Ler Alphega (Novel) – Capítulo 11 Online


Modo Claro

— Episódio 11 —

— Uma pessoa tão correta e comportada, o que veio fazer num clube? Parece alguém que não combina nada com um lugar assim.

Ao contrário do que havia dito antes, não havia o mesmo tom irônico de antes. Era uma pergunta genuína por curiosidade.

Kanghyeon, ao ser questionado, pensou um pouco.

Poderia responder apenas o mínimo necessário e erguer um muro para o resto, como havia feito até então. Ou poderia ignorar.

Mas Kanghyeon não era tão obtuso a ponto de não distinguir boa vontade de hostilidade. Como era alguém que de alguma forma havia o ajudado, não queria ser frio e ignorar.

Mas como não podia ficar falando sobre assuntos confidenciais de trabalho, deu uma resposta vaga.

— À noite, as luzes daqui ficam especialmente visíveis. Fiquei curioso.

A paisagem que sempre viram do último andar do Palace Sky Tower onde os dois moravam era o céu quieto e prédios a perder de vista.

De dia, havia um conforto supremo como se estivessem flutuando acima das nuvens. À noite, o olhar era roubado pela vista noturna dos prédios lá embaixo.

Entre elas, as luzes do clube WAVE eram particularmente vívidas. Deslumbrantes e coloridas como o interior, às vezes balançavam luzes de várias cores como se dançassem. Não à toa era chamado de ponto de referência de Gangnam.

Então o que Kanghyeon disse soava plausível.

Haeil olhou Kanghyeon de cima a baixo com calma. O lugar onde seu olhar parou foi na pulseira de papel amarela no pulso de Kanghyeon. Era uma das “pulseiras de entrada” do clube WAVE, e o amarelo indicava um visitante comum que havia entrado na fila. Também tinha gravado um “α” indicando alfa.

— Ficou tão curioso que ficou na fila por 1 hora e entrou com tudo?

O olhar de Haeil ao encarar Kanghyeon se estreitou.

— E ainda sendo a primeira vez num clube? Sozinho?

Kanghyeon não respondeu imediatamente. Ficou calado como se estivesse escolhendo as palavras.

— Fica tão evidente?

Só depois de algum tempo saiu uma contra-pergunta desconexa.

— Como você soube que era a primeira vez? Eu tinha estudado um pouco sobre isso.

— Estudado?

Haeil, que havia inclinado a cabeça, de repente soltou uma risada genuína. A voz era tão alegre que algumas pessoas nas áreas de standing e mesas próximas olharam para cá. Algumas delas, ao ver a reação de Haeil, sussurravam entre si como se estivessem surpresas.

Haeil cobriu com força o canto dos lábios que continuava a se mexer.

— Quem estuda para vir a um clube? É só vir com os amigos e curtir.

Com a fala de Haeil engolindo o riso, Kanghyeon ficou calado de novo.

Com tudo ao redor barulhento, havia um silêncio evidente apenas entre os dois.

Haeil, que havia controlado o riso, baixou a mão que cobria os lábios e perguntou:

— …Não me diga que não tem amigos?

— Precisa ter?

Não havia nem traço de hesitação nas palavras de Kanghyeon. Era um tom que dizia genuinamente que amizade não era necessária.

Haeil, que também tinha relacionamentos muito amplos mas extremamente superficiais, concordava com o que Kanghyeon dizia. Mesmo assim, era a primeira vez que via alguém tão tranquilo — mais do que tranquilo, sério ao ponto de questionar de volta.

— Cara… fico sem jeito diante de um antissocial tão assumido.

Haeil deu um riso sem graça e agarrou a mão de Kanghyeon. Kanghyeon se sobressaltou com o gesto repentino.

— Vem comigo. Hoje só por hoje eu sou seu amigo.

— Não é necessário.

— Vai precisar. Não tem que terminar de estudar o que faltou?

Haeil apertou mais firme a mão de Kanghyeon que tentava se mexer e o puxou para fora da área de standing.

— Não perde minha mão. Tem muita gente e se nos separarmos vai ser difícil de achar de novo.

Haeil falou como se estivesse recomendando a uma criança num parque infantil.

Kanghyeon não estava muito animado, mas teve que concordar com o que Haeil disse. Além da área de standing onde havia ficado sozinho, havia gente demais em todo lugar.

Observando Kanghyeon sendo puxado obedientemente sem ter outra opção, Haeil acrescentou com uma voz animada:

— Aproveito para retribuir o tteok de mudança.

Por algum motivo, havia um sorriso puro no seu rosto que lembrava o de uma criança.

˚˚˚

Já havia passado uma hora desde que Kanghyeon foi guiado pela mão de Kwon Haeil pelo clube.

Talvez por causa da quantidade de pessoas, ou do calor frenético, o tempo passou rápido demais. Talvez porque o clube fosse um espaço mais interessante e encantador do que havia “estudado”.

Durante aquela hora, graças a Haeil, Kanghyeon pôde observar com calma a atmosfera e a estrutura do clube WAVE.

