Ler 7 Minutes of Heaven (Novel) – Capítulo 41 Online


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❀ 7 Minutes Of Heaven 7

CEPs Diferentes

Nenhum dos dois conseguia reunir coragem para falar primeiro.
Tanto Chase quanto Jeong-in sabiam que Suzy havia decifrado o relacionamento deles.
Se fossem apenas amigos do mesmo sexo, não haveria necessidade de entrar e sair de fininho pela janela, e eles não teriam congelado de forma tão desajeitada ao serem pegos por um responsável.
Poderia ter sido melhor se tivessem agido naturalmente como de costume, ou se Chase tivesse feito uma piada amigável. Mas Chase estava genuinamente pego de surpresa pela situação e não conseguiu manter a compostura para esconder suas emoções. Embora fosse habilidoso em usar máscaras, ele era bem diferente ao lidar com sentimentos reais.
Justo então, o som de passos rápidos descendo as escadas foi ouvido, e Jeong-in irrompeu pela porta da frente.
— Chase! Você está bem?
Jeong-in perguntou sem fôlego, examinando Chase cuidadosamente. Chase ainda estava meio erguido nos arbustos, sem saber para onde se mover.
— Você se machucou em algum lugar?
— Estou bem.
Só então Chase levantou-se abruptamente, sorrindo como se não fosse nada.
Suzy olhava de um para o outro, entre Jeong-in e Chase. Sua expressão mostrava descrença diante do que se desenrolava diante de seus olhos.
Ela tentou falar, mas não conseguia sequer pensar no que dizer primeiro. Estava claro que aquele era um dos momentos mais embaraçosos e estranhos em sua vida não tão curta.
Após observar os dois em silêncio por um tempo, ela finalmente respirou fundo e falou com uma voz calma.
— …Está tarde, você deveria ir para casa agora.
Chase ainda olhava para Jeong-in com olhos ansiosos, como se não estivesse tranquilo. Ele estava claramente hesitante, preocupado em deixar as consequências para Jeong-in resolver sozinho.
Mas Jeong-in assentiu calmamente. Seu rosto estava composto e sereno, como se dissesse que cuidaria de tudo.
— Sinto muito por assustá-la. Boa noite. Já vou indo, Jeong-in.
— Sim, vá para casa com cuidado.
As sobrancelhas de Suzy ergueram-se ligeiramente quando Chase chamou Jeong-in pelo seu nome coreano.
Chase virou-se relutantemente e caminhou em direção ao seu carro estacionado. Mas, enquanto se afastava, continuava olhando para trás várias vezes.
Assim que ele desapareceu, Suzy e Jeong-in entraram silenciosamente na casa. Quando a porta se fechou sem ruído, uma tensão estranha preencheu o ambiente.
Suzy parou imóvel no meio da sala de estar. A cena que acabara de presenciar ainda estava vívida em sua mente.
Após permanecer assim por um tempo, mesmo depois da porta da frente ter sido fechada, ela finalmente falou com dificuldade:
— O que foi que eu acabei de ver? O que estou pensando está correto? Vocês dois…
Mas ela não conseguiu terminar a frase. Palavras difíceis de proferir e perguntas complicadas de fazer pairavam no ar.
No entanto, seu filho perspicaz, sabendo o que ela queria perguntar, assentiu prontamente, reconhecendo que o palpite dela estava correto.
Suzy cambaleou até o sofá como se suas pernas tivessem cedido e sentou-se pesadamente.
— Meu Deus.
Suzy pressionou a testa com a mão e soltou um suspiro profundo. Por mais que tentasse processar aquilo em sua mente, não conseguia aceitar facilmente a verdade desconhecida que acabara de descobrir sobre seu filho.
Jeong-in observava Suzy em silêncio.
Na verdade, ele sabia que esse momento chegaria algum dia. Ele apenas pensara vagamente que seria vários anos mais tarde.
Ele nunca pretendeu esconder isso de sua mãe para sempre. E agora era a hora de falar.
Jeong-in abriu a boca lentamente.
— Eu gosto dele. Sinceramente.
Foi uma confissão curta e firme. Com aquela única frase ecoando pela sala, a situação tornou-se uma realidade irreversível.
