Ler Alphega (Novel) – Capítulo 80 Online


Modo Claro

- Capítulo 80 –

Se Baek Kanghyeon tivesse ouvido direito, teria sido uma fala de deixá-lo apavorado.

Que um alfa excitado durante o ciclo de rut tentasse o knotting era algo que acontecia de vez em quando. Por isso, os alfas, quando passavam o rut com um parceiro ômega, costumavam tomar pílula anticoncepcional quase como obrigação.

Mas quem tentava o knotting era, em última análise, o alfa em estado de rut. Que fosse o lado do parceiro, como Kwon Haeil, e ainda por cima um alfa declarando que ia fazer knotting em outro alfa, podia-se dizer que era algo em que qualquer um perguntaria: “Você está no seu juízo perfeito?”.

Haeil também sabia bem disso, mas não se importava.

“Se não for numa hora dessas, quando é que eu vou experimentar knotting?”

O Baek Kanghyeon que Kwon Haeil conhecia era uma pessoa a quem sobrava razão até bem no meio do sexo. Como era uma pessoa que, mesmo restando o rescaldo de um sexo fervoroso, primeiro pegava os documentos na mão, fazer knotting com calma nem se podia cogitar.

— Durante o rut você pode fazer como quiser. É que eu sou robusto o bastante para aguentar praticamente tudo.

Baek Kanghyeon não devia ter dito aquilo.

Ao pedir para que ele fosse seu parceiro de rut, do jeito dele, parece que quis criar uma rede de segurança cedendo a iniciativa e o grau de liberdade. Foi por temer uma situação em que Kwon Haeil passasse a detestar Baek Kanghyeon.

Graças a isso, Haeil pôde fazer tudo o que quisera fazer.

Tendo como alvo um Baek Kanghyeon que, como agora, não desejava senão a ele.

— Haa, ah-!

À medida que Haeil estocava, o corpo de Kanghyeon se sacudia sem parar. Toda vez que o interior era atravessado, como se não bastasse o membro dele ter cuspido todo o sêmen em fio, sem se cansar, ficava de novo totalmente ereto. Se continuasse estocando o ponto fundo de que ele gostava, em pouco tempo gozaria mais uma vez.

Haeil, como se desejasse isso, estocava sem consideração o interior de Kanghyeon. Como era uma hora em que, se estocasse com impiedade, ele sentiria tudo como prazer, não havia necessidade de medir as consequências.

— Hng-! Kwon, Haeil…! Hnng…! Kwon Haeil…!

Kanghyeon, que estava sendo estocado com o rosto totalmente à mostra à força por ter a coleira segurada, chamou repetidamente o nome de Haeil. Como uma voz indecente, repleta de ardor, o chamava com ansiedade, Haeil também não conseguia ficar só estocando quietinho.

Haeil, puxando a coleira de Kanghyeon ainda mais para perto, aplicou um beijo parecido com uma estocada. Amassava de um lado para o outro a língua quente que havia para além dos lábios em contato e, num segundo, a sugava com força como se fosse arrancá-la.

— Hnng-!

A sensação latejante de a língua parecer que ia ser arrancada parece ter ateado fogo ao orgasmo de Kanghyeon. Os olhos sem foco de Kanghyeon se contorceram com força e de sua boca se espalhou um gemido abafado.

O membro, que nesse ínterim atingira o clímax, espergiu na barriga de ambos um líquido tão quente quanto a saliva. Ao mesmo tempo, o interior, que estava mole feito pudim, se apertou com elasticidade como a carne das nádegas. Junto com isso, o orifício, que estava macio, agarrou com força a raiz do membro como se fossem lábios cerrados.

— Ugh!

Haeil, que estava no meio do beijo, também contorceu o rosto e mordeu os lábios. O membro dele, que enfiara fundo, ejaculou quente dentro da barriga de Kanghyeon.

— Ha, ah…, ah…

O corpo de Kanghyeon se contorceu com a sensação de gozo. Haeil, abraçando forte aquele Kanghyeon nos dois braços, partilhou com ele a respiração bruta.

— Ainda não…

Haeil, que enfiou os lábios no pescoço perfumado de Kanghyeon, moveu a cintura mais uma vez.

