Ler Aqueles que Merecem Morrer (Novel) – Capítulo 43 Online


Modo Claro

↫─Things That Deserve To Die ⚝ 43

Lee Ja-kyung olhou ao redor de seu closet enquanto Kang Il-hyeon escolhia uma gravata em frente à vitrine. No closet, havia inúmeras camisas e calças semelhantes, lembrando uma loja de roupas, e acessórios como sapatos, cintos, abotoaduras e relógios eram tão diversos como se uma loja tivesse sido realocada para ali. Wang Han, que é obcecado por roupas, teria enlouquecido se tivesse visto aquilo.

Kang Il-hyeon chamou Lee Ja-kyung enquanto olhava os relógios.

— Venha aqui.

Kang Il-hyeon colocou as gravatas sobre as roupas de Lee Ja-kyung, uma por uma, e escolheu a que melhor lhe caía.

— Esta é melhor.

Ele tirou a gravata preta dele e a substituiu por uma vermelha. Os gestos das mãos fazendo o nó eram precisos. Quando Lee Ja-kyung olhou para baixo, para os dedos longos e suaves, ele se perguntou quantas pessoas ele já havia matado com aquelas mãos. Mesmo que não fosse o caso, não parecia ser menos do que ele.

— No que está pensando?

Lee Ja-kyung levantou a cabeça e fez contato visual com Kang Il-hyeon à sua frente. Ele sorriu abertamente, deu um passo para trás, verificou a aparência de Lee Ja-kyung e sorriu contente.

— Perfeito.

— Obrigado.

O que o Presidente Kang o chamou para discutir? Quando Lee Ja-kyung recebeu o telefonema, teve a sensação de que não era apenas um convite para uma refeição. A gravata no pescoço de Lee Ja-kyung estava se tornando desconfortável. Wang Han estava certo quando afirmou que ele não era bom em atuar. Quando chegasse lá, não saberia que tipo de expressão usar.

— Apenas vá com o coração leve. Não há nada de estranho, certo?

— …

— Leve sua arma, por precaução.

Por que ele tem que levar a arma se não será nada demais? Lee Ja-kyung não conseguiu se conter, então se virou e tentou sair sem ser notado. No entanto, Kang Il-hyeon agarrou seu braço e o puxou. Ele ficou confuso, mas Kang Il-hyeon foi até a vitrine e pegou uma caixa.

Quando abriu a caixa, havia um relógio. Ele o colocou em Lee Ja-kyung, apesar do fato de valer mais de um bilhão. Kang Il-hyeon verificou o ajuste e perguntou se estava um pouco grande.

— Por que um relógio?

— Há uma bomba dentro. Se você for lá e falar bobagem, ela explodirá.

Talvez fosse porque ele vira a cabeça de Choi Ki-tae na caixa durante o dia, e as palavras de Kang Il-hyeon não pareciam mais uma piada.

— Pensando bem, isso também é bom. O dinheiro ficou comigo, e a pessoa que queria me matar está morta.

Quando Lee Ja-kyung tentou soltar o relógio, ele segurou sua mão.

— Só brincadeira. É um presente.

Uma das sobrancelhas de Lee Ja-kyung se ergueu tortamente.

— Eu já estava satisfeito com o presente que recebi durante o dia.

Ele disse isso em um tom que sequer indicava sinceridade, mas os olhos de Kang Il-hyeon estavam curvados de forma agradável. Realmente é tão bom ouvir que ele estava contente com a morte de Choi Ki-tae? Enquanto Kang Il-hyeon buscava tocar sua bochecha com a mão, Lee Ja-kyung deu um passo para trás e se esquivou. Kang Il-hyeon avançou, e Lee Ja-kyung não pôde mais se mover por causa do espelho atrás dele.

As mãos de Kang Il-hyeon tocando suas bochechas desceram pelo pescoço, ombros e peito. Lee Ja-kyung o golpeou com força quando ele tocou seus mamilos já doloridos. Kang Il-hyeon então riu baixinho para si mesmo.

— Você se tornou sensível?

Diante desse comentário, Lee Ja-kyung não perdeu a calma e riu.

— É tudo graças a você. Você me mordeu como um cachorro tantas vezes que ficou em frangalhos.

— Você está falando dos seus mamilos? Eu estava falando dos seus sentimentos.

— …

— Posso deixar em frangalhos em outro lugar, se quiser.

Lee Ja-kyung forçou um sorriso enquanto empurrava para baixo a mão de Kang Il-hyeon que tocava suas nádegas. Em sua mente, ele desejava deixar Kang Il-hyeon em frangalhos dando um tiro na cabeça dele. Mas Kang Il-hyeon é um empregador. E são 15 milhões de dólares, um VVIP.

