Ler Passion – Novel – Capítulo 34 Online


Modo Claro

Aviso: conteúdo +18. Leia com responsabilidade.

******************************

Qing puxou o zíper do saco de dormir até o nariz, deixando apenas alguns dedos de fora para apontar ao redor antes de se enfiar completamente dentro dele.

— Boa noite. — disse Jeong Taeui, esfregando os braços frios antes de se sentar encostado na pedra onde seu tio estivera sentado há pouco.

O espaço ficou em silêncio. As únicas coisas que se moviam eram as chamas da fogueira, as folhas balançando ao vento e, de vez em quando, algum pequeno animal passando às pressas. Todo o resto estava envolto na quietude da noite.

De repente, Jeong Taeui virou a cabeça. Um grupo de pessoas da filial europeia apareceu atrás das árvores. Elas também permaneciam em silêncio, no meio da floresta noturna. O jovem de guarda do outro lado parecia sonolento, esfregando os olhos e bocejando sem parar. Quando percebeu o olhar de Jeong Taeui, tentou parecer sério e endireitou a postura. Taeui pensou em acenar, afinal, era coincidência se encontrarem ali, mas apenas sorriu ao ver aquela atitude.

Jeong Taeui ergueu os olhos para o céu. Era difícil enxergá-lo, encoberto pela folhagem densa. Ainda assim, uma luz avermelhada filtrava-se pelas brechas das folhas. O brilho noturno de Hong Kong parecia embaçar as cores do firmamento. Pensando bem, era estranho haver uma área natural tão silenciosa e isolada tão próxima de uma metrópole tão agitada.

Ele olhou o relógio. Já era tarde. Observou ao redor, em silêncio, e reparou em cada pessoa dormindo. Mesmo sem ver claramente os rostos escondidos nos sacos de dormir, conseguia reconhecer quem era quem pelas bagagens ao lado. Lá estava Qing, Carlo, Yuan Ho…

Naquele momento, o som distante do mar ecoou. Um leve farfalhar despertou uma vaga sensação de inquietação.

Subitamente, ele se lembrou de uma viagem ao mar durante a noite, há muito tempo. No oceano completamente escuro, não havia nada além dos barcos de pesca de lulas, com suas luzes intensas cintilando no horizonte, e das ondas batendo nas rochas, faiscando como pó branco antes de sumirem.

“Será que continua igual agora?”

Jeong Taeui olhou na direção do som do oceano. Agora estava totalmente desperto. Quando voltou a cabeça, viu outro guarda do lado oposto, encostado em uma árvore, cochilando.

— Espera um pouco, vou dar uma volta e já volto. — murmurou com um leve sorriso.

Se alguém acordasse no meio da noite e percebesse que ele havia sumido, provavelmente o repreenderia por abandonar o posto e colocar todos em risco. Mas, na realidade, não havia motivo para preocupação. Ele podia apostar com confiança que nada aconteceria: não havia como as pessoas dormindo ao lado dele se levantarem de repente, sacarem facas e começarem a atacar todos os outros ali.

Jeong Taeui sussurrou: “Boa noite.” para os companheiros que já dormiam, e então começou a caminhar.

O caminho até o mar não era pavimentado. Assim como na vinda, ele precisou desviar de plantas crescidas demais, galhos firmes e pedras afiadas incrustadas no chão.

Na verdade, não havia uma direção clara. Por sorte, ele tinha um bom senso de direção, então voltar pelo mesmo caminho não seria difícil, mas, como a trilha era confusa, não sabia qual direção o levaria ao mar mais facilmente. Só podia se guiar pelo som das ondas, que ficava cada vez mais próximo.

*Farfalhar*

Jeong Taeui parou. Parecia ter ouvido um ruído vindo de algum lugar. Virou-se e observou em silêncio na direção do som. Mas, além da floresta escura, não havia nada.

— …..

