Ler Aqueles que Merecem Morrer (Novel) – Capítulo 42 Online

↫─Things That Deserve To Die ⚝ 42
Kang Il-hyeon, que havia chamado os funcionários, pediu chá e observou Lee Ja-kyung comer. Por que ele havia chegado antes mesmo da hora de sair do trabalho? Era desconfortável. Kang Il-hyeon observava e sorria enquanto Lee Ja-kyung comia mais rápido.
— Coma devagar. Pergunto-me se não foi o suficiente depois de você ter comido tanto ontem?
Quando Lee Ja-kyung fixou o olhar nele, Kang Il-hyeon sorriu e fez um gesto para que ele continuasse comendo. Ele mastigou bem, mas a carne parecia dura. Depois que Lee Ja-kyung largou o garfo e limpou a boca, Kang Il-hyeon cruzou os braços sobre a mesa e inclinou a parte superior do corpo.
— Tenho uma pergunta.
— …?
— Por que você matou Choi Moon-seong?
Lee Ja-kyung parou diante da pergunta repentina sobre Choi Moon-seong.
— Quem é esse?
Quando ele fingiu inocência, Kang Il-hyeon sorriu como se ele fosse fofo.
— Por que você o matou? O pai de Choi Ki-tae.
— Eu não o matei.
— É rancor?
— Eu não disse que não o matei?
— É rancor. Então, só resta o Choi Ki-tae?
Lee Ja-kyung não respondeu. Ele estava considerando se livrar de Choi Ki-tae no momento certo, mas não precisava dizer nada. Outros questionariam por que ele queria se livrar dos filhos também quando só precisava matar Choi Moon-seong, mas se ele deixasse passar, isso se tornaria um problema algum dia. Ele próprio já era um problema.
— Como você o matou? Com uma arma? Ou uma faca?
Kang Il-hyeon apoiou o queixo na mesa e perguntou com um rosto realmente curioso. Lee Ja-kyung manteve a boca fechada e permaneceu ignorante.
— Ouvi dizer que o rosto dele ficou danificado a ponto de ficar irreconhecível.
— …
— Você não pode fazer isso comigo.
Então ele tocou o lado esquerdo do peito.
— Atire aqui. Aqui. Não atire em mim no lugar errado sem motivo.
Você está preocupado com o risco de levar um tiro? Apenas olhando para o rosto dele, parecia que ele estaria sorrindo mesmo se uma bala de canhão voasse em sua direção. Lee Ja-kyung estendeu o braço para frente e moveu a mão ligeiramente para a direita. Supunha-se que o coração ficasse do lado esquerdo, no entanto, ele está na verdade no centro e inclinado para a esquerda. Então, ao mirar no coração, ele tinha que movê-la um pouco mais para dentro para mirar corretamente.
— O coração é aqui.
Kang Il-hyeon sorriu enquanto mantinha contato visual.
— Sim. Seja gentil também. Então pode me dizer onde fica o meu pau?
O rosto de Lee Ja-kyung imediatamente se transformou em nojo. Deveria dar um tiro no pau dele em vez de no coração? Ele passaria o resto da vida como um eunuco. Lee Ja-kyung ficou tão animado apenas imaginando isso que um sorriso surgiu em seu rosto. Ele criou um sorriso comercial e o exibiu para ele após tentar escondê-lo.
— Não se preocupe. Isso não vai acontecer.
Lee Ja-kyung pegou uma melancia de sobremesa e procurou um lugar para cuspir as sementes enquanto comia. Kang Il-hyeon, que estava sentado ao lado dele, percebeu e estendeu a mão. — Cuspa aqui. — Ele queria cuspir no rosto dele, mas Lee Ja-kyung cuspiu no chão em vez disso.
— Se você cuspir aí, melancias vão crescer.
— Bom para você. No ano que vem, o Diretor pode colher e comer. Claro, se ainda estiver vivo.
Os olhos de Kang Il-hyeon se arregalam enquanto ele sorri.
— É bom ouvir suas palavras porque são tão bonitas quanto seu rosto.
Lee Ja-kyung o ignorou e apenas comeu melancia. Ele colocou os pratos e copos na bandeja após remover as comidas que haviam sido consumidas. Ele queria ir para o segundo andar e relaxar logo, pois ficar ali por mais tempo faria sua pressão arterial subir. Ele a pegou e se levantou, mas Kang Il-hyeon o encarava com o queixo apoiado na palma da mão.
— Devo matá-lo?
Lee Ja-kyung olhou para baixo para ele.
