Ler Aqueles que Merecem Morrer (Novel) – Capítulo 44 Online

↫─Things That Deserve To Die ⚝ 44
Ja-kyung cochilou no carro no caminho para casa. Ele pretendia voltar imediatamente após uma breve conversa com o Presidente Kang, mas se atrasou por um bom tempo porque foi detido por Kang Seok-joo. Kang Seok-joo lamentou que a morte de Choi Ki-tae fosse inacreditável, mas se arrependeu por ter que perder o dinheiro que havia investido.
Algo parecia saltar da floresta sombria e escura enquanto ele dirigia pela rua à noite, apenas com a luz dos postes. Estava chovendo, e o clima havia escurecido ainda mais. Uma luz brilhou no céu escuro, apareceu e desapareceu, e houve o som de uma chuva forte, sacudindo o chão.
Ao se aproximar da casa, havia alguém esperando na porta da frente com um guarda-chuva. É Park Tae-soo? Ja-kyung, que estava prestes a abrir a porta, parou. Era Kang Il-hyeon. Ja-kyung sentiu-se estranho ao vê-lo se aproximar com um guarda-chuva. Ele não era uma criança, então não teria que esperar por ele.
Assim que ele abriu a porta, ele colocou um guarda-chuva sobre sua cabeça e sorriu docemente.
— Está chovendo bastante.
Ele entrou depois de fechar a porta do carro. O guarda-chuva inclinou-se sobre Ja-kyung sob a chuva torrencial, encharcando o ombro direito de Il-hyeon. Ja-kyung entrou na casa e limpou as gotas de chuva do ombro de Il-hyeon com um rosto indiferente. Apesar disso, Il-hyeon gostou.
— Você é tão atencioso.
Ja-kyung não quis responder, então fingiu não ouvir e subiu as escadas, mas Il-hyeon o seguiu. Ele sabia que, se o deixasse em paz, ele entraria no quarto, então o parou bem na frente da porta.
— Estou cansado. Diga o que você quer dizer.
Il-hyeon aproximou o nariz do rosto de Ja-kyung.
— Você bebeu?
— Não.
— Sobre o que vocês conversaram lá?
Ja-kyung tirou o relógio do pulso e o entregou a Il-hyeon. Quando Il-hyeon não o aceitou, Ja-kyung agarrou e segurou a mão dele.
— Você ouviu tudo. Por que está fingindo que não sabe?
Ja-kyung apontou para o relógio novamente enquanto Il-hyeon inclinava a cabeça. Os lábios de Il-hyeon se curvaram.
— Então você sabia?
— É um modelo novo? O detector não o pegou quando eu entrei?
Ja-kyung ficou confuso sobre o motivo de ele ter lhe dado repentinamente um relógio caro, então abriu a parte de trás do relógio no carro para inspecioná-lo. O chip, que era um pouco maior que um grão de arroz, parecia ser um modelo recente. Nem sequer foi detectado pelo detector, e era perfeito.
Para ser honesto, ele gostou mais da escuta do que do relógio.
— Não me diga que também tem no meu quarto…?
Quando questionado com olhos suspeitos, Il-hyeon franziu a testa.
— Não, é um modelo novo que saiu ontem.
Ja-kyung não conseguia acreditar nele. Ele deveria revistar seu quarto e banheiro sempre que tivesse tempo.
— Devo dar a você se você gostou?
— Então eu ficaria grato.
Não havia necessidade de recusar quando ele o presenteou. Il-hyeon então estendeu a mão para acariciar o cabelo de Ja-kyung. Ele gostou da sensação do cabelo macio entre seus dedos. Era do mesmo castanho escuro de seus olhos.
— Não se preocupe com o que o Presidente Kang disse.
— Eu não me importo, na verdade. Também não confio totalmente no Diretor.
A mão que repousava em sua cabeça desceu lentamente e alisou a gravata.
— Estou triste. Nossos corpos já estiveram emaranhados. Você confiará em mim se eu os emaranhar novamente?
— Acho que isso não vai acontecer. Descanse. Eu também estou cansado.
Ja-kyung se virou com um sorriso amargo no rosto. Assim que a porta se abriu, Kang Il-hyeon puxou a maçaneta e a fechou. Ja-kyung soltou um pequeno suspiro ao olhar para a porta fechada. Quando ele se virou e franziu a testa, Il-hyeon se aproximou dele.