O mar já estava próximo. Apenas mais alguns passos e as árvores começariam a se espaçar, revelando o oceano. Mas, na escuridão turva da mata, ele sentiu a presença de alguém. Prendeu a respiração e esperou, porém, após um longo tempo, nenhum outro som se seguiu.

Nesse momento, pareceu que algo se movia a poucos passos de distância. Bem perto.

Instintivamente, Jeong Taeui enfiou a mão no bolso do peito e se virou em direção ao som. Sentiu a faca aquecer em sua mão pelo calor do corpo e, ao mesmo tempo, percebeu o que era o objeto diante dele.

Era uma cobra.

Imediatamente, Jeong Taeui relaxou. A cobra tinha coloração escura e padrões simples, comuns em florestas densas. Não era venenosa nem agressiva. Se tivesse algum veneno, só afetaria pequenas criaturas, como ratos, em humanos, causaria no máximo um leve inchaço.

Provavelmente era ela quem tinha causado o barulho.

Jeong Taeui suspirou e guardou a faca, ainda meio desembainhada. Mas então notou uma silhueta branca movendo-se um pouco mais adiante.

Era uma pessoa.

Alguém caminhava silenciosamente pela floresta, sem emitir som algum. O rosto não podia ser visto com clareza, mas não lhe parecia familiar. Talvez fosse alguém da filial europeia.

O homem não pareceu notar a presença de Jeong Taeui e continuou seguindo em outra direção. Seus passos eram cautelosos e cheios de apreensão, como se estivesse seguindo alguém.

Jeong Taeui refletiu por um momento. De qualquer forma, aquela situação não parecia natural. Não havia motivo para alguém seguir outra pessoa em silêncio, no meio da noite, apenas para resolver assuntos pessoais ou dar um passeio.

Deveria segui-lo? Mas a distância era incômoda. Se corresse atrás, seria facilmente notado; se esperasse demais, perderia o homem de vista. Por outro lado, a curiosidade e o senso de justiça de Jeong Taeui não eram fortes o suficiente para arriscar-se a seguir alguém apenas por uma suspeita vaga. Já tinha se metido em confusões o bastante por se intrometer em assuntos que não lhe diziam respeito.

Mesmo assim, aquilo parecia suspeito… Enquanto ainda hesitava, o homem desapareceu entre os arbustos e sumiu de sua visão.

Jeong Taeui ficou indeciso por mais alguns segundos, mas acabou dando de ombros e desistindo. Aquele homem não parecia representar ameaça alguma, nem mostrava sinais de querer fazer mal a seus companheiros, além disso, seguia numa direção completamente oposta à sua. O melhor seria não se envolver em algo desnecessário.

Recuperando a calma, Jeong Taeui voltou a caminhar em sua direção original. Como esperado, não demorou para que o som das ondas se tornasse mais forte, e sua visão se abrisse ao encontrar o mar.

O mar, na escuridão, era completamente negro. Não havia luz alguma, apenas uma massa sólida e escura que, se não fosse pelo som das ondas, seria impossível saber que estava ali. O que se via era apenas uma sombra profunda, aberta como uma boca imensa.

A escuridão. O som das ondas. O cheiro do mar. A brisa úmida. Tudo aquilo envolvia os olhos, os ouvidos, o nariz e a pele de Jeong Taeui. Era por isso que ele sempre gostava do mar à noite.

— Ufa… — soltou um longo suspiro. O som se misturou ao das ondas. De repente, sentiu o corpo mais leve, e um sorriso tranquilo surgiu em seus lábios.

Da próxima vez, talvez trouxesse Xinlu ali. Embora as pessoas costumassem dizer que a floresta à noite era perigosa por causa das cobras, ele sentia que, com a preparação certa, não havia com o que se preocupar. Naquela vasta escuridão, seria maravilhoso segurar a mão de alguém e sentir o calor daquela presença… Na verdade, não precisava necessariamente ser Xinlu, poderia ser qualquer pessoa.