Inicialmente, ele pretendia correr sem olhar para trás assim que esta comissão terminasse, mas após investigar melhor, estava disposto a lidar com ele mais uma ou duas vezes se ele fizesse um próximo pedido, desde que pagasse uma quantia enorme de dinheiro como está pagando hoje. A condição é, claro, que seu corpo não seja exigido.

Lee Ja-kyung verificou o relógio que havia colocado há pouco.

— É hora de ir. Vou indo agora.

Seus lábios se roçaram quando ele ergueu a cabeça. Lee Ja-kyung ia empurrá-lo, mas desistiu e ergueu o olhar para o teto. Então a mão de Kang Il-hyeon apalpou seu corpo novamente. Ele tentou aguentar apenas o toque em seu flanco, mas quando ele agarrou sua bunda com força, Lee Ja-kyung não aguentou mais e empurrou o ombro dele.

Kang Il-hyeon sorriu, apesar do olhar furioso de Lee Ja-kyung, enquanto limpava os lábios com as costas da mão.

— Por que seu rosto está vermelho? Você gosta?

Ele era claramente um psicopata, já que não conseguia distinguir se ele gostava ou se estava com raiva por causa disso.

— Não. Para ser honesto, foi o pior beijo que já tive.

Lee Ja-kyung disse isso para fazê-lo se sentir mal, mas os olhos dele ficaram semicerrados como se tivesse funcionado.

— De jeito nenhum.

— É verdade. Devo dizer que isso esfria a porra do pau duro?

— Podemos conferir.

Kang Il-hyeon estava se agarrando a ele, então ele o empurrou e saiu do closet. Park Tae-soo olhou para ele da sala de estar. Lee Ja-kyung estava irritado sem motivo, então propositalmente pisou forte nos degraus e subiu.

***

Depois de pedir água aos funcionários, Lee Ja-kyung esperou pelo Presidente Kang em seu escritório. Ele não disse nada durante o jantar. No entanto, Lee Ja-kyung não conseguia tocar na comida facilmente porque tinha medo de que estivesse envenenada, e não levantou os pauzinhos até que o Presidente Kang e Seok-joo começassem a comer.

O tempo passou voando enquanto ele se sentava nervosamente no escritório. Diferente da que havia na sala de estar, havia uma foto da família na parede que parecia ser bem antiga. Kang Il-hyeon não foi difícil de encontrar. Ele parecia muito mais jovem do que é agora, e tinha um rosto que dizia que não queria ser fotografado.

Enquanto ele olhava ao redor, a porta se abriu e o Presidente Kang entrou com uma bengala. Um funcionário o seguiu, colocou o chá na frente dele e saiu. O Presidente Kang tirou um charuto grosso e o acendeu assim que se sentou.

— Aproveitou sua refeição?

— Sim… Estava deliciosa.

— Fico feliz que tenha gostado. Gostaria de fumar um cigarro?

— Não… estou bem.

Ele soltou um sorriso amigável.

— Na verdade, qual é o sentido de aprender coisas que não são boas para o seu corpo? É realmente difícil para mim parar de fumar.

— Sim… haha.

— Não sei como os humanos são estúpidos. Mesmo sabendo, não consigo evitar.

Lee Ja-kyung ficou em silêncio.

— Não é inconveniente viver com o Diretor Kang?

— Como eu lhe disse da última vez, o Diretor é bom para mim…

— Fico feliz. Eu ficaria envergonhado perante seu avô se você não estivesse confortável.

Ele se perguntou se ele tinha pensado sobre isso. Porque conforme você envelhece, torna-se mais desconfiado.

Seja o que for, ele deve fingir ser um insider por enquanto. Ele contou várias histórias. Desde o pai de Zhang Yi An até o relacionamento com seu avô, Zhang Myung.

Um secretário entrou enquanto eles ainda sorriam e respondiam adequadamente. Era um jovem de óculos, e ele passava uma vibração infeliz.

— E quanto à coroa de flores?

— Sim, eu a enviarei hoje.

— Cuide disso. É um amigo do Seok-joo, então ele está triste.

Isso mesmo. O Presidente Kang olhou para Lee Ja-kyung depois que o homem se despediu e saiu.

— Você o conhece? O nome dele é Choi Ki-tae. Você deve tê-lo visto enquanto saía junto com o Seok-joo.

Lee Ja-kyung assentiu com a cabeça. Sim.

— Ele foi encontrado morto no escritório hoje. Não sei quem foi, mas cortaram sua cabeça e a levaram.

O Presidente Kang estalou a língua e lamentou o fim do mundo. Lee Ja-kyung não conseguia pensar em nada para dizer. Ele presumiu que tivesse sido feito silenciosamente, mas não fazia ideia de que Kang Il-hyeon deixaria o torso no escritório. Quando perguntado com uma expressão levemente surpresa, o Presidente Kang expressou arrependimento.

