Ler My Perfect Omega (Novel) – Capítulo 5.8 Online

ꕥ Capítulo 5.8 – Identificação de Amigo ou Inimigo
↫─⚝─↬
— Então, este pequeno é a criação conjunta sua e do Hugh?
Quando Frank se ofereceu para deixá-lo segurar o bebê, Nick inicialmente recusou. Então, olhando novamente, pensou que poderia ser bom praticar segurar um bebê.
— Como é a sensação?
Depois de examinar as feições do bebê, Nick perguntou a Frank quais eram suas impressões.
Frank, que devolvera o bebê a Nick e levantara calmamente sua xícara de café, ofereceu um sorriso primeiro.
— É como… ganhar um presente muito caro e legal de graça?
— Hmm.
Ele meio que entendeu, meio que não.
— Mas por que você está aqui? Hugh voltará assim que a operação terminar. Está tudo bem viajar com uma criança tão pequena?
— Ele não é tão pequeno assim.
— Sério?
Nick ergueu o bebê e o colocou em sua perna. Ele nunca tinha visto uma criança pequena antes, então não tinha noção do quão grande ou pequena esta era.
Bem, eles devem tê-lo colocado no avião porque ele era capaz de voar.
Chegando a uma conclusão simples, Nick devolveu o bebê a Frank.
— Vim para mostrar a cidade a ele. Se ele ficar apenas lá, o que acontecerá se tudo o que ele fizer mais tarde for atirar com armas ou pescar bagres?
Nick fez uma expressão estupefata.
— Não faça essa cara, Chefe. Você vai criar seu filho como um membro da classe alta de Nova York.
À menção de “seu filho”, a expressão de Nick suavizou-se novamente, tolamente.
— Meu filho aprenderá a atirar também.
Nesse momento, Hugh saiu segurando uma seleção de pães. Frank rapidamente entregou o bebê a Hugh e avançou para o pão perfumado, mas Nick apenas inclinou sua xícara de café.
Ele queria correr direto para casa, mas desistira e viera para cá depois de ouvir que Frank havia chegado.
Ele confiara a Frank uma missão de transporte que ele mesmo deveria ter cuidado. Não era particularmente perigosa, mas ele passara o trabalho adiante, então tinha que pelo menos cumprimentá-lo pessoalmente.
Ele pousou a xícara de café e olhou para o relógio de pulso. Ele poderia, quem sabe, conseguir encontrar Owen a caminho do trabalho. Ou poderia perdê-lo.
— Apenas vá, Chefe. Você está sendo ridículo.
Frank, um pouco mais rápido que Hugh, percebeu a impaciência de Nick primeiro.
— Por quê? O que há de errado? — Hugh finalmente desviou o olhar de seu prato.
— Ele está praticamente balançando a perna, querendo ir para casa.
Ele não estava balançando a perna, mas não ia recusar. Nick levantou-se imediatamente.
— Obrigado. Façam um upgrade para uma suíte familiar e fiquem o tempo que quiserem. Mostre a cidade ao pequeno.
— Até mais, Capitão. Mas este pão é realmente macio? O que você fez com ele? A manteiga também é deliciosa.
— Oh… sério, manteiga é apenas manteiga. É por isso que dizem que soldados têm o paladar de ratos de esgoto!
— Não somos soldados, então não importa.
Como sempre, Hugh e Frank pareciam se dar bem.
❊
A casa estava silenciosa depois que ele desarmou o sistema de segurança e entrou.
Nick tirou o paletó e o jogou casualmente sobre o corrimão. Ele subiu as escadas lentamente com uma centelha de esperança, mas o segundo andar estava vazio.
Ele queria rastejar para uma cama quente, mas o diligente Owen não se permitia tal preguiça.
Ao subir mais, começou a ouvir sons. O zumbido baixo de uma máquina. E passos leves.
Pernas longas e bem formadas moviam-se levemente na esteira. Seu cabelo flutuara exatamente assim na primeira vez que Nick o viu no píer.
Os ombros de Owen estavam relaxados e sua cabeça mantinha-se firme na posição correta. Apenas seu cabelo umedecido pelo suor balançava, mantendo a curva elegante de seu pescoço. Até a forma de correr de Owen era graciosa.
Nick encostou-se no batente da porta da academia.
Ele desejava que Owen usasse roupas mais justas. Mais curtas e mais ajustadas.
Infelizmente, o refinado Owen não usava roupas reveladoras, mesmo ao se exercitar. A única pele visível era a nuca de seu pescoço branco, exposta acima das roupas de treino sem graça. Uma gota de suor escorreu por seu pescoço úmido e desapareceu sob sua camisa. Nick engoliu em seco.
