Ler Alphega (Novel) – Capítulo 34 Online

— Episódio 34 —
— Guardarei bem isso em mente.
Mal respondeu, Baek Jungman disse com uma expressão deliberadamente séria:
— E para com as horas extras. Que tipo de incapazes são esses seus subordinados que fazem você trabalhar até tarde todo dia?
Ele não escondia o descontentamento.
Com Baek Jungman falando assim, Kanghyeon também não tinha como rebater. Se persistisse nas horas extras, os outros funcionários poderiam ser subestimados.
Por enquanto vou ter que sair mais cedo.
Kanghyeon respondeu obedientemente sem outra saída:
— Entendido.
Baek Jungman, recebendo a resposta de Kanghyeon com um sorriso, fez outra pergunta com suavidade:
— E… o motorista e os secretários não estão do seu agrado? Posso trocar.
Ficava evidente a intenção de trocar quantas vezes fosse necessário e até de colocar tantas pessoas quanto ele quisesse ao redor.
Kanghyeon tomou um gole de chá com a boca amarga antes de responder:
— Não. Ainda estou me adaptando.
— Hmm, tudo bem. Pode acontecer.
Baek Jungman assentiu sem suspeitar.
— Deixei você se mover sozinho do seu jeito até agora, mas daqui em diante vai precisar de pessoas que te apoiem de perto. São pessoas criteriosamente selecionadas, então mesmo que seja incômodo, trate-as bem.
— Sim.
Mesmo respondendo, a boca ficou seca.
Kanghyeon tomou mais um gole de chá. Por algum motivo, ficava cada vez mais difícil sentir o sabor e o aroma, como se estivesse bebendo apenas uma água amarga.
Baek Jungman, que tomava chá com uma expressão satisfeita, mudou o assunto com um rosto amável:
— Como está indo o contrato do projeto que assumiu?
Pergunta mesmo sabendo de tudo.
Kanghyeon, sentindo-se repentinamente exausto, deu a resposta que havia preparado com antecedência:
— Graças ao bom preparo do antecessor e dos membros da equipe, está progredindo tranquilamente. O representante do clube também reagiu positivamente à proposta.
— Sempre modesto. Dizem que o representante da outra parte ficou muito satisfeito com você na reunião. Do jeito que está, o contrato não deve ter problemas.
Não, mesmo que o contrato não se concretizasse, não haveria problemas.
Porque devem ter preparado inúmeras alternativas, segunda, terceira opção, talvez incontáveis.
Para o grande mérito do herdeiro Baek Kanghyeon.
Kanghyeon cerrou um pouco mais a mão que estava sobre o joelho. Se não fizesse isso, parecia que involuntariamente cravaria as unhas no joelho.
— Farei o meu melhor para corresponder às expectativas.
— Boa resposta.
O olhar carinhoso e caloroso do pai bondoso não saía de Kanghyeon. Sabendo disso, Kanghyeon deliberadamente não fazia contato visual. Os olhos levemente baixos refletiam a água vermelha que enchia pela metade a xícara transparente.
— Mas de jeito nenhum se esforce demais.
O pai Baek Jungman sempre acrescentava aquela frase.
— Se ficar difícil, procure este pai a qualquer hora. O que não faria por você?
Não se esforce e me estenda a mão a qualquer momento.
Porque há incontáveis caminhos preparados para você.
Kanghyeon, que conhecia exatamente o que Baek Jungman queria dizer, sentiu o peito ficar pesado como chumbo. Também sentia um gosto metálico de amargura e sangue na boca.
Enquanto abrem apenas caminhos superficiais para os irmãos.
Os caminhos que o pai havia aberto para cada irmão eram um de cada.
Apenas caminhos precários onde, ao se desviar do caminho dado, seria inevitável cair num abismo.
Os inúmeros caminhos estáveis que eles não receberam foram todos colocados diante de Baek Kanghyeon.
Sabia que qualquer que fosse a escolha, no fim chegaria à luz. Por isso Kanghyeon havia escolhido dentre eles o caminho que parecia pelo menos um pouco mais tortuoso. Para os lugares onde sua capacidade parecesse ser ao menos um pouco necessária.
Mesmo assim, nunca havia conseguido sair da palma da mão do pai.
Kanghyeon não conseguia responder e levou a xícara de chá inocente aos lábios. Em vez de lavar o gosto metálico que havia na boca, o chá parecia ficar ainda mais amargo.
— Mas que pena.
Baek Jungman, que havia estado olhando fixamente para Kanghyeon que tomava chá, soltou um suspiro como se quisesse ser ouvido.
— Como é que nosso Kanghyeon nunca aprende a reclamar com este pai.
— Reclamar… O senhor diz. Nessa idade, não seria feio fazer isso?
A xícara que havia tomado completamente o chá ficou vazia. Por algum motivo, só agora a opressão no peito parecia melhorar um pouco.
Mas mal começava a melhorar, Baek Jungman encheu pessoalmente a xícara de Kanghyeon. O líquido vermelho do qual saía vapor deixou Kanghyeon tonto.
— Não é só agora. Desde pequeno, nunca reclamava nem fazia charme. Sempre tive pena disso.
Baek Jungman, que havia colocado a chaleira de volta, lançou o olhar caloroso que só mostrava para Baek Kanghyeon.
