Ler Alphega (Novel) – Capítulo 35 Online


Modo Claro

— Episódio 35 —

Em momentos assim, simplesmente ficava arrependido diante dele, que havia percebido seus sentimentos.

Sentia-se como um criminoso horrível sem possibilidade de redenção.

Nauseante.

Ao ficar num espaço onde coexistiam o frio extremo e o calor extremo, mesmo sem querer acabava percebendo.

O quanto era uma existência nauseante e amaldiçoada.

Ao sentir isso na pele, a autoestima se desgastava miseravelmente mais uma vez. A culpa que roía a si mesmo mesmo ficando quieto só respirando transbordava sem parar, também neste momento.

Queria fugir.

Sair desse espaço, se enterrar completamente num monte de trabalho complexo e confuso, e não pensar em nada.

Ou então, como “aquele homem”, viver ao menos um dia de forma franca e agradável, expressando livremente os próprios sentimentos.

— Hyung está realmente bem?

Sem perceber, perguntou enquanto olhava para o rosto de Seongju.

O rosto impassível de Baek Seongju foi mudando aos poucos. O canto dos olhos que havia sempre estado afiado se suavizou visivelmente, e nos lábios veio um sorriso gentil carregado de amargura.

Naquele rosto havia uma resignação impotente, sem saber desde quando havia se enraizado.

— Estou bem.

Perguntei à toa.

A resposta que Hyung daria era previsível como se fosse molde.

Hyung também é igual.

O “estou bem” pronunciado por Baek Seongju chegou aos ouvidos de Kanghyeon igualmente como “estou muito mal”.

Queria perguntar.

Se não o odiava e o ressentia demais.

Se não queria matá-lo.

Se não queria que desaparecesse para sempre deste mundo.

Mas Baek Seongju sacudiria a cabeça firmemente a todas essas perguntas. Sabia que qualquer um dos irmãos responderia da mesma forma.

Porque sabia, não podia perguntar.

Apenas roer e ruminar sozinho, com o estômago se apodrecendo, por meio da automutilação chamada arrependimento.

O baixo ventre começou a latejar de novo.

Dói…

Mas no rosto moldado por anos de prática e hábito não havia nenhum sinal de dor.

Nessa família, ele não podia ter nenhum problema.

Precisava ser sempre o alfa dominante Baek Kanghyeon, saudável e excelente, sem uma única falha.

Por ser o herdeiro mais ideal e sólido que o pai desejava, precisava seguir rigorosamente essa vontade.

Mesmo que fosse para resgatar com as próprias mãos os pobres irmãos.

˚˚˚

Havia se preparado para ficar preso no Cheongwonjae até tarde da noite, mas surpreendentemente foi liberado mais cedo do que o esperado.

Alguém que havia chegado às pressas pediu uma reunião reservada com Baek Jungman.

O visitante era nada menos que um candidato presidencial, não um simples parlamentar.

Por mais que fosse Baek Jungman, não podia recusar uma reunião urgente de alguém assim em favor de momentos privados com o filho. Para Kanghyeon, era genuinamente um alívio.

— Sinto muito. Da próxima vez sua mãe também deve ter tempo, então vamos conversar com calma juntos naquela ocasião.

O pai deixou aquelas palavras e foi receber o visitante na sala de estar.

Kanghyeon dispensou o motorista que havia saído correndo para acompanhá-lo e foi em direção ao próprio carro.

Ao caminhar e olhar para o céu, ele estava de uma cor avermelhada desagradável.

Mal passou essa hora?

Parecia que havia ficado preso por quase 24 horas, mas ainda era início de noite, com o sol nem completamente posto. Pensando bem, a última coisa que havia feito antes de sair era jantar a sós com o pai.

Não. Para ser preciso, foi o segundo vômito.

Kanghyeon tocou o pescoço entorpecido que havia suportado dois vômitos num mesmo dia.

Enquanto pegava o carro e respirava um pouco.

Além da janela do carro, viu um carro estrangeiro familiar saindo do Cheongwonjae.

Era o carro do irmão mais velho, Baek Seongju.

Ele havia ficado no Cheongwonjae até Kanghyeon ser liberado. Como se estivesse de prontidão para qualquer revezamento a qualquer momento.

Estou bem, de verdade.

Esse teimoso.

Seongju, enquanto conduzia o carro para fora, parou por um momento. Talvez sentindo o olhar daqui, virou a cabeça e fez contato visual à distância. Então levantou o celular e o balançou de forma óbvia.

Me liga quando precisar, a qualquer hora

Kanghyeon, que havia recebido aquela mensagem silenciosa, concordou levemente com a cabeça. Seongju só voltou a dirigir depois de confirmar isso.

Depois que o carro de Baek Seongju havia sumido completamente.

Ruum, com uma pequena vibração, chegou uma mensagem de texto.

Era de Baek Huiwoo, que havia ficado apenas no anexo sem poder aparecer por causa do olhar reprovador do pai.

Não beba sozinho, bebe com amigos

Se beber sozinho você acaba bebendo demais

Amigos.

Não tenho isso.

Kanghyeon olhou em direção ao anexo onde estaria Baek Huiwoo.

O fato de Huiwoo ter mandado mensagem em vez de ligar significava que havia alguém ao seu lado.

