Ler Alphega (Novel) – Capítulo 32 Online

— Episódio 32 —
Sem conseguir dizer nada e ficando quieto por um instante, já havia dois passos de distância entre eles.
Haeil, como se não gostasse daquele intervalo, rapidamente se aproximou pelas costas de Kanghyeon.
— Então foi por isso que me acariciou dizendo que fiz bem?
— Não foi bem feito, mas é um elogio por ter se preocupado.
Kanghyeon corrigiu a fala para que ele não se enganasse, e então se virou para ele com um olhar severo. Haeil, cujo rosto havia se tornado sorridente naquele intervalo, recebeu um aviso firme carregado de pressão.
— E… se fizer aquilo com Hyung Huiwoo mais uma vez, não vou deixar barato.
Haeil prontamente levantou as duas mãos até a altura dos ombros. Era a postura de quem diz “não vou tocar”.
— Não sabia que era seu irmão. Agora que sei, jamais farei isso.
Como Haeil concordou e prometeu facilmente, Kanghyeon também não precisava mais ser severo.
O olhar de Kanghyeon suavizou com flexibilidade.
— Se encontrar Hyung Huiwoo da próxima vez, pelo menos peça desculpas. Ele ficou muito ansioso achando que o contrato poderia ter problemas por causa dele.
— Não acredito que eu chegaria a desfazer um contrato por causa disso.
— Eu disse a ele que Kwon Haeil não faria isso. Mesmo assim, tranquilizá-lo pessoalmente seria…
Kanghyeon, que continuava a fala, parou ao perceber o olhar calculista de Haeil.
— Hmm, você me conhece muito bem. Parece que criou um pouco de confiança?
Por algum motivo, a voz soava bastante satisfeita.
Kanghyeon, ignorando a mudança de humor de Haeil de forma impassível, disse algo assustador:
— Se não consegue nem distinguir trabalho de pessoal assim, melhor morrer.
— Que sorte que o parceiro de colaboração do diretor Baek Kanghyeon não vai morrer de repente. Não é mesmo?
Haeil, que devolvia sem perder, disse animado:
— Não se preocupe com o seu irmão. Quando encontrá-lo da próxima vez, vou me desculpar certinho e tratar bem. Porque surgiu uma razão para isso.
— Não sei qual razão é essa, mas trate bem sem tentar conquistá-lo ao se desculpar.
— Não vou conquistar. Meu padrão é muito alto.
O olhar sutil de Haeil seguia Kanghyeon de forma insistente. Ele próprio não havia percebido.
Quando Kanghyeon, caminhando devagar, chegou perto da sua porta.
Haeil ficou de pé ao lado dele e disse:
— Mas sabe, não posso ser chamado de Hyung também?
Kanghyeon olhou para ele com um olhar de “que bobagem é essa?”. Mesmo assim Haeil não recuou.
— Vamos lá, Haeil-i Hyung — tenta aí.
— Por que eu faria isso?
— Eu também quero ser tratado como Hyung.
Parecia que “Hyung Huiwoo” havia ficado bastante na cabeça dele. Devia ter sentido inveja.
— Quantos anos você tem?
Quando Kanghyeon perguntou, Haeil respondeu com os olhos brilhando:
— Trinta e um.
— Eu tenho trinta e dois.
— Hyung Kanghyeon!
Quando havia pedido para ser chamado de Hyung, e agora era ele mesmo que chamava assim. De forma bastante animada.
Kanghyeon sentiu algo parecido com nojo por algum motivo e virou o rosto com uma expressão séria.
— Vou fingir que não ouvi.
— Por quêê, eu gosto de me chamar de Hyung também.
O canto dos olhos de Haeil se curvou maliciosamente como uma criança brincalhona.
— Hyung Kanghyeon-a —
— Para um pouco, que é nojento.
Kanghyeon por fim não aguentou mais e soltou uma palavra dura.
˚˚˚
Os dias úteis passaram e chegou o fim de semana.
Baek Kanghyeon, que havia ficado até horários excessivamente tardios fazendo hora extra desde que havia tomado posse como novo diretor, recentemente havia começado a sair um pouco mais cedo. Ainda era comum sair depois das nove da noite, mas o costume de ultrapassar a meia-noite como se fosse algo corriqueiro havia desaparecido.
Com isso, naturalmente passou a cruzar com frequência com Kwon Haeil, que ia trabalhar à noite. Como os encontros de manhã cedo também eram quase todos cronometrados de forma suspeita, havia perguntado a Kwon Haeil se aquilo era coincidência, e ele apenas sorriu sem responder.
Quando se cruzavam, trocavam algumas palavras triviais e cada um seguia com seu dia. Como isso se repetiu dia após dia até a sexta-feira, naturalmente passaram também a trocar mensagens.
Kwon Haeil mandava mensagens pelo celular pessoal a qualquer hora, inclusive no meio do sono. Kanghyeon respondia apenas no horário do almoço ou após as seis da tarde, e mesmo assim eram quase sempre respostas monossilábicas. Haeil parecia não se importar nem com essas respostas curtas, não parando de mandar mensagens a todo momento.
Se perguntassem se era incômodo, a resposta seria que claro que era.
Mas mesmo assim havia três razões pelas quais Kanghyeon estava aceitando tudo isso quietamente.
