Ler O Governador está doente – Capítulo 97 Online


Modo Claro

— Todos estão em posição? — perguntou Xiahou Lian em voz baixa.

Ele curvou o corpo enquanto se agachava no beco escuro. Suas vestes pretas de yesa praticamente se fundiam com a noite, e apenas a lâmina do sabre em forma de pena de ganso em sua cintura refletia um brilho cintilante quando ele se movia inadvertidamente. Atrás dele, duas fileiras de subordinados estavam agachadas junto à parede, cerca de cinquenta deles. Ninguém se movia, pareciam estátuas negras.

— Todos estão em posição. Há trezentas pessoas de prontidão no total — respondeu o eunuco encarregado.

— Ótimo — disse Xiahou Lian.

Vozes vinham junto com o vento noturno, os chamados que subiam e desciam misturando-se aos sons dos vendedores ambulantes. Esta era a Rua Xishi 1; trezentos passos ao norte ficava a área da Cidade Imperial próxima às muralhas, e logo abaixo dela estava a feira de cavalos mais movimentada da capital.

Xiahou Lian puxou seu sabre em forma de pena de ganso, apoiando a espinha da lâmina contra o cotovelo enquanto a estendia. A lâmina brilhante refletia o pórtico do Edifício Chu. Ele tinha telhas de escamas negras, pilares de portão em tom cinza-esbranquiçado, e de cada lado havia uma parede de tela entalhada em tijolo.

Um garçom permanecia sob o arco, recebendo e despedindo pessoas. O dia estava frio e ele usava apenas um casaco curto, mas seu rosto estava quente e avermelhado de tanto correr sem parar.

Ele era o capitão de Xiahou Lian, e um sabre curto estava escondido sob seu casaco curto. Assim que encontrou alguém e se despediu, olhou para Xiahou Lian e assentiu imperceptivelmente.

Se alguém prestasse atenção, descobriria que os transeuntes em frente ao portão do Edifício Chu passaram por ali mais de uma vez. Caminharam até o final da Rua Xishi e depois se viraram, retornando. Os clientes nas barracas de chá, os artesãos nas padarias, os cantores nas ruas e até mesmo as pessoas que se vendiam para pagar as despesas do funeral de seus pais eram todos subordinados disfarçados do Depósito Oriental. Todos estavam tensos, lançando o olhar periférico para o portão do Edifício Chu.

Esta noite, Shen Jue estava originalmente programado para jantar com o Grande Secretário Zhang Zhao no Edifício Chu, mas anteontem, Xiahou Lian recebeu uma nova informação de Tang Shiqi de que assassinos Garan iriam assassinar Shen Jue naquela noite. Agora, as duas pessoas sentadas lá dentro eram substitutas. Eles iriam sair e andar de carruagem às sete e quinze, e assassinos desceriam do céu.

Xiahou Lian acariciou o punho gelado de seu sabre e lentamente ajustou a respiração. Sentia o coração bater cada vez mais rápido em seu peito e o sangue em suas veias ferver aos poucos. Ele sabia que poderia encontrar o Garuda, seu sucessor e o atual assassino mais forte de Garan.

— Senhor, o governador ordenou que você não pode lutar pessoalmente — lembrou o eunuco encarregado em voz baixa. — Os assassinos de Garan são como tigres e lobos, e se algo lhe acontecer, será difícil para mim e os outros explicarmos.

— Não importa, temos muita gente, não tenha medo — disse Xiahou Lian.

— Mas… — o eunuco ainda queria persuadi-lo.

De repente, vozes surgiram no Edifício Chu; Shen Jue e Zhang Zhao haviam saído. O eunuco encarregado parou de falar, e todos prenderam a respiração em concentração, fitando fixamente o portão do Edifício Chu.

“Shen Jue” e “Zhang Zhao” mantinham a modéstia habitual, discutindo quem deveria entrar primeiro na carruagem. Guardas do Depósito os cercavam, suas mãos direitas apertando com força os punhos dos sabres, revelando sua tensão. Xiahou Lian franziu levemente a testa. Eles não deveriam estar tão nervosos, pois como os assassinos eram sensíveis, poderiam ser facilmente descobertos desse jeito.

