Ler Alphega (Novel) – Capítulo 13 Online

— Episódio 13 —
— Ótimo. Então onde fazemos? Melhor pegar um quarto, não acha?
Haeil ia chamar um gerente para usar um quarto VVIP.
Para o banho de feromônio, precisaria que Kanghyeon liberasse seus feromônios em abundância. Não era um alfa comum mas um dominante, então se fizesse em qualquer lugar seria um caos. Os ômegas enlouquecidos pelo feromônio de Kanghyeon jamais o deixariam em paz.
Depois de pensar por um momento, Kanghyeon disse algo inesperado:
— Não, vamos a outro lugar. Aqui há muitos ômegas e é perigoso.
A proporção populacional de alfas e ômegas era de apenas 1%.
Era um número raro, mas dentro desse clube não era assim.
Havia tantos que chegavam a abrir um sistema de matchmaking de picks para alfas e ômegas e eventos exclusivos para eles. Segundo Kwon Haeil, havia dias em que o número de alfas e ômegas era maior do que o de betas.
Isso era algo que Kanghyeon, que havia percorrido o clube com atenção, também compreendia.
Por isso estava inseguro ali. Temia que ômegas acabassem sendo envolvidos sem querer e saíssem prejudicados.
O canto dos olhos de Haeil se contraiu.
O fato de Baek Kanghyeon estar preocupado com ômegas que nem conhecia, mais do que consigo mesmo, era persistentemente irritante.
Mas também era verdade que ele não era nada para Baek Kanghyeon, então ficaria errado se irritar ou reclamar.
Isso irritou Haeil mais uma vez. Era como a sensação de uma rebarba apontada no dedo que fica prendendo na roupa.
Haeil perguntou com um rosto que forçou indiferença:
— Então onde te satisfaria?
— De preferência um lugar sem ômegas…, sem pessoas. Melhor um lugar onde se possa tomar providência imediata se surgir algum problema, e se possível onde dê para descansar bem.
Como era alfa para alfa, e ainda por cima entre dominantes, não se sabia em que estado ficaria. Talvez ao receber o feromônio ficasse tão doloroso que desmaiasse.
Mal ouviu as palavras de Kanghyeon, Haeil bebeu o Blue Margarita de uma vez. Ao seguir o grande movimento do gogó, ouviu-se o barulho agradável do gelo batendo.
— Vamos.
Haeil disse após soltar um suspiro refrescante. Kanghyeon também esvaziou o pouco de Negroni que restava e perguntou:
— Tem algum lugar adequado?
— Tem.
Haeil posicionou os copos vazios dos dois lado a lado na grade e respondeu.
— Minha casa.
˚˚˚
Pensando bem, talvez estivesse um pouco bêbado.
No calor deslumbrante de um espaço desconhecido.
Nos incontáveis feromônios variados que se misturavam.
No drinque vermelho que o outro havia oferecido dizendo que se parecia consigo.
No alfa dominante maluco que não se sabia para onde e como iria explodir.
Se não fosse por isso, não havia explicação.
Nunca entrei na casa de alguém assim.
Este lugar tinha a mesma estrutura que a própria casa, mas era claramente um espaço diferente.
A vista do céu noturno profundo e da paisagem distante através da grande vidraça da sala era a mesma. Embora as cortinas de seda cor de marfim que pareceriam combinar muito bem com a luz do sol já fossem diferentes.
A sala estava muito mais bem decorada do que a casa simples e austera de Kanghyeon.
Um sofá de couro preto luxuoso e moderno. Uma mesa de vidro delicada com moldura de ornamentos prateados. Embaixo dela, um tapete macio cor de creme em tecido viscose.
Em uma das paredes havia uma smart TV de 98 polegadas do modelo mais recente, e ao redor dela um sistema de áudio moderno e vários dispositivos inteligentes estavam dispostos naturalmente. Na parede oposta à TV havia até uma pintura abstrata de cores ousadas que provavelmente era cara.
Mas o que mais chamava a atenção era um lustre de formato peculiar. Painéis de cristal retangulares estavam dispostos em camadas longas de forma hierárquica, e a luz que se espalhava em camadas por entre eles era bastante fascinante.
Parece uma obra de arte.
Mesmo Kanghyeon, que tinha olho para arte mas não tinha interesse por ela, teve o olhar roubado por aquele lustre.
Enquanto Kanghyeon apreciava a sala, Haeil jogou o paletó no sofá de qualquer jeito e deu um aceno de cabeça para ele.
— Por que está parado? Vem sentar aqui.
Haeil bateu no lugar vazio ao lado para que sentasse e riu de forma travessa.
— Por quê? Serve chá confortavelmente?
— Dispenso. Vou embora logo.
Kanghyeon sentou no lugar que Haeil havia batido sem nem tirar o paletó. Era um clima de que faria só o que tinha que fazer e iria embora.
Kanghyeon desbotoou dois botões sufocantes da camisa que vestia e disse:
— Deita.