— Jeong-in. Você tem noção do quão grande e importante isso é? Se isso for apenas uma curiosidade momentânea ou diversão…
— Mãe.
Jeong-in a interrompeu.
Suzy parou de falar por um momento e olhou para Jeong-in, então se surpreendeu.
A expressão de Jeong-in era calma e inabalável. Em vez de parecer ferido pelo que Suzy dissera, ele parecia estar tentando impedi-la de dizer mais palavras que pudessem machucá-lo.
Era como se ele a estivesse persuadindo a pensar novamente sobre o significado que suas palavras ditas apressadamente poderiam deixar.
— Jeong-in. A mamãe está…
Suzy tentou dizer algo repetidamente, mas apenas soltou suspiros.
Ela também sabia. Que a reação inicial de um pai ou mãe a um momento de revelação pode acompanhar um filho pelo resto da vida. Que isso pode se tornar uma ferida indelével ou permanecer como um trauma profundo.
Interiormente, Suzy continuava se lembrando dos conselhos que ouvira em sessões de orientação parental.
Como os pais devem reagir quando os filhos revelam sua identidade pela primeira vez. O que dizer e com o que ter cuidado.
Ela até imaginara como reagiria se tal situação acontecesse com ela. Mas, quando aquilo se tornou realidade diante de seus olhos, as palavras não fluíram naturalmente.
— Eu não sabia que você gostava de garotos, Jeong-in. Obrigada por me contar.
Era a resposta mais digna de um livro didático. Mas havia mais uma coisa a incomodando. Talvez um obstáculo ainda maior do que o gênero.
— Mas… ele é um Prescott. O filho do Banco Prescott, onde ainda estou pagando a hipoteca desta casa. O herdeiro daquela corporação enorme.
Jeong-in compreendia profundamente as palavras dela.
Ele também, certa vez, afastara Chase por ele ser um Prescott. Tentara traçar uma linha que não deveria ser cruzada, convencendo-se de que pertenciam a mundos diferentes.
— Você pode rir de mim por eu ser antiquada. Mas famílias assim são todas iguais.
É claro que Jeong-in também sabia.
A família Prescott, que reinava no auge da classe alta americana por gerações, o epítome do old money, e seus valores estritamente conservadores. E como a palavra “conservador” na sociedade americana poderia se tornar uma barreira tão fria para imigrantes.
— Já é difícil o suficiente com as diferenças comuns…
O que Suzy queria era simples.
Que Jeong-in desfrutasse de uma felicidade modesta e vivesse uma vida confortável e estável. Não riqueza e honra luxuosas, mas encontrar algo caloroso e aconchegante onde pudesse descansar seu coração.
— A mamãe… simplesmente não pode aceitar isso. Qualquer outro garoto, talvez… mas não um filho dos Prescott, Jeong-in.
Os olhos de Jeong-in tremeram ligeiramente de surpresa. Ele não esperava que Suzy fosse tão firme.
Suzy sempre fora uma pessoa calorosa e positiva. Uma mãe que aceitava tudo com a mente aberta, mais compreensiva do que qualquer pessoa.
Talvez por isso a oposição dela tenha vindo como um choque ainda maior.
Honestamente, ele considerara que ela pudesse objetar pelo fato de Chase ser homem, mas não tinha percebido que o motivo “Prescott” seria maior.
— Mãe, eu…
A voz de Jeong-in tremeu um pouco. Ele abriu a boca e a fechou novamente várias vezes, sem saber o que dizer. Mas logo se recompôs.
Ele já havia afastado Chase várias vezes. Ele hesitou, manteve distância e até o magoou. Mas agora ele não podia mais recuar.
Pelo bem de Chase e pelo seu próprio. Ele decidiu não se enganar mais, não se esconder ou fugir.
Jeong-in disse firmemente:
— Eu não posso aceitar isso.
Jeong-in era, por assim dizer, um bom filho.
Ele sentia um senso de responsabilidade para com a mãe, que o criara sozinha, mais forte do que qualquer outra pessoa, e sempre seguia silenciosamente o que ela dizia. Ele nunca havia se desviado muito, e quebrar o toque de recolher algumas vezes fora sua maior rebeldia.
Suzy ficou momentaneamente surpresa por aquele Jeong-in estar afirmando tão claramente que não podia aceitar aquilo.