Ouviram-se sons de rodas rangendo contra o chão à distância, acompanhados pelo trote dos cascos dos cavalos. Xiahou Lian ficou surpreso e esticou a cabeça para olhar. Uma carruagem puxada por quatro cavalos se aproximava, sacolejando desde o fim da Rua Xishi. Os lados eram entalhados, franjas pendiam do teto, e uma lanterna de tempestade erguida na trave iluminava o cocheiro que a conduzia. Suas faces eram de um amarelo-escuro, como papel amassado e rígido.

— De quem diabos é essa carruagem? — Xiahou Lian franziu o cenho com força.

— São quatro cavalos, então pertence a um rei vassalo.

— Há algum jeito de pará-la? Os assassinos vão chegar em breve, e a carruagem vai atrapalhar aqui.

— Não podemos pará-la, senhor, pertence a um rei vassalo — respondeu o eunuco encarregado.

Xiahou Lian praguejou baixinho e disse:

— Quem liga para quem pertence? Envie homens até lá, diga apenas que o governador está aqui e que nem mesmo o imperador pode passar.

Fazer isso, de fato, não era bom para a reputação de Shen Jue, mas não havia outra escolha. O eunuco encarregado concordou e estava prestes a sair. A lua então emergiu das nuvens escuras, clareando um pouco o céu sombrio, e a luz fria desceu sobre eles. No instante em que o cocheiro ergueu a mão para brandir o chicote, um lampejo extremamente fino, metálico e gélido brilhou, cortando diante das pálpebras de Xiahou Lian como uma adaga.

Havia um sabre escondido na manga!

Xiahou Lian ficou horrorizado e rugiu em alta voz:

— Parem a carruagem!

Todos puxaram seus sabres das bainhas; os brilhos das lâminas se entrelaçaram em um vasto clarão, tornando a noite subitamente iluminada por um instante.

O cocheiro, de repente, estalou o chicote, e os cavalos relincharam alto ao mesmo tempo, puxando a carruagem como se estivessem enlouquecidos. Xiahou Lian empurrou o eunuco encarregado para longe e correu para fora do beco, cortando a rédea da carruagem de Shen Jue e montando no cavalo. Os guardas do Depósito vieram logo atrás e também subiram em seus cavalos para perseguir.

Enquanto o vento frio golpeava seu rosto, os sons dos cascos soavam como tambores, e Xiahou Lian ouvia sua própria respiração acelerada. A carruagem avançava veloz, as rodas girando descontroladamente. O compartimento tremia sem parar, emitindo sons metálicos, como se fosse desmoronar a qualquer instante. Xiahou Lian foi se aproximando lentamente da parte traseira da carruagem, e os flocos de neve levantados pelas rodas quase atingiam seu rosto.

À frente, estava o fim da Rua Xishi, também a fronteira onde os guardas do Depósito estavam emboscados. Ele definitivamente não podia permitir que a carruagem ultrapassasse aquele limite.

Xiahou Lian esporeou o cavalo e alcançou a lateral da carruagem. Atrás dele, os guardas do Depósito dispararam flechas curtas; os virotes de besta, presos a correntes finas, assobiavam cortantes, cravando-se na parede da carruagem. No instante em que penetraram, as pontas das flechas que atravessaram a madeira se abriram, estendendo ganchos como as garras afiadas de uma besta, agarrando-se firmemente ao interior da parede.

— Puxem! — ordenou Xiahou Lian.

Todos os guardas do Depósito puxaram as rédeas ao mesmo tempo, e as correntes se esticaram de repente. As paredes em três lados da carruagem desmoronaram, pedaços de madeira voando pelo ar. Incontáveis flechas dispararam de dentro da carruagem, densas como um enxame saindo de uma colmeia. Xiahou Lian rapidamente se abaixou, desviando das flechas afiadas. Alguns guardas foram derrubados de seus cavalos, mas muitos outros passaram pelos companheiros caídos e continuaram a perseguição. Vistos de longe, pareciam uma carruagem destroçada arrastando uma maré sombria turbulenta, avançando pela Rua Xishi.

