Ler Combinado com um Esper de Nível Catástrofe (Novel) – Capítulo 127 Online

↫─Matched with a Disaster Grade Esper ↫⚝↬ 127
[O testamento da falecida Theobald continha visões pessimistas sobre a situação atual, junto a um senso de pesada responsabilidade. A polícia está focando na possibilidade de que ela tenha tirado a própria vida e planeja conduzir investigações adicionais…]
As notícias estavam repletas diariamente de histórias relacionadas aos Theobald. A morte do filho mais velho adotivo seguida pela morte de Raga Theobald atingiu as pessoas com um tremendo choque.
Entretanto, o interesse delas era menos sobre as mortes dos dois indivíduos e mais sobre o que seria dos direitos de gestão dos Theobald. Afinal, Leona Theobald, a herdeira direta da família, ainda não era adulta. Parecia que o marido de Raga fora completamente ignorado, o que era compreensível, dado que ele não passava de um ornamento ao lado de Raga Theobald. Na sala de jantar da propriedade Theobald, sentavam-se Leona e seu pai, Theo. O único som era o do tilintar de pratos e talheres. O relacionamento entre pai e filha não era particularmente próximo.
— O que você fará a seguir?
Foi Leona quem quebrou o silêncio. Seu tom era brusco, fazendo com que Theo erguesse a cabeça enquanto cortava metodicamente seu omelete.
— Talvez eu faça uma viagem de volta ao mundo.
Para alguém que acabara de perder a esposa, Theo parecia notavelmente composto. Leona não achou isso estranho. Mesmo que Theo não estivesse envolvido com a gestão da empresa ou sua sobrevivência futura, a herança que ele receberia não era pequena. Ele poderia viver uma vida de lazer, viajando sem parar, sem preocupações financeiras.
— Devo largar a escola?
Leona perguntou, e Theo respondeu.
— Você ainda deve se formar.
— Certo? Eu só estava comentando.
Ela suspirou, sabendo bem que Hexion estava vivo, mas incerta de seu paradeiro ou atividades. Com ele fingindo estar morto, não haveria nenhum funcionário da casa que pudesse se mover, mas parecia que ele era bastante habilidoso nisso.
— Teria sido um ótimo assassino.
Leona mastigou seu omelete como se fosse carne seca.
— Ah, parece que seu tio vem visitar hoje.
— Tio?
— Sim, provavelmente para discutir assuntos referentes à empresa.
— Que incômodo.
Leona respondeu sem interesse. Raga Theobald sempre fora extremamente afeiçoada a Leona, ou assim ela acreditava, embora Leona estivesse bem ciente disso. Tão afeiçoada, de fato, que toda a educação e crescimento de Leona foram confiados a especialistas, resultando em uma falta de apego entre mãe e filha; contudo, o coração de Raga não podia ser negado.
— Pai, apenas vá com calma.
— Eu pretendo.
— Sério, você nunca pensa em ajudar sua filha?
O tom de brincadeira de Leona trouxe um sorriso aos lábios de Theo.
— Existe algo em que você precise da minha ajuda? Eles nem sequer me cumprimentam, aquelas pessoas.
— Isso é verdade.
Raga Theobald há muito havia removido quaisquer ameaças potenciais para Leona. Uma exclusão foram seus próprios familiares, a razão pela qual o pai de Leona, Theo, permanecia um órfão.
— Se ao menos Hexion estivesse aqui, não haveria necessidade de encontrar o tio.
— É verdade, mas de agora em diante, é sua responsabilidade.
Por mais que soasse como um conselho paterno, era vazio de substância. Idealmente, Theo assumiria temporariamente o comando da empresa, e então a passaria para Leona. No entanto, um Theo sem noção não poderia dirigir a empresa, e provavelmente a própria empresa se oporia a isso. Theo parecia não ter interesse nisso, também.
— Pai, você se saiu bem. Finalmente se aposentando, hein?
— De fato.
Para Leona, falar com seu pai parecia mais como conversar com um chefe do que com um progenitor. Sem a base do amor no casamento deles, ela sabia disso desde a infância e não sentia nenhum ressentimento particular pelos comportamentos de seu pai.
Ela terminou sua refeição e levantou-se primeiro. Providências haviam sido tomadas para sua ausência na escola. Tendo lidado com lutos consecutivos, a escola não tinha mais nada a dizer.
— Diga adeus antes de sair.
— Farei isso.
Após uma curta despedida, Leona dirigiu-se ao seu escritório.
— Como está procedendo a autópsia?
— Nada de incomum detectado, é provável que seja concluído como suicídio. Nenhum vestígio encontrado no escritório também.
— Mesmo na morte, habilidoso, hmm?
Rindo com escárnio, Leona abriu a porta do escritório e entrou. Embora o trabalho não tivesse surgido imediatamente, a Theobald era uma empresa enorme e, sendo meritocrática, não iria desmoronar só porque o assento da Presidente estava temporariamente vago.
— Quando o tio chega?
Leona acomodou-se em sua cadeira de estudo e perguntou à sua assistente enquanto se sentava com as pernas cruzadas sobre a mesa.
— Alina.
— Sim?
— Eu pareço calma demais?
A isso, Alina assentiu sem hesitar.
— É assim que parece para as pessoas. Mesmo que você seja adotada, parecer indiferente à morte de sua mãe biológica… é estranho.
— Aquele que eu sentia como família era Hexion.
— A percepção pública é o que é. E, honestamente, eu sabia que você era distante da presidente, mas até eu acho um pouco estranho.