A suposição de Suzy de que aquilo poderia ser apenas uma fase adolescente passageira pareceu desaparecer diante da atitude resoluta de Jeong-in.
Aquilo claramente não era um simples desafio ou uma emoção momentânea. Estava evidente que aquela era uma conclusão alcançada após inúmeras preocupações, hesitações e batalhas consigo mesmo.
— Eu tentei afastá-lo várias vezes. Mas… eu não consigo. Eu gosto demais dele para isso.
Suzy queria dizer a Jeong-in. Que os relacionamentos aqui são diferentes, que poderiam ser muito mais casuais.
Aquele garoto é tão sério quanto você? Poderia ser que apenas você esteja tão profundamente envolvido? Enquanto você é sincero, os sentimentos dele poderiam ser relativamente mais leves?
No entanto, no final, ela não conseguiu dizer nada. Porque sabia que tais palavras machucariam Jeong-in.
— Você passou por muita coisa desde que chegou aqui. Ser ignorado, sofrer discriminação sem motivo… Você está farto disso. Jeong-in, eu não quero ver você passando por essas coisas vindo da família da pessoa que você ama também.
Jeong-in sabia que Suzy não estava se opondo apenas por não gostar de Chase. Era simplesmente porque ela o amava e se preocupava com ele. Ela apenas queria que Jeong-in não se machucasse.
— Mãe, eu…
— Vamos pensar um pouco mais sobre isso. Tudo bem?
Suzy interrompeu gentilmente o que Jeong-in estava prestes a dizer.
— Está tarde. Você deve subir e dormir agora.
A voz dela era gentil como de costume, mas também continha a determinação de que não desejava mais continuar aquela conversa.
Jeong-in olhou para ela por um momento e então assentiu silenciosamente. Ter tido essa conversa hoje já era o suficiente.
Naquela noite, mãe e filho, deitados em seus quartos separados no primeiro e segundo andares, não conseguiram pegar no sono até tarde.
— Como eu estou?
Chase perguntou com uma expressão obviamente nervosa. Ele estava vestido com um terno formal como se estivesse indo para uma entrevista, e até segurava um buquê de flores na mão.
Jeong-in deu de ombros e caiu na gargalhada.
— Não ria. Vamos lá? Como eu estou, Jeong-in?
Jeong-in olhou para ele cuidadosamente com um sorriso brincalhão. Como se estivesse apreciando uma obra de arte em um museu, ele o observou por um tempo e então assentiu.
— Não sei de quem você é namorado, mas está bonito demais.
— Eu pareço um conquistador?
— Isso é… inevitável.
— Droga.
Ele suspirou profundamente e bagunçou o cabelo.
Após o relacionamento deles ter sido descoberto, Chase não entrou mais pela janela de Jeong-in.
Por vários dias, Jeong-in e Suzy seguiram sem fazer qualquer menção especial ao assunto. Os dias continuaram como de costume, com Jeong-in indo para a escola, Suzy indo trabalhar, sentando-se um em frente ao outro à mesa para comer e assistindo à TV. Se Suzy estava desconfortável, Jeong-in não queria pressioná-la.
Depois que cinco dias se passaram assim, Suzy mencionou pela primeira vez que queria conhecer Chase, e Jeong-in concordou imediatamente.
— Você está pronto?
Chase respirou fundo e repetidamente cerrou e abriu as mãos frias e nervosas.
— Eu não estava tão nervoso nem durante o chute de gol final dos playoffs.
Era a primeira vez em sua vida que ele ficava tão nervoso. Chase mexeu na gravata mais uma vez, divertido com o próprio alvoroço.
Depois de mais algumas respirações profundas, ele bateu na porta da frente, e Suzy apareceu com sua expressão habitual.
— Entre.
Suzy deu as boas-vindas a Chase com um sorriso gentil.
Momentaneamente atordoado pela atmosfera inesperada, Chase entregou desajeitadamente as flores que estava segurando.
— Ouvi dizer que na Coreia vocês dão cravos como presente para os pais.
Suzy aceitou as flores com o rosto alegre. Então, com um sorriso brincalhão, disse:
— Estou recebendo flores que nem meu próprio filho me deu.
— Mãe!