— Você gostaria de ir nadar?
Ja-kyung olhou para fora com uma expressão intrigada. Ele queria perguntar se ele estava fora de si. Estava chovendo tão forte que ele não conseguia sequer ver à frente, muito menos nadar. O céu estava relampejando. Dizem que uma pessoa que comete um crime morre atingida por um raio, mas Kang Il-hyeon não parece ter medo de raios.
— O tempo lá fora… Você não consegue ver?
Il-hyeon olhou pela janela e disse casualmente.
— Está bom. Você não gosta de nadar em um dia chuvoso?
— Apenas faça o que quiser… Eu vou recusar.
— Então que tal um chá no meu quarto? Há um chá muito perfumado.
— Isso também não serve.
— Ou você gostaria de atirar no porão?
Ja-kyung abandonou imediatamente sua intenção de rejeição. Seu corpo estava rígido, e ele pensou que seria bom se exercitar em algum lugar, então seus olhos brilharam quando ouviu a palavra tiro. Pensando que era uma reação positiva, Il-hyeon deu um passo atrás.
— Lave-se, vista roupas confortáveis e desça.
Ele se afastou silenciosamente e desceu as escadas. Ja-kyung suspirou levemente. Era muito cedo para dormir de qualquer maneira. Não parecia uma má ideia relaxar um pouco com alguns disparos moderados.
Ja-kyung lembrou-se das luvas de impressões digitais que recebeu de Wang Lun enquanto observava Il-hyeon escanear seu dedo no elevador. Ele não precisou usá-las devido à facilidade de conseguir o USB, mas as guardou para o caso. Os dois prosseguiram para o estande de tiro no andar de baixo.
O interior do estande de tiro era muito maior do que parecia por fora. Ao entrar e olhar ao redor, Il-hyeon pressionou o botão próximo à parede. Quando a parede se moveu, um espaço se abriu lá dentro, e uma visão incrível se revelou diante de seus olhos. Ele havia imaginado algumas armas, no máximo, mas estava enganado.
As paredes estavam repletas de vários tipos de armas de fogo. Glocks, Berettas e revólveres, além de espingardas, rifles de precisão e rifles antimaterial. Ele olhou maravilhado para as diversas variedades e quantidades, e Il-hyeon pediu que ele escolhesse a que mais gostasse.
Os olhos de Ja-kyung brilharam enquanto ele se aproximava e verificava a arma. Quando Il-hyeon viu isso, sorriu amargamente e murmurou algo.
— Fui tratado como menos que uma arma até agora.
Fingindo que não ouviu, Ja-kyung pegou um rifle, verificou-o e carregou a bala. Ele se virou imediatamente após encostar a coronha no ombro e mirou em Kang Il-hyeon, que estava encostado na porta. O rosto bonito de Kang Il-hyeon entrou no ponto de mira.
— Bang — Ja-kyung fingiu atirar nele, então Il-hyeon agarrou o coração e expressou dor. Ja-kyung abaixou a arma em resposta à reação absurda.
— Você nem faria um som se fosse atingido por isso, faria?
— Você saberá quando eu for atingido.
Ele colocou as armas no lugar e as olhou uma a uma, então pegou um revólver calibre 38. Uma cobra estava desenhada no cabo.
— Foi um presente do meu pai.
— É incrível. Diretor, você gosta de cobras?
— Não. Eu gosto de dragões.
Uma cobra jamais poderia se tornar um dragão. O Presidente Kang pode ter dado esta arma para confirmar isso.
— Atire.
Ja-kyung virou-se para o alvo humano assim que as palavras foram ditas. O tambor foi empurrado de volta após seis balas serem colocadas no cilindro. Il-hyeon encostou-se em suas costas, pressionou a parte inferior do corpo contra as nádegas dele e sussurrou em seu ouvido.
— Pense nisso como alguém que você odeia.
Ja-kyung imediatamente tomou posição, mirou e disparou. Bang, bang, bang, seis balas voaram direto para a virilha do alvo. Os olhos de Il-hyeon se estreitaram. Ja-kyung rapidamente recarregou as balas e atirou em seguida. A virilha do alvo agora estava em pedaços.