Seriam apenas funcionários do Cheongwonjae, mas ligar para Kanghyeon e falar sobre isso poderia fazer com que o outro fosse logo reportar ao pai. Como o pai já achava Baek Huiwoo suficientemente desagradável, era melhor não dar motivos para ser criticado.

Kanghyeon mandou uma resposta simples dizendo “vou fazer isso”. Em seguida, escreveu também para não se preocupar e um agradecimento.

— Os dois são tão preocupados…

Enquanto murmurava e respondia, percebeu tardiamente que havia uma outra mensagem de texto.

Peguei o endereço da casa com Huiwoo

Mandei canjica quente e remédio para a porta

De qualquer forma você deve ter vomitado tudo de novo

Um riso fraco escapou da boca de Kanghyeon.

— Os Hyungs se preocupam demais com o irmão mais novo, de verdade.

O que tem tão especial em mim.

Sentiu o coração se apertar com o carinho dos irmãos.

Por outro lado, a opressão de algo invisível que o esmagava dobrou.

Kanghyeon respondeu à mensagem do segundo irmão Baek Seohun com “vou comer com gratidão”, e então se recostou no assento.

Com o dedo, afrouxou frouxamente a gravata sufocante. Também desbotoou o botão que cobria o pescoço, mas respirar ainda era difícil.

Definitivamente… estou com vontade de beber.

Embora devesse estar com fome de tanto vomitar, mais do que isso estava com vontade de beber, como havia dito Huiwoo.

Bem, nos dias em que ia ao Cheongwonjae, invariavelmente sempre bebia.

Bebida.

Só de pensar naquela palavra curta, por alguma razão, um drinque balançante de cor vermelho-escuro piscou na mente.

Negroni…

Pensando bem, o céu avermelhado lembrava o vermelho-escuro do Negroni que havia vindo à mente.

Não, talvez seja um pouco diferente.

Era um pouco diferente da cor do Negroni comum. O Negroni “daquela vez”, levemente turvo pelas luzes escuras e barulhentas mas com o vermelho um pouco mais enfatizado, era exatamente aquela cor.

Era gostoso.

O Negroni que havia experimentado no clube WAVE era definitivamente saboroso.

Só de pensar por um momento, por algum motivo o gosto de sangue na boca parecia se diluir.

Em seguida, junto com o sabor do Negroni, o rosto de um homem veio à mente.

— Eu como qualquer coisa e tenho bastante tempo disponível. Pode ser quando quiser, então vamos experimentar o que Baek Kanghyeon gosta.

A voz de Kwon Haeil ecoou claramente.

Não sabia por que aquele homem vinha à mente nesse momento.

[Não beba sozinho, bebe com amigos]

— Hoje só por hoje eu sou seu amigo.

A mensagem que Baek Huiwoo havia deixado e as palavras que Kwon Haeil havia dito no clube giravam ao mesmo tempo na cabeça.

Amigo…

Pouco depois.

Quando voltou a si, já estava ligando para Kwon Haeil.

— Que surpresa. Baek Kanghyeon me ligando.

Por alguma razão, a voz de Haeil estava bastante animada.

— Precisa ser necessariamente uma refeição?

Perguntou de repente, e Haeil respondeu com um confuso “hm?”.

Kanghyeon explicou o que havia dito de forma mais detalhada e devagar.

— Perguntei se seria problema propor um drinque em vez de uma refeição.

A resposta não veio imediatamente.

Um, dois.

Antes que o número que estava contando secretamente chegasse a três.

— Claro que não.

Só depois de ouvir a resposta franca de Kwon Haeil é que a respiração difícil até então ficou um pouco mais fácil.

˚˚˚

Uma hora antes de Kwon Haeil receber a ligação de Baek Kanghyeon.

— O assunto do diretor Kwak, definitivamente havia algo suspeito.

— Sabia.

Haeil deu um riso irônico ao telefone do gerente Park, como quem já esperava.

— Vou até o senhor agora mesmo.

— Tudo bem.

Havia a opção de receber os documentos por e-mail ou pasta compartilhada, mas por questões de segurança era melhor se encontrar pessoalmente. Além de ouvir o relatório diretamente do gerente Park, que era mais confiável do que os três donos de fachada.

Pouco depois, o gerente Park chegou à casa de Haeil.

— Chegou?

Ao ouvir a campainha e abrir a porta, via-se o gerente Park de pé com uma pasta de documentos na mão.

Mas por algum motivo ele estava com uma expressão estranha olhando para o lado da porta do vizinho.

— Chefe, o senhor está passando mal?

— Que bobagem é essa?

Não era o Kwon Haeil robusto, exceto pelo físico?

Isso o gerente Park devia saber, mas pelo contrário foi ele quem ficou com uma expressão estranha.

— Há uma entrega de canjica na frente do apartamento ao lado. Não seria do senhor com o número escrito errado?

Com as palavras do gerente Park, Haeil inclinou a cabeça.

O gerente Park ainda não sabia que alguém havia se mudado para o apartamento ao lado. Havia ficado vazio por três anos e Baek Kanghyeon havia se mudado há menos de um mês, então era compreensível não saber. E Haeil também não havia precisado mencionar o assunto do vizinho para ele.

Haeil calçou os chinelos da entrada e espiou a cabeça para fora da porta. Na frente do apartamento ao lado havia de fato uma sacola de compras com o logo de uma famosa franquia de canjica.

Canjica? O que é isso, será que está doente?

O rosto de Haeil ficou repentinamente sério.

Continua…

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Alphega (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.

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