Ler Alphega (Novel) – Capítulo 81 Online

- Capítulo 81 –
Já se passaram três dias desde que entrou no ciclo de rut.
O rut, que começou pouco depois da meia-noite do primeiro dia, só começou a dar sinais de fim na noite do terceiro dia.
O feromônio de alfa que preenchia o quarto foi diminuindo gradualmente. Ao sentir isso, Haeil mostrou um arrependimento visível.
— Ainda é insuficiente…
Haeil olhou para Kanghyeon, que estava tão quente que parecia que poderia derreter a qualquer momento.
Com os joelhos erguidos e deitado como um cachorrinho, Kanghyeon estava sendo duramente penetrado enquanto seu corpo era firmemente segurado por Haeil.
Os dois braços de Kanghyeon, que antes seguravam o lençol, agora estavam completamente dobrados. Por causa disso, seu rosto molhado de lágrimas estava enterrado no travesseiro, e ele gemia com dificuldade.
— Ha, hmm…
Agora, mesmo sem estar amarrado, ele não tentava mais se mover por conta própria. Talvez estivesse suficientemente acostumado ao prazer de ser penetrado, ou talvez tivesse se rendido por ter recebido tanto sêmen de outro alfa dentro de si.
De qualquer forma, Kanghyeon, hoje no terceiro dia, ainda estava sendo penetrado a ponto de seu buraco inchar bastante.
Ploc, ploc.
A cada estocada de Kwon Haeil, um som molhado e viscoso vinha naturalmente, intercalado com os gemidos agudos de Kanghyeon.
— Aaah…!
Junto com o gemido rouco misturado a uma respiração ofegante, o buraco se contraiu elasticamente. Por mais que fosse penetrado, o buraco se apertava com força, e a maciez da parede interna encharcada de sêmen incitava Haeil a ejacular sem piedade.
— Humph…!
Haeil franziu o rosto e ejaculou pela enésima vez. Uma quantidade generosa de sêmen foi novamente derramada dentro do apertado buraco traseiro, já completamente cheio. Um líquido leitoso e turvo escorria aos poucos pelo buraco que apertava firmemente o órgão genital.
Haeil, tremendo com a sensação de ejacular, segurou suavemente o órgão de Kanghyeon. O órgão de Kanghyeon, que havia ejaculado quase ao mesmo tempo que o seu, já estava amolecendo.
Foi por volta dessa altura que o feromônio de alfa de Kanghyeon, que vinha diminuindo, se estabilizou calmamente.
A força do corpo de Kanghyeon, que estava preso a Haeil, se esvaiu completamente.
Com aquela ejaculação final, Kanghyeon acabou adormecendo como se tivesse desmaiado.
Haeil, segurando Kanghyeon em seus braços, retirou cuidadosamente seu órgão. Como havia ficado o tempo todo penetrando e ejaculando sem nunca tirar, assim que o órgão foi retirado, o buraco cuspiu sêmen como se estivesse ejaculando. O buraco vermelho que não conseguia se fechar completamente se movia repetidamente, expelindo sêmen, o que à primeira vista parecia uma ejaculação ao contrário, fazendo com que parecesse ainda mais obsceno.
Haeil sentiu a parte inferior do seu corpo endurecer novamente, sem nenhum aviso, e rapidamente deitou Kanghyeon corretamente. Se continuasse olhando para aquele buraco obsceno tão exposto, era óbvio que acabaria cedendo e penetrando-o novamente.
Depois de deitar Kanghyeon, Haeil pegou uma garrafa de água que estava em cima do criado-mudo. Ao redor, havia nove garrafas vazias, já completamente consumidas.
Haeil pegou um gole da água que restava, cerca de metade da garrafa, e beijou Kanghyeon, que estava dormindo. A água que escorreu pelos lábios selados refrescou a boca quente de Kanghyeon. Em seguida, o pomo de Adão, pressionado suavemente, se moveu, engolindo a água já aquecida na boca.
Haeil, da mesma forma, deu de beber a Kanghyeon primeiro e só então despejou o pouco que restava em sua própria boca. A décima garrafa de água vazia foi colocada em cima do criado-mudo.
Haeil enxugou o canto da boca molhada de Kanghyeon com a mão e sussurrou carinhosamente.
— Você se esforçou muito.
Kanghyeon, que havia desabado e adormecido, não pôde responder a essas palavras.
O estado de Kanghyeon era o pior que Haeil já tinha visto até então.
Os olhos inchados de tanto chorar e os lábios levemente inchados chamavam a atenção primeiro. Em seguida, a parte inferior do pescoço branco, onde as marcas da coleira de couro ainda estavam bem visíveis, estava tão manchada de vermelho e roxo que era mais difícil encontrar um local que não tivesse sido mordido ou chupado.
As marcas nítidas de amarração nos dois pulsos e nas coxas também, combinadas com as outras marcas, exalavam uma atmosfera peculiar. Seu corpo encharcado de sêmen e fluidos parecia tão obsceno que até mesmo ele, que o havia feito daquele jeito, sentiu o rosto esquentar.
