Ler Alphega (Novel) – Capítulo 12 Online

— Episódio 12 —
Kwon Haeil levou o Blue Margarita que tinha na mão aos lábios. O drinque azul de sabor refrescante e adocicado que escorreu entre os lábios preencheu sua boca de forma agradável.
Seguindo Haeil, Kanghyeon também levou o Negroni vermelho à boca.
Uma amargura profunda e uma doçura sutil tingiram a boca de forma perturbadora. O frescor leve de laranja que se espalhava no retrogosto também era bastante agradável.
Seria por estar no meio da iluminação deslumbrante do clube e do calor inevitável?
Se continuasse assim e bebesse todo esse drinque agridoce, parecia que ficaria bêbado logo. Era o quanto a bebida estava boa.
— Sou Baek Kanghyeon.
Era o suficiente para revelar o próprio nome de bom grado a alguém com quem não queria ter nenhum envolvimento.
— Meu nome.
Haeil piscou e o encarou, parado, pelo timing inesperado em que Kanghyeon revelou seu nome.
— Eu sou…
No momento em que Kwon Haeil estava prestes a dizer o próprio nome com um compasso de atraso, os lábios vermelhos de Baek Kanghyeon se moveram.
— Seu nome eu já ouvi sem parar aqui dentro.
Kwon Haeil. Haeil. Haeil-ah. Hyung Haeil. Oppa Haeil.
O nome de Haeil formado por tantas formas de chamá-lo não era algo que se esquecia facilmente.
Os lábios de Kanghyeon se curvaram numa linha elegante e fluida. A voz que fluiu por entre eles chegou a Haeil de forma muito nítida e intensa.
— Kwon Haeil.
O Blue Margarita que Haeil segurava balançou com força como as ondas de um mar vasto. Como se fosse sincronizado, os olhos de Haeil também tremiam sem filtro.
Bum — bum — bum — bum —
Não era a pulsação forçada pelo EDM acelerado. Um eco estranho que ressoava de dentro perturbava estranhamente os sentidos de Kwon Haeil.
A nuca arrepiou e as pontas dos dedos formigaram. A música barulhenta e os gritos pareciam ir aos poucos se distanciando. O aroma exótico de frutas e o forte cheiro de álcool do Blue Margarita que segurava foram aos poucos se esvanecendo.
Era como se todos os sentidos estivessem regredindo, ou uma sensação flutuante como se tivesse ficado bêbado.
Mas por que apenas a voz daquele homem e o leve aroma adocicado chegavam ainda mais intensos?
Isso é injusto.
Haeil curvou o canto dos olhos para Kanghyeon como se respondesse. Ao contrário dos sorrisos leves de antes, uma curva suave e nítida encarou Kanghyeon.
Luzes coloridas de laser cruzavam sem parar o espaço entre os dois.
Haeil pisou sobre aquele laser e deu mais um passo em direção a Kanghyeon. O laser que parecia separar os dois não passava agora de uma luz impotente que passava ao lado deles.
Diante de Haeil que se aproximou, Kanghyeon soltou involuntariamente um pequeno suspiro.
Ah.
Enquanto percorriam o clube, não só ômegas mas betas e alfas também se penduravam nesse homem. Todos estavam ocupados lançando olhares sedutores, querendo trocar mais algumas palavras. Quando Haeil os reconhecia e chamava pelo nome, eles inevitavelmente ficavam com o rosto animado.
Por que todos ficavam tão fascinados por Kwon Haeil — agora olhando para esse rosto, Kanghyeon entendia um pouco.
A mão de Kanghyeon na grade e a mão de Haeil ficaram tão próximas que quase se tocavam.
— Posso te pedir um favor?
A voz de Haeil era claramente baixa como um sussurro, mas chegava estranhamente nítida.
Kanghyeon assentiu com facilidade.
— Pode. De qualquer forma sou do tipo que não consegue viver devendo, então estava pensando em retribuir de alguma forma.
Haeil havia dito que mostrar o clube era em retribuição ao tteok de boas-vindas, mas para Kanghyeon as contas simplesmente não fechavam.
O tteok era algo que, se não fosse por Baek Huiwoo, nem teria se preocupado em dar.
Por um tteok dado quase como se estivesse jogando fora, havia passado mais de uma hora fazendo de guia no clube.
Se fosse para retribuir, o drinque que segurava na mão já bastaria.
Além disso, esse lounge VIP era um lugar onde não teria nem entrado sem Kwon Haeil.
Claro que Baek Kanghyeon tinha dinheiro de sobra. E com sua bagagem, poderia se tornar VVIP imediatamente se quisesse. Mas aí sua identidade seria revelada e até só olhar o clube com tranquilidade ficaria difícil.
De qualquer forma, as coisas correram bem por ter encontrado Kwon Haeil por acaso. Como frequentador assíduo digno do título de VVIP, ele sabia bastante sobre os vários eventos do clube e sobre as diretrizes operacionais internas. Graças a isso, parecia que conseguiria refinar melhor a proposta de parceria com o clube WAVE.
Chegando a esse ponto, Kanghyeon, além de qualquer cálculo, ficou um pouco curioso sobre que tipo de pessoa era Kwon Haeil.
Não sabia de outras coisas, mas para se tornar VVIP de um clube era preciso gastar facilmente dezenas de milhões de wons por dia.