— Hnng?!

Kanghyeon, que ainda cuspia sêmen, engoliu o fôlego e se debateu. Foi que Haeil, que, como Kanghyeon, ainda estava no meio da ejaculação, voltou a se mover com violência.

— Ah, ung…! Deva, gar……! Haa-!

Haeil, ignorando a fala entrecortada de Kanghyeon, continuou dando sequência à estocada. O interior, que se contorcia excessivamente por causa do resquício do orgasmo, extraía insistentemente o sêmen que não escorrera por completo do membro de Haeil.

Toda vez que o membro de Haeil entrava e saía do orifício de Kanghyeon, o sêmen misturado com gel vazava. Ao som de fricção de carne colando em carne, somou-se um som viscoso de líquido.

Haeil, ainda mais estimulado pelo som indecente de líquido, segurou numa mão o membro de Kanghyeon. O membro, que acabara de cuspir todo o sêmen, tremeu dentro de sua mão.

Haeil não tinha a intenção de deixar o membro de Kanghyeon descansar. Não tinha sido brincadeira aquilo de tentar gozar dez vezes sem descanso.

A mão de Haeil percorreu depressa o membro de Kanghyeon, ajustada à estocada.

— Hnaa-!

Quando um estímulo intencional foi aplicado ao membro sensível, a cintura de Kanghyeon se torceu e suas duas pernas se moveram com força. Ainda assim, como estava num estado de pernas amarradas rigidamente com uma corda bastante resistente, não conseguia fechar as pernas nem fugir.

Kanghyeon, com o corpo sem liberdade, teve de arcar por inteiro com os dois ataques vertiginosamente rápidos de Haeil.

O membro de Kanghyeon se contorcia sem descanso dentro da mão de Haeil. Um prazer sexual cruel, que não podia deixar de fazer o corpo inteiro ter espasmos, ia derretendo densamente o corpo inteiro de Kanghyeon.

O membro, que estava agarrado pela mão de Haeil, em algum momento começou a se mover por conta própria. Movia-se para cima e para baixo em velocidade descompassada, o que, aos olhos de qualquer um, era uma estocada.

Haeil, que contorceu o canto dos olhos, segurou firme na mão o membro de Kanghyeon.

— Ah!

— Porra, vai ficar estocando o vazio, é?

Haeil, que falou como quem repreende, pressionou o baixo-ventre de Kanghyeon para que ele não sacudisse a cintura à vontade. Kanghyeon, que estremecia debatendo-se, deixou escapar um gemido de aflição.

— O senhor Baek Kanghyeon está sendo comido pra caralho por mim agora. Não pense em estocar, fica só quietinho e aberto.

Como quem adverte, pressionou o baixo-ventre um pouco mais forte. Então, o tom da voz de Kanghyeon subiu de repente. Foi que a próstata, escondida sob os músculos firmes, acabou esmagada sem dó pelo membro violento de Haeil.

— Ah, ah-!

A cintura de Kanghyeon saltou e do membro saltou um fluido límpido. Aquilo, espargido alto e forte a ponto de respingar no peito de Haeil, era algo claramente diferente de urina ou sêmen.

Haeil, que piscava os olhos diante do fenômeno repentino, ao ver a água límpida esguichada em seu peito, deixou escapar uma risada de escárnio.

— Ha…

Haeil lambeu de leve com a ponta da língua a água que respingara em seu peito e chegara até perto do canto de sua boca.

“Não é água com açúcar?”

Haeil estava sinceramente admirado com o sabor da água, doce a ponto de fazer a ponta da língua latejar. Na verdade, se fosse considerar pelo grau do cheiro doce e pela doçura gustativa, tanto o sêmen quanto essa água eram iguais. Só que, enquanto o sêmen tinha aquele cheiro característico de peixe, isto era como um suco de romã límpido que só tinha cheiro doce.

Haeil sorriu de forma perversa com olhos imersos no êxtase.

A mão de Haeil comprimiu ainda mais forte o baixo-ventre de Kanghyeon. Nesse estado, percorria sem parar o membro molhado de água e estocava de forma explícita a próstata comprimida por dentro, repetidamente. Kanghyeon reagia com violência e escorria de novo, em fio, a água translúcida.