— Choi Ki-tae. Devo matá-lo?
Sua boca sorria, mas seus olhos eram frios. Lee Ja-kyung, que mantinha contato visual, sorriu repuxando os cantos da boca.
— Então eu ficaria grato.
Lee Ja-kyung fez uma reverência, pegou a bandeja e entrou na casa. Olhando pela janela da sala de estar, Kang Il-hyeon ainda estava sentado lá bebendo chá. A bandeja foi entregue à governanta quando ela saiu da cozinha.
— Deixe os funcionários fazerem isso. Não faça você mesmo.
— Está tudo bem. Eu realmente gostei da refeição. Vou subir e descansar.
Lee Ja-kyung estava prestes a sair após agradecer, quando a governanta agarrou seu braço.
— Yi An. O Diretor comprou um presente para você.
Quando ouviu a palavra presente, Lee Ja-kyung franziu a testa. Normalmente, receber um presente deveria deixá-lo feliz, mas ele não queria receber nada de Kang Il-hyeon além de dinheiro. Ela segurou o braço dele e o levou para a frente do sofá enquanto ele estremecia. Havia uma caixa no sofá. Ele amarrou as flores com uma fita presa a um lindo papel de embrulho de cor pastel.
— É… aquilo?
— Sim, suba e abra.
A governanta estava radiante como se ela fosse a pessoa que tivesse recebido um presente. Era tão fascinante assim Kang Il-hyeon comprar um presente para alguém? Lee Ja-kyung ergueu a caixa com uma expressão relutante. Era bem pesada. Cerca de 4 a 5 kg.
Ele a pegou e subiu para o segundo andar, onde a colocou na mesa da sala de estar. Um cheiro de peixe jorrou quando ele desfez a fita e abriu a tampa. Lee Ja-kyung parou. Não pode ser. De jeito nenhum… O rosto de Lee Ja-kyung endureceu após abrir totalmente a tampa.
Ele podia ver cabelos pretos, cílios ensanguentados e a ponte do nariz logo abaixo. O que estava na caixa era a cabeça de Choi Ki-tae. A pele foi claramente cortada enquanto ele ainda estava vivo. Kang Il-hyeon ainda estava sentado lá quando ele olhou para fora. Ele colocou a tampa de volta e saiu com ela.
Através do gramado, ele se aproximou de Kang Il-hyeon e colocou a caixa na frente dele.
— O que é isso?
— Você me pediu para matá-lo.
— …
O olhar que o encarava de baixo para cima o assustou brevemente.
— Por quê. Está triste de vê-lo morto?
Ele não estava triste, mas se afirmasse que estava, Kang Il-hyeon parecia que estava prestes a cortar sua garganta. Lee Ja-kyung pegou a caixa, pretendendo queimá-la ou enterrá-la.
— Onde você está levando isso?
— Você disse que era um presente. Se você me deu, acho que pode ignorar o que vou fazer com isso.
— Você não vai me abraçar e chorar?
O tom sarcástico era frio. Por que ele matou Choi Ki-tae? Porque Choi Moon-seong morreu, ele foi considerado inútil? Ou foi porque ele deixou uma marca em seu pescoço? O segundo palpite era plausível com base no que Kang Il-hyeon estava fazendo.
Choi Ki-tae descobriu? Ele jamais imaginaria que sua cabeça seria cortada apenas por flertar. Lee Ja-kyung não tinha ideia de por que Kang Il-hyeon estava agindo dessa maneira. Ele já conheceu várias pessoas que eram semelhantes a ele.
Eles tratavam as pessoas como se fossem brinquedos, mas detestavam morbidamente serem tocados por outros. No entanto, isso não durava muito. Lee Ja-kyung não tinha ideia do que aconteceria se Kang Il-hyeon perdesse o interesse nele. Em vez de Choi Ki-tae, sua cabeça poderia estar na caixa da próxima vez.
— Vou enterrá-la. Não há nada de bom em ser visto aos olhos do público.
Hwii— Kang Il-hyeon assobiou. Logo depois, um cachorro correu da parte de trás da casa. Era o pastor alemão que atacou Lee Ja-kyung antes. Kang Il-hyeon agarrou a caixa, puxou a cabeça de Choi Ki-tae para fora e a jogou no gramado.
Lee Ja-kyung confirmou que a boca de Choi Ki-tae havia sido mutilada. O nariz e os olhos estavam bem, mas os lábios haviam sido espancados a ponto de ser impossível reconhecer a forma. Enquanto isso, o cachorro mordeu a cabeça e voltou pelo caminho de onde viera. A cabeça de Choi Ki-tae na frente dele desapareceu em um instante.