Às vezes de uma área de standing à distância, às vezes de uma mesa logo na frente da pista de dança, às vezes no lounge VIP.

Ainda bem que vim.

Kanghyeon não pôde deixar de ser grato a Haeil.

Havia pensado que seria arrastado por aí e largado, mas surpreendentemente Haeil mostrou cada canto do clube com atenção.

Que ele fosse o frequentador mais assíduo do clube WAVE não era mentira — sabia de muita coisa. Desde a estrutura interna do clube até os eventos por dia da semana, e ainda conhecia todos os tipos de bebida vendidos.

Enquanto passeavam, a cada dois passos alguém cumprimentava Haeil animado. Entre eles havia vários que pareciam ter uma relação que ia além de frequentar o clube juntos. Mesmo assim, Haeil recusou de uma vez os convites para curtir junto e ficou ao lado de Kanghyeon sem vacilar. De quebra ainda afastava os que se aproximavam de Kanghyeon.

Além disso, Kanghyeon tinha acesso livre a todos os lugares mesmo sem a pulseira de entrada chamada banding. Quando perguntou por que não tinha pulseira, Haeil disse que VVIPs originalmente não usam pulseira. Todos os funcionários do clube são treinados para obrigatoriamente memorizar todos os VVIPs.

Haeil olhou para o segurança que havia cumprimentado com respeito e passado por eles, e disse para Kanghyeon:

— Os VVIPs ficam felizes só com isso. Num mundo onde pulseiras dividem as hierarquias, para eles jorram reverências de noventa graus sem precisar de nada disso.

O dedo de Haeil apontou ostensivamente para baixo.

— No fim das contas, em qualquer mundo dinheiro é o que manda. …Por mais irritante que seja.

Havia uma agudeza serena nos olhos que sorriram de canto.

— Você não pensa assim também?

Kanghyeon não negou o que Haeil disse. Pelo contrário, estava concordando.

Era o que havia visto até então.

Nesse mundo, dinheiro, status e reputação controlavam tudo. Sabia que a trajetória criada pelas pontas dos dedos deles podia manipular não só a própria vida, mas a dos outros também.

Baek Kanghyeon, que havia crescido no centro disso, podia entender ainda melhor a imagem desse clube que era como uma versão em miniatura de uma sociedade de classes.

Depois disso também, os dois percorreram os cantos do amplo clube.

O lugar onde pararam para descansar um pouco foi o que tinha a música menos alta dentre os lounges VIP do segundo andar. Mesmo “menos alta” ainda era barulhento o suficiente para fazer os ouvidos zunir, mas nesse nível parecia que conseguiriam conversar sem precisar falar no ouvido um do outro.

Não é tão ruim quanto eu pensava.

Kanghyeon se apoiou levemente na grade do segundo andar e contemplou o clube inteiro, incluindo o salão principal.

A aparência do clube vista de vários pontos diferentes sem se fixar em um só lugar era mais deslumbrante e fascinante do que havia imaginado.

A escuridão rasgada pela luz dos lasers era como um fundo do mar onde corais fosforescentes brilhavam. Por outro lado, também parecia um enxame de estrelas que seguia alegremente os néons de todas as cores. Era um lugar onde qualquer um, se se deixasse levar pelo calor que emanava dali, acabaria sendo completamente absorvido.

— Está olhando com tanta atenção. Devia ter te empurrado para a pista para você dançar um pouco.

Haeil, que havia se ausentado por um momento, voltou logo. Na mão que estendeu para Kanghyeon havia um copo com bebida.

Dentro do copo old fashioned havia um drinque de vermelho profundo e vívido. Sobre a bebida que balançava havia uma decoração de casca de laranja fatiada fina e longa, elegantemente torcida. Por isso, entre o aroma amargo havia um leve frescor que se sentia.

Kanghyeon pegou o drinque vermelho que certamente havia sido feito por um barman habilidoso.

— É um Negroni.

Haeil, que estava de pé ao lado na grade, perguntou com um sorriso:

— Conhece bem. Já bebeu antes?

— Algumas vezes. Descobri que combina melhor comigo do que eu esperava.

— Faz sentido. É parecido com você.

Haeil olhava alternadamente para Kanghyeon e para o Negroni que ele segurava e fez uma expressão levemente pesarosa.

— Na próxima eu faço pra você. Tinha uma coisa que queria colocar mas disseram que não tem.

Kanghyeon, que estava levando o Negroni aos lábios, olhou para Haeil com desconfiança. Mais do que o fato de Kwon Haeil saber fazer drinques, a “coisa que queria colocar” ficou estranhamente na cabeça.

— O que ia colocar?

— Tem, uma coisa.

Haeil fingiu olhar para outro lugar enquanto fixava o olhar no pescoço de Kanghyeon.

O pescoço parcialmente encoberto pelo colarinho da camisa era, mesmo à primeira vista, muito reto e branco. Dava vontade de desabotoar os botões da camisa fechados de forma tão sufocante e virar o colarinho para o lado, para observar de perto o pescoço exposto.

Esse homem provavelmente não sabe.

Que tipo de aroma adocicado paira ao redor dele.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Alphega (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.

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