— Hnaa?! Aah, ah-!

A água límpida que Kanghyeon escorria transbordava de leve pelo dorso da mão de Haeil, que pressionava o baixo-ventre. E dali escorria ao longo do flanco, chegando a encharcar por completo até o lençol.

Haeil, fitando de cima aquela cena, mordeu com força o lábio inferior.

Vendo Kanghyeon, que, como se não bastasse o sêmen, estava até soltando água, de jeito nenhum conseguia desfrutar com calma. A respiração dele ficou tão bruta quanto a do Kanghyeon em estado de rut.

— Por… ra… Se eu soubesse que você gostava de gozar assim, fuu… Eu também não teria feito de forma moderada de costume…

Pensar que, dentro daquela aparência contida e ascética de costume, ele tinha um corpo tão admirável, que gozava até esguichando desse jeito.

Haeil, refletindo sobre o quanto ele mesmo estava por fora a respeito de Baek Kanghyeon, fitou-o gozar mais uma vez junto com a água. Até o líquido turvo que caía em respingos sobre a umidade límpida parecia anormalmente indecente.

A sensação de gozo, que se acumulava dentro da raiz, latejava, tum, tum, como um coração. Parecia que, a qualquer momento em que ele decidisse, poderia despejar de forma revigorante.

“Agora aos poucos…”

Haeil soltou o baixo-ventre de Kanghyeon e, em vez disso, segurou firme ambos os lados de sua pélvis. A estocada, que se movia depressa, foi ficando cada vez mais lenta.

Haeil sentiu, conforme sua própria vontade, um calor ardente se acumular no membro que enfiara fundo no interior de Kanghyeon. A sensação de gozo, que fazia cócegas, num segundo preaqueceu a haste rigida. Logo começou a girar e girar naquela raiz e, aos poucos, foi ganhando volume.

Kanghyeon, que ofegava como se fosse ter o fôlego cortado por causa da sensação de gozo sucessiva, sentindo o próprio orifício se abrir à força, arregalou os dois olhos.

— Ah, ung…! Ah…!

O corpo inteiro de Kanghyeon foi ficando trêmulo, tanto quanto o membro. Um gemido, que ele não podia soltar de forma revigorante, escorreu com o custo de sua boca.

Kanghyeon ergueu os olhos e fitou a própria parte de baixo. A pele da barriga, agradavelmente suja de água e sêmen, se contorcia de forma perceptível. O orifício, que não alcançava sua visão, também se contraía de forma precária, aberto a custo tanto quanto a boca de Kanghyeon.

— Ah, doi…! Hnng! Ung…, ah…!

Kanghyeon, com o corpo rígido, torcia-se de um lado para o outro. E, nesse meio, a parte da raiz do membro de Haeil ia inchando cada vez mais, a ponto de ficar quase do tamanho de um punho.

Transmitiu-se uma pressão descomunal, a ponto de não conseguir respirar direito. E era tão quente que, começando pelo orifício até o ponto fundo do interior atravessado, era como se tudo estivesse pegando fogo.

Mas o que era ainda mais nítido que isso era o fato de que um mesmo alfa estava fazendo knotting nele. A repulsa instintiva e o medo se acumularam de uma só vez.

A Kanghyeon, que, com os olhos meio revirados, ofegava de cabeça erguida, Haeil deu um beijo afetuoso.

— Tá tudo bem. Logo vai parar de doer, então respira devagar.

Talvez a fala de Haeil tenha surtido efeito, pois a respiração custosa de Kanghyeon foi melhorando aos poucos. O orifício, que só apertava com força, também foi relaxando devagar, acompanhando sua respiração.

Haeil aguentou com afinco o orgasmo para que a parede interna, que soltava um grito sem som, pudesse se adaptar nem que fosse um pouco mais. E, nesse meio, acariciava Kanghyeon e dava tapinhas calmos em seu peito, acalmando-o com carinho.

Por volta de quando a respiração de Kanghyeon se estabilizou e seu membro voltou a se contorcer embriagado de calor.

O membro de Haeil só então começou a ejacular.

