Ler Alphega (Novel) – Capítulo 10 Online

— Episódio 10 —
— Então? O que aconteceu?
Quando Haeil perguntou ainda com o rosto sorridente, Jaeyoung respondeu emburrado:
— Fui falar com ele de propósito e ele me ignorou! Mesmo vindo pessoalmente, ficou me dispensando. Que coragem pra um iniciante, que absurdo!
— Hmm, levou um fora.
Com a fala de Haeil, Jaeyoung berrou:
— Le, levar um fora nada! Eu ainda estava no meio de uma conversa com aquele…!
— Se levou um fora, vai embora na boa.
A voz gelada cortou a fala de Jaeyoung de uma vez.
O sorriso ainda estava no canto dos lábios de Kwon Haeil, mas ao redor havia um frio cortante. Jaeyoung ficou de olhos arregalados com uma expressão de “será que ouvi errado?”.
— O que… você disse?
Jaeyoung ainda não tinha entendido a situação. Nem quando a voz amigável misturada com xingamentos frios começou a apertar seu pescoço.
— Que coragem a sua de ficar xingando alguém logo no primeiro encontro, seu maldito.
O canto dos olhos de Haeil ao encará-lo ficou afiado como uma lâmina bem amolada.
— Para de fazer escândalo e se manda logo.
A mão de Haeil que envolvia o ombro de Jaeyoung apertou com força intensa. Com a dor que parecia que o ombro ia se partir, Jaeyoung engoliu uma baforada de ar.
No momento em que Jaeyoung estava prestes a gritar de dor por instinto, Haeil tapou sua boca com suavidade. A voz gentil de Haeil furou seus ouvidos.
— A expressão “conhece o seu lugar” não existe à toa. Não é mesmo, Jaeyoung?
— Mmf! Mmf!
Os olhos de Jaeyoung, que nem conseguia gritar, encheram de lágrimas.
Em parte porque o ombro preso doía demais, mas também porque era injusto demais que Haeil o tratasse de forma tão grosseira. Afinal, ele era nada menos que VIP desse clube, e ainda por cima tinha passado uma noite inesquecível com Kwon Haeil.
Mas não teve coragem nem de revidar com os olhos.
Parecia que seria esmagado pelos poderosos feromônios de Kwon Haeil. Aqueles feromônios assustadores que tinham ele como único alvo eram tão apavorantes que não conseguia suportar.
Jaeyoung, completamente apavorado, tremia enquanto engolia gemidos.
Kanghyeon, que havia ficado parado e quieto até então, finalmente se moveu. Ele agarrou o pulso de Haeil que cobria a boca de Jaeyoung e disse com firmeza:
— Chega.
Os olhos frios de Haeil se voltaram para Kanghyeon. Era um olhar afiado o suficiente para fazer qualquer um recuar, mas Kanghyeon o encarou de volta com facilidade.
Haeil, que havia ficado em silêncio olhando para Kanghyeon, deu um leve encolher de ombros e soltou a mão. Os poderosos feromônios que pressionavam Jaeyoung também desapareceram num instante.
Jaeyoung, livre de Haeil, pôs rapidamente distância entre eles. Com um rosto pálido, tossia com força e até chegou a lacrimejar.
— Calem, calem! Como Haeil pode fazer isso comigo…!
— Oppa!
A voz de uma mulher que irrompeu de repente interrompeu a fala de Jaeyoung. Quem o chamou era uma mulher de cabelos longos e lisos, esbelta como uma modelo.
Aquela mulher, que usava um crachá metálico escrito “MD Sehui”, era alguém que Kanghyeon já havia encontrado. Foi ela quem havia tentado levá-lo a outra mesa logo quando entrou no clube.
O objetivo de Kanghyeon ao pisar nesse clube era exclusivamente coletar informações e captar a atmosfera geral. Como não tinha intenção de interagir com pessoas, havia recusado firmemente a sugestão da MD. E então o ômega que havia feito o pedido de pick-up foi pessoalmente até ele, resultando na situação atual.
Sehui, a MD responsável por Jaeyoung, agarrou seu braço rapidamente.
— Oppa, não pode fazer isso aqui. Vamos logo para a mesa.
— Mas por quê! Estou conversando com Haeil agora!
— Sem reclamar, vem logo! Eu mesma vou te arrumar um alfa do seu tipo, tá bom?!
Sehui monitorava o olhar de Haeil sem parar enquanto puxava Jaeyoung. Estava visivelmente tensa, bem diferente da sua costumeira animação.
Jaeyoung e seu grupo foram obrigados a sair atrás de Sehui.
Depois que os causadores do alvoroço foram embora, só restaram Kwon Haeil e Baek Kanghyeon.
Os dois estavam se olhando apenas um ao outro em meio ao som estrondoso.
Haeil havia encontrado Kanghyeon dentro do clube graças a ômegas tagarelas. Eles comentaram, cheios de curiosidade, que um alfa de aparência impecável havia entrado sozinho com uma “pulseira amarela”.
Era raro alguém vir ao clube sem nenhum acompanhante. Quando acontecia, na maioria das vezes era uma entrada como convidado através de um MD, ou eram os frequentadores assíduos de sempre que iam e vinham como se fosse a própria casa.
E ainda por cima um alfa de aparência impecável?
Se aquele cara tivesse qualquer experiência com clubes, não ficaria numa fila enorme com uma pulseira amarela. Bastaria encarar os seguranças e deixar os feromônios escorregarem um pouco para entrar na hora.
