Ler Hit Me Hard!! (Novel) – Capítulo 34 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 34

— …Eu não consigo sair se não for por você, hyung.
— Eu imaginei. Até a primeira vez que você saiu, foi para comer comigo. Originalmente, ir e voltar da casa da sua família algumas poucas vezes era tudo, certo?
— Sim…
Cha Gyuwon respondeu melancolicamente.
— Devo parecer patético para você.
— Por quê? Quem disse que você é patético? Quem? Você quer que o hyung dê uma bronca neles por você?
Ko Woonha soltou uma risadinha baixa. Cha Gyuwon encarou Ko Woonha fixamente com um rosto atordoado. Por causa das mãos do outro, os óculos que ele estava usando ficaram tortos. Mesmo sabendo que parecia um bobo, ele não se importou. Ele sentiu um desejo competitivo de parecer descolado na frente de Ko Woonha e um sentimento agradável de derrota onde já não importava mais como ele aparentava, ambos ao mesmo tempo.
— Mas eu não consigo dar uma bronca neles de um jeito descolado… Eu não uso violência.
Ko Woonha cobriu a boca com as costas da mão e bocejou. Até isso parecia incrivelmente fofo aos olhos de Cha Gyuwon. As vendas do amor que cobriam seus olhos estavam no nível de um monstro geneticamente modificado, ao ponto de que teriam que ser aplainadas com uma ferramenta de carpinteiro para serem removidas.
— Em vez disso, eu não sinto dor muito bem, então vou apanhar por você como hoje e arruinar a vida deles.
— Não. Por favor, não apanhe. Se o hyung apanhar…
— Se você vai dizer que dói mais em você, está tudo bem, então que tal irmos embora agora?
Ko Woonha cortou as palavras de Cha Gyuwon de forma decisiva com uma voz suave. Talvez por fazer muito tempo que não encontrava muitas pessoas, Cha Gyuwon ocasionalmente dizia coisas cafonas que traziam a mente de volta à realidade de um estalo.
Cha Gyuwon, que escutava muito bem as palavras de Ko Woonha, puxou a cabeça para trás. No processo, seus óculos ficaram na mão de Ko Woonha, mas fiel à sua palavra de que os tiraria ao dirigir, ele não os procurou novamente.
— …Ainda assim, use isso em dias como hoje. Violência.
Cha Gyuwon finalmente falou após um longo silêncio.
— Senhor Gyuwon.
Ko Woonha chamou com seus olhos cansados fechados.
— Estou perguntando por que presumi que você veio após ouvir a situação completa, mas honestamente, quando ouviu pela primeira vez que eu estava na delegacia, você pensou que eu tinha ido parar lá depois de curtir com algum cara de novo, não foi?
— Como?
— Tudo bem. Todo mundo pensaria dessa forma.
— Não, realmente não foi isso.
Cha Gyuwon negou, parecendo muito desconcertado.
— Eu apenas.
Cha Gyuwon franziu a testa como se se lembrasse do momento em que recebeu o contato pela primeira vez.
— Eu estava apenas preocupado que algo tivesse acontecido com você, hyung…
Ko Woonha inclinou a cabeça e olhou na direção de Gyuwon.
É um rosto jovem. Há um pouco de uma atmosfera sombria, mas vendo-o na noite escura, até isso parecia ter bastante estilo. No momento, era difícil medir a idade de Cha Gyuwon apenas pelo seu rosto. Embora ele claramente tivesse traços mais maduros que sua idade quando se conheceram, ele tinha pensado nele como nada além de uma total criança.
— Mas não existe apenas uma ou duas delegacias na Coreia, então como você me encontrou imediatamente?
— Ah. Quando eu estava fazendo uma investigação sobre o seu histórico naquela época, por acaso acabei conhecendo um policial…
Para ser preciso, era um policial de quem o tio que ajudou com a investigação do histórico de Ko Woonha havia se tornado próximo. Dizem que começou como um amigo de ideias semelhantes de quem ele se aproximou durante uma bebedeira que começou como uma entrevista (?). No entanto, ele descobriu a profissão mais tarde, e a outra pessoa também descobriu a profissão do tio, então eles vêm mantendo a amizade sob a promessa de nunca se envolverem profissionalmente.
Por coincidência, enquanto os dois estavam a caminho de beber juntos hoje, um contato foi feito para aquele policial que estava de folga. Havia um caso de agressão aqui… Como disseram que trariam um advogado, parecia que as coisas ficariam um pouco grandes. Começando com aquelas palavras, ao mesmo tempo que o surgimento do nome Ko Woonha — que poderia ser comum ou poderia não ser —, a notícia chegou a Cha Gyuwon. Pensar que tudo levaria a isso como dominós. É como o destino. Bem típico de Cha Gyuwon, ele interpretou com exagero e adaptou a situação de forma excessivamente romântica.
— Havia alguém naquela delegacia que já tinha dormido com o hyung. Um senhor mais velho.
A voz de Cha Gyuwon afundou abruptamente. Fica sombria.
— Você nem sequer se lembra disso?
— Hum…
— Olhando para isso, você parece gostar de senhores mais velhos…
— Não. É só que por acaso eles estavam na idade de um senhor… Não é que eu faça questão disso. Se fizesse, não teria dormido com o senhor Gyuwon.
Foi planejado como uma consolação, mas não pareceu ter funcionado muito.
O silêncio fluiu.