A frente de suas calças começou a ficar desconfortável. Ele devia estar liberando alguns feromônios excitados. Ele não pretendia ocultar sua presença, então não os regulou.
Owen, que estava correndo diligentemente, olhando para frente, diminuiu a velocidade. Ele virou a cabeça, com uma expressão incerta, como se confirmasse o aroma que captara.
— Nick?
Um sorriso acolhedor floresceu instantaneamente em seu rosto. Owen chamou seu nome, com a respiração falha.
Nick caminhou para frente, parou a esteira e ergueu Owen em seus braços. O aroma de Owen, denso de transpiração, flutuou em sua direção.
— Nick!
O sorriso de boas-vindas de Owen transformou-se em um rubor de constrangimento.
Nick havia enterrado o rosto no pescoço de Owen. Ele lambeu o suor que escorria pela pele de Owen.
— Nick… você não vai nem dizer olá?
— Voltei. Você estava bem?
— Sim… é uma saudação muito rígida e sem alma, mas eu estava bem.
Mesmo dizendo isso, Owen sorriu.
— Nick, espere. Eu estava suando muito agora pouco.
Quando Nick não parou o que estava fazendo, Owen tentou virar a cabeça para evitá-lo. Foi inútil, no entanto, pois Nick seguiu cada movimento seu.
— Eu sei. Você está tentando se livrar rapidamente do cheiro antes que qualquer outra pessoa o sinta. Então coopere, Owen.
— … Vamos tomar banho juntos, então.
Finalmente, Nick levantou o rosto do pescoço de Owen e olhou para ele.
— Na verdade, a viagem não foi boa.
— …? — Uma expressão de confusão cruzou o rosto de Owen.
— Acho que sentirei que tive uma boa viagem se puder sentir seu cheiro um pouco mais. Vamos descer daqui a pouco, Owen. Eu vou te lavar. Por enquanto, preciso sentir seu cheiro por mais um tempo.
Ele puxou Owen para seus braços e caíram no sofá.
Rigorosamente falando, não era um sofá, mas um banco comprido sem encosto. O assento longo, às vezes chamado de banco de sofá, era estofado em couro escuro para combinar com a academia. Tinha almofadas grossas, então não teria machucado Owen, embora Nick o tivesse deitado com certa força.
Nick estendeu a mão sob a cintura de Owen e puxou seu top de treino pouco atraente, jogando-o no chão.
Ele virou Owen de bruços e traçou o suor em suas costas com a língua.
— Ah…!
Owen fez um som delicioso quando Nick mordiscou o lóbulo de sua orelha.
Espelhos estavam colocados por toda a academia para que as pessoas pudessem verificar sua forma. O rosto de Owen estava refletido no espelho à frente deles. Seu rosto, parcialmente obscurecido pelo cabelo umedecido pelo suor, exibia uma expressão de prazer. Ainda havia um toque de constrangimento, mas os traços de excitação eram mais fortes.
Nick soltou o lóbulo da orelha de Owen e desviou o olhar do espelho. Ele lambeu lentamente o caminho pelas costas de Owen. As costas delgadas de Owen tremiam intermitentemente. Nick segurou as calças de treino de Owen e as puxou para baixo.
— Nick, por favor. Está muito claro aqui. Há muitas janelas…
— Você sabe que eles não podem ver para dentro.
Havia muitas janelas, mas eram insuficientes, impedindo que qualquer pessoa visse o interior.
Nick subiu novamente e bebeu as gotas de suor restantes presas no cabelo úmido de Owen. Ele deixou um rastro de beijos pelo pescoço de Owen. Enquanto o beijava, ele acariciou suavemente a lateral de Owen, subindo para acariciar seu peito. Um gemido escapou dos lábios de Owen quando Nick estimulou seus mamilos.
Ainda envergonhado, a mão de Owen cobriu a de Nick, entrelaçando seus dedos. Nick deixou uma mão capturada ali para tranquilizar Owen e continuou lambendo as gotas de suor restantes, descendo mais.
Ele fez uma pausa, seus lábios descansando na base das costas de Owen, logo acima do cóccix. Olhando para o reflexo de Owen no espelho, Nick viu seu rosto corado de excitação. Uma tensão sutil misturava-se com a empolgação, a agradável antecipação do que estava por vir.
Um breve sorriso surgiu no rosto de Nick. Owen ficaria um pouco surpreso.
— Nick!!
Um grito de surpresa assustada ecoou pela sala, e Nick sentiu o aperto de Owen apertar em sua mão. Com a mão livre, Nick envolveu o braço na cintura de Owen e pressionou o rosto entre as nádegas de Owen. Owen rapidamente ficou úmido.