— Ele é tão jovem, é uma pena.

— Tem razão.

— É um mundo assustador. Você não deveria ser assim.

A mão segurando a xícara de chá parou. Lee Ja-kyung virou-se para encarar o Presidente Kang. Ele sorriu e bateu o charuto que segurava no cinzeiro. A fumaça subiu e o fogo se apagou. Lee Ja-kyung se perguntou o que ele estava pensando quando disse aquilo.

— Quem teria feito uma coisa tão ruim?

O Presidente Kang olhou para Lee Ja-kyung intensamente. Lee Ja-kyung não tentou evitar aquele olhar. Relaxou os olhos o máximo que pôde e fingiu ser o inocente Zhang Yi An, fazendo-lhe uma pergunta. Quem diabos é esse cara mau? O Presidente Kang voltou à sua imagem de homem bom, abriu a caixa e entregou um doce a Lee Ja-kyung.

— Eu não sei. Mas há um ditado que ouvi um dia.

— …

Ele proferiu cada palavra lentamente, como se gravadas em seus ossos, enquanto olhava para Lee Ja-kyung.

— Existem pessoas que eu acredito que não vão me prejudicar. Eu as chamo de cadáveres.

As mãos entrelaçadas sob a mesa ficaram mais firmes. O Presidente Kang sorriu e perguntou se ele sabia quem lhe disse aquele ditado. Lee Ja-kyung foi incapaz de responder.

O Presidente Kang pegou a xícara de chá e saboreou a bebida.

— Você parece ter tido muito tempo secreto com o Diretor Kang ultimamente.

Era uma pergunta direta, como se ele soubesse de tudo. Existe um espião entre as pessoas que trabalham na casa? Ele manteve a boca fechada e não disse nada. O Presidente Kang então pousou sua xícara e sorriu de forma estranha.

— Não confie demais. Seja em quem for.

O sorriso era tão semelhante ao de Kang Il-hyeon que ele percebeu que ele era mesmo o pai dele.

***

Vapor subia da xícara de café que ele segurava. O céu estivera escuro a tarde toda, e a chuva começou a cair do céu como se houvesse um buraco nele. Os olhos de Kang Il-hyeon olhando pela janela também se assemelhavam àquele céu. A voz do Presidente Kang, que estava na casa principal, estava sendo reproduzida pelo alto-falante em um dos lados.

— Existem pessoas que eu acredito que não vão me prejudicar. Eu as chamo de cadáveres.

— Ele está atuando.

Kang Il-hyeon ridicularizou abertamente o Presidente Kang. Foi isso que ele disse uma vez ao Presidente Kang. Lee Ja-kyung estava extremamente quieto no alto-falante. Era natural para ele dadas as circunstâncias.

— Não acredite demais. Seja em quem for.

Kang Il-hyeon desligou o alto-falante e caminhou até o sofá. Park Tae-soo já estava sentado. Foi ele quem contou ao Presidente Kang sobre Kang Il-hyeon e Zhang Yi An comendo juntos. O Presidente Kang convidou Zhang Yi An para sua casa imediatamente. A refeição foi apenas uma desculpa, e dúvidas provavelmente estavam brotando em sua mente.

— Você ficará bem? O presidente começará a duvidar de você.

Kang Il-hyeon sorriu alegremente enquanto fumava um cigarro.

— Eu espero que sim. Assim ele faria um movimento, certo?

O Presidente Kang contratou um assassino de aluguel como um acordo secreto, e as evidências foram limpas. Não era suficiente apenas levar um tiro. Kang Il-hyeon deve encontrar evidências adicionais de que o Presidente Kang está tentando matá-lo. Para fazer isso, ele deve usar a mente agitada. Quando você está sendo caçado, seu coração fica impaciente, e aqueles que estão com pressa tendem a cometer erros.

Ler Aqueles que Merecem Morrer (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um dia, Lee Ja-kyung, um assassino de aluguel que vivia na Tailândia, recebeu uma proposta de 5 milhões de dólares. O alvo era Kang Il-hyeon, um gângster que vivia na Coreia. Havia apenas uma condição.
No entanto, Kang Il-hyeon não era um adversário nada fácil. Pelo contrário, sua armadilha vai se fechando cada vez mais em torno de seu pescoço, e ele se vê encurralado…
Será que Ja-kyung conseguirá matá-lo e voltar em segurança? Ou ele morrerá assim mesmo, nas mãos de Kang Il-hyeon?
Nome alternativo: Things That Deserve To Die Aqueles Que Merecem Morrer

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