Ler Alphega (Novel) – Capítulo 79 Online


Modo Claro

- Capítulo 79 –

Haeil, segurando a custo ambos os pulsos de Kanghyeon numa mão, abriu com a outra a gaveta do criado-mudo. Os objetos de imobilização que vira há pouco alegraram os dois olhos de Haeil. Num canto da gaveta havia também um gel lubrificante que tinha cara de nunca ter sido usado.

Haeil, sem distinguir os objetos, tirou todos e os dispôs sobre a cama. Já que os preparara para serem usados, excepcionalmente, tinha de usar tudo com todo o esmero.

Para imobilizar Kanghyeon, primeiro tinha de dominá-lo de forma que ele não se debatesse. Isso, na verdade, não era nada difícil.

Se fossem os lugares de que Kanghyeon gostava, ele os conhecia todos. Ainda mais, como estava um tanto sensível, era um estado em que, com só um leve toque, ele deixava escapar um gemido bom de ouvir e tremia o corpo. Junto com um gemido meio rosnado, a força com que resistia logo afrouxou. Nesta brecha, primeiro despiu de uma vez a camisa que ele vestia.

Haeil, beijando fundo os lábios de Kanghyeon, abraçou-lhe a nuca e a cintura. Nesse estado, deitou-o devagar na cama para que ele não se assustasse e, naturalmente, reuniu os dois braços de Kanghyeon acima de sua cabeça.

O pulso direito, o próximo, o pulso esquerdo.

Mesmo enquanto prendia as algemas de couro, Kanghyeon estava absorto no beijo. Excetuado o fato de ficar esfregando o próprio membro no de Haeil e de deixar escapar gemidos lascivos, estava bastante dócil. Devia ser por ainda ser o início do rut que ele estava comparativamente comportado, mas, de todo modo, graças a isso, ele conseguiu imobilizá-lo com muita facilidade.

Cluc, clac.

A curta corrente ligada às algemas de couro emitiu um som de fricção bom de ouvir. Enquanto prendia uma longa corda no meio da corrente e a entrelaçava à cabeceira junto ao travesseiro, sem alternativa, o beijo parou e os lábios se soltaram. Kanghyeon, talvez lamentando até aquilo, ergueu a cabeça e ele mesmo mordiscou os lábios de Haeil.

Diante do ato proativo de Kanghyeon, o canto da boca de Haeil tremeu.

— …Escuta, se você ficar me provocando assim, eu também fico sem juízo, sabia?

Por que fica lambiscando de forma tão fofa.

Haeil mordiscou a língua que Kanghyeon estendia.

— Hng…

Mordeu sem doer muito, mas, só por ter feito isso uma vez, a cintura de Kanghyeon saltou de leve. Haeil, sugando com estalos a língua que mordera, foi despindo com suavidade a calça dele.

Quando tirou até a cueca boxer, que já ficara toda molhada, exalou-se um cheiro doce bastante indecente.

“Vou enlouquecer.”

Haeil estava a ponto de ficar com a cabeça zonza diante do cheiro doce que exalava dos fluidos corporais de Kanghyeon. Tanto que chegou a tocar de leve o orifício achando que talvez tivesse saído fluido ômega. Claro que algo como isso, não teria como existir.

Se com apenas o líquido que escorria do membro já era assim, ficou preocupado com o quão intenso seria o aroma se ele continuasse gozando e escorrendo três dias a fio.

“Nesse ritmo, o rut não vai acabar vindo até em mim, né.”

Diante do aroma gravemente estimulante, a vista ficou vertiginosa.

Haeil desceu aos poucos, beijando por todo o corpo de Kanghyeon, que começara a sacudir a cintura. O membro, que escorria em fio um líquido translúcido, aos poucos, ele de propósito não tocou. Como parecia que ele ia gozar só de um toque, desviou a direção para a pélvis e para a parte interna das coxas.

— Hmm, ung…

O gemido ansioso de Kanghyeon se dispersou. Haeil aguentou o desejo de querer engolir o membro de uma vez.

O Baek Kanghyeon de agora, com a razão ausente, poderia armar um alvoroço assim que fosse posto numa posição boa de estocar. Aguentar não era difícil, mas ele queria a todo custo evitar uma situação em que Kanghyeon pudesse se machucar.

Haeil, acariciando o joelho de Kanghyeon, ergueu e afastou com cuidado suas pernas. Conseguiu até amarrar a longa corda em ambas as coxas e, em seguida, pendurá-la e fixá-la à cabeceira da cama.

Haeil fitou o grilhão, o único que sobrara dentre os instrumentos de imobilização. O grilhão era só uma peça, e na ponta da corrente de cerca de um metro ligada a ele havia um fecho. Mais do que impedir o movimento das duas pernas, parecia ser para amarrar um dos pés em algum lugar e impedir o deslocamento.

Vendo por alto o tamanho, parecia que dava para prender com bastante folga.