— Sabe de uma coisa? O Jeong-in é, na verdade, mais reservado do que você imagina.
Com a atmosfera sendo mais suave do que o esperado, Chase também se sentiu um pouco aliviado. Suzy o guiou em direção à cozinha.
— Ainda não jantou? Vamos comer juntos.
Suzy colocou kimbap cortado ordenadamente e sopa de doenjang com espinafre e tofu sobre a mesa. Era uma refeição simples, mas feita de coração.
Assim que Chase viu o kimbap no prato, disse com o rosto encantado:
— Oh? Eu já comi isso antes. Vocês não venderam isso na feira de doces (bake sale) no ano passado?
Era surpreendente que Chase se lembrasse daquilo.
A bake sale era um evento de caridade comum nas escolas americanas, onde alunos e pais vendiam comida caseira para arrecadar fundos. Geralmente, lanches doces como biscoitos, brownies e cupcakes eram os itens principais, comumente vistos nos corredores da escola ou em um lado do pátio durante eventos escolares.
Sem familiaridade com a confeitaria americana, Jeong-in e Suzy decidiram fazer trinta rolos de kimbap após muita deliberação. Deu muito trabalho, mas era um prato em que confiavam.
Quando colocaram o kimbap em um lado da mesa, a resposta foi, felizmente, melhor do que o esperado. Todos os trinta rolos esgotaram rapidamente, como se tivessem asas.
Mas se Chase Prescott tivesse comprado algum, Jeong-in certamente se lembraria.
— Como você sabe disso?
— O Schneider comprou um e eu experimentei. Estava delicioso. Eu voltei para comprar mais, mas a mesa já tinha sumido.
— Nós vendemos tudo rápido.
— Eu entendo o porquê.
Ao dar uma mordida no kimbap, Chase cobriu Suzy com todo tipo de elogios, fazendo-a erguer os ombros com orgulho. Mesmo enquanto falava, seus hashis não paravam, e ele logo limpou o prato completamente.
Após o jantar, os três dirigiram-se naturalmente para a sala de estar. Uma tensão sutil pairava entre eles enquanto se sentavam no sofá.
Suzy fez uma pausa por um momento e, finalmente, abriu a boca com uma expressão séria.
— Tenho algumas perguntas para vocês dois, e coisas a dizer.
O pomo de Adão proeminente de Chase moveu-se visivelmente enquanto ele engolia em seco. Ele se virou cuidadosamente para olhar para Jeong-in. Jeong-in parecia sentir o mesmo, com uma expressão tensa.
— Posso ver que vocês dois gostam muito um do outro.
Suzy falou com voz calma.
Chase endireitou as costas e Jeong-in mordeu levemente o lábio. Ambos esperaram em silêncio por suas próximas palavras.
Suzy olhou para os dois jovens alternadamente.
Se fosse apenas uma emoção imatura, apenas um impulso momentâneo, talvez fosse melhor. Mas esses garotos pareciam sérios demais.
— Mas o fato de vocês serem ambos jovens é inegável.
Diante desse fato irrefutável, Jeong-in e Chase silenciaram.
Suzy observou silenciosamente as reações deles antes de continuar.
— Pensei em muitas coisas. Também consultei a Srta. Gloria Mendez.
E o que se seguiu foi completamente diferente do que os dois esperavam.
— Jeong-in, que tal ficar na casa da sua tia-avó na Coreia durante as férias de verão?
No momento em que ouviram essas palavras, as expressões de Jeong-in e Chase tornaram-se idênticas: olhos arregalados, sem fala e atordoados.
— Você pode fazer atividades extracurriculares na Coreia também. A Srta. Mendez disse que a experiência de voluntariado ou extracurricular no exterior poderia, na verdade, ajudar a enriquecer sua narrativa.
A voz dela era calma, mas havia uma intenção clara em suas palavras.
As férias de verão na América duram mais de dois meses. Suzy estava dizendo aos dois para ficarem separados durante esse período.
— Eu poderia ir com ele. Sempre quis visitar Seul…
— Não.
Chase apressou-se em falar, mas Suzy balançou a cabeça firmemente.
— Eu sei que não posso separar vocês dois agora. Quem poderia separar à força um amor jovem nesta fase?