O chão sob seus pés começou a ficar irregular. A praia, coberta por grandes rochas em vez de areia, tornava a caminhada difícil. Havia buracos e fendas profundas aqui e ali, fazendo com que cada passo fosse incerto e perigoso. Mesmo assim, Jeong Taeui apenas bateu o calcanhar contra uma pedra e sorriu. Quando era criança, seus pais viviam ocupados, e ele costumava ser mandado para a casa dos avós, que ficava perto do mar. Todos os dias, corria e brincava sobre as rochas da costa. Lembrando disso, recordou-se de seu irmão explicando sobre o processo de erosão das rochas, causado pela alta concentração de sal na água do mar…

Andar sobre as pedras não era diferente de caminhar em solo firme. Jeong Taeui começou a assobiar baixinho uma melodia. A escuridão densa e o vento frio e úmido o deixavam estranhamente confortável.

Talvez por causa das lembranças de infância, de repente Jeong Taeui sentiu muita falta do irmão. Se ao menos ele estivesse caminhando ao seu lado agora, seria tão maravilhoso. Certamente, ele também ficaria muito feliz.

Jeong Taeui parou de andar, com um sorriso melancólico. Ao longe, surgiu um farol. Perto dele, duas lâmpadas de rua brilhavam. Embora a luz não chegasse até ele, iluminava vagamente a área ao redor.

Então, agora era hora de voltar… Isso já era suficiente. Apenas mais um passo, e aquela agradável escuridão chegaria ao fim, dando lugar à luz fraca. Se terminasse seu passeio noturno ali e retornasse lentamente aos companheiros, chegaria exatamente a tempo do turno.

Jeong Taeui permaneceu olhando o mar por mais alguns instantes, depois se virou. Em seguida, observou o antigo caminho e calculou um atalho. Talvez atravessar diagonalmente à direita fosse mais rápido.

Confiando em seu bom senso de direção, começou a atravessar as rochas, desviando levemente à direita em relação à trilha original. Passava sobre pedras grandes e pequenas, mudando ocasionalmente a direção para se orientar.

Mas então, em um determinado momento, um som pequeno, quase inaudível sobre o vento, alcançou seus ouvidos.

Os passos de Jeong Taeui desaceleraram. Ele inclinou levemente a cabeça e foi reduzindo gradualmente a velocidade, até parar completamente. Aqueles sons intermitentes não eram ilusão.

O som vinha debaixo de uma grande rocha à sua frente. Uma pedra enorme bloqueava o caminho, grande o suficiente para ter o tamanho de uma casa. Dentro dela, parecia haver um espaço oco, formando uma pequena caverna com o teto quebrado, e aqueles sons continuavam surgindo do fundo.

Eram vozes humanas. Alguém estava ali dentro. Jeong Taeui percebeu que, apenas mais alguns passos, estaria cara a cara com a pessoa dentro.

Poderia ser alguém sonolento, vindo à praia para atender a necessidades pessoais. Embora, realisticamente, essa possibilidade fosse extremamente baixa, do acampamento na floresta até ali, a distância era grande.

Ou talvez fosse a pessoa que ele tinha visto mais cedo na floresta. Lembrando-se do comportamento suspeito desse indivíduo, Jeong Taeui estalou a língua mentalmente. Ele não sabia exatamente o que estava acontecendo, mas também não queria se envolver em problemas desnecessários. Talvez fosse melhor voltar silenciosa e discretamente.

Enquanto hesitava brevemente, ouvindo atentamente qualquer movimento, Jeong Taeui logo percebeu que não havia apenas uma pessoa ali dentro. Não se ouviam outros sons, mas as vozes fragmentadas e os movimentos indicavam que não poderiam vir de uma única pessoa. Talvez duas pessoas.