Ko Woonha deu uma risadinha, achando engraçada essa situação de ficar dando desculpas. Cada vez que fechava e abria os olhos, os nomes das ruas mudavam. Enquanto mexia nos óculos de Cha Gyuwon, ele tentou colocá-los em seu próprio rosto. Então, Gyuwon pergunta.
— Você gostaria de ir para a minha casa?
Quando ele experimentou os óculos de Cha Gyuwon, foi muito estonteante, como se fossem para correção de astigmatismo. Era precisamente por isso que Gyuwon os havia trazido. Ele pensou que lentes corretivas desnecessárias para sua visão poderiam tornar o ato de lidar com as pessoas um pouco mais fácil.
Ko Woonha estreitou os olhos diante da tontura que parecia que seus globos oculares saltariam para fora e olhou para Cha Gyuwon.
— Não. Vamos para a minha casa.
Ko Woonha disse, imitando a maneira de falar de Cha Gyuwon. Ainda usando os óculos. Ele deu uma risadinha, diferente de alguém que estava envolvido em um caso de agressão até um momento atrás, dizendo que o mundo borrado pela tontura era divertido. Dizendo, isso é divertido.
Gyuwon não ficou nem um pouco satisfeito. Ko Woonha estava machucado, e não parecia que ele cuidaria do ferimento adequadamente antes de pegar no sono. Pelo contrário, seria um alívio se ele não ficasse cutucando o ferimento. Tal imaginação por parte de Cha Gyuwon, que passara a perceber até certo ponto que Ko Woonha tinha gostos invulgarmente estranhos, era um tanto razoável.
Gyuwon, que se virou por um momento enquanto estava parado em um sinal para convencê-lo mais uma vez, descobriu que as palavras que estava prestes a dizer recuaram para longe em vez de serem proferidas. Pela primeira vez em muito tempo, ou talvez pela primeira vez na vida, em vez de uma voz, um gemido escapou de entre os lábios de Cha Gyuwon, que estava tentando convencê-lo suavemente.
— …Hum.
— Por quê? Você está sentindo dor em algum lugar?
Cha Gyuwon balançou a cabeça. Ko Woonha entendeu tudo após vê-lo tentando esconder a própria virilha.
— Você tem fetiche por óculos?
— …Não é isso, mas o hyung está usando os meus. Eu gosto disso.
— Se estivesse usando a camisa do senhor Cha Gyuwon, iria tão longe a ponto de ter um orgasmo sem as mãos.
— Hyung… como você conhece palavras assim tão bem?
— É porque eu tenho muito interesse.
Cha Gyuwon fez uma expressão que dizia que tinha muito a falar, mas não falaria. Achando-o admirável, Ko Woonha inclinou a cabeça na direção dele.
— Aah, o que você está fazendo?!
— Vou te pagar um boquete. Você é bom dirigindo? Quantos anos você faz isso?
— Quando fui comer com o hyung, aquela, aquela foi a primeira vez que dirigi este carro!
Ko Woonha recuperou a lucidez diante das palavras cuspidas rapidamente sem nem sequer recuperar o fôlego.
Ko Woonha sentou-se ereto em seu assento em silêncio. Ele também tirou os óculos.
— Dirija com cuidado. E não se importe mesmo se buzinarem atrás. Eu queria tentar fazer um boquete enquanto dirigíamos, mas pelo visto não posso. Vou ter que fazer isso depois que você tiver dirigido por mais dez anos.
— …Você fará isso por mim daqui dez anos…?
Ele cometeu um grande erro. Ko Woonha sentiu que tinha pisado na bola. Ele fechou os olhos e se encostou na janela, adotando uma postura como alguém que estava prestes a pegar no sono a qualquer segundo, e escapou da situação com uma atitude indiferente.
— É uma história diferente se o número de vezes que você dirigiu ao longo de dez anos não somar nem cinquenta. Mas o senhor Cha Gyuwon odeia sair de casa.
— …
“Será que ele ficou magoado?” Com os olhos fechados, Ko Woonha tateou através do silêncio de Cha Gyuwon. Era um ato que ele não fazia com frequência. Ele sempre tateara o corpo das pessoas, ele não tentava tocar em emoções ou corações, nem queria.
No entanto, conforme fechava os olhos para deixar a situação para trás, a imagem de Cha Gyuwon correndo para dentro da delegacia parecendo pálido continuava voltando a ele. Aquele rosto que parecia que ia chorar, ah, pensando bem, aqueles óculos de armação preta já estavam tortos mesmo naquela hora. Seu cabelo não estava arrumado de forma alguma, fazendo-o parecer uma bagunça de cabelos desalinhados, mas com seu porte grande, ele era como uma criança que perdeu o pai.
No final, Ko Woonha não pôde deixar de rir baixinho com os olhos fechados.
Foi daquele jeito naquela época também. Quando ele reconheceu o perfil de Cha Gyuwon olhando ao redor como se o mundo estivesse desabando, ele tinha rido sem perceber. Quão ridículo e engraçado foi. Ou seja, quão agradável foi.
— Senhor Gyuwon.
Ko Woonha chamou-o calmamente. Embora seus olhos estivessem fechados, ele conseguia ver que Cha Gyuwon estaria segurando o volante com firmeza. Mesmo assim, o carro avançava suavemente. Sinto que o senhor Cha Gyuwon seria bom em qualquer coisa e faria qualquer coisa bem, desde que não esteja nervoso. Ah. Tudo bem se você não conseguir fazer sexo e beijar bem até o primeiríssimo fim.
— Você saiu para aquele passeio detestável hoje porque estava preocupado comigo, não é? Até mesmo saiu sozinho. Você é admirável.

