Ler Alphega (Novel) – Capítulo 40 Online

— Episódio 40 —
— Não foi assim tão de repente. Foi quase como se tivesse avisado antes. E é nojento, então para com a entrelaçada.
O gesto de segurar também era obviamente de propósito, e o olhar de Haeil era o de “vai continuar e eu faço mais?” — então era aviso sim.
— Que generosidade imensa. Então Baek Kanghyeon, se avisar antes, não vai repreender? Hm?
— Pelo menos não vou me assustar, então não há razão para repreender.
— Hmm.
Haeil soltou um som misterioso.
Kanghyeon olhou para a mão de Haeil que ainda segurava a sua. Parecia que ainda não havia intenção de soltar.
— Pode ir soltando…
— Sabe, vou te dar um aviso.
Haeil, que abriu a boca quase ao mesmo tempo que Kanghyeon, inclinou o corpo enquanto falava. Por ser alto, mesmo de pé atrás do balcão conseguia facilmente trazer o rosto até o nariz de Kanghyeon.
— Depois de contar até cinco… vou roubar os lábios de Baek Kanghyeon.
Por um momento não entendeu o que era aquilo.
— Um, dois, três…
Mesmo com Haeil contando os números de forma óbvia, não conseguia reagir imediatamente. A cabeça estava trabalhando devagar demais tentando compreender a intenção do que Kwon Haeil havia dito.
— Quatro, …cinco.
Mal terminou de contar até cinco, Haeil aproximou ainda mais o rosto conforme havia avisado.
Primeiro o hálito chegou, e depois as franjas de um e outro se tocaram.
No momento em que os dois narizes apontados se desviavam naturalmente.
— …!
A mão de Kanghyeon que não estava sendo segura entrou no meio.
Na palma havia os lábios de Haeil, e no dorso havia os lábios de Kanghyeon.
Kanghyeon voltou a si tardio e ergueu os olhos.
— O que está fazendo?
— Vendo até onde você aceita.
Haeil, que piscou com um sorriso, endireitou o corpo que havia inclinado. Os lábios quentes e macios e o hálito que haviam tocado a palma de Kanghyeon também se afastaram naturalmente.
— Seja avisado ou não, se for hora de repreender repreende, se for hora de ficar com raiva fica com raiva. Se aceitar quieto assim, vão te tomar por idiota e fazer cada vez pior.
Haeil, avisando com um sorriso, disse “vou fazer um petisco também” como se nada tivesse acontecido e começou a se movimentar ativamente. Kanghyeon ficou olhando silenciosamente para Haeil assim e baixou o olhar.
No Negroni vermelho-escuro seu rosto sombrio se refletia vagamente.
Idiota…
Kanghyeon havia ouvido essa palavra muitas vezes.
Agora de Kwon Haeil, e no passado dos próprios irmãos.
— Você não precisa viver como um idiota assim. Não precisa sentir culpa por nós.
— Você é idiota?! Vai viver a vida toda do jeito que o pai quer por nossa causa?!
— Às vezes olhando para você, Kanghyeon, você parece meio idiota. Alguém como eu, não seria estranho mesmo que me tivesse abandonado há muito tempo.
Kanghyeon deu um riso discreto e levantou o copo levando o Negroni à boca. O líquido fundo e amargo com o leve aroma de romã varreu friamente a boca que tinha um leve sabor de sangue. Em seguida, a pungência como uma tempestade silenciosa torceu e abriu a garganta oprimida.
Enquanto Kanghyeon saboreava o Negroni.
Haeil o observava com olhos como que enfeitiçados. Em uma das mãos havia metade da romã que havia partido para fazer o drinque. Era para também processar e servir junto com um petisco simples.
O gogó branco de Kanghyeon se moveu para engolir o Negroni que Haeil havia feito.
Mal viu isso, Haeil sentiu o impulso momentâneo de se lançar sobre ele.
Quer se lançar imediatamente e derrubá-lo.
Quer colocar peso e subir por cima, e como antes pressionar as duas mãos para que não haja como segurar.
Quer engolir os lábios surpresos, esfregar a língua e trocar saliva.
Quer colocar os lábios no gogó que se move e sugar com força para tingir de vermelho.
Quer. Quer. Quero fazer.
Quero… fazer sexo com Baek Kanghyeon.
Crack.
Ouviu-se o som de algo estourando na mão.
Haeil, que baixou o olhar para a própria mão pegajosa, engoliu um palavrão sem que Kanghyeon visse.
Da mão apertada com força escorria apetitosamente o suco vermelho e maduro da romã.
˚˚˚
O horário estava indo em direção às três da manhã.
Haviam bebido continuamente por quase oito horas.
Haeil estava internamente surpreso com a resistência ao álcool de Kanghyeon.
Kanghyeon havia recebido e bebido bebidas de alta gradação incluindo o Negroni e ainda assim estava perfeitamente acordado. Nunca teve a língua enrolada nem os olhos ficaram soltos. No máximo o rosto sombrio melhorou um pouco, e foi suficiente para o humor estar aliviado a ponto de aceitar de volta as piadas triviais de Haeil.