Il-hyeon sorriu amargamente.
— Não sou eu, sou?
Ja-kyung apenas recarregou as balas sem dizer nada, e Kang Il-hyeon aproximou-se e pegou a arma.
— Vamos parar por aqui e sair. Não aguento mais porque dói muito ali.
Ele pegou a arma, devolveu-a ao lugar original e pressionou o botão. Ja-kyung franziu a testa. Ele queria pensar que era Kang Il-hyeon e atirar nele com uma metralhadora. Il-hyeon disse que ele poderia atirar o quanto quisesse, mas, se fosse esse o caso, ele não tinha ideia de por que o trouxera aqui.
Ja-kyung saiu e caminhou direto para o elevador, mas Il-hyeon agarrou seu braço e o arrastou para dentro. Ja-kyung fez força e resistiu ao lembrar que havia tomado um estimulante antes.
— Por quê? Onde você está indo?
— Vamos assistir a um filme enquanto você está aqui.
— Estou cansado. Vou apenas subir.
— Não vá. Assista deitado, assim você poderá dormir.
Il-hyeon arrastou seu braço junto com ele. Ele viu uma sala de cinema ao entrar. Havia um sofá-cama com uma tela grande, bem como uma geladeira e uma adega de vinhos.
— O que você gostaria de assistir?
Se tivesse que escolher, ele queria assistir romance.
— Definitivamente não é romance. Guerra? Ficção científica? Suspense? Terror?
Era porque ele obviamente carecia de imaginação. Il-hyeon presumiu que matar pessoas significava assistir apenas a filmes assim. Quando Ja-kyung não respondeu, ele escolheu um filme de suspense coreano desconhecido. Ja-kyung não queria assistir, então ficou parado ali, mas Il-hyeon arrastou seus braços e o empurrou para a cama.
O suspense continha elementos de gore, e membros eram cortados e esfaqueados desde o início. Em um instante, um homem com um cabo enfia uma faca no estômago de outro homem. Ja-kyung e Il-hyeon, que estavam assistindo, ambos balançaram a cabeça quase ao mesmo tempo.
— Não é assim.
— Quem segura uma faca desse jeito…
— Por que ele está cortando assim? Ele nem sabe o básico.
— Ah, não é ali. A faca vai ficar presa por causa das costelas.
— Porra. Eles fizeram isso sem nenhuma pesquisa.
Ja-kyung também concordou com aquela afirmação. Estava uma bagunça.
— Eu concordo. O diretor não parece se importar. Se fosse eu quem tivesse investido neste filme, eu o teria matado em um acesso de raiva.
Il-hyeon encarou Ja-kyung em vez da tela. Era um rosto com muito a dizer.
— Por quê?
— Como você soube?
— O quê?
— As afiliadas da nossa empresa treinam cantores e atores e produzem filmes. Foi o primeiro filme em que investi, mas fracassou. Fiquei com tanta raiva que tentei matar aquele diretor desgraçado, mas me contive.
Apesar de saber que era um filme assim, ele ainda queria assistir junto. Ja-kyung estava prestes a dizer algo, mas se conteve. Ele havia esquecido completamente que a empresa de Kang Il-hyeon estava envolvida em uma variedade de negócios, como comércio, construção, distribuição, entretenimento e hotéis. Mas quanto mais ele assistia ao filme, mais claro ficava por que ele foi arruinado. Conhecendo a personalidade de Kang Il-hyeon, era surpreendente que ele não tivesse matado o diretor.
Ele acabou desligando sem nem mesmo assistir à metade.
Ler Aqueles que Merecem Morrer (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Um dia, Lee Ja-kyung, um assassino de aluguel que vivia na Tailândia, recebeu uma proposta de 5 milhões de dólares. O alvo era Kang Il-hyeon, um gângster que vivia na Coreia. Havia apenas uma condição.
No entanto, Kang Il-hyeon não era um adversário nada fácil. Pelo contrário, sua armadilha vai se fechando cada vez mais em torno de seu pescoço, e ele se vê encurralado…
Será que Ja-kyung conseguirá matá-lo e voltar em segurança? Ou ele morrerá assim mesmo, nas mãos de Kang Il-hyeon?
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