Um som de rangido é ouvido. Deve ser o som de Cha Gyuwon apertando o volante com força.
— Obrigado por vir. Faz muito tempo desde que vi alguém se preocupar comigo desse jeito.

↫─☫ Continua…

⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr

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Sinpse:
Ko Woonha, que busca estímulos mas raramente os sente devido ao seu senso de dor embotado, experimenta prazer pela primeira vez na vida durante uma noite com o irmão mais novo de seu parceiro, Cha Gyuwon.

No entanto, seu parceiro é mais novo, o que Ko Woonha considera o pior, e além disso era um virgem que tinha feito um voto de pureza.

– Quem faz sexo quando nem é casado?

– Você por acaso está pensando em se casar comigo?

– Pode? Somos ambos homens.

O que você vai fazer se puder…. Sua resposta é rápida demais….

– Tudo bem. Fazer por trás não conta….

Independentemente dos sentimentos de Ko Woonha, Cha Gyuwon inconscientemente fez uma certa promessa que apostaria sua vida nisso.

Ele pensou que tinha rosto de anjo. Desde o primeiro dia em que seu irmão o trouxe para casa, ele pensou, como pode existir uma pessoa com uma aparência tão perfeita?

No entanto, o belo anjo diante de seus olhos não era uma pessoa comum.

– Senhor Cha Gyuwon. Eu sou uma puta.

– …

– Desculpe…. Mas é verdade.
Eu durmo com qualquer um e também faço com três pessoas.

Ele era um anjo louco, promíscuo e insano.

– O que foi. Sou o anjo do Gyuwon. Eu.

– …

– Pode olhar para um anjo assim?
Nome alternativo: Hit Me Hard Me Maceta Com Fora

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