Ele não conseguia descrever o quanto quisera lamber ali. Ele sabia o que era rimming. Ele tivera parceiros que queriam isso, mas Nick preferiria ter saído de carro para comprar lubrificante do que fazer aquilo. Lamber entre as nádegas de alguém não parecia que pudesse ser um ato prazeroso para alguém com sentidos tão aguçados quanto os dele. Por isso, ele não o fizera.
Mas, precisamente por causa de seus sentidos sensíveis, ele estava intensamente curioso sobre o espaço entre as nádegas de Owen. Nick segurou firmemente as nádegas flexíveis de Owen com as duas mãos e as afastou.
— Nick…! Espere!! Vamos nos lavar. Depois que nos lavarmos!
Lavar o aroma derrotaria o propósito. Nick queria sentir o aroma primordial. O aroma único e natural de Owen, antes de ser mascarado pelas fragrâncias artificiais dos produtos corporais.
Nick enterrou o nariz mais fundo entre as nádegas brilhantes de Owen.
Ele ouviu seu nome ser chamado, como um grito, vindo de algum lugar distante, mas não registrou nada. O aroma de Owen estava sobrecarregando seus sentidos. O pau de Nick inchou dolorosamente dentro de suas calças ainda fechadas. Ele estava tão excitado que pensou que poderia se desonrar dando um knot ali mesmo, por conta própria.
Nick soltou um som gutural enquanto se pressionava contra Owen. Ele afastou a entrada de Owen com os dedos e inseriu a língua o mais fundo que ela podia ir.
Ele poderia ficar assim, enterrando a língua, inalando apenas Owen, e viver. Seu nariz estava pressionado firmemente contra o períneo de Owen, mas Nick não se importava. Ele inalou profundamente.
Se seguisse seus instintos, ele abriria a fivela de suas calças e empurraria seu pau inchado dentro de Owen. Ou pelo menos se aliviaria com a mão. Mas, em vez de aumentar suas próprias sensações, a mão de Nick encontrou o pau de Owen, já vazando precum em resposta às carícias de Nick.
— Hngh!
Um jorro quente irrompeu da ponta do pênis de Owen, intensificando o aroma. Ele precisava provar aquilo também, mas não havia percebido até este momento que ter apenas uma boca podia ser tão frustrante.
Nick inclinou a cabeça, procurando um ângulo para empurrar a língua mais fundo. Ele esfregou o nariz contra Owen e lambeu o lubrificante natural que fluia ao longo de suas paredes internas.
Ele não percebeu os dedos de Owen cravando-se no sofá de couro.
Ele confundiu os tremores convulsivos das paredes internas de Owen com um abraço acolhedor para sua língua, mas Owen já estava tendo seu segundo orgasmo. O aroma de Owen, misturado com seu sêmen, derramou-se no sofá.
Se seu cérebro fosse uma placa de circuito, ele teria sentido cheiro de queimado. Ele pensou que seu pênis, ainda comprimido por suas calças com zíper, estava fervendo, e então o interior de suas calças pareceu quente, e então úmido…?
— Nick, pare… por favor, pare!
Ele levantou o rosto, tentando compreender essa umidade quente, e então começou a ouvir os apelos de Owen.
— …
Nick levantou completamente a cabeça de entre as nádegas de Owen e sentou-se.
Ele baixou lentamente a cabeça para olhar para a frente de suas calças. A fivela ainda estava firmemente fechada. A mancha não era muito perceptível, graças às propriedades do jeans.
Mas estava definitivamente… molhado.
No espelho à sua frente, ele se viu, com o rosto manchado pelos fluidos de Owen, exibindo uma expressão de total perplexidade. Nick passou a mão pelo cabelo. Isso não tinha acontecido nem mesmo quando ele era adolescente.
— Owen…! Se você soubesse o que fez comigo…
Mas sua exclamação de admiração morreu em sua garganta.
Owen, com o corpo nu corado de excitação, empurrou Nick. Exibindo uma expressão que Nick nunca vira antes, Owen olhou para ele com ferocidade e saiu graciosamente do sofá. Seu corpo branco e nu, brilhando entre as coxas tanto quanto o rosto de Nick, afastou-se rapidamente.
Por que Owen o olhara com aquela expressão de mágoa, quase lacrimosa…?
Ele parecia até um pouco… ressentido.
Nick levantou-se lentamente, sua postura desajeitada. Ele não precisava verificar; tinha cem por cento de certeza.