A comissura dos lábios de Haeil, que observava Kanghyeon em silêncio, se ergueu lentamente.
Não podia deixar de ficar feliz com o fato de que o responsável por deixar Kanghyeon daquele jeito era ele mesmo, e que finalmente tinha chegado a oportunidade de fazer os cuidados posteriores.
Com uma expressão lasciva, Haeil desceu da cama e levantou Kanghyeon adormecido num piscar de olhos. Mas seu rosto mudou para um de desconfiança, pois o levantou com uma leveza inesperada.
— Parece que ele perdeu muito peso?
Não era apenas por causa do sexo desenfreado dos últimos três dias.
Uma vez, há muito tempo, ele o havia levantado como brincadeira, e a sensação agora era definitivamente mais leve do que naquela época. Considerando que ele estava profundamente adormecido, por mais benevolente que fosse a avaliação, era certo que ele havia perdido uns 4 ou 5 quilos. Era só porque ele tinha músculos que isso não era tão aparente por fora.
— Ele precisa trabalhar menos, sério.
Haeil estalou a língua com insatisfação e, carregando Kanghyeon nos braços, foi em direção ao banheiro.
Os cuidados posteriores que ele esperava foram, na verdade, bastante, ou melhor, extremamente prazerosos.
Por mais que ele limpasse, o sêmen que ele havia depositado não parava de escorrer. Parecia que não havia fim, como se ele tivesse ejaculado tanto assim, e ele teve que ficar limpando por um bom tempo.
Toda vez que ele retirava um pouco, a parte inferior do seu corpo endurecia. Ele mal se segurou para não querer penetrar furiosamente e ejacular de novo.
Enquanto ele limpava o interior, Kanghyeon se encolhia repetidamente com a sensação estranha e o formigamento ocasional. Como ele se aninhava em seu peito soltando gemidos desconfortáveis, a razão de Haeil se rompeu umas duas vezes e depois voltou. Quem diria que o “remix do Sutra do Coração” que ele tinha ouvido falar recentemente através do Gerente Park seria útil numa hora dessas.
Depois de limpar bem o interior, ele o lavou cuidadosamente para que não ficasse desconfortável. Durante todo esse tempo, Kanghyeon não deu nenhum sinal de que iria acordar.
Depois de lavado completamente, ele o secou com uma toalha macia e o vestiu com um roupão de banho que estava preparado no banheiro. Como havia outro roupão de banho que parecia ser dele colocado ao lado, o Baek Kanghyeon, sempre tão preparado, era fofo, e parecia que eles eram um casal, o que fez Haeil soltar uma risada boba.
Vestindo o mesmo roupão de banho, Haeil saiu para a sala, sentou-se no sofá, colocou Kanghyeon em seu colo e o inclinou para o lado. Então, com a intenção de secar seu cabelo molhado, ligou o secador na potência baixa. A testa de Kanghyeon, que estava encostada em seu ombro, se contraiu.
— Hmm…
Haeil deu palmadinhas em Kanghyeon, que se agitava, e beijou seu cabelo molhado.
— Desculpe. Aguenta só mais um pouco. Vou secar rapidinho.
Ele o acalmou com carinho e começou a secar seu cabelo com o secador. Enquanto sacudia suavemente os fios com a mão, massageando a cabecinha como se a acariciasse, a testa franzida de Kanghyeon foi se relaxando aos poucos. Mesmo que o som incomodasse, ele parecia gostar da sensação, pois chegou a esfregar a cabeça no ombro de Haeil por conta própria.
Estalo.
Não sei se foi o som do secador que apertou com força sem querer, ou se foi o som dos dentes cerrados de Haeil.
Algo duro continuava cutucando o traseiro de Kanghyeon. Kanghyeon soltou outro gemido desconfortável, como se estivesse resmungando durante o sono.
Felizmente, Haeil, com sua paciência notável, conseguiu secar o cabelo de Kanghyeon sem problemas.
Depois de deitar Kanghyeon confortavelmente no sofá comprido, Haeil se levantou e vasculhou os outros cômodos. Ele planejava colocar Kanghyeon para dormir em um quarto de hóspedes, se houvesse um com cama, já que o quarto principal estava uma bagunça.
Mas não havia nenhum quarto de hóspedes em lugar algum.
Metade dos cômodos estava vazio, e a outra metade era composta apenas por espaços dedicados exclusivamente ao trabalho.
— Não é como se fosse um escritório de empresa.
Haeil balançou a cabeça com uma expressão de desgosto e, sem alternativa, pegou um cobertor extra e cobriu Kanghyeon. Parecendo gostar do cobertor macio com cheiro de sol, Kanghyeon se remexeu algumas vezes e depois voltou a dormir com uma expressão extremamente tranquila.
Agachado na frente do sofá, Haeil observou o rosto adormecido de Kanghyeon com satisfação.
