Ler Alphega (Novel) – Capítulo 39 Online


Modo Claro

— Episódio 39 —

Kanghyeon, ouvindo que Kwon Haeil, que não era bartender profissional, faria algo pessoalmente, pensou por um momento. Embora estivesse com vontade de beber, não havia pensado no que tomar. Apenas pensava que seria bom se fosse de alta gradação.

— Se for forte, qualquer coisa está bom.

Com a resposta vaga de Kanghyeon, Haeil sorriu como se não importasse.

— Então vou fazer o que prometi da última vez.

Kanghyeon não entendeu prontamente as palavras de Haeil, mas um momento no clube veio à mente.

— Da próxima vez eu faço pra você. Tinha uma coisa que queria colocar, mas disseram que não tem.

Naquela época, Haeil havia estendido um Negroni de boa cor dizendo isso com pesar.

Como esperado, Haeil tirou de entre as bebidas dispostas atrás do bar gim, vermute doce e Campari. As três eram os ingredientes para fazer um Negroni.

Haeil começou a preparar o drinque de forma natural, como se fosse um bartender de verdade.

A primeira coisa que fez foi encher um copo old fashioned com gelo. Em seguida, encaixou o medidor de forma ampulheta entre o indicador e o dedo médio e mediu com precisão as três bebidas antes de despejar, mexendo o drinque com uma longa colher de bar.

O Negroni vermelho-escuro de cor vívida estava pronto, mas Haeil não parou por aí.

Ele tirou de uma pequena geladeira escondida embaixo do balcão do bar uma fruta e com as duas mãos a partiu ao meio com força. O som era bem diferente de partir uma maçã.

Haeil cuidadosamente tirou quatro pequenas sementes que mostravam polpa suculenta e as colocou sobre o Negroni. As sementes vermelhas que tinham subido no lugar da decoração típica de casca de laranja pousaram levemente sobre o gelo.

— Pronto, experimenta.

Haeil entregou o Negroni com um rosto confiante para Kanghyeon.

Só depois de receber o Negroni pessoalmente é que Kanghyeon conseguiu identificar qual era a fruta colocada por cima.

Romã?

As quatro sementes de romã vermelho-vivo que pareciam espreitar pelo Negroni estavam particularmente nítidas. Por terem sido colocadas frescas, entre o aroma profundo e rico do Negroni havia uma sutil fragrância de romã.

Um Negroni com sementes de romã era a primeira vez.

Olhando discretamente para Haeil, por algum motivo ele estava olhando com um rosto bastante esperançoso mandando um olhar que dizia “vai logo experimentar”.

Kanghyeon levou cuidadosamente o copo à boca. O Negroni vermelho-escuro fluiu quietamente para dentro da boca deslizando pelo vidro frio.

O sabor em si não tinha nada a reclamar. Pelo contrário, era o mais gostoso entre todos os Negronis que havia experimentado até então.

Mas a impressão de Kanghyeon não parou simplesmente em “é um Negroni gostoso”.

A fragrância da romã é bem…

Estava internamente surpreso com o aroma agradavelmente adocicado criado por uma combinação que nunca havia visto.

O sabor e o aroma frescos da romã eram muito leves, mas tinham uma presença clara entre o Negroni que preenchia a boca. Era como se as sementes de romã estivessem secretamente tocando a boca antes de se dispersar lentamente.

Se o aroma da romã fosse um pouco mais forte, talvez houvesse um certo estranhamento.

Tanto assim que dava para intuir facilmente que a combinação atual era a ideal.

— Está gostoso.

Kanghyeon transmitiu o que havia sentido e levou mais um gole à boca. Gostou bastante mais do que o Negroni comum.

Kanghyeon, que estava completamente imerso no sabor e aroma do Negroni, levantou a cabeça ao sentir um olhar. Seu olhar se entrelaçou com o de Kwon Haeil, que apoiava o cotovelo no balcão e tinha o rosto na palma da mão, olhando de forma óbvia.

Um sorriso satisfeito estava no canto dos lábios de Haeil.

— E o aroma?

— Ótimo. Pessoalmente acho que a romã combina mais do que laranja.

— Faz sentido.

Haeil respondeu como se já soubesse e pegou uma pequena semente de romã. Colocou a semente na boca e acrescentou:

— Porque é o seu aroma.

O leve aroma de romã.

Era o intenso aroma adocicado que Baek Kanghyeon possuía.

Kanghyeon involuntariamente baixou o olhar e colocou a mão no próprio pescoço. O pescoço que tocou com a ponta dos dedos parecia estranhamente quente.

Será que de mim sai esse aroma…?

Ainda não conseguia acreditar.

No fato de que um aroma adocicado saía dele.

Mas Kwon Haeil havia estado sentindo o aroma escondido de Baek Kanghyeon desde o primeiro encontro até agora. Devia ser um aroma adocicado muito leve, mas mesmo assim havia identificado claramente de que aroma se tratava.

Um alfa dominante sensível a feromônios e aromas não diria algo à toa. E mais ainda, ele havia suportado até um banho de feromônio de outro alfa dominante para verificar profundamente aquele aroma.

As duas mãos de Kanghyeon apertaram o copo com o Negroni. Sentindo o frio que se transmitia através das mãos, Kanghyeon fixou o olhar nas sementes de romã vermelho-vivo flutuando no Negroni.

