Ler Alphega (Novel) – Capítulo 38 Online

— Episódio 38 —
Haeil, que havia ficado perdido em pensamentos batendo com as pontas dos dedos no volante, soltou um riso agradável. Então levantou a cabeça e viu por um instante o edifício alto através do para-brisa.
A razão de Kwon Haeil ter ido para a saída dos fundos da BC Holdings era simples.
Era para buscar documentos de trabalho também, e havia dito que deixaria o carro ali.
Bem, Baek Kanghyeon é morto sem o trabalho.
Quando disse para deixar o carro e vir só, não esperava que fosse arrastar o trabalho junto de qualquer jeito.
Tanto faz.
O que importa é ir beber com Kanghyeon.
E ainda por cima, não foi ele que propôs a bebida primeiro, não foi Haeil? Era algo que não havia esperado, então não tinha como não ficar animado.
Enquanto cantarolava pensando em Baek Kanghyeon.
Ouviu-se uma batida leve na janela do passageiro.
Kwon Haeil, que virou a cabeça com um sorriso, quase soltou um palavrão involuntariamente.
— Ô, m…
Não foi de susto.
Quase morri do coração.
Haeil ficou momentaneamente sem fôlego diante do rosto e da aparência de Kanghyeon que via pela janela.
O elegante terno de três peças com detalhes que chamavam atenção parecia claramente mais caprichado do que o usual. Mas a gravata que nunca havia saído do lugar nos dias normais havia sumido completamente, e o botão superior da camisa estava desbotado, deixando o pescoço limpo muito bem visível. Por cima havia cabelos pretos arrumados que pareciam levemente despenteados.
Mas decisivamente, o problema era o rosto.
Aquele rosto com um leve toque de palidez era bonito demais, até esqueceu de vez toda a admiração que havia pensado antes.
É ridiculamente bonito, de verdade.
Haeil, sentindo o coração bater de forma anormal, estendeu o braço. Abriu pessoalmente a porta do passageiro, e Kanghyeon, com uma pasta de documentos na mão, entrou silenciosamente no carro.
— Seja bem-vindo.
Haeil cumprimentou fingindo naturalidade, mas logo percebeu que a aparência de Kanghyeon não estava boa. Normalmente já era próximo de expressão neutra, mas agora ia além de sem expressão, estava especialmente sombrio. Seria pela palidez?
Haeil estalonou a língua internamente e encarou a pesada pasta de documentos de Kanghyeon.
— É fim de semana, podia só descansar, por que foi buscar trabalho no escritório?
— Porque não há nada melhor do que trabalho para não ter pensamentos desnecessários.
Falava com naturalidade, mas Haeil percebeu imediatamente que havia algo acontecido com Kanghyeon. Certamente havia trabalho acumulado em casa, mas ainda assim foi buscar mais. Como se precisasse se sobrecarregar assim para esvaziar a cabeça que ficava em pensamentos desnecessários por causa de “alguma coisa”.
A bebida provavelmente também era por isso.
Além do trabalho, há outros métodos.
Haeil evocou seu método favorito de desestressar e afastar pensamentos indesejados.
Por exemplo, sexo…
A bebida também era boa, mas a resposta definitiva era sexo.
Esse cara é um alfa mas nunca o vi andando atrás de sexo.
Um estudioso louco de trabalho — que sexo o quê.
O ômega que havia pensado ser parceiro sexual era na verdade o irmão dele, sem nada a ver com sexo.
Haeil observou Baek Kanghyeon, completamente oposto a si mesmo, com os olhos entreabertos.
Fazia pouco tempo que havia entrado no carro e Kanghyeon já parecia completamente perdido em outros pensamentos. O rosto levemente curvado estava bastante sombrio.
Vira pra cá um pouco.
Haeil, sem perceber, estendeu a mão em direção a Kanghyeon, que estava perdido em pensamentos sem nem fazer contato visual. A ponta dos dedos de Haeil tocou cautelosamente a bochecha de Kanghyeon.
Kanghyeon, que não havia prestado atenção até a ponta dos dedos tocarem, sobressaltou-se tardio e jogou fora a mão de Haeil. Dentro do espaço fechado ouviu-se o som doloroso de mão batendo em mão.
A ponta dos dedos doía, mas Haeil primeiro olhou para a mão de Kanghyeon.
— Não se machucou?
Antes, por mais forte que jogasse fora, não pensava nada — mas agora a primeira preocupação era se a mão dele havia se machucado.
Felizmente a mão de Kanghyeon parecia estar bem.
Apenas no rosto sombrio dele havia um leve desconcerto visível.
— Desculpa, não era intenção te assustar.
— …Não foi nada.
Kanghyeon virou a cabeça para a janela como se quisesse esconder a expressão. Em seguida ouviu-se o som de um suspiro abafado.
Haeil, que observava Kanghyeon atentamente, perguntou:
— Aconteceu alguma coisa?
— Não é nada, só vai andando.
A voz de Kanghyeon soava genuinamente como se não fosse nada para quem ouvisse de passagem.
Mas ele ainda mantinha a cabeça virada para esconder qualquer expressão que pudesse aparecer. Na voz também havia o toque de quem está deliberadamente sendo seco.