Mesmo depois da meia-noite adentrando a madrugada profunda, Kanghyeon estava tranquilo demais. Era simplesmente incrível como podia ficar sem se desorganizar.
Haeil ficou de bom humor pensando ter encontrado alguém com quem finalmente conseguia beber de igual pra igual. Sem oscilação de humor causada pela bebida, com conversa fluindo bem, seria difícil encontrar alguém assim.
O fato de que esse alguém era ninguém menos que Baek Kanghyeon também era bom.
Se os dois podiam ser bons parceiros de bebida um para o outro, talvez daqui em diante às vezes bebessem assim juntos. Sem compromisso especial, naturalmente.
— Se tiver preocupações, pode desabafar quando quiser. Eu gosto de falar e também de ouvir. Ah, sou bom de guardar segredo também.
Haeil, bebendo não se sabia qual número de Blue Margarita, sorriu de canto.
— Não há ninguém melhor do que eu para desabafar.
Da mesma forma, bebendo não se sabia qual número de Negroni, Kanghyeon disse:
— É. Algum dia chegará um dia em que eu também consiga desabafar tudo para alguém sem preocupações.
— E não é hoje?
— Não, não é.
Kanghyeon deu um sorriso discreto.
— Então por enquanto só beba comigo. Só isso já é um grande conforto.
— Tudo bem.
Haeil, com um rosto de bom humor como quem sente o efeito da bebida, estendeu a mão. A ponta dos dedos tocou os cabelos macios de Kanghyeon.
— Por enquanto, meu papel é só esse.
Os dedos de Haeil brincavam com os finos cabelos de Kanghyeon.
Kanghyeon, sentindo os dedos de Haeil fazendo cócegas no cabelo, lentamente deixou a bebida entrar na boca. O aroma de romã que havia se tornado bastante familiar varreu agradavelmente a boca.
Os dois, tendo como companhia conversas triviais e o silêncio que era só deles, passaram das três da manhã assim.
Beber à vontade havia sido bom.
Tendo bebido continuamente sem nem ficar bêbados, o humor também deveria estar muito bom.
Mas o problema inesperado surgiu depois de saírem do estabelecimento.
Baek Kanghyeon, que havia estado perfeitamente bem até pouco antes de entrar no carro depois de sair do estabelecimento, assim que se sentou no banco traseiro adormeceu de repente como se tivesse desmaiado. Era como se algo que havia estado segurando a consciência tivesse sido cortado de uma vez.
Pensou que estava apenas tirando uma cochilada rápida, mas surpreendentemente em questão de segundos estava respirando compassado.
Parecia que afinal Kwon Haeil era o que aguentava mais bebida.
O breve sentimento de superioridade de Haeil durou pouco.
Baek Kanghyeon ainda não dava sinal de querer acordar mesmo depois de chegar ao estacionamento do subsolo do Palace Sky Tower.
Está completamente sem defesa.
Haeil, que estava sentado no banco traseiro do próprio carro ao lado de Kanghyeon, fez uma expressão deliberadamente séria. Seus olhos estavam varrendo o Kanghyeon adormecido de cabo a rabo.
Os olhos suavemente fechados e os longos cílios quietos sem nenhum tremor, as bochechas levemente mais coradas do que de costume, os lábios vermelhos levemente entreabertos para soltar a respiração compassada.
Só o rosto já era suficiente para prender o olhar, mas agora a atenção ia também para abaixo.
O pescoço branco com boa cor, o gogó saliente como se estivesse segurando uma fruta, os músculos peitorais firmes e lisos que espreitavam pelo espaço entre a camisa aberta, o corpo firme e esguio frouxamente relaxado, as pernas excepcionalmente longas.
— Hmm…
E por cima da apreciação um pequeno gemido.
Que merda está me fazendo, Baek Kanghyeon.
Haeil estava se debatendo em silêncio com a cabeça na mão.
O Kwon Haeil de hoje havia entrado com o pensamento puro de simplesmente ter uma mesa de bebidas agradável com Baek Kanghyeon.
Interesse pessoal não havia absolutamente, não, dizer absolutamente era um pouco demais, mas de qualquer forma não havia “quase” intenção de fazer outra coisa. Porque achava que primeiro precisava se aproximar o suficiente para fazer a guarda baixar.
Mas como ficar quieto e só olhar quando uma pessoa que sempre era precisa e arrumada estava assim desorganizada? Especialmente quando Baek Kanghyeon era uma pessoa perigosa que havia destruído até o próprio gosto.
Olhando fixamente com um coração confuso, sentiu um olhar do banco do motorista.
O gerente Park, que havia sido chamado como motorista designado, estava olhando para cá como quem olha para um pervertido.
— Parece que vai desmontá-lo completamente, chefe.
— Não fecha a boca?
Haeil rosnando baixo balançou levemente o ombro de Kanghyeon.
— Ei, chegamos em casa.
— …
— Acorda, Baek Kanghyeon.
— …
Kanghyeon não se movia. Estava dormindo tão quietamente que quem acordava ficava se sentindo mal.
O gerente Park, olhando para o rosto adormecido de Kanghyeon, perguntou:
— Eu posso levá-lo para cima?
Mal perguntou, a hostilidade de Haeil com os olhos lançando chamas jorrou.
Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Alphega (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.