Haeil, que estava olhando fixamente para o pescoço branco de Kanghyeon exposto entre a camisa, respondeu com um compasso de atraso.
— Mais proativo do que eu esperava.
— Prefere que eu faça abraçando?
— Isso também está bom.
A voz de Haeil ainda tinha muita provocação.
Kanghyeon franzou as sobrancelhas e empurrou o ombro de Haeil para o lado. O corpo que caiu sem resistência alguma olhou para Kanghyeon de baixo, sorrindo.
Kanghyeon subiu por cima de Haeil, que estava deitado no sofá. Apesar de estar por cima, como estava apoiando o sofá com os joelhos e as duas mãos, os corpos em si não se tocavam. Era apenas Kwon Haeil que ficou preso por Baek Kanghyeon.
Havia uma razão para tentar o banho de feromônio nessa posição embaraçosa.
O objetivo do banho de feromônio é transferir feromônios concentrados de forma intensa e impregnante.
Por isso, Kanghyeon havia adotado uma postura que evitava contato direto mas permitia derramar seus feromônios de forma mais próxima sobre o outro.
Em geral, o banho de feromônio é mais eficaz quando completamente colados um ao outro em um abraço — mas a distância psicológica entre ele e o homem à sua frente era grande demais para isso. Então tinha que se contentar com esse nível.
A sombra escura de Kanghyeon caiu densamente sobre o rosto iluminado de Haeil.
— Se o estado ficar estranho, paro imediatamente.
— Não, se vai fazer, faz direito. Não faz pela metade.
A mão de Haeil agarrou levemente o colarinho de Kanghyeon e puxou. Com a camisa amassando na mão dele, a abertura ficou maior — e a linha branca do pescoço que era visível pela fresta ficou ainda mais nítida.
— Não gosto de coisas pela metade.
Diante da fala provocadora de Haeil, Kanghyeon o olhou de cima com frieza.
— …Se parecer que vai morrer, chamarei uma ambulância.
— Pode chamar.
Kanghyeon não gostava de Haeil que ainda sorria com leveza.
Era um ato desconfortável que até alfas comuns que fossem parceiros evitavam. Ainda não conseguia entender por que estava pedindo para fazer isso.
Depois de pensar bastante, Kanghyeon forçou a mente a se limpar.
Tanto faz.
Não importava se Kwon Haeil ficasse mal ou não — bastava pagar o preço que ele queria e ir embora.
Os poderosos feromônios alfa foram aos poucos começando a fluir do corpo de Kanghyeon.
Ao contrário de Kanghyeon, sem expressão, os olhos de Haeil ao enfrentar os feromônios continham uma expectativa inexplicável.
Os feromônios alfa que fluíam do corpo de Kanghyeon despejavam sobre Kwon Haeil que estava embaixo dele, como se o esmagassem.
Haeil, sem perceber, aumentou a força na mão que segurava o colarinho. A camisa que estava frouxamente presa amassou de vez na sua mão.
A sensação de um alfa sendo completamente marinado nos feromônios de outro alfa não podia ser boa de jeito nenhum.
Os feromônios alfa que despejavam oprimiam e esmagavam o corpo inteiro de Haeil sem deixar brecha. Se estivesse em pé, os joelhos já teriam dobrado há muito tempo.
— Ugh…
A tranquilidade no rosto de Haeil foi gradualmente desaparecendo, e o canto dos seus olhos tremeu levemente.
Receber feromônios densos de outro alfa completamente sem nenhuma defesa era definitivamente perigoso. O instinto gritava sem parar para puxar seus próprios feromônios alfa e rebater.
Mesmo assim, Haeil suprimia teimosamente seus próprios feromônios. Se por acaso os repelisse, Kanghyeon poderia parar por causa da força de reação.
Merda, isso é mais… como devo dizer, horrível do que eu pensava.
Haeil sentiu a respiração ficar sufocante e mordeu levemente os lábios.
Os feromônios de um igual sem qualquer carinho ou afeto eram extremamente desagradáveis. Com a sensação de ser esmagado e posto debaixo dos pés, era difícil para um alfa de natureza predatória aguentar isso quieto.
Haeil sentiu o corpo inteiro formigando demais e se agitou várias vezes. Era como se partes do corpo fossem furadas por espetos grossos.
Queria empurrar Baek Kanghyeon imediatamente.
O desejo de explodir seus próprios feromônios e ao contrário esmagar e oprimir Kanghyeon fervia. Se pudesse, queria até morder o pescoço todo. Pensava que também seria bom destruí-lo completamente a ponto de nunca mais ousar sequer abrir os feromônios na sua frente.
Mas Haeil não obedeceu a nenhum desses inúmeros instintos.
Apenas um.
Foi fiel a apenas um instinto absolutamente simples.
Porra…, é doce demais…
Haeil engoliu o aroma adocicado profundo que o dominava e lambeu seus próprios lábios de forma estranha.
Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Alphega (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.