Ler Alphega (Novel) – Capítulo 41 Online

— Episódio 41 —
O gerente Park era maior e mais forte, então era uma proposta razoável, mas Haeil simplesmente não conseguia aceitar essa ideia.
Só depois de confirmar que o gerente Park havia fechado o zíper da boca e desviado o olhar é que Haeil voltou a olhar para Kanghyeon.
“Não tem jeito.”
Haeil desceu do carro, deu a volta e se dirigiu para o lado onde Kanghyeon estava sentado. Abriu a porta e o ajudou a sair com apoio.
Era a primeira vez que ele carregava um homem corpulento adormecido. O braço firme sobre o ombro e o corpo formado por músculos delicados soaram estranhamente familiares.
“Se fosse um ômega, eu teria carregado no colo sem problema.”
Todos os ômegas com quem Haeil havia se envolvido até então eram belezas delicadas, de estatura pequena e corpo esguio. Eram tão leves quanto pareciam, e ele podia carregá-los facilmente para a cama ou para onde fosse.
Mas Baek Kanghyeon, por mais esguio que parecesse, era um alfa com uma altura semelhante à sua e músculos bem definidos. Levando em consideração o peso dos ossos e músculos, parecia que seria difícil carregá-lo nos braços e se mover.
Com uma nova determinação de se exercitar mais pesado, Haeil carregou Kanghyeon nas costas. O gerente Park perguntou:
— Posso ajudar?
Mas ele o ignorou friamente e acabou carregando sozinho.
Sem perceber, a mão que ia amparar as nádegas foi rapidamente redirecionada para as coxas. Mesmo sem Kanghyeon fazer força, estando adormecido, a firmeza e a elasticidade das coxas eram consideráveis. Por que será que surgia esse impulso de ficar tocando e apalpando?
“Será que sou um pervertido.”
Se for isso, faz sentido.
Enquanto Haeil caminhava carregando Kanghyeon nas costas em direção ao elevador, ouviu a voz do gerente Park atrás de si.
— Hyung! Aproveite bem a noite!
Ao se virar, o gerente Park estava com uma expressão resoluta fazendo pose de incentivo. Sem saber que Baek Kanghyeon morava no apartamento ao lado de Kwon Haeil, ele parecia estar torcendo por conta própria para que os dois ficassem juntos.
Haeil articulou apenas com os lábios, sem som, um “suma” para o gerente Park e caminhou a passos largos em direção ao elevador. Felizmente, o elevador privativo usado apenas pelos moradores do andar mais alto ainda estava no 4º subsolo, exatamente onde Haeil o havia deixado ao sair.
Ao ficarem sozinhos no elevador subindo, Haeil se virou para Kanghyeon, que estava de costas para ele com a cabeça encostada em seu ombro. Os cabelos negros e macios roçaram sua bochecha de forma agradável.
— Esse cara dorme demais. O que seria dele se algum safado te pegasse assim?
Kwon Haeil, que se enquadrava entre esses safados, estalou a língua como um velho.
Mesmo assim, não parou de esfregar a bochecha no cabelo de Kanghyeon. A textura macia com perfume de shampoo foi derretendo aos poucos o humor de Haeil.
Logo as portas do elevador se abriram.
Será que era impressão sua, ou o elevador havia sido especialmente rápido hoje?
Com uma expressão de pesar, Haeil levantou a cabeça e saiu para o corredor ainda carregando Kanghyeon. Mesmo andando de propósito devagar, por algum motivo já havia chegado em frente ao apartamento de Kanghyeon.
— Baek Kanghyeon, qual é a senha da sua casa?
— ……
Perguntou colocando a mão na fechadura eletrônica, mas não havia resposta possível.
— Não vou levar nada. Vou te deixar deitado e sair na hora. Me fala a senha.
— ……
— Você precisa entrar em casa. Hm?
— ……
Nenhuma resposta chegava.
Haeil olhou em volta inutilmente, sem ninguém por perto, e sussurrou baixando a voz.
— Se você continuar sem acordar, vou te raptar. Tudo bem?
Desta vez também não houve resposta.
Haeil o sacudiu levemente como se fosse reajustar a posição, e a cabeça adormecida balançou naturalmente. Vendo aquilo, Haeil sorriu de canto.
— Claramente foi Baek Kanghyeon quem assentiu com a cabeça. Não é culpa minha, tá?
Haeil disse mais uma vez, como se avisasse para não reclamar depois, e girou rapidamente os passos em direção ao próprio apartamento.
Bipe, bipe, bipe, bipe…
A mão que digitava a senha estava bem apressada.
Ao entrar em casa, Haeil foi direto para o quarto ainda carregando Kanghyeon nas costas. Não era bem por ter más intenções, mas por experiência própria sabia que o sofá seria pequeno demais para uma pessoa tão alta.
Entrou no quarto sem acender a luz e deitou Kanghyeon primeiro. Mesmo enquanto o acomodava na cama, Kanghyeon não dava o menor sinal de acordar.
Haeil sentou aos pés da cama, onde Kanghyeon dormia tranquilamente, e tirou seus sapatos.
O número de sapato de Kanghyeon era um tamanho menor do que o de Haeil. Mais uma vez, uma superioridade inútil visitou Haeil.
Haeil colocou os sapatos que tirou de Kanghyeon na entrada e voltou ao quarto, se assustando assim que entrou.
— Ah, droga, que susto!
Sem que Haeil soubesse quando havia acordado, Kanghyeon estava sentado na cama em silêncio com a cabeça inclinada para frente.
Haeil acalmou o coração que havia se assustado exageradamente, como alguém com má consciência. Ao se aproximar discretamente de Kanghyeon, ele levantou a cabeça lentamente.