— É porque não pareço triste, apesar de ela ser minha mãe?
— Precisamente. Afinal, sou uma pessoa de senso comum.
— Você está sugerindo que eu não tenha uma mente comum?
— De certa forma.
Leona esparramou-se sobre sua mesa diante da resposta sincera. Não era que ela não sentisse nada sobre a partida de sua mãe. Seu coração estava inquieto. Porque ela sabia bem que não fora um suicídio.
— Mas o que posso fazer se não sinto muita coisa?
Se fosse para escolher entre Hexion e Raga, era indubitavelmente Hexion. Seria isso desalmado demais? Embora a mãe fosse um pouco distorcida, não lhe faltava amor por mim.
— Será que mamãe chorou quando a mãe dela faleceu?
Ela não sabia nada sobre alguém que morreu antes de ela nascer. Leona de repente levantou-se e disse:
— Você poderia buscar a Emma?
Ela se lembrou da secretária de Raga, provavelmente escondida em algum lugar. Alina, sentindo o desconforto, saiu apressadamente para trazer Emma.
Leona estava balançando as pernas sobre a mesa quando Emma entrou um momento depois. Alina não entrou, sabendo que seria um momento desconfortável. Garota atrevida.
— Quer sentar?
— Não, obrigada.
— Tudo bem, então. Há algo que estou curiosa para saber.
— Sim, por favor.
Leona fixou seu olhar em Emma e perguntou.
— Quando a vovó morreu, a mamãe chorou?
Emma suspirou suavemente.
— Ela derramou lágrimas publicamente, mas…
— Então, ela não parecia nem um pouco triste?
Após ponderar brevemente, Emma respondeu.
— Correto.
Leona, como se esperasse a resposta, balançou a cabeça com lamentação.
— Acho que sou filha da minha mãe, afinal.
Emma manteve silêncio diante da observação de Leona. Era difícil concordar em voz alta. Leona, sentindo-se um pouco condenada, balançou a cabeça antes de indagar a Emma.
— Então, para onde Hexion está indo agora?
Os olhos de Emma encontraram os dela. O longo serviço de Emma ao lado de Raga a tornava bastante formidável.
— Mesmo sendo tão incrível quanto o Hexion é, ele não teria conseguido realizar o ato sem assistência no escritório da presidente, certo?
Leona sorriu amplamente, e Emma pensou que, de fato, o sangue não mentia.
↫─⚝─↬ Tradução, revisão e Raws: Bella Cheng&Belladonna
O ruído era inevitável devido ao tamanho do avião providenciado pelo centro. Magrick, que andava lutando contra a insônia ultimamente, não conseguia dormir, revirando-se em seu assento. Zero Nine havia se voluntariado para ir à Argus e, inicialmente, o Centro teve reservas, mas o alto escalão pareceu achar uma estratégia razoável.
Primeiramente, Zero Nine nutria uma queixa significativa contra o país por ter sido confinado por muito tempo em sua terra natal. Em segundo lugar, sua força era suficiente para exercer pressão sobre eles. A guerra não havia terminado há muito tempo. Os americanos evitariam um confronto direto com a Argus, se possível. Claro, enviar Zero Nine tinha um terceiro motivo.
Se um conflito aberto surgisse, eles tinham a capacidade de subjugar a Argus rapidamente. No entanto, essa era a preocupação das potências superiores. Magrick não conseguia entender por que Zero Nine havia se voluntariado para viajar à sua terra natal.
Incapaz de dormir, Magrick acabou dobrando um cobertor sobre o colo e virou o olhar. Zero Nine estava sentado voltado para a janela, parecendo dormindo. Ou assim ele pensava.
— Você… não está dormindo?
Os olhos de Zero Nine estavam abertos, fitando o vazio escuro além da janela. Seu rosto refletia-se fracamente no vidro. Não houve resposta dele, mas Magrick persistiu na conversa.
— Como está seu corpo? Faz muito tempo desde a sua…
Ele vacilou, a voz falhando na garganta, antes de continuar hesitante.
— Faz tempo demais desde que você recebeu orientação.
Desde que Hexion desapareceu, continuamente. As pessoas assumiam que Zero Nine havia aceitado Magrick, mas esse não era o caso.
Naquela época, eles não haviam se beijado.
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Continua…
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↫─⚝ Tradução, revisão e Raws: Bella Cheng&Belladonna
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Sinopse: — Beijar alguém sem saber a cor dos seus olhos, sério?
Hexion zombou enquanto olhava para o homem contido. Mesmo um esper de nível desastre não parecia grande coisa.
— Ugh…
Um beijo seco e áspero, sob o pretexto de guiar, continuou. Eventualmente, íris roxas claras foram reveladas sob a venda removida à força. O esper, Zero Nine, murmurou inconscientemente: — Eu me sinto… surpreendentemente bem.
— Um beijo despertou você.
É claro que seria bom. Apesar do leve sarcasmo, Zero Nine perguntou com um olhar um tanto atordoado: — …Nós nos beijamos?
— Sim, beijamos. Sob as ordens de alguém.
Lábios ensanguentados e cortados, bochechas encovadas, pele pálida e orelhas coradas.
— Então, você me beijaria apenas mais uma vez?
O homem, que estava prestes a entrar em colapso momentos atrás, disse. Hexion abaixou a cabeça e ordenou:
— Abra a boca.
Nome alternativo: Combinado Com Um Esper De Nvel Catstrofe Matched With A Disaster Grade Esper Matched With A Catastrophic Level Esper