Após dizer isso, Suzy examinou cada um dos rostos por vez. A discussão deve ter sido repentina demais, pois ambos ainda mantinham expressões atônitas.
— Se vocês realmente se amam, dois meses não deveriam ser nada.
Suas palavras eram gentis, mas continham uma mensagem clara.
Prove a si mesmos se o amor de vocês pode suportar a distância ou não.
O coração de Suzy já pendia para um lado. Não importa o quanto pensasse, ela não conseguia apoiar esse relacionamento. Mas ela também não queria se opor de forma tão feroz que fizesse Jeong-in rebelar-se ainda mais.
— Fiquem separados, cuidem de si mesmos e trabalhem em prol de seus futuros. Se os sentimentos de vocês permanecerem inalterados depois disso, então eu reconsiderarei também.
Suzy apenas queria ganhar tempo. Se os dois tivessem o tipo de relacionamento casual com o qual ela se preocupava, a distância física e o tempo forneceriam a resposta.
Era uma proposta razoável. E era precisamente esse o verdadeiro teste.
— Mãe! Que tipo de exigência irracional é essa…
Bem no momento em que Jeong-in estava prestes a elevar a voz em protesto:
— Eu entendo.
Chase assentiu primeiro.
Jeong-in olhou para Chase com um rosto surpreso.
— Chase?
— Está tudo bem.
Chase continuou calmamente, sorrindo gentilmente para Jeong-in como se para tranquilizá-lo.
— Na verdade, o Jeong-in tem tido dificuldade com a redação dele. Acho que passar o verão na Coreia, fazendo trabalho voluntário e viajando para encontrar inspiração, definitivamente o ajudará.
A atitude de Chase era calma e sólida. E extremamente sensata. O olhar de Jeong-in em sua direção vacilou por um momento antes de brilhar com o que parecia ser admiração.
— Chase…
Suzy também não conseguiu esconder a surpresa.
Ela não esperava nada essa reação. Pensou que haveria apenas resistência e ressentimento, mas, em vez disso, Chase fora o primeiro a concordar.
Naquele momento, tornou-se evidente que ele genuinamente se importava com Jeong-in.
— Eu entendo com o que a senhora está preocupada. Mas não tenho intenção de assumir os negócios da família Prescott.
Chase continuou olhando para ela com firmeza.
— Pretendo me tornar médico. E foi graças ao Jeong-in que descobri meu sonho.
Ser médico ou advogado certamente era uma profissão estável e excelente também na América. Mas não era o caminho que alguém como Chase Prescott normalmente aspiraria.
— E mesmo que se passem dois anos, e não apenas dois meses, meus sentimentos não mudarão.
Aqueles olhos azuis límpidos encontrando os dela eram tão firmes que a própria Suzy quase se convenceu.
— …Tudo bem. Vamos passar pelas próximas férias de verão primeiro… e conversaremos de novo quando o Jeong-in voltar.
Mesmo aquilo não era uma permissão total.
Chase conseguia entender perfeitamente por que Suzy se opunha a eles. Era porque ela estimava e amava Jeong-in.
Ela temia que Jeong-in enfrentasse discriminação e se machucasse por causa do nome Prescott. Estava preocupada que o mundo não aceitasse seu filho, que houvesse muitos olhares e palavras a suportar.
Bem diferente dos motivos de seu pai, que havia invocado a honra da família.
Dizer que conversariam novamente em dois meses não era uma recusa absoluta. Se não houvesse possibilidade alguma, Suzy não teria dito dessa forma.
Chase tentou se recompor. Ele assegurou a si mesmo que aquele era um resultado suficientemente bom.
Não acabou ainda. Eles só precisam de mais tempo.
E ele poderia esperar o quanto fosse necessário.
— Você vai para a Coreia?
A voz de Justin ecoou por todo o refeitório.
Vários alunos olharam, e Jeong-in, parecendo embaraçado, chamou-o rapidamente.
— Justin!
Mas Justin não se importou nem um pouco e ainda mantinha um rosto chocado.
— E o seu aniversário? O Dia da Independência?
Jeong-in suspirou profundamente e deu de ombros.
— Bem… ah… Foi assim que as coisas aconteceram.
Justin balançou a cabeça vigorosamente, como se não pudesse aceitar.