Os olhos que estavam bem antes de adormecer agora estavam turvos e sem foco. O rosto também estava completamente relaxado, sem o menor sinal de cautela.
— Onde… estou?
— Por enquanto estamos na minha casa. Baek Kanghyeon não me deu a senha do seu apartamento.
Ao ouvir as palavras de Haeil, Kanghyeon tentou se levantar da cama. Como se o efeito do álcool tivesse se espalhado com atraso, seu corpo cambaleou antes mesmo de se endireitar.
Kanghyeon empurrou Haeil, que tentava ampará-lo, dizendo que estava bem. Haeil olhou com pesar para as costas de Kanghyeon cambaleando para sair do quarto e o seguiu.
— Fui inconveniente. Por minha culpa…
— Não, foi interessante.
Só o fato de ter visto Baek Kanghyeon adormecido sem defesas já era um ganho considerável, e ainda por cima Baek Kanghyeon cambaleando bêbado.
Não poderia haver brinde mais generoso do que esse.
Haeil estava com uma expressão satisfeita pronto para se despedir de Kanghyeon quando seu olhar pousou na cozinha e ele agarrou o braço de Kanghyeon.
— Espera, eu guardei uma coisa que chegou pra você.
— O que… chegou?
— Tinha uma entrega de mingau. Como não sabia quando você ia chegar, guardei com medo de estragar.
Haeil se endireitou com o peito orgulhoso, como se dissesse “fiz bem, né?”, e acrescentou:
— Quem enviou foi alguém chamado Seo-hun. Não é o nome do seu irmão? O segundo do Grupo Baek Cheong.
Ao ouvir isso, Kanghyeon hesitou.
Foi aí que começou a mudança no clima de Kanghyeon.
— Por que todos…
As pupilas de Kanghyeon, antes sem foco, começaram a oscilar pouco a pouco, muito lentamente. Os longos cílios dos olhos baixos tremeram de forma lamentavelmente fraca.
— Por que todos são tão gentis comigo… não consigo entender…
O irmão mais velho, Baek Seongjoo, o segundo, Baek Seohun, e o terceiro, Baek Heewoo — todos se preocupavam imensamente com o irmão mais novo.
O primogênito Baek Seongjoo havia recebido o gelo cortante e a humilhação explícita do pai. Mesmo assim, preocupado com ele, não saiu de Cheongunhae até que ele fosse libertado das mãos do pai.
O segundo, Baek Seohun, por mais ocupado que sempre estivesse, toda vez que era convocado pelo pai, sem falta comprava mingau para ele. Em um ou dois dias, sempre arranjava tempo para ir pessoalmente verificar sua condição.
O terceiro, Baek Heewoo, toda vez que Kanghyeon visitava Cheongunhae, ficava quase confinado no anexo. Mesmo assim, Baek Heewoo fingia que estava tudo bem, sem problema algum, e apenas o reconfortava.
Ele já estava farto disso.
Da pesada culpa que chegava toda vez que sentia a ternura dos irmãos.
E de si mesmo, que continuava afundando nessa culpa repetidamente.
Os lábios trêmulos de Kanghyeon se mexeram sem força.
— Podiam simplesmente me usar… Não precisam ser gentis… Seria melhor se me usassem à vontade…
Kanghyeon parou de falar e engoliu fundo o ar.
Dominado por uma fadiga que chegou de repente, cobriu os próprios olhos com uma mão. Mesmo bloqueando a visão turva, as emoções que começaram a oscilar não melhoravam facilmente.
— É tudo por minha causa…
Por fim, palavras de autopunição escorregaram pelos lábios de Kanghyeon.
— Se eu não existisse, meus irmãos todos… teriam ficado bem…
Baek Kanghyeon se autopuniu com uma sinceridade profunda e dolorosa, como se confessasse pecados a um deus. Eram palavras com as quais seus irmãos jamais concordariam.
E mais uma pessoa.
Kwon Haeil, que estava ouvindo as palavras de Kanghyeon, também parecia não concordar.
— O que você tá fazendo, cavando sozinho até o núcleo da Terra?
Haeil respondeu com indiferença e soltou um riso de nariz.
— Não sei do que se trata, mas também tem limite pra cavar buraco à toa.
Kanghyeon retirou a mão que cobria os olhos e olhou para Kwon Haeil à sua frente. Ele claramente não estava nada satisfeito com a autopunição de Kanghyeon. Parecia até achar sem sentido.
— É porque sem Baek Kanghyeon as coisas não ficam bem que eles são gentis.
Haeil olhou para Kanghyeon como quem olha para alguém sem esperança.
— Além de qualquer cálculo de interesse, é simplesmente porque gostam de Baek Kanghyeon.
Os olhos de Haeil continham uma centelha de reprovação, como quem não entende como alguém pode não saber algo tão óbvio.
Mas Kanghyeon continuava com a cabeça inclinada, ainda falando coisas sem sentido.
— Não pode ser. De jeito nenhum… não tem como me querer bem…
— Afinal você tem uma autoestima bem destruída. Por que não teria como gostar?
A mão de Haeil agarrou a gola de Kanghyeon e puxou. A cabeça que estava inclinada se ergueu naturalmente, e os olhares dos dois se cruzaram de uma vez.
— Mesmo eu, que sou um completo estranho, gosto de Baek Kanghyeon.
Os dois olhos de Kanghyeon se arregalaram sem resistência.
Haeil só caiu em si mais tarde sobre o que havia dito, mas não se corrigiu. Mesmo naquele momento, com os olhos arregalados de Kanghyeon refletindo a si mesmo, seu coração disparava.
Por quê?
Porque o lado frágil de Baek Kanghyeon que ele via pela primeira vez era incrivelmente… adorável.
“Merda, se até cavar buraco é fofo, não tem mais o que dizer.”
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Alphega (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.