Ler Alphega (Novel) – Capítulo 36 Online


Modo Claro

— Episódio 36 —

Mas Baek Kanghyeon era um alfa dominante. Defendendo com base em si mesmo, que também era alfa dominante, era quase impossível que Baek Kanghyeon ficasse doente a ponto de precisar comer canjica.

E ainda por cima, ontem mesmo havia encontrado Baek Kanghyeon saindo do trabalho quando ia para o clube. Naquele momento o rosto dele estava um pouco sombrio, mas não havia nenhum sinal de que estivesse doente.

Haeil, que ficou olhando fixamente para a sacola de compras na frente do apartamento de Kanghyeon, perguntou ao gerente Park:

— Gerente Park, por acaso havia outro carro além do meu no estacionamento?

O gerente Park respondeu como se fosse óbvio:

— Não. Só os cavalinhos de estimação do senhor, como de costume.

— É mesmo?

Na noite anterior, Haeil havia encontrado Kanghyeon no estacionamento, que havia saído do trabalho mais cedo do que o esperado.

— Falando por precaução, amanhã não me mande nenhuma mensagem. De qualquer forma não vou conseguir responder.

Havia perguntado por quê, mas ele apenas dissera que tinha um lugar para ir, sem explicar mais.

Como o carro ainda não havia voltado ao estacionamento, parecia que havia saído e ainda não tinha voltado.

Haeil empurrou o gerente Park, que estava bloqueando a porta, e saiu para fora. Arrastando os chinelos, foi até a sacola de compras deixada na frente do apartamento ao lado e a pegou.

— É mesmo canjica…

Haeil olhou para o recipiente térmico prateado que enchia a sacola. Era bem pesado, como se a quantidade de canjica dentro fosse generosa.

Será que esse cara quase caiu de exaustão? Ou já caiu e não mostrou?

Haeil endureceu o rosto ao pensar em Baek Kanghyeon, o workaholic.

Aliás, quem mandou isso? Se fosse para ele próprio comer, teria comprado no caminho.

A sacola não tinha a etiqueta de entrega que deveria estar presente numa entrega em domicílio. O recipiente dentro também não era de entrega, mas uma embalagem térmica cara que precisava ser comprada pessoalmente na loja.

Enquanto estranhava a situação, Haeil percebeu que havia um pequeno bilhete dentro da sacola.

Kwon Haeil, que encarava o papel cuidadosamente dobrado, desdobrou discretamente o conteúdo.

[Come tudo, não deixa nada]

[-Seohun-]

Amassou.

O rosto de Haeil se contraiu como o bilhete que tinha na mão.

Quem merda é esse Seohun.

Haeil, que havia perdido a cabeça e amassado o bilhete sem perceber, logo ficou preocupado. Lembrando dos olhos furiosos de Baek Kanghyeon a encarar, tentou desdobrar o bilhete amassado com a ponta dos dedos.

Então um pensamento surgiu de repente e ele parou o movimento.

Seohun…? Espera, será que é Baek Seohun?

Ao repetir aquele nome familiar, a cabeça começou a girar rapidamente.

O nome Baek Seohun era familiar não só para Haeil, mas para muitas pessoas.

Há cerca de dois ou três anos, os meios de comunicação vinham despejando inúmeros programas de televisão sobre saúde.

Entre eles, o que mais chamou a atenção foi um programa de variedades reunindo vários especialistas médicos. Mesmo sendo de variedades, era mais próximo de um talk show onde médicos especialistas diagnosticavam e aconselhavam ao vivo histórias relacionadas à saúde de vários artistas convidados.

Claro, simplesmente artistas e médicos especialistas conversando num talk show dificilmente seria muito interessante.

A primeira razão pela qual virou assunto foi por causa de um neurocirurgião chamado Baek Seohun, mais bonito do que a maioria dos modelos e atores.

A segunda foi graças ao seu jeito de falar direto e sem papas na língua, sem poupar críticas duras para ninguém.

E a terceira razão também era Baek Seohun — pelo fato de ter o impressionante histórico de “segundo filho do Grupo Baek Cheong”. Como era a grande revelação pública de um dos principais nomes de uma das maiores empresas do país, atraiu uma atenção considerável.

Haeil ficou alerta especialmente por causa dessa terceira razão.

Pensando em Baek Seohun, que atualmente ocupava o cargo de vice-diretor do Hospital Baek Cheong Seoul, Haeil precisou se esforçar ainda mais para desdobrar o bilhete.

Isso é de matar de solidão.

Kwon Haeil, filho único, sentiu uma injustiça inexplicável.

Esfregando com todo o empenho o bilhete amassado enquanto voltava para casa, o gerente Park, que havia observado tudo, olhava para ele com olhos estranhos.

— O que está fazendo?

— Tentando desfazer algo que fiz e que me vai trazer problemas.

— Hã…?

— É uma coisa assim.

Já bastava o que havia feito com Baek Huiwoo alguns dias antes, e a reação de Kanghyeon naquela ocasião ainda estava vívida na memória. Não queria brigar de novo por causa dos irmãos dele, então primeiro precisava desdobrar o que havia amassado. Sem deixar marcas, completamente liso.

O gerente Park, sem entender a situação de Haeil, achava simplesmente que o comportamento era estranho.

O olhar do gerente Park foi parar na sacola de canjica que Haeil havia trazido.

— É mesmo do senhor, né?

— Não. É do vizinho.