— De jeito nenhum. Nós deveríamos assistir aos fogos de artifício juntos!
O 4 de Julho, Dia da Independência, era quando shows de fogos de artifício eram realizados por toda a América, e Bellacove não era exceção.
À noite, as famílias soltavam pequenos fogos em seus quintais, e as cidades realizavam eventos de grande escala. Especialmente no Cove Mall, havia um festival combinando food trucks, apresentações musicais e fogos. Todos os anos, Jeong-in ia ao Cove Mall com Justin, comprava cachorros-quentes e aproveitava as apresentações e os fogos.
Justin parecia emburrado, como se tivesse sofrido uma séria traição. Jeong-in estava secretamente grato por sua reação exagerada.
— Eu realmente queria ir à sua festa de aniversário também…
— Festa de aniversário?
Jeong-in inclinou a cabeça em confusão. Seu aniversário era em meados de junho, geralmente durante as férias de verão ou, às vezes, durante as finais quando o calendário acadêmico atrasava. Por isso, normalmente passava sem alarde.
— Seu namorado vai dar uma festa para você, certo? Eu queria dar uma olhada na casa dos Prescott naquela ocasião.
Jeong-in suspirou, sentindo-se ele mesmo atribulado, e deu de ombros.
— Não tem jeito.
— Ir para a Coreia de repente… Então você e o Press vão ter um relacionamento à distância?
Jeong-in assentiu casualmente. Relacionamento à distância. Ele já sabia disso em sua cabeça, mas ouvir as palavras em voz alta fez a ficha cair.
Justin soltou um suspiro de simpatia, dizendo: — Oh, não…
— O quê?
— Existe um ditado. Quando os CEPs mudam, os corações também mudam.
Jeong-in não pôde deixar de sorrir, perguntando-se onde Justin aprendia tais frases. No entanto, de alguma forma, uma parte de seu coração deu um aperto estranho.
— E também existe este ditado: “Relacionamentos à distância podem funcionar. A menos que um de vocês esteja na Califórnia”.
— …
A Califórnia, sendo o centro de Hollywood e da indústria do entretenimento, e também um polo de moda e modelagem, tinha gente bonita demais. Havia aspirantes a atores e modelos em todos os lugares, e a personalidade das pessoas tendia a ser aberta e espontânea.
Ele deveria realmente estar preocupado? Chase seria realmente influenciado tão facilmente?
Enquanto seus pensamentos continuavam a se encadear, Rajesh aproximou-se da mesa carregando uma bandeja de comida. Mais uma vez, os nerds chinês, coreano e indiano reuniram-se em um só lugar. As pessoas às vezes os chamavam de ONU, significando United Nerds (Nerds Unidos).
— Sobre o que vocês estão conversando tão seriamente?
Justin respondeu à pergunta de Rajesh.
— É sobre o Jay. Ele diz que tem que ir para a Coreia durante as férias de verão.
— Com o Chase Prescott?
— Não, sozinho.
— Oh, não…
Rajesh também suspirou com um olhar de simpatia. A situação era tão séria que até Rajesh, o mais nerd dos nerds, sentia pena dele? A preocupação cruzou brevemente sua mente, mas Jeong-in logo mostrou um sorriso leve.
— É o nosso primeiro teste, suponho.
Jeong-in continuou calmamente:
— Eu sempre gostei de completar missões, de qualquer maneira.
Rajesh e Justin assentiram em concordância simultaneamente.
Hoje era o último dia do semestre para os alunos do penúltimo ano. Os corredores estavam cheios de estudantes animados, e papéis caíam enquanto esvaziavam seus armários, rolando pelo chão.
Aqueles que logo se tornariam veteranos estavam ocupados perseguindo seus respectivos sonhos.
Justin finalmente decidira pelo MIT, na Costa Leste, como sua primeira opção, e quando sua mãe, Rachel, ouviu a notícia, ficou tão preocupada que adoeceu por um tempo.
Enquanto isso, para os jogadores de futebol americano, as férias de verão não eram férias, mas um período de preparação. A equipe principal, incluindo Chase, estava programada para participar de um acampamento de treinamento de verão para se preparar para sua temporada final.
Eles tinham apenas um objetivo: passar pelos playoffs