Ele era quem queria chorar. Seu alfa interior fora irrevogavelmente ferido. Owen, que o levara a esse estado sem sequer tocá-lo, não deveria estar se vangloriando de orgulho por seu próprio fascínio?
— Ha…!
Ele olhou para baixo novamente para confirmar. Era inegável. Ele ficara excitado e gozara sozinho, sem que Owen sequer pusesse um dedo, ou mesmo um olhar, sobre ele.
Um segredo obscuro, um que ele levaria para o túmulo, havia nascido. Ele precisava fazer Owen prometer nunca revelar isso, nem mesmo quando seu neto, quanto mais seu filho, nascesse. Mas, a julgar pelo olhar que Owen acabara de lhe dar, isso parecia altamente improvável no momento.
❊
— Owen, você ainda está bravo?
Nick colocou cuidadosamente uma xícara de café na frente de Owen, avaliando seu humor.
Nick tomara banho no terceiro andar. Coletar os restos estilhaçados de seu orgulho levara mais tempo do que ele imaginara, e ele perdera a chance de seguir Owen escada abaixo. Ele usara o banheiro do quarto de hóspedes, aquele que lhe fora mostrado quando chegou pela primeira vez à Mansão Rose, pela primeira vez esta manhã, e seria a última. Tinha que ser a última.
— Se eu soubesse que você não gostou, eu teria parado. Acho que interpretei mal sua reação. Sinto muito.
Owen também estivera excitado. Mas o fato de ele ter fugido assim que Nick o soltara sugeria que houvera um elemento de que ele não gostara. Ou talvez estivesse envergonhado demais para continuar.
— Eu não desgostei.
Um suspiro de alívio escapou dos lábios de Nick. Felizmente, Owen não estava tão bravo a ponto de nem falar com ele.
— Não… eu desgostei, mas…
Nick ficou tenso novamente.
— Sinto muito. Não farei isso de novo.
— Suspiro…
Owen soltou um longo suspiro, diferente dele, e então cobriu a testa com a mão. Suas bochechas pareciam levemente coradas.
— Isso é… porque você não parecia estar me ouvindo… e o que você fez…
Ah. Essa era claramente a cor da timidez.
Nick queria rir, mas mordeu o interior da bochecha. Se risse agora, poderia não escapar apenas usando o banheiro do terceiro andar. Isso seria frio e solitário demais.
— Foi bom. — Owen finalmente confessou seus verdadeiros sentimentos.
— Isso é um alívio. — Nick soltou outro suspiro de alívio.
— Mas não vamos fazer isso de novo por um tempo.
— …! Mas Owen, você disse que gostou? Ou se você me disser qual parte o deixou desconfortável, eu tentarei consertar na próxima vez. Ah, se você não gostou de fazer em um lugar iluminado, podemos apagar as luzes na próxima vez.
— Nick… por favor. Estamos à mesa do café da manhã. — Owen sussurrou como se estivessem em um lugar público.
— Entendido. Conversamos mais tarde.
Parecia que este tópico precisava ser deixado de lado por enquanto.
— A propósito, Owen, eu poderia fazer um check-up com o Dr. O’Reilly? Há algo que eu gostaria de verificar.
— Oh…!
— Não há nada de errado comigo, então não faça essa cara. Não conheço nenhum médico em Nova York e, como ele é seu médico, pensei em conhecê-lo.
— Claro. Vou marcar uma consulta para você. Ah… não seria melhor encaminhá-lo para um centro alfa? O Dr. O’Reilly é um ômega.
— Por favor, não se incomode. É apenas um check-up básico. Espere um minuto, vamos juntos. Vou apenas pegar minhas roupas e descer.
Nick levantou-se, garantindo que Owen não pudesse enviá-lo para nenhum outro lugar.
❊
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna
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Sinopse: — Quero te abraçar como um louco, meu ômega.
Pela primeira vez na vida, Nick Stockton, ex-mercenário e chefe de uma empresa de segurança, encontra um homem deslumbrante e involuntariamente sente um feromônio que o excita intensamente.
O dono daquele feromônio é Owen Rose, CEO da Rose Pharmaceuticals.
No momento em que seus olhos se cruzam, Nick, convencido de que Owen é seu ômega, salva Owen de um ataque terrorista bem a tempo.
Owen, que sempre se reprimiu, acreditando ser um ômega “monstro” por ter machucado seu primo alfa quando jovem, fica sem palavras diante de Nick.
Enquanto investiga o terrorista que atacou Owen, Nick descobre que os homens que ameaçam Owen não estão apenas contra a Rose Pharmaceuticals, mas têm como alvo o próprio Owen.