Em condições normais, teria pensado apenas que um novato havia aparecido por acaso. Aparência impecável ou não, se o outro fosse alfa, nem seria assunto.
Se não tivesse sentido o leve feromônio de Baek Kanghyeon, ainda pensaria assim até agora.
Cercado por incontáveis feromônios, Haeil havia percebido o de Kanghyeon de imediato. Quando voltou a si, já estava rastreando aquele feromônio.
Kanghyeon, que havia sido encontrado num lugar inesperado, estava cercado por dois ômegas e um beta. Por causa da música alta demais, não dava para saber o que estavam conversando.
Por algum motivo, ficou de mau humor.
Tanto os que estavam se aglomerando em torno de Baek Kanghyeon quanto o próprio Baek Kanghyeon, que permitia quietinho que ficassem grudados nele.
Tudo estava errado.
Quando se aproximou um pouco mais, uma voz estridente chegou por entre a música:
— Se vier comigo, não precisa ficar parado aqui feito idiota! Disse que pago tudo! Sou VIP aqui, tá?! Está ouvindo?!
Idiota.
Era uma palavra absolutamente inadequada para alguém como Baek Kanghyeon.
Por isso, talvez, Haeil riu sem querer.
No início achou que Kanghyeon estava tentando seduzir os ômegas.
Os dominantes eram muito sensíveis a feromônios, então mesmo com uma olhada rápida conseguiam saber que tipo de classificação o outro tinha. Um alfa assim encontrar ômegas e seduzi-los seria moleza.
Mas quanto mais se aproximava, percebeu que não era isso. O outro lado era Kim Jaeyoung, famoso por ser um ômega de comportamento dissoluto, e seu grupo — e era óbvio que eram eles que estavam se jogando unilateralmente em Kanghyeon.
Que situação estranha.
O mau humor melhorou um pouco.
Com um leve sorriso nos lábios, deu mais um passo e os olhos arrumados de Baek Kanghyeon se voltaram para cá. Mesmo entre os lasers frenéticos, seus olhos fundos prendiam o olhar de forma estranha.
Um passo, dois passos, foi se aproximando.
Durante todo esse tempo, os olhos de Baek Kanghyeon o fitavam direto.
Sentiu um formigamento em algum lugar dentro do corpo.
Depois que o grupo de Jaeyoung foi embora quase à força.
Haeil, que havia massageado discretamente o pulso que Kanghyeon havia segurado, abriu a boca:
— Parece que não sabe nem recusar direito quando se trata de ômega.
Até aquela fala estava tranquilo, mas as palavras que vieram em seguida tinham espinhos suficientes para picar.
— Você é muito seletivo para quem escolhe com quem se misturar.
Era um tom de fala incômodo, como de quem quer arranjar briga. Em contraste, o frio cortante que havia demonstrado ao lidar com Jaeyoung havia sumido sem deixar rastro.
Kanghyeon, por algum motivo, disse ao Haeil irônico:
— Recusei claramente, mas parece que não estava entendendo.
Como de qualquer forma era alguém que havia o ajudado, não quis deixar a voz com uma ponta afiada. Percebendo isso, a voz de Haeil também suavizou um pouco.
— Sendo alfa, para que guardar o feromônio? E não é um alfa qualquer, é dominante. Bastava usar o feromônio para pressionar e ameaçar.
Uma mudança sutil apareceu no rosto de Kanghyeon, que havia estado impassível até então.
— Pressionar…?
As sobrancelhas de Kanghyeon franzem visivelmente, e o canto dos olhos se ergueu levemente.
Haeil conseguiu perceber só com aquela pequena mudança que o humor de Kanghyeon havia piorado consideravelmente. Mais do que quando Jaeyoung e seu grupo o incomodavam.
— Está em sã consciência?
Kanghyeon cerrou o punho como se estivesse contendo algo.
— Ameaçar um ômega com feromônio é o mesmo que violência de feromônio.
O rosto de Baek Huiwoo passou pela cabeça de Kanghyeon.
Agora sorria mais brilhante do que qualquer um, mas a ferida que se instalara por dentro não era algo que pudesse desaparecer facilmente. Por ser “ômega”.
Kanghyeon, lembrando do rosto de Baek Huiwoo exausto de tanto chorar, disse mastigando as palavras:
— Pode virar trauma.
A declaração de Kanghyeon era algo que Haeil simplesmente não conseguia entender.
Quem foi que ficou em apuros por causa de um ômega que nem conhecia.
— Trauma ou não, você estava sendo prejudicado.
— Esse tanto não me incomoda.
— Não incomoda nada?.
Num impulso, palavrões escaparam da boca de Haeil.
— Então ômega pode fazer o que quiser? Puxar pelo cabelo com feromônio para enlouquecer alfa é de boa?
Haeil despejou palavras de forma agressiva, como se fosse bater em Kanghyeon.
Então se sobressaltou e soltou um suspiro fundo. Murmurou baixinho “não era pra ser assim”.
Kanghyeon também refletiu por um momento que havia perdido o controle das próprias emoções.
Não é do meu feitio.
Havia ficado agitado à toa. Nem deveria ter entrado nessa discussão — não era seu estilo. Deveria ter deixado as palavras de Haeil passarem por um ouvido e saírem pelo outro.
No breve silêncio, quem abriu a boca primeiro foi Haeil.
Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Alphega (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.