O lugar em que jorrava era o ponto mais fundo, uma região secreta em que só ele conseguira entrar.

Naquele lugar, o sêmen pesado de Haeil jorrou para dentro.

— Ah…, ah…!

Kanghyeon, diante do sêmen de um mesmo alfa que enchia depressa dentro de sua barriga, não sabia o que fazer. Torceu a cintura e tentou mover as nádegas. Para se livrar, tentou mover também os braços e as pernas a custo, mas, por estar amarrado, não obteve grande efeito.

Dentro da barriga, algo quente jorrava para dentro sem descanso. A parede interna e os músculos, encharcados pela grande quantidade de sêmen, tremiam sem descanso.

Em geral, a ejaculação por meio do knotting continua por um bom tempo. O padrão é: no início, jorra como se fosse encher a barriga por completo e, aos poucos, vai sendo despejado com mais calma.

Haeil, mesmo respirando de forma ofegante diante da sensação de gozo vertiginosa, a ponto de deixar a mente nublada, examinava o rosto de Kanghyeon. Observava atentamente se ele ainda estava com dor, se não estava sofrendo por causa da repulsa instintiva.

Felizmente, o Kanghyeon em estado de rut parecia aceitar até mesmo a sensação de ter a barriga enchida de forma quente como prazer. O canto dos olhos, molhado de lágrimas, tremia de forma agradável, e de sua boca escorria um gemido tênue, bom de ouvir.

“Ainda bem.”

Haeil, tranquilizando-se, lambeu com esmero o canto dos olhos de Kanghyeon com a língua. Toda vez que enxugava as lágrimas doces, o gemido de Kanghyeon soava ainda mais de cócegas.

Haeil, que por um bom tempo beijou e lambiscou o rosto de Kanghyeon, deu um suspiro profundo.

— Haa…

Haeil abraçou forte Kanghyeon nos dois braços. Por causa da grande quantidade de sêmen que estava despejando até agora e do membro inchado, sentia-se que a barriga de Kanghyeon ficara um pouco protuberante.

Haeil, embriagado pelo cheiro doce e prazeroso, mergulhou em pensamentos com olhos aturdidos.

Certa vez, ele já tinha perguntado a Baek Kanghyeon.

Que, se ele tinha feromônio de ômega, por acaso não poderia ter também outra coisa além disso.

— É verdade que, como os ômegas, eu tenho uma glândula de feromônio na nuca, mas é como um produto defeituoso. Por isso, mesmo que me mordam, não há imprinting.

— E, naturalmente, também não tenho útero.

A fala convicta de Baek Kanghyeon foi exatamente lamentável.

A ponto de girar e girar dentro da cabeça.

Se fosse um ômega de verdade, ele gostava de Baek Kanghyeon a ponto de querer torná-lo seu nem que fosse mordendo-lhe a nuca. Se houvesse um método de conseguir manter este alfa tapado e obtuso continuamente ao seu lado, ele o faria sem demora.

Mas não havia como.

Por serem ambos alfas, não havia método de imobilizá-lo e amarrá-lo como agora. Também não queria usar como pretexto o segredo do cheiro doce ou a relação entre os irmãos para chantageá-lo. Se fizesse isso, o “ser odiado”, que ele mais temia, se tornaria realidade.

Ele queria, de forma justa, um elo concreto que fizesse com que, de verdade, aos olhos de qualquer um, ocorresse o pensamento de que Baek Kanghyeon era de Kwon Haeil.

Apenas com uma “relação especial” como a de agora não bastava. Ele queria uma relação sólida, que Baek Kanghyeon não pudesse empurrar para longe de forma unilateral.

A ganância humana, em geral, não tem fim.

Ainda mais, Kwon Haeil era um alfa que até então vivera conforme sua ganância.

Por isso, não tinha meios de impedir que uma ganância ardente lhe subisse sem parar.

Haeil murmurou baixinho o desejo sincero dele que jamais conseguira dizer diante de Baek Kanghyeon, nem em tom de brincadeira.

— Seria bom se você engravidasse assim mesmo.

Mas, por saber que isso não tinha como acontecer, apenas sorriu com amargura.

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Continua….

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

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Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.

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