Primeiro, se bloqueasse o contato, parecia que ele viria até em casa reclamar dizendo que era demais.
Pensando no feitio de Kwon Haeil, era algo bastante possível.
Segundo, Kwon Haeil não cobrava resposta para as mensagens.
Mesmo que levasse horas e chegasse apenas um “sim” ou “não”, ele nunca demonstrava insatisfação. Mesmo que apenas lesse sem responder, via esse rastro e continuava sozinho a conversa com mais mensagens sem sentido.
Mesmo que pudesse pensar que estava sendo ignorado, Haeil não demonstrava isso em absoluto.
Na prática, quando se encontravam na frente do apartamento, ele também acrescentava “não precisa se esforçar para responder”. Era simplesmente surpreendente que Kwon Haeil, que mandava mensagens várias vezes por dia com assuntos triviais, nunca cortasse a conversa.
Graças a isso, não havia o peso de ter que obrigatoriamente responder às mensagens de Haeil.
E terceiro.
Somente quando verificava as mensagens de Kwon Haeil ou falava com ele ao telefone conseguia não pensar em nada. Era uma forma diferente de se livrar da pressão ao redor em comparação com se enterrar no trabalho.
Admitia.
Que graças a Kwon Haeil, naquela semana o ânimo havia estado consideravelmente bom.
Mas hoje provavelmente seria diferente.
Kanghyeon olhou para a última mensagem que Kwon Haeil havia deixado.
Não sei onde você vai, mas não se esforce demais
Não respondeu.
Em vez disso, releu a mensagem que ele havia enviado várias vezes.
Não tem como não se esforçar hoje.
Kanghyeon colocou o celular no silencioso e o enfiou no bolso interno do paletó enquanto erguia o rosto.
O ar fresco chegou com intensidade graças às muitas árvores ao redor. O verde que preenchia os dois olhos e a imponente construção em estilo hanok era como uma pintura.
— Uff…
Kanghyeon soltou um suspiro fundo que havia se acumulado no fundo dos pulmões. Isso não melhorava seu humor, mas ajudava um pouco a se preparar para o estresse que receberia dali em diante.
Com o rosto arrumado e sem emoções, como de costume, deu um passo.
— Bem-vindo, jovem senhor caçula.
Ao entrar no vasto jardim de Cheongwonjae, um idoso de cabelos brancos e expressão calorosa que estava esperando se curvou respeitosamente.
O idoso era o mordomo que gerenciava todo o Cheongwonjae, e entre os funcionários dali era quem havia trabalhado por mais tempo. Consequentemente, não havia ninguém que conhecesse melhor os assuntos internos da família Baek.
O ângulo da reverência do mordomo Park era proporcional ao peso da hierarquia dos membros da família.
Kanghyeon sentiu o interior da boca ficar amargo de imediato ao ver o ângulo profundo da reverência do mordomo Park.
Seguindo a orientação do mordomo Park, ao entrar na majestosa sede principal de Cheongwonjae, muitos funcionários também cumprimentaram respeitosamente. Até os que estavam em lugares distantes pararam o que estavam fazendo e se aproximaram rapidamente. Eles cumprimentavam com persistência, como se quisessem de qualquer jeito marcar presença.
Já estava se sentindo cansado.
O mordomo Park tentou primeiro guiar Kanghyeon para a sala de descanso mais próxima do escritório onde o pai estaria.
— O primeiro jovem senhor está aqui por um momento. Ele vai voltar em breve, então enquanto isso tome uma xícara de chá. O senhor pediu para servir um chá especial que chegou recentemente.
Com aquelas palavras, o olhar de Kanghyeon se fixou no escritório do pai.
Hyung Seongju estava aqui.
Encontrar o irmão mais velho Baek Seongju era algo que não acontecia há seis meses.
Baek Seongju era vice-presidente do Baek Cheong Hotel e havia passado os últimos seis meses no exterior.
O Baek Cheong Hotel tinha muitas filiais no exterior. Baek Seongju queria verificar pessoalmente cada um desses lugares com os próprios olhos, e não hesitava em liderar trabalhos de melhoria conforme a situação. Era alguém que sempre se dedicava de corpo e alma para elevar o valor da marca do Baek Cheong Hotel.
Havia frequentes comentários sobre a necessidade de alguém que era vice-presidente fazer esse tipo de inspeção pessoalmente. Kanghyeon, que conhecia bem a meticulosidade e o perfeccionismo de Seongju, apenas concordava com a cabeça.
O vice-presidente do Baek Cheong Hotel, Baek Seongju, era alguém com quem se encontraria com frequência dali em diante por causa do Projeto W. A razão pelo qual ele havia voltado para a Coreia em boa hora provavelmente também era por isso.
Se alguém perguntasse em quem Baek Kanghyeon havia se apoiado mais e quem havia sido seu modelo ao longo da vida, sem dúvida alguma responderia Baek Seongju. Era o quanto Seongju era o pilar espiritual de Kanghyeon.
Ao saber que o irmão mais velho estava ali, o coração pesado de Kanghyeon ficou um pouco mais leve.
Kanghyeon, com o rosto um pouco mais iluminado, deu um passo em direção ao escritório.
Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Alphega (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.