— O apartamento ao lado estava vazio.

— Se mudou esse mês.

— Então devia devolver a canjica, por que está trazendo?

Haeil, que havia conseguido desdobrar o bilhete razoavelmente bem, o colocou de volta com cuidado na sacola enquanto dizia:

— Se deixar assim vai estragar. O corredor é muito quente.

Quente? O calor de abril mal chegou.

O gerente Park engoliu essa observação enquanto Haeil de repente estendeu a mão para ele.

— Me dá um papel de anotação e uma caneta.

O gerente Park, como um secretário bem treinado, imediatamente tirou um papel de anotação e uma caneta e entregou.

[A canjica que chegou pra entrega, trouxe pra não estragar]

[Quando chegar, passa aqui]

[-Alfa bonito do lado-]

Haeil rabiscou a mensagem no papel, dobrou com cuidado e colocou metade dentro da fresta da porta de Kanghyeon. Um ar de satisfação veio ao seu rosto.

Não sou bom demais?

Ver o rosto de Baek Kanghyeon e de quebra ganhar um elogio.

Dois coelhos com uma cajadada só, graças a um bowl de canjica.

Haeil deu um sorriso maroto imaginando Baek Kanghyeon acariciando sua cabeça de novo.

Enquanto voltava para dentro de casa, no momento antes de fechar a porta, olhou mais uma vez para o lado do apartamento de Kanghyeon.

Não deve estar realmente doente, né?

Por ser alfa dominante certamente estava bem, mas mesmo assim não tinha como não se preocupar.

Quando a gente se encontrar mais tarde eu vejo, né.

Haeil ficou um pouco mais animado com a ideia de que, graças à canjica, conseguiria encontrar Baek Kanghyeon também hoje.

Haeil havia entrado em casa e estava examinando um por um os documentos e o material no USB que o gerente Park havia trazido.

Depois de analisar por um bom tempo, Haeil pôs os documentos que tinha na mão na mesa com um baque.

— Hah, esse cara. No mundo de hoje, quem mais faz isso…

Um escárnio veio ao canto dos lábios de Haeil. Ele encarava os documentos grossos que havia colocado e contraía o canto dos lábios.

— Achei que não podia ser, era óbvio demais, mas era verdade? Que patético, já nem dá vontade de rir.

O gerente Park, que estava parado quieto ao lado de Haeil sentado, perguntou:

— Como vai proceder?

Os dedos de Haeil, que ficou pensando por um momento, bateram levemente nos documentos.

— Por enquanto deixa assim, e espalha por aí que logo vamos fechar com a Baek Cheong.

Haeil soltou frio e acrescentou um sorriso sinistro.

— Diz também que o motivo de apressar o contrato é que eu gosto d-e-m-a-i-s do diretor Baek da BC Holdings.

O gerente Park lembrou do diretor Baek Kanghyeon que havia encontrado na reunião e respondeu “entendido”.

Haeil encarou friamente o diretor Kwak na gravação do CCTV na tela do notebook.

— Com um peixe tão guloso, só de jogar essa isca ele morde sozinho.

Haeil evocou o rosto de aparência sórdida do diretor Kwak.

Como alguém pode agir tão bem de acordo com a própria cara.

Haeil, que clicava a língua em voz alta, levantou a cabeça ao sentir um olhar. O gerente Park, que estava de pé, o encarava fixamente com olhos claros.

— Por que está olhando assim? Está preocupado?

— Não muito. Só acho que é verdade.

— O quê? Que o diretor Kwak é um peixe guloso?

Haeil perguntou com um riso discreto, e o gerente Park sacudiu a cabeça uma vez e disse:

— Não. Que o senhor gosta d-e-m-a-i-s… não, que gosta imensamente do diretor Baek.

Haeil não ficou muito surpreso. Apenas sorriu com um rosto completamente diferente do que tinha ao pensar no diretor Kwak.

— Aparece tanto assim?

— Sim.

Um riso abafado escapou dos lábios de Haeil.

— Bem, mesmo eu acho que está aparecendo demais. Fico me jogando na cara dele e só ele não sabe.

Haeil disse animado com palavrões misturados e murmurou com prazer:

— Fico me perguntando se sabe e finge que não.

Por isso é adorável.

O rosto de Haeil ao pensar em Baek Kanghyeon era incomparavelmente diferente de antes. Era como se tivesse transformado todo o frio que exalava ao ruminar sobre o diretor Kwak em calor — a expressão havia ficado bastante terna.

Para o gerente Park, era simplesmente espantoso.

Também depois da reunião no carro, e de vez em quando desde então ao trocar mensagens com alguém, havia feito uma expressão semelhante a essa.

Vendo agora, o gerente Park percebeu que todas aquelas expressões que havia achado horríveis estavam conectadas a uma única pessoa.

— É estranho. É a primeira vez que vejo o senhor ter interesse em um alfa.

— Eu também acho estranho. Alfa era tão sem graça quanto beta pra mim.

O gerente Park, que observava Haeil sorrir levemente, de repente abriu a boca com uma expressão séria.

— Senhor, posso perguntar algo?

Com a expressão séria e a voz propositalmente baixa, Haeil achou que o gerente Park ia dizer algo muito importante.

Por isso até apagou o sorriso e prestou atenção, mas ouviu algo inesperado.

— Será que já… já dirmiu com ele?

— …O quê, idiota?

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Alphega (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.

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