O som da água se misturava às ondas. Inicialmente, Jeong Taeui pensou se tratar do barulho do mar. Mas então percebeu que havia algo estranho. Embora parecido com água, não era o som do oceano nem de poças em cavernas. Aquele som parecia de alguma forma mais denso, mais viscoso.

— ….

Jeong Taeui inclinou a cabeça com curiosidade, esfregando o queixo surpreso, e então instintivamente cobriu a boca. Um leve ar de perplexidade era claramente visível em seu rosto. Aquele som era algo que ele conhecia bem.

Era um som úmido. Para ser mais preciso, era o som de lamber e sugar pele molhada. Entre esses sons, havia respirações ofegantes e murmúrios baixos. De vez em quando, pequenos gemidos de prazer podiam ser ouvidos.

… Droga. Ele se encontrou em uma situação desconfortável. Como poderia haver pessoas com tanta energia assim? Jeong Taeui realmente não esperava que, no meio da noite, alguém viesse até a praia apenas para se divertir desse jeito. Aquela não era uma praia de resort; jamais imaginou que alguém teria coragem de brincar assim em uma ilha cheia de homens.

Jeong Taeui coçou a parte de trás da cabeça, constrangido. Deveria voltar e fazer um desvio? Embora levasse mais tempo, se passasse por ali e acidentalmente cruzasse o olhar com eles, seria igualmente constrangedor. Por outro lado, se optasse pelo desvio, teria que escalar a rocha à frente, que parecia bastante íngreme. Ele achou que seria difícil fazer isso com as mãos nuas e sem ferramentas. Voltar pelo caminho antigo e descer seria muito longe.

Jeong Taeui ficou perdido em pensamentos por um momento e observou o caminho à frente. A luz do farol mal chegava ali, e a escuridão se espalhava pelas fendas das pedras. Havia alguns buracos formados pelas ondas. Se ele se agachasse e passasse por esse caminho, talvez conseguisse passar despercebido. Na verdade, naquela escuridão, seria difícil para eles notarem sua presença enquanto estavam imersos no prazer. E, se algo acontecesse… seria como assistir a uma apresentação interessante. Embora provavelmente ele não veria nada com clareza.

Jeong Taeui desceu silenciosamente pela fenda na rocha acima da pedra. Seus dedos dos pés tocaram uma pequena pedra, mas o som foi tão fraco que se perdeu no barulho das ondas. Tudo bem: com aquele ruído, ele não seria notado.

Pensando melhor, mesmo que fosse percebido, ele não era quem deveria se sentir constrangido. Talvez os verdadeiros chocados deveriam ser aqueles que estavam se divertindo às escondidas naquela situação. Ele não estava espreitando de propósito, então por que deveria se preocupar?

Jeong Taeui bateu levemente no peito para se tranquilizar e continuou andando. Então se agachou e passou pela frente da rocha oca. Olhou de relance, não porque quisesse bisbilhotar, mas apenas para se certificar de que não seriam capazes de vê-lo.

Uma luz muito fraca emanava de dentro da rocha. Talvez alguém tivesse levado uma lanterna, mas o brilho não era intenso, apenas iluminava vagamente os contornos.

Havia duas pessoas lá dentro.

Um homem estava sentado encostado na rocha, enquanto outra pessoa estava curvada entre as pernas do outro. A pessoa curvada agarrou o pênis do homem sentado com as duas mãos e lambeu lentamente a cabeça do pênis. Em seguida, continuou a lamber e chupar da base até o escroto, como se estivesse completamente absorto na tarefa. O som úmido ecoava entre as pernas do homem. O homem curvado entre as pernas do outro também parecia excitado, com os quadris e a cintura tremendo incontrolavelmente, como se não conseguisse conter seu desejo. Ocasionalmente, como se não aguentasse mais, sua mão descia até a virilha e ele a esfregava continuamente, deixando-a molhada e brilhante sob a luz fraca. Ao mesmo tempo, gemidos curtos de prazer escapavam de seus lábios.