Os cavalos dos guardas do Depósito alcançaram a carruagem, e mais ganchos foram disparados. Incontáveis ganchos atingiram os corpos dos assassinos sobre a carruagem, arrastando-os pelo ar. Os assassinos urravam enquanto eram puxados contra o chão, deixando longas marcas de sangue na neve. A vermelhidão não podia ser vista claramente na escuridão da noite, de modo que o sangue parecia riscos sombrios de tinta, como traços rabiscados por pincéis gastos sobre a neve.

Muitas cabeças surgiram dos telhados em ambos os lados da rua: eram cavaleiros do Depósito Oriental, emboscados ao redor. Todos encaixaram flechas em seus arcos, a lua gélida se condensando sobre as pontas, faiscando em brilho cortante. O oficial à frente deu a ordem, e uma chuva de flechas encheu o céu com assobios lancinantes. Os uivos do ar sendo dilacerado se empilharam uns sobre os outros, como lamentos de fantasmas furiosos, tão agudos que pareciam perfurar a cabeça.

Contudo, um assassino disparou uma besta de mão no último instante, atingindo os guardas ao lado da carruagem e, com uma habilidade de salto surpreendente, lançou-se na noite como uma coruja, agarrando um cavalo e montando-o. Outros três assassinos, junto com o cocheiro, cortaram as rédeas e saltaram também sobre os cavalos.

Ele era o capitão de Xiahou Lian, e um sabre curto estava escondido sob seu casaco curto. Assim que encontrou alguém e se despediu, olhou para Xiahou Lian e assentiu imperceptivelmente.

Se alguém prestasse atenção, descobriria que os transeuntes em frente ao portão do Edifício Chu passaram por ali mais de uma vez. Caminharam até o final da Rua Xishi e depois se viraram, retornando. Os clientes nas barracas de chá, os artesãos nas padarias, os cantores nas ruas e até mesmo as pessoas que se vendiam para pagar as despesas do funeral de seus pais eram todos subordinados disfarçados do Depósito Oriental. Todos estavam tensos, lançando o olhar periférico para o portão do Edifício Chu.

Esta noite, Shen Jue estava originalmente programado para jantar com o Grande Secretário Zhang Zhao no Edifício Chu, mas anteontem, Xiahou Lian recebeu uma nova informação de Tang Shiqi de que assassinos Garan iriam assassinar Shen Jue naquela noite. Agora, as duas pessoas sentadas lá dentro eram substitutas. Eles iriam sair e andar de carruagem às sete e quinze, e assassinos desceriam do céu.

As flechas erraram o alvo, todas cravando-se na estrutura inferior da carruagem. A base quebrada bloqueou tortuosamente o caminho dos guardas do Depósito, mas Xiahou Lian saltou com seu cavalo, voando sobre os destroços da carruagem e continuando a perseguição.

— Senhor, eles escaparam do perímetro da emboscada!

Já tendo saído da Rua Xishi [1], os assassinos fugiam noite adentro. Xiahou Lian olhou para trás para ver quantos guardas restavam; havia cerca de trinta homens, e mais guardas vinham alcançando por trás. Xiahou Lian decidiu prontamente:

— Continuem a perseguição! Sigam o caminho que os assassinos fizerem e tenham cuidado com os Fios de Mecanismo Líder!

Os guardas do Depósito gritaram aos cavalos em uníssono para correr. Virotes de besta disparavam sem parar, e assassinos caíam de seus cavalos continuamente. Imediatamente, os guardas que vinham atrás avançavam para capturá-los, mas, ao alcançá-los, descobriam que os assassinos já haviam cometido suicídio. Restavam cada vez menos, e ao final, apenas três ainda cavalgavam pela noite.

— Apenas esses são os verdadeiros assassinos de Garan, os outros eram todos espiões — ordenou Xiahou Lian com severidade. — Persigam-nos!

A lua foi pouco a pouco encoberta por nuvens escuras, e as ruas ficaram assustadoramente sombrias, repletas de sombras densas por toda parte, como se escondessem inúmeros perigos. O som dos cascos dos cavalos dos assassinos ecoava à distância, ritmado, como tambores vindos do subsolo, batendo como se golpeassem diretamente o coração.