VVIP de um clube tão deslumbrante, milionário que mora no último andar de um officetel no coração de Gangnam.
Naturalmente, Kanghyeon não podia deixar de ter curiosidade sobre sua identidade.
Mas não podia perguntar às cegas.
Se perguntasse qual era sua identidade, qual a origem de sua fortuna e seu histórico, certamente receberia as mesmas perguntas de volta.
Isso não era nada bem-vindo.
Se revelasse que era o quarto filho do presidente do Grupo Baek Cheong, qualquer um pensaria imediatamente no título de “verdadeiro herdeiro do Grupo Baek Cheong”.
Kanghyeon, lembrando dos três irmãos mais velhos com a cabeça baixa e expressões sombrias, mordeu discretamente o interior da bochecha.
Mesmo assim, externamente apressou Haeil com toda a naturalidade:
— Se não for algo que me force além dos limites, ouvirei. Qual é o pedido?
Haeil fitou os olhos fundos de Kanghyeon e então aproximou os lábios do ouvido dele. O aroma característico do Blue Margarita tocou levemente o ouvido de Kanghyeon de forma refrescante.
— Me dá um banho de feromônio.
Mal ouviu aquilo, Kanghyeon evocou mais uma vez a palavra com que havia descrito Haeil antes.
Louco maluco.
Kanghyeon engoliu a palavra que quase escapou pela boca e demonstrou desagrado. Com isso, Haeil fez uma expressão de quem já esperava por isso.
— Sabia que você ia odiar.
O próprio Haeil sabia que sua fala não era algo para se levar como brincadeira. Era estranho demais para ser considerada uma piada.
Banho de feromônio não é apenas passar feromônio no outro — é encharcá-lo completamente.
Quem recebe um banho de feromônio fica praticamente marinado nos feromônios de quem os liberou. Por isso, era algo que alfas e ômegas que eram parceiros costumavam fazer.
Para mostrar que um pertence ao outro, afastando aproximações desnecessárias, ou para se enterrar nos feromônios do parceiro e aproveitar a sensação de aconchego e satisfação.
De meia jornada a um dia inteiro.
Durante esse tempo, ter que ficar impregnado dos feromônios do outro — era isso que Kwon Haeil estava pedindo com toda a naturalidade agora.
Para Baek Kanghyeon, que não era parceiro nem nada, e ainda por cima era o mesmo alfa.
Um alfa fazendo banho de feromônio em outro alfa era algo absolutamente raro. A não ser que fosse alguém excêntrico, até mesmo alfas que fossem parceiros não pensariam em tentar algo assim.
A natureza dos feromônios de alfa é basicamente agressiva.
Um ômega que recebesse um banho de feromônio de outro ômega ficaria levemente enjoado por um tempo e só — mas com alfas era claramente diferente.
Só de colocar os feromônios frente a frente já faiscava como se fossem se devorar. Se chegassem ao ponto de um ser completamente coberto pelo do outro, quem recebesse ficaria em sofrimento considerável. Isso o próprio Kwon Haeil, que já havia confrontado feromônios com Kanghyeon antes, deveria saber bem.
Mesmo assim, Haeil sorriu com uma expressão de que estava tudo bem.
— Você disse que ouviria se não fosse algo além dos limites.
Não parecia piada. Os olhos de Haeil que repetiu isso pela segunda vez não tremiam.
— De qualquer forma, quem vai sofrer sou eu. Baek Kanghyeon que vai liberar não vai ter problema nenhum.
— Esse não é o ponto.
Kanghyeon empurrou o peito de Haeil, que estava perto, com a mão que segurava o Negroni. Os músculos firmes que se sentiam através da camisa fina pareciam reafirmar que Kwon Haeil era definitivamente um alfa.
— Um alfa fazendo banho de feromônio em outro alfa só vai ser desconfortável.
— Eu sei.
— Quem sabe diz tão facilmente?
— Não é fácil. Eu fiquei pensando muito, muito antes de falar.
Onde estava o sinal de preocupação naquele rosto sem nuvens?
Kanghyeon, que encarava Haeil com desconfiança, soltou um suspiro curto.
— Qual é o motivo?
Kanghyeon perguntou passando a mão no cabelo da frente com uma expressão de quem não sabia o que fazer.
— Sem estar louco, não haveria razão para pedir um banho de feromônio a um alfa desconhecido.
— Devo estar louco então.
— Se não falar direito, não vou fazer.
— Então me diga depois que fizer.
Haeil, que respondia a cada palavra de Kanghyeon, ergueu os olhos de forma travessa.
— Quem disse que ia ouvir o pedido foi Baek Kanghyeon. Não me diga que é o tipo de pessoa que fala uma coisa e faz outra. Ah, claro que não.
Não havia necessidade de cair numa provocação barata que claramente havia sido jogada de propósito.
Mas como Haeil havia intuído, Kanghyeon não era uma pessoa leviana que não se responsabilizava por suas próprias palavras.
Ouviria se não fosse algo além dos limites.
Fazer um banho de feromônio em outro alfa era claramente algo “dentro dos limites”.
No fim, quem cedeu foi Baek Kanghyeon.
— Certo. Farei como você quer.
O rosto de Haeil se iluminou satisfeito.
Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Alphega (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.