O olhar de Haeil tocou o pescoço de Kanghyeon.

“Da última vez, disseram que eu mordi a nuca.”

Naquela época, não fazia ideia com que juízo tinha mordido. Mas, se fosse agora… parecia que dava para morder à vontade mesmo em juízo perfeito. Se soubesse o quanto ele se esforçara para não morder a nuca de onde exalava cheiro doce sempre que colavam os corpos, Baek Kanghyeon provavelmente ficaria de novo horrorizado dizendo “doido varrido”.

Haeil, que se lembrou do arrepio do instante em que mordera a nuca, esticou o grilhão ao máximo e o encostou no pescoço de Kanghyeon. Talvez por ele ter a cabeça pequena e o pescoço fino para a estatura, parecia que, se ajustasse na última argola, dava para prender de sobra.

Haeil amarrou até a tira de couro que era o grilhão no pescoço de Kanghyeon e segurou na mão a corrente ligada a ela.

— Por… ra…

Tapando a boca com uma das mãos, engoliu palavrões que chegaram a algumas vezes.

Os dois pulsos imobilizados acima da cabeça, as pernas amarradas com a corda e abertas de modo a não poder fechar, o pescoço fino em que estava atada uma tira de couro parecida com uma coleira de cachorro.

Era uma cena estimulante a ponto de passar de agradar a fazer o coração doer.

Haeil queria mastigar na hora Kanghyeon, que, torcendo o corpo imobilizado, o fitava de baixo para cima com ansiedade.

— Hng…, Kwon, Haeil…

Kanghyeon chamou Haeil com uma voz ofegante. Debatendo-se com afinco com o corpo que não podia se mover direito, sacudiu a cintura. O membro totalmente ereto parecia se afligir pedindo para que, de algum modo, o deixasse estocar.

Haeil, que estremecia, puxou a corrente ligada à tira do pescoço de Kanghyeon. Do pescoço, naturalmente arrastado ao longo da corrente esticada, escorreu um gemido leve.

— Cft, haa…

O som da respiração de Kwon Haeil, sem que se percebesse, já estava ainda mais bruto que o de Baek Kanghyeon. O rosto estava, literalmente, afogueado como se fosse explodir.

— Eu não sei de nada… Isto é tudo culpa do senhor Baek Kanghyeon.

Haeil, que apressadamente pôs a culpa nos outros, despejou uma boa quantidade de gel frio no períneo e no orifício de Kanghyeon, que estavam totalmente expostos.

— Hnng!

Diante da frieza que sentiu embaixo, Kanghyeon fez um som de quem engole o fôlego e tremeu. Talvez por ser uma hora em que ele reagia estremecendo só de um leve toque, estava sensível até a uma sensação dessas.

Haeil espalhou o gel espesso e escorrido no períneo e no orifício de Kanghyeon como quem massageia. O gel, que estava frio, logo se aqueceu por causa do calor de Kanghyeon.

Enquanto espalhava o gel, Kanghyeon torceu a cintura não sei quantas vezes. As pernas, que não podiam fechar, ora se contorciam repetidamente, ora tremiam sem parar.

Haeil enfiou devagar no buraco o dedo bem lambuzado de gel.

— Hnng?!

Kanghyeon reagiu com violência, sacudindo a cintura. Movia-se sem parar como quem, instintivamente, quer empurrar Haeil para longe.

— Tá tudo bem, tudo bem. Haa…, eu vou te deixar gostoso.

Haeil, para acalmar Kanghyeon, acariciou-lhe o peito com a outra mão. O pequeno mamilo que tocou a ponta do dedo já ficara duro. Quando o beliscou de leve, ele arqueou até o pescoço e explodiu num gemido agudo.

— Daqui a pouco eu chupo até você ficar em carne viva. Primeiro, é que eu tô com muita pressa, então só um instante…

Se tivesse juízo, teria dilatado o orifício devagar e chupado o peito sem parar, mas agora a situação estava bem grave. Como que a desmentir o fato de ter gozado, o membro já se enfurecia todo. Se desviasse a atenção nem que fosse por um instante, parecia que, num piscar de olhos, ele começaria estocando.

Toda a atenção de Haeil logo se concentrou no dedo dentro do orifício.

“Cft…, vou derreter de verdade…”

O de fora estava quente, mas o de dentro estava de verdade fervendo feito louco. Estava quase o dobro do calor que ele sentira até então ao tocar o interior, a ponto de parecer que o dedo ia derreter na hora.

E, ainda por cima, a batida do coração de Kanghyeon se transmitia forte demais através da parede interna. Ficou com um medo tal que, se estocasse nesse estado, a parede interna apertaria o membro com força ajustada à batida.

“Graças ao gel, entra bem.”