Os assassinos desapareceram na esquina, e Xiahou Lian esporeou seu cavalo para alcançá-los, apenas conseguindo ver as pontas das roupas dos inimigos desaparecerem no beco, como restos de asas de mariposa.

— Acendam as tochas! Sabres na frente, homens atrás! — gritou Xiahou Lian.

Tochas se acenderam uma após a outra. Xiahou Lian pegou uma delas, desmontou do cavalo e entrou no beco estreito. As sombras eram densas, e o rosto de cada homem brilhava em dourado sob a luz das chamas, fazendo-os parecer estátuas de Buda em um templo. Os assassinos corriam pelo beco, e eles os perseguiam implacavelmente. O espaço era tão estreito que só permitia a passagem de duas pessoas lado a lado. Ao longo das paredes, estavam empilhados penicos virados de cabeça para baixo, espalhando no ar um cheiro forte de urina. O barulho constante de penicos sendo derrubados ecoava em estalos metálicos, misturando-se ao som dos passos.

Os assassinos se separaram, e os guardas do Depósito também se dividiram. Os becos se ramificavam como uma teia de aranha, e tanto os fugitivos quanto os perseguidores se espalhavam por eles como mercúrio derramado, deslizando pelos corredores.

Xiahou Lian estava na dianteira, e a distância entre ele e o assassino era de praticamente apenas alguns passos. Parecia que, se estendesse a tocha, poderia tocar a ponta das roupas do inimigo, mas sempre lhe faltava um pouco. Ele levou a mão às flechas, apenas para descobrir que já havia usado todas. Rangeu os dentes e continuou a perseguição.

As esquinas se sobrepunham em camadas, e a sombra do assassino tremeluzia, ora turva, ora nítida, como um fantasma que de repente parecia distante e logo depois próximo.

Algo estava errado! Um lampejo atravessou sua mente como relâmpago e faísca, e Xiahou Lian parou abruptamente.

Não estava certo! Os becos eram o melhor lugar para instalar os Fios de Mecanismo Líder, então por que não havia visto sequer um até agora, mesmo depois de correr tanto? Além disso, Garan deveria ter reforços, e os assassinos já vinham correndo há bastante tempo… então por que nenhum deles havia aparecido para ajudá-los?

Aqueles assassinos não pareciam estar assassinando, mas sim atraindo-os para algum lugar! Xiahou Lian não hesitou e imediatamente parou de perseguir, virando-se para recuar. Só então descobriu que o lugar atrás dele estava vazio, sem ninguém. Ele havia corrido rápido demais e nem percebeu que ninguém o havia alcançado. A tocha iluminava uma área de um centímetro quadrado, e a escuridão pairava sobre seus ombros. Estava escuro no limite de seu campo de visão, então cada passo parecia penetrar profundamente em território inimigo. Ele sentiu sua respiração sufocada, como se um arco de ferro estivesse engasgando em sua garganta.

De repente, sentiu-se um pouco estranho; antes, ele era aquele que se escondia na escuridão e espiava sua presa, mas agora era a presa.

De repente, um assobio agudo soou atrás dele, como a língua de uma víbora se projetando, mostrando suas presas!

Xiahou Lian inconscientemente ergueu sua tocha e a bloqueou. A flecha curta atravessou a tocha, e a força imensa arrancou-a da mão de Xiahou Lian, jogando-a na neve. A luz vermelha do fogo saltou por um instante como um udumbara [2] e então se apagou, deixando para trás apenas um eco crepitante. O mundo escureceu instantaneamente, e a escuridão pesada se lançou de todas as direções, envolvendo-o em camadas. Havia silêncio nos becos, e eu ouvia sua própria respiração e batimentos cardíacos.

Xiahou Lian concentrou seu conhecimento e deu alguns passos à frente.

Escuridão. Silêncio.

Suas botas pretas de montaria rangiam enquanto ele pisava na neve. O perigo vinha de todas as direções, e ele parecia sentir o olhar gélido daquele assassino escondido na escuridão, perfurando sua espinha como uma longa agulha.

