviado por mar, mas chegou bem rápido. Mitologia.
— Ah, chegou ontem. É novo, ainda nem tive tempo de ler. Se quiser, pode ser o primeiro. Ultimamente, não tenho tido tempo para leitura mesmo, e há muitos outros livros para mim.
— Hum… Tudo bem, vou levar esse. Devolvo depois que o treinamento terminar. — respondeu Taeui.
Seu tio assentiu levemente em concordância. Tomou um gole do chá verde claro e soltou um pequeno suspiro.
Embora nunca demonstrasse sinais de cansaço, ninguém é feito de ferro, e em momentos como esse até seu tio não podia escapar da exaustão. No entanto, quando o olhar distraído de Jeong Taeui encontrou o de seu tio, o homem mais velho apenas inclinou levemente a cabeça, mantendo a expressão habitual.
— Você deve estar cansado esses dias, né? Sem tempo para leitura, vejo. Lembro que você realmente queria ler este.
Jeong Taeui falou baixinho, batendo suavemente a lombada do novo livro em sua palma. Seu tio sorriu levemente e deu de ombros.
— É, isso mesmo. Pelo plano original, ele deveria chegar por mar no final da próxima semana, coincidindo com o fim do treinamento conjunto. Assim eu poderia lê-lo quando tivesse algum tempo livre.
O tio murmurou:
— Mas chegou antes do esperado.
Taeui assentiu, agora entendendo.
— Então você fez questão de enviá-lo por mar para que chegasse depois do treinamento? Poderia ter pedido ao Ilay para trazê-lo diretamente, mas, em vez disso, escolheu enviar por navio. Eu estava me perguntando por quê.
O tio, prestes a tomar outro gole de chá, congelou por um momento. Segurou a xícara próxima aos lábios, olhando para Jeong Taeui por alguns segundos antes de sorrir lentamente. Parecia ter percebido o verdadeiro motivo da visita do sobrinho. Tomou um pequeno gole de chá e recolocou a xícara.
— Ele te contou o próprio nome? Bem, que surpresa… Não é do feitio dele revelar o nome para alguém que acabou de conhecer. Ele deve realmente gostar de você.
“Provavelmente não… Se ele realmente gostasse de mim, eu teria que viver com medo constante, evitando lugares iluminados?”
Jeong Taeui pensou consigo mesmo, mas achou estranho admitir para si mesmo que Ilay não gostava dele, então permaneceu em silêncio.
Além disso, mesmo que gostasse, que diferença isso faria?
Quando alguém como ele gosta de alguém, não é o mesmo que para pessoas normais. Para ele, gostar significa achar a pessoa interessante, e isso está longe de carinho ou respeito.
Ele é esse tipo de pessoa. E certamente seu tio sabia disso muito bem.
Ao pensar nisso, Taeui sentiu um gosto amargo na boca.
Não importava quem ele fosse, seja algum traficante de armas vivendo na Alemanha ou um assassino maníaco da filial europeia, isso não mudava nada. Sentado na cama, Jeong Taeui lambeu os lábios e falou com relutância:
— Eu realmente não me importo com os assuntos dos outros, tio. Mas você sabe… preciso cuidar de mim pelos próximos seis meses. Então, se algo minimamente estranho acontecer, vou ficar ansioso.
— Isso é compreensível. Então, o que você quer perguntar?
— Qual é a sua relação com aquele cara louco?
A pergunta de Taeui foi direta. Já estava claro a quem ele se referia.
Mas seu tio apenas o observou em silêncio, com um leve sorriso pensativo.
— Você poderia nos chamar de… colegas de leitura.
Jeong Taeui franziu levemente a testa diante da resposta lenta.
Olhou silenciosamente para o tio por um instante e depois deu de ombros. Se ele não queria falar sobre o assunto, não havia motivo para insistir.
— Tudo bem. Vou me certificar de cuidar de mim.
— Eu conheço o irmão dele. Essa é a verdade.
Nota:
• Holly Zone e Steck — nomes de modelos de bestas (armas de grande porte similares a arcos de repetição, capazes de disparar virotes com força letal).
Milk & Ink Scan
Traduzido e revisado por Mandy Ink.
Até o próximo capítulo!
Ler Passion – Novel Yaoi Mangá Online
Jeong Taeui, cujo irmão mais velho é o gênio Jeong Jaeui, é um ex-soldado que se considera uma pessoa comum. Atendendo à recomendação de seu tio, Jeong Chang-in, Jeong Taeui decidiu trabalhar por seis meses na Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (UNHRDO). Mas, ao se envolver com um homem maluco de mãos bonitas, Ilay Riegrow, ele nem imaginava que sua vida começaria a desandar em uma direção totalmente inesperada.
Nome alternativo: Passion - Novel