E à sua frente, o homem sentado contra a rocha olhava para a pessoa que estava absorvida no prazer entre suas pernas. Seu rosto não demonstrava emoção, mas seus olhos estavam cheios de desejo enquanto observava a pessoa servindo-o com dedicação.

Jeong Taeui sentiu um arrepio percorrer seu corpo ao ver aquela expressão. Era uma mistura de choque e repulsa.

O olhar daquele homem era incrivelmente frio. Mas, ao mesmo tempo, era intensamente quente. Ele respondia ao seu desejo sem se importar com a pessoa com quem estava envolvido, mas não era um anseio pela pessoa que realizava o ato entre suas pernas. Ele não tinha interesse naquele ato; estava simplesmente se entregando ao próprio prazer.

E então Jeong Taeui percebeu rapidamente quem era aquela pessoa. O rosto tênue que surgiu na escuridão era impossível de confundir.

Riegrow.

Droga. Por que tinha que ser ele em todo lugar? Era a última pessoa que ele queria encontrar. A essa altura, ele já deveria estar dormindo em seu saco de dormir, e não arrastando alguém para a praia para fazer tais coisas.

Jeong Taeui suspirou. Mas no momento em que percebeu que era Riegrow, seu corpo congelou. Sentiu que, se movesse até mesmo um dedo, seria notado. Ou talvez Riegrow já soubesse que ele estava ali desde o começo.

Jeong Taeui ficou parado, sem se atrever a respirar fundo. Em sua mente, havia apenas um pensamento: como sair dali.

Riegrow ainda estava absorvido em suas ações, então Taeui não sabia se ele estava ciente de sua presença.

Ele olhou para o jovem que devorava e lambia seu pênis entre as pernas como se estivesse possuído, e então, de repente, agarrou o cabelo do jovem. Empurrou com força a cabeça dele em direção à sua virilha.

— Vai mais fundo. Mais forte… Não consegue chupar direito?

Ele segurou delicadamente o queixo do jovem e o balançou. Então estalou a língua, agarrou firmemente a cabeça do jovem e começou a empurrar mais fundo. O jovem arfava, engasgava e não conseguia emitir sons. Quando parecia que ia sufocar com os golpes bruscos de Riegrow, ele se debateu, então Riegrow retirou “aquilo” da boca do jovem e deu um tapa leve em sua bochecha. Embora fosse apenas um tapa leve, o som seco foi bastante alto, fazendo a cabeça do jovem se virar de lado.

— Faça direito. Lamba cada canto e chupe com força. Se fizer bem, vou te foder fundo como você quer. Seu rosto faz parecer que seu buraco coça incontrolavelmente, mas você não demonstra nenhuma sinceridade.

Sua voz soava selvagem e excitada. As palavras saíam entre respirações pesadas, carregadas de desejo ardente. O jovem mergulhou freneticamente de volta entre as pernas dele. Imediatamente, um som úmido e intenso ecoou.

Jeong Taeui sentiu o rosto enrijecer. Uma sensação ardente começou a subir pelo peito, e ele teve dificuldade para respirar.

Não era apenas pelo absurdo de observar secretamente as ações de outra pessoa. Nem porque fazia muito tempo que ele havia satisfeito seus próprios desejos.

Riegrow, aquele homem avassalador, emanava uma energia poderosa, assim como sua presença dominante. Ele era o homem mais poderoso que nenhum outro homem ousaria enfrentar, e de quem todos apenas fugiriam. Qualquer mulher com ao menos um traço de instinto primitivo sentiria vontade de se render a ele.

Não se tratava apenas de atração sexual. Era um aroma masculino avassalador que emanava de cada parte do corpo daquele homem. Qualquer um mordido por seus dentes afiados no pescoço não conseguiria resistir e acabaria se entregando completamente.