— Mesmo sendo um criança bagunceira e sem juízo, teria sido muito adorável.
Acrescentou também a frase horripilante de “claro que ainda agora você é extraordinariamente adorável para este pai”.
Kanghyeon sentiu o peito ficar oprimido como se estivesse com indigestão.
Engolindo o gosto amargo na boca, respondeu:
— Para charme, tem Hyung Huiwoo.
Por um momento, sentiu um “aff”.
— Não tem como comparar você com aquele.
Como era de se esperar, o sorriso desapareceu completamente do rosto do pai Baek Jungman. Sentiu um frio que parecia apagar até o calor do chá.
— Você ainda lembra bem do que este pai disse desde antigamente?
Kanghyeon não respondeu. Não queria responder.
— Comparar seus irmãos mais velhos com você é algo que jamais pode acontecer.
Mesmo assim o pai se deu ao trabalho de pronunciar novamente as palavras que havia repetido como uma lavagem cerebral.
— Não esqueça que você é claramente diferente dos seus irmãos.
Kanghyeon ficou em silêncio com um rosto sem cor. Durante todo esse tempo, a voz séria do pai não parava.
— Aqueles são peças de suporte para você, nada mais nada menos.
O baixo ventre começou a latejar aos poucos. A boca estava repleta de um gosto amargo de sangue das incontáveis vezes que havia mordido, e o peito ficou tão oprimido que era difícil respirar.
Uma náusea subiu até a garganta.
Quero vomitar.
Se vomitasse agora, não seria o sangue vermelho que o pai enfiou goela abaixo que sairia?
Se fosse esse o caso, não seria de todo ruim.
˚˚˚
Ficar sentado num espinho e receber uma amabilidade que não queria era incrivelmente difícil.
Depois de duas horas, quando finalmente conseguiu se libertar do pai, Kanghyeon foi direto ao banheiro.
— Urgh, ugh —
Agarrando o vaso sanitário impecavelmente limpo, vomitou repetidamente.
Ter ido ao Cheongwonjae de estômago vazio havia sido a escolha certa.
Com os vômitos que pareciam arrancar as entranhas, o que saiu foi apenas o chá que havia tomado com Baek Jungman e o suco gástrico.
A garganta doía tanto que saíram lágrimas fisiológicas. Em compensação, o peito oprimido pareceu ficar um pouco mais leve.
Enxaguou a boca ácida com água, e depois lavou o rosto várias vezes com água gelada. A cabeça que girava ficou clara por um instante. Embora o rosto no espelho do lavatório estivesse pálido, parecia que conseguiria fingir naturalidade satisfatoriamente.
Enxugou o rosto de qualquer jeito e foi em direção à saída do banheiro.
Ao sair pela porta, ouviu uma voz inesperada:
— Está bem do estômago?
Sobressaltado, olhou para ver, e Baek Seongju estava de pé bem ao lado da porta. Não se sabia desde quando estava ali, mas estava com os braços cruzados e as costas apoiadas na parede.
O mordomo Park havia dito claramente que ele voltaria em breve. Já haviam se passado duas horas desde então — por que ainda estava ali?
Claro.
Por minha causa.
Kanghyeon percebeu que Seongju havia ficado à força por preocupação com ele, e mordeu discretamente o interior da bochecha. No lugar que havia sido mordido tantas vezes que o sangue não parava, surgiu mais um arranhão.
Kanghyeon desviou os olhos para não encarar Seongju. Agora era difícil encará-lo diretamente.
— Estou bem. Não precisa se preocupar.
Disse fingindo estar bem, mas não conseguia enganar os olhos de Baek Seongju. O olhar, a expressão e os lábios estavam arrumados e sem emoção, mas a cor do rosto não era algo que se podia mudar tão rapidamente.
Seongju tirou um lenço e deu tapinhas para enxugar o cabelo molhado de Kanghyeon.
— Se não estiver bem, vai logo embora. O pai eu dou um jeito.
— Não, não precisa.
Kanghyeon balançou rapidamente a cabeça.
O pai havia pedido para reservar o dia inteiro. Tanto que queria mantê-lo ao lado por um dia todo, e ir embora assim tão cedo deixaria o humor bastante azedo. Não podia deixar que Baek Seongju, que havia voltado ao país depois de tanto tempo, carregasse isso sozinho.
— Não se preocupe. Estou realmente bem, Hyung.
— …
Baek Seongju ficou em silêncio olhando para Kanghyeon. Mesmo que Kanghyeon estivesse até sorrindo levemente de propósito fingindo estar bem, isso só pareceu levantar mais suspeitas.
— Você sabe? O “estou bem” que você diz soa como “estou muito mal”.
Com as palavras de Seongju, os lábios de Kanghyeon se moveram.
Kanghyeon quase respondeu habitualmente “estou realmente bem”. Para Seongju também soaria como repetir que estava mal, mas realmente não havia mais nada a dizer.
Como poderia dizer que estou mal na frente do Hyung.
Não era só Baek Seongju.
O segundo irmão Baek Seohun, o terceiro Baek Huiwoo — todos certamente estavam muito mais mal do que ele. Pois precisavam aguentar fingindo estar bem diante da pressão humilhante do pai e da diferença de tratamento gélida.
Kanghyeon não conseguia dizer que estava mal diante de nenhum deles.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Alphega (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.