Haeil, tateando o orifício que engolia o dedo sem problema, aumentou o número deles. Só por volta de quando enfiou três dedos é que apareceu satisfeito. Bem nessa hora, como Kanghyeon resistia de forma um tanto violenta à sensação de corpo estranho que sentia por dentro, sem demora estocou o lugar de que ele gostava.

— Haaá!

Junto com o som da corrente que se arrastava chacoalhando, a cintura de Kanghyeon saltou alto. Ao mesmo tempo, o membro de Kanghyeon latejou. Haeil estocou muito mais rápido e forte o dedo que penetrara o interior.

Estocou e estocou de novo, como se fosse esmagar e estourar o caroço que tocava a ponta do dedo. A próstata se contorcia com violência, tanto quanto seu dono.

— Hic, hnng! Ah-!

De costume, ele continha tanto os gemidos, e agora, sem intenção de reprimi-los, os soltava por inteiro. Por causa dos gemidos de Kanghyeon, o membro de Haeil se enfureceu de novo feito fogo.

Haeil, mesmo enquanto dilatava com afinco o orifício de Kanghyeon, murmurava uma fala cujo destinatário não se sabia qual era.

— Aguenta só um pouco, só um pouco… Haa…, não é que a gente vai morrer… Aguenta, porra…, aguenta…

Os olhos de Haeil já iam ficando bem nublados, tanto quanto os de Kanghyeon.

Talvez por causa do calor decorrente do rut, o orifício de Kanghyeon amoleceu bastante fácil. Havia também o fato de o apressado Kwon Haeil ter estocado sem parar, sem dar ao orifício e à parede interna nem brecha para se fecharem.

Haeil, que chegou ao limite, tirou de uma vez o dedo que entrara no orifício.

— Ah…!

Assim que a sensação que estimulava o interior se retirou de uma vez, a cintura rija de Kanghyeon caiu de leve, como que exausta. Mas logo em seguida tremeu sem parar diante do calor que tocou o orifício.

— Relaxa, senhor Baek Kanghyeon. Porque eu vou enfiar de uma vez.

O aviso foi dado por um momento.

Haeil, como dissera, estocou de uma vez o membro que ficava duro ate não poder. O membro rigido, que penetrou pressionando com força a próstata, atravessou o ponto mais fundo do interior.

— Aaah-!

Da boca de Kanghyeon explodiu um gemido de prazer parecido com um grito. Do membro, que, sem conseguir gozar, apenas escorria em fio um fluido translúcido, jorrou um sêmen de cor turva claramente diferente. Uma quantidade considerável de sêmen, a ponto de ter cara de estar acumulada havia muito tempo, foi espergida quente no peito e na barriga de Kanghyeon.

Haeil, vendo aquela cena, sorriu envergonhado. No rosto de Kanghyeon contido nos dois olhos de Haeil tremeluzia um êxtase nublado.

— Sabe, na verdade eu adoro pra caralho ver o senhor Baek Kanghyeon gozar. É que a hora de gozar é a mais indecente.

E este cheiro doce.

Este cheiro doce intenso, que parecia destruir o nariz, ele adorava de verdade.

Haeil, sem se importar nem um pouco com a situação de Kanghyeon, que estava gozando em jorros, começou a se mover com violência.

— Hng, ung! Ah…!

Os dois olhos arregalados e sem foco continham Haeil. Toda vez que estocava fundo esmagando as vísceras para cima, naqueles olhos saltavam faíscas invisíveis, e do membro escorria em fio o sêmen que não conseguira soltar por completo.

Mesmo em juízo perfeito, logo após gozar ele ficava excessivamente sensível, e, por estar em estado de rut, essa sensação era ainda mais grave. O prazer excessivo que golpeava a cabeça e a opressão de ter a liberdade controlada se entrosavam, sacudindo Kanghyeon de forma latejante.

Nos olhos de Kanghyeon, dos quais brotara umidade, refletiu-se o rosto de Haeil, cheio de loucura.

— Você vai gozar mais, né? Vamos tentar gozar dez vezes assim, sem descanso.

Haeil dizia, com toda a serenidade, uma fala que, se Kanghyeon tivesse ouvido, o teria feito fugir na hora. Quem sabe até o ter amarrado tão rigorosamente como agora fosse também por esse motivo.

Nem por isso ele tinha a intenção de forma injusta, fazer só Baek Kanghyeon escorrer em fio.

— Eu também vou gozar bastante, então não pode deixar escorrer, tem de engolir tudo. Entendeu, hyung?

Haeil, como quem exige uma resposta, agarrou numa mão a corrente ligada à tira do pescoço de Kanghyeon e a puxou. Graças a isso, o rosto de Kanghyeon, que gemia, sem conseguir fugir, olhou apenas para Haeil.

O rosto de Haeil foi se tingindo de uma cobiça intensa que jamais se poderia mostrar ao Kanghyeon com razão.

— É que hoje eu também vou fazer o Nó.

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Continua….

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

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Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.

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