O rosto de Jeong Taeui empalideceu. Apenas olhar para a aparência daquele homem já o fazia se sentir ameaçado. Perigoso. Fique longe. Como um intruso no território de um macho mais forte, seus instintos o impulsionavam a sair dali o mais rápido possível. Taeui sentiu um medo sufocante e aversão vindo daquele homem.

Naquele instante, Riegrow, que ainda olhava para o jovem, ergueu lentamente a cabeça. Seus olhos negros como azeviche encararam aquela direção sem hesitar, como se soubesse desde o início que Jeong Taeui estava ali.

Jeong Taeui congelou no lugar e não conseguiu se mover. Era como se estivesse diante de um predador, e só podia encará-lo diretamente.

Da posição de Riegrow, era impossível vê-lo. Não, ou se ouvisse algum ruído, ao menos não conseguiria identificar quem ou o que estava ali. A luz não chegava tão longe.

Riegrow lançou um olhar frio para onde Jeong Taeui estava parado. Então, sem aviso, os cantos da sua boca se ergueram levemente. Parecia um sorriso de escárnio ou talvez uma ameaça, como se dissesse ao fraco que se escondia ali para desaparecer imediatamente.

Os dedos de Jeong Taeui se contraíram. E então, como se saísse de um estado paralisante, seu corpo começou a se mover. Seu coração bombeava sangue furiosamente, pulsando tão forte que doía, como se reconhecesse a ameaça aos seus instintos.

Ele precisava sair. Precisava sair dali agora. Não suportaria mais um segundo daquela atmosfera sufocante. Se saísse silenciosamente naquele momento, talvez aquele predador aterrorizante não o seguisse nem atacasse sua garganta. Se fosse esse o caso, sair dali agora seria a melhor escolha.

Riegrow. Aquele desgraçado. Por que ele nunca se cansa? Rolando o dia todo e patrulhando à noite, por que não se deita e dorme direito? Por que arrastar alguém para essa praia isolada para fazer coisas tão sujas?

Jeong Taeui sentiu a raiva subir junto com a ansiedade vaga que crescia fundo em seu peito.

Embora não conseguisse ver claramente na luz fraca, o jovem que se entregava a Riegrow de repente lhe lembrou Xinlu. Os ombros relativamente pequenos, os membros esguios e os contornos suaves do corpo. Mais do que o corpo em si, era a imagem do jovem que lembrava Xinlu. Um corpo que parecia macio.

Droga. Se você já tem alguém para estar junto, então pare de olhar para Xinlu! Seu pervertido insaciável!

Jeong Taeui cerrou os dentes enquanto xingava por dentro e se afastou em silêncio. Depois de colocar alguma distância entre ele e eles, olhou para trás. Agora, a escuridão havia obscurecido suas figuras, e ele só conseguia ver suas sombras projetadas de forma tênue na rocha.

— Por que minha sorte está tão ruim esses dias…

Jeong Taeui murmurou baixinho e suspirou. Justo quando estava prestes a se virar e ir embora, de repente percebeu uma figura se movendo sobre a grande rocha onde eles se escondiam.

Milk & Ink Scan
Traduzido e revisado por Mandy Ink.
Até o próximo capítulo!

Ler Passion – Novel Yaoi Mangá Online

Jeong Taeui, cujo irmão mais velho é o gênio Jeong Jaeui, é um ex-soldado que se considera uma pessoa comum. Atendendo à recomendação de seu tio, Jeong Chang-in, Jeong Taeui decidiu trabalhar por seis meses na Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (UNHRDO). Mas, ao se envolver com um homem maluco de mãos bonitas, Ilay Riegrow, ele nem imaginava que sua vida começaria a desandar em uma direção totalmente inesperada.
Nome alternativo: Passion - Novel

Gostou de ler Passion – Novel – Capítulo 34?
Então compartilhe o anime hentai com seus amigos para que todos conheçam o nosso trabalho!