Normalmente também não era uma pessoa alegre.
Mas tampouco era uma pessoa tão sombria como agora.
Parecia estar vendo aquele momento em que havia falado como alguém resignado, quando Baek Huiwoo estava se dependurando. Estava até com os nervos afiados e no limite da irritabilidade.
Haeil, que havia analisado Baek Kanghyeon, franziu o rosto. Era uma sorte que Kanghyeon não estava vendo, porque se tivesse visto ficaria assustado de tão sinistro.
Quem merda é esse cara?
Quem teria ousado estragar o humor de Baek Kanghyeon?
E ainda sem noção, bem antes de um en-con-tro.
Era um marcado depois que o humor de Baek Kanghyeon havia sido destruído. Para Kwon Haeil, essa ordem de eventos parecia não importar muito.
Haeil disse animado como se não soubesse de nada:
— Escolhi um bom lugar. Vamos lá e bebemos à vontade.
Dito isso de forma tranquilizadora de que Kanghyeon certamente iria gostar, ele dirigiu de forma rápida e suave.
˚˚˚
O carro de Kwon Haeil logo chegou a um prédio de cinco andares numa movimentada rua comercial.
O surpreendente era que o prédio inteiro era um bar.
Mal entraram pela porta do primeiro andar, ouviram um barulho animado. Olhando rapidamente ao entrar, o bar era bar, mas o ambiente era mais próximo de um pub.
Naquele momento, uma mulher de meia-idade que parecia ser a dona do estabelecimento correu até eles. A mulher esguia de elegante vestido preto envolou Haeil num abraço caloroso cheio de alegria.
— Seja bem-vindo, Haeil!
— Oi, noona. Hoje também tem bastante cliente.
— A maioria veio por indicação de alguém que todo mundo conhece.
A mulher que enfatizou a expressão “alguém que todo mundo conhece” sorriu para Haeil com os olhos.
A mulher, que trocou um breve abraço com Haeil, olhou para Kanghyeon que estava atrás dele e piscou os olhos. Ela observou a aparência e o ambiente de Kanghyeon e ficou internamente curiosa.
Claramente não é um ômega. O que teria acontecido com Haeil?
Toda vez que Kwon Haeil vinha ao bar da mulher, sempre trazia alguém ao lado. Todos eles eram ômegas, então trazer alguém diferente era a primeira vez. Por isso era natural achar estranho.
Mas não foi mais fundo.
Kwon Haeil havia vindo hoje claramente como cliente. Interferir com um cliente assim seria difícil de manter o negócio por muito tempo.
A mulher que deu as boas-vindas a Kanghyeon com os olhos guiou pessoalmente os dois.
Chegaram ao quinto andar de elevador dentro do prédio.
Ao contrário do animado primeiro andar, do quinto andar emanava apenas uma suave música jazz.
Havia mais uma diferença com o aberto primeiro andar — ao sair do elevador, só havia um balcão de atendimento para funcionários e um corredor. À primeira vista, esse andar parecia ser composto apenas de vários quartos espaçosos.
A mulher guiou os dois para o quarto mais ao fundo.
Clac, com um som agradável de porta, ela abriu.
O que compunha o interior do quarto era um bar de madeira de design sofisticado e quatro mesas com sofás confortáveis dispostos ordenadamente ao redor. No bar havia uísques da mais alta qualidade e vários tipos de bebidas bem empacotados, e ao lado havia um requintado sistema de áudio que permitia mudar a música de diversas formas.
Era como se tivessem transferido um bar quieto e em funcionamento por inteiro.
Uma diferença — não havia nenhum barman que deveria estar lá.
— Não precisa de barman, né?
— Sim, eu me viro.
Haeil respondeu prontamente à pergunta da mulher. Ela disse que esperava isso, sorriu e desejou um bom momento ao sair do quarto.
Kanghyeon, olhando ao redor do quarto projetado como um bar privativo, ficou internamente impressionado.
Nunca vim a um lugar assim.
Para ser um quarto, era bastante amplo. Só contando as mesas e os bancos no balcão, parecia que mais de vinte pessoas conseguiriam se reunir confortavelmente. Mesmo sem ser muitas pessoas, parecia ser um ótimo lugar para um encontro quieto e reservado.
Era a sensação de estar sozinho em dois num bar pequeno e tranquilo em funcionamento.
Talvez não seja ruim.
Preferia um lugar assim quieto. Em locais com muita gente, os nervos ficariam desnecessariamente mais afiados.
Haeil pegou o braço de Kanghyeon e o puxou em direção ao bar.
— Vamos lá, Baek Kanghyeon fica aqui.
Kanghyeon, guiado pela mão de Haeil, sentou no banco central do bar. Pensou que Haeil ia sentar ao lado, mas Haeil pendurou o paletó no banco ao lado de Kanghyeon e entrou pelo lado de dentro do bar.
Haeil, encarando Kanghyeon de dentro do bar, perguntou:
— Tem algo que queira beber?
— Kwon Haeil vai fazer pessoalmente?
— Era essa a intenção.
Havia perguntado pensando que não podia ser verdade, mas era.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Alphega (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.