Quem era seu oponente? O Garuda? Ou o Kinnara?

Seu coração estava inquieto, como se algo estivesse pronto para saltar da escuridão. Não, eu preciso me acalmar, me acalmar, disse a si mesmo. Respirou fundo e parou de andar. Segurou o sabre com as duas mãos e agachou-se ligeiramente. Fechou os olhos e parou de olhar, sua visão mergulhando em uma escuridão ainda mais profunda. O vento noturno soprava por suas orelhas, roçando seus cabelos e deslizando por suas bochechas friamente. Ele manteve a posição inicial de desembainhar o sabre, e todo o seu corpo estava tão rígido quanto uma estátua de pedra.

Há muito tempo, quando estudava as técnicas de sabre de centenas de clãs, ele praticou um tipo de sabre chamado Sabre Cego. O aprendiz tinha que cobrir os olhos e permanecer na floresta de verão, ouvindo o chilrear de milhares de cigarras. O treinador jogava uma agulha na frente deles, e eles tinham que distinguir o som da agulha cortando o ar em meio ao chilrear avassalador das cigarras, e então brandir o sabre para baixo. Às vezes, a audição era ainda mais confiável do que a visão; quando um sabre estava fora do campo de visão, apenas o som podia revelar onde o sabre estava.

Não havia mais o canto das cigarras, apenas silêncio. O vento noturno lhe diria em que direção o inimigo estava.

Passos desordenados soaram a uma distância muito grande; eram os guardas do depósito correndo. O vento agitava os bambus próximos à muralha, fazendo-os farfalhar. Um pequeno camundongo saiu do esgoto, guinchando enquanto se enterrava em um tronco no chão e depois saía. Os sons da guarda noturna vinham da rua, do lado de fora do beco, batendo três vezes, e depois mais três.

O vento soprava em seus ouvidos, e tudo estava silencioso como um trovão.

De repente, em algum lugar, uma fenda apareceu, como um raio rasgando a escuridão. Xiahou Lian abriu os olhos!

O fantasma estava atrás dele!

Dois sabres colidiram na escuridão com um estrondo, e o atrito entre as lâminas criou faíscas fugazes, como fogos de artifício florescendo na noite escura. Com o brilho das faíscas, ele viu a máscara de porcelana branca que fluía com uma luz gélida, bem como o par de olhos indiferentes por trás da máscara.

No instante em que os dois sabres colidiram, eles se separaram, e os dois se encararam silenciosamente na escuridão fria e sombria, como se estivessem separados por ferro.

As mãos de Xiahou Lian ficaram dormentes com o choque do golpe naquele momento. Aquele golpe fora tão rápido quanto um dragão e uma cobra saindo de sua caverna. Somente um mestre extremamente forte poderia ter essa velocidade, e ele não precisava perguntar para saber o nome do assassino.

——O Garuda.

Notas do Tradutor:

[1]: Já tendo saído da Rua Xishi: Rua da cidade Oeste.

[2]: A luz vermelha do fogo saltou por um instante como um udumbara: Refere-se á arvore, flor e fruto da ficus recemosa no budismo. Diz-se que a flor floresce apenas uma vez a cada 3000 anos.

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O mundo não esperava que o Yama de uma montanha de cadáveres e líder dos ociosos, Xiahou Lian, fosse reduzido ao posto mais baixo de subordinado no Depósito Oriental. Ele tinha um salário mensal de dois taéis, que não era nem o suficiente para o aluguel.
Como um rebelde no mundo das artes marciais e o criminoso mais procurado do Depósito Oriental, Xiahou Lian não esperava que o delicado jovem mestre que ele conhecera em sua infância se tornasse, na verdade, o poderoso e arrogante governador do Depósito Oriental.
Quanto a esse governador, havia um raio de luar branco em seu coração, a memória de alguém que ele cobiçara por muito tempo, mas que estava fora de seu alcance.
“Eu me tornarei um fantasma para você, e você se tornará um Buda para mim.”
Nome alternativo: The Governor Is Sick, The Governor Is Ill, Du Zhu You Bing, Theres Something Wrong With The Governor

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