Entre o aroma do Negroni que parecia ser um reflexo de si mesmo, invariavelmente chegava o leve aroma de romã.

A cada vez, uma ansiedade inevitável o invadia.

O homem à sua frente tinha uma consciência bastante clara da fraqueza fatal de Baek Kanghyeon.

O fato de que o segredo que deveria ser enterrado até morrer e a fraqueza que nunca deveria ser revelada haviam sido descobertos fazia ressurgir uma sensação de crise.

— Você é literalmente meu “filho ideal perfeito”.

Como se o ouvisse de algum lugar, a voz do pai ressoou.

A mão de Kanghyeon segurando o copo frio ficou rigidamente dura.

Haeil cobriu suavemente o dorso dessa mão.

— Pode ficar tranquilo.

Kanghyeon, que sobressaltou tardio, olhou para Haeil.

— Não tenho intenção de entrar em conflito com Baek Kanghyeon.

Os lábios de Haeil desenharam uma curva lisa.

— Vou guardar só pra mim, pra sempre.

Que fala fácil.

Fácil o suficiente para ser descartada como lisonja vazia.

Mas por que até uma fala assim tão vazia é um consolo?

Haeil havia captado a leve ansiedade que Kanghyeon não havia conseguido esconder. Só depois de confirmar que o rastro dessa ansiedade no rosto de Kanghyeon estava gradualmente se acalmando é que retirou a mão do dorso dele.

Kanghyeon, olhando para a mão de Haeil que se afastava, percebeu que havia dois arranhões compridos e vermelhos no lado de dentro dela. Eram as marcas das unhas de Kanghyeon quando havia jogado fora a mão de Haeil dentro do carro.

Lembrando do que havia acontecido no carro, Kanghyeon perguntou:

— Aquele arranhão na palma da mão, fui eu que fiz?

— Ah, isso? Não esquenta.

Haeil balançou levemente a palma com o arranhão vermelho. Era como se nem tivesse percebido que havia um ferimento.

Mesmo que Haeil não se importasse, Kanghyeon se desculpou:

— Desculpe. Devia ter pedido desculpas antes, perdi o timing.

Com Kanghyeon pedindo desculpas assim, Haeil arregalou os olhos de forma exagerada. Lançou um olhar brilhante como quem viu algo incrível.

— Nossa…, Baek Kanghyeon também sabia pedir desculpas.

Kanghyeon lembrou que quando Haeil havia pedido desculpas na frente do elevador, havia dito exatamente as mesmas palavras.

— Está fazendo de propósito?

— Hm? O quê? Não sei do que você está falando.

O sinal de estar fingindo não saber era óbvio. As sobrancelhas de Kanghyeon se contraíram tolerantes.

Haeil, que largou a expressão exagerada, riu de forma brincalhona.

— Não pede desculpas, Baek Kanghyeon.

— …?

— De repente você me tocou e fiquei assustado. Eu é que sou horrível.

Dito isso, de repente ficou sério.

— Espera, pensando bem, fiz a mesma coisa muitas vezes demais?

Haeil estava se arrependendo de verdade.

Desde o primeiro encontro até agora, quantas vezes havia tocado de repente?

Naqueles toques não estavam incluídos apenas o contato físico direto. Como havia crescido em ambientes diferentes e visto coisas diferentes, provavelmente havia muitas falas e ações que sem querer irritaram sem perceber.

— Por que ficou quieto até agora? Se fosse eu, teria mandado um palavrão primeiro.

Claro que Kanghyeon também havia mandado palavrões. Com os olhos.

Mas para mandar palavrões com a mesma facilidade que Haeil, havia um filtro interno bem grande.

Haeil, com um rosto sério, deu um conselho a Kanghyeon que não havia respondido:

— Baek Kanghyeon, se alguém de repente tocar sem permissão ou te irritar, pode ficar com raiva.

Haeil lembrou do Kim Jaeyoung do clube que havia se grudado em Kanghyeon. Por mais que recusasse, ele havia ficado grudado até o fim com sua própria vaidade, mas Kanghyeon não demonstrava nem sinal de raiva, como um buda. Poderia muito bem ter gritado ou fechado a boca dele com feromônios alfa, mas mesmo assim.

— Como da outra vez com o Hyung, pode ficar bravo e repreender sem que ninguém reclame.

Dizendo isso, deliberadamente tocou o dorso da mão de Kanghyeon com a ponta dos dedos.

— Vamos, repreende logo, rápido.

Kanghyeon, olhando para o dedo que tocava o dorso da sua mão, disse:

— Não há necessidade de repreender por isso.

— Ora, então faço mais?

O dedo que tocava deslizou suavemente para o lado do pulso e acabou cobrindo suavemente todo o dorso da mão.

— E assim?

Os olhos sutis de Haeil encaravam Kanghyeon.

Kanghyeon, pensando que a mão de Haeil cobrindo o dorso da sua mão era surpreendentemente quente, respondeu:

— Precisa repreender obrigatoriamente?

Haeil apertou a mão de Kanghyeon com um rosto emburrado.

— Um homem desconhecido de repente segurou sua mão e você não vai repreender? Então tudo bem se eu entrançar os dedos assim?

O olhar de Haeil ficou visivelmente maquinador.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Alphega (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.

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