— Não há nada para enterrar agora, certo?
Lee Ja-kyung ficou sem palavras ao ver Kang Il-hyeon perguntando com um sorriso brilhante.
***
Lee Ja-kyung saiu do banho vestindo apenas uma calça e parou em frente ao espelho. Ele passou a pomada que trouxera consigo em seus mamilos com as pontas dos dedos. Ele não aguentava porque ardia muito cada vez que suas roupas entravam em contato com eles.
Ele praguejou e aplicou do outro lado, e quando se olhou no espelho, ficou atônito. Dói ao tocar, mas a sensação era estranha. Lee Ja-kyung pensou que seu corpo tivesse apenas sensações. Era a única coisa que parecia boa quando tocada.
No entanto, ontem à noite… Ele de repente se lembrou da cena em que Kang Il-hyeon o estava acariciando e massageando, e então balançou a cabeça vigorosamente. Ele olhou para seus mamilos inchados com um rosto amargo e vestiu a camisa novamente.
Isso terminará em sete dias. Até lá, ele não queria mais se envolver com Kang Il-hyeon.
Ele saiu, ligou o ar-condicionado, abriu a caixa de armazenamento e puxou um tapete de ioga. Ele o estendeu na frente da janela e cruzou as pernas. Quando a música começou a tocar, o som da água misturado com o som de uma tigela tibetana fez sua mente complicada ficar cada vez mais relaxada.
Ele respirou fundo e expirou lentamente, limpando seus pensamentos sobre os eventos dos últimos dias. A minúscula vibração sonora é comunicada às células profundas do corpo, relaxando e aliviando a tensão.
— Olhe bem, de quem é o pau que você está comendo agora.
Ele fez uma careta com as pálpebras fechadas. A cena de ontem à noite com Kang Il-hyeon ofegante atrás dele como um cão foi reprisada em seus pensamentos. Lee Ja-kyung balançou a cabeça vigorosamente. As cenas que vinham à mente, por outro lado, nunca iam embora facilmente.
Ele acabou ficando irritado, abriu os olhos e desligou a música.
— Porra…
Ele se levantou de seu lugar e seu telefone tocou. Ele verificou o telefone que havia jogado no sofá, e um número que ele nunca tinha visto antes era exibido. Havia dois telefones celulares, e os números eram conhecidos por três pessoas: Kang Il-hyeon, Kang Seok-joo e Choi Ki-tae.
Como Choi Ki-tae está morto, agora restam duas pessoas. Ele apertou o botão de atender e o levou ao ouvido. Lee Ja-kyung permaneceu em silêncio, assim como a outra parte. Lee Ja-kyung queria desligar conforme o silêncio se tornava mais longo. Então uma voz desconhecida foi ouvida.
— Yi An?
Ele permaneceu em silêncio, então a outra pessoa falou com ele novamente.
— Eu sou o Presidente Kang.
Seus olhos tremeram e sua mão segurando o telefone ficou mais forte. Lee Ja-kyung verificou se a porta do quarto estava fechada mais uma vez e moveu-se para dentro.
— Sim, olá… Presidente.
— Você está ocupado? Estou ligando para ver se você tem tempo hoje. Gostaria de encontrá-lo, se não se importar.
Lee Ja-kyung não respondeu imediatamente. Talvez ele tenha percebido. Ou talvez Dmitry, esse maldito bastardo, o tenha visto sair e tenha ido ao encontro do Presidente Kang. Todos os tipos de pensamentos passaram por sua mente.
— É difícil?
Após alguma consideração, Lee Ja-kyung respondeu que entendia. Ele olhou para fora após encerrar a chamada e notou nuvens escuras caindo lentamente sobre o céu azul. Ele tentou afastar a sensação sinistra que o invadia e foi até Kang Il-hyeon para lhe contar a notícia.
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Sinopse:
Um dia, Lee Ja-kyung, um assassino de aluguel que vivia na Tailândia, recebeu uma proposta de 5 milhões de dólares. O alvo era Kang Il-hyeon, um gângster que vivia na Coreia. Havia apenas uma condição.
No entanto, Kang Il-hyeon não era um adversário nada fácil. Pelo contrário, sua armadilha vai se fechando cada vez mais em torno de seu pescoço, e ele se vê encurralado…
Será que Ja-kyung conseguirá matá-lo e voltar em segurança? Ou ele morrerá assim mesmo, nas mãos de Kang Il-hyeon?
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