— Durma bem.
Depois de acariciar carinhosamente a cabeça de Kanghyeon, Haeil se levantou.
— Agora, vamos começar a arrumar.
O olhar de Haeil se dirigiu ao quarto, que ainda guardava os vestígios de uma relação intensa.
Parecia que a casa de Kanghyeon também era frequentada por alguém que fazia limpeza e lavanderia regularmente, mas aquele quarto, impregnado com o cheiro obsceno dele e de Baek Kanghyeon, ele absolutamente não queria deixar para outra pessoa limpar.
— Vou limpar tudo direitinho e ser elogiado.
Haeil imaginou Baek Kanghyeon acariciando sua cabeça e, de bom humor, foi em direção ao quarto.
⊱✿⊰ ─── Α · Β · Ω ─── ⊱✿⊰
Estou me sentindo bem.
Está quente.
Está macio.
Kanghyeon, com a mente turva, repetia esse pensamento.
A sensação de ser beijado na cabeça era boa, e a mão quente acariciando seu cabelo e bochecha também era boa. O braço forte que o envolvia como se o protegesse, os batimentos cardíacos agradáveis, a respiração regular, o feromônio de alfa familiar, tudo era bom.
— Bom…
Kanghyeon soltou um suspiro preguiçoso, pensando que queria continuar dormindo assim.
— Mas acho que está um pouco sufocante…
Apesar de se sentir bem, a pressão do braço forte que o envolvia e o corpo de outra pessoa quase colado ao seu causavam uma certa sensação de sufocamento. Talvez fosse porque ele estivesse dormindo nessa posição por muito tempo.
— Por muito tempo…?
Kanghyeon abriu os olhos lentamente e começou a raciocinar com a mente ainda confusa. Só então percebeu que era depois do fim do ciclo de rut.
Kanghyeon esfregou os olhos secos e ergueu a cabeça. Ele viu o rosto de Haeil, profundamente adormecido enquanto o abraçava.
— Kwon Haeil…
Ao murmurar o nome de Haeil, as lembranças da época da rut começaram a vir à tona, uma a uma. Mesmo assim, eram apenas lembranças do início da rut, pouco depois de ela ter começado. A última lembrança era do momento em que Kwon Haeil o havia amarrado em uma posição bastante constrangedora.
Kanghyeon olhou para as marcas de amarração em seus pulsos. Embora fossem marcas visíveis, não eram feridas, e parecia que desapareceriam em alguns dias.
Enquanto esfregava as marcas nos pulsos com a ponta dos dedos, Kanghyeon de repente se lembrou de uma fala de Haeil.
— Lá não pode!
— Puff…
No momento, Kanghyeon soltou uma risada e cobriu a boca com a mão, rindo baixinho. O rosto de Haeil, que havia se assustado quando ele tocou um pouco atrás, era, sem dúvida, a melhor expressão embasbacada que ele já tinha visto. Não dava para evitar rir só de lembrar.
Depois de rir por um bom tempo e finalmente recuperar o fôlego, Kanghyeon lentamente desfez o abraço de Haeil, que ainda envolvia sua cintura. Com o máximo de cuidado para não acordar Haeil, ele se soltou e, para o outro, que resmungava com o vazio em seus braços, colocou o travesseiro em que ele próprio estava deitado. Também puxou o cobertor macio, que parecia ter sido recém-tirado, até o pescoço de Haeil e o cobriu.
Sentado na beira da cama, Kanghyeon olhou para seu corpo, que havia sido bem lavado, e depois examinou o quarto, que estava perfeitamente arrumado. Mesmo tendo passado três dias sem parar para cuidar dele, Kwon Haeil não só fez os cuidados básicos, mas também arrumou o quarto. Isso não era algo que se fazia sem um esforço considerável.
— Ele deve ter ficado cansado.
Sentindo gratidão por Haeil, Kanghyeon lembrou dos dois braços que o abraçavam. Foi só depois de refletir sobre o quão firmemente aqueles braços o tinham segurado que ele percebeu que suas preocupações eram realmente inúteis.
— Nosso Baek Kanghyeon, você até que tem pensamentos inúteis, hein?
A lembrança daquela frase de Haeil fez com que uma risada escapasse.
— É mesmo. …Acho que eram realmente inúteis.
Não havia como Kwon Haeil, que o chamou de “especial”, passar a odiá-lo.
Sentiu um profundo alívio com a conclusão que tirou sozinho. Isso também deve ser porque ele é especial.
Kanghyeon acariciou carinhosamente a cabeça de Haeil. Haeil, que estava profundamente adormecido, começou a esboçar um leve sorriso, como se gostasse daquele toque. Um sorriso caloroso, semelhante ao dele, também surgiu no rosto de Kanghyeon.
Depois desse dia.
Baek Kanghyeon não sentiu mais dor na parte inferior do abdômen.
⊱✿⊰ ─── Α · Β · Ω ─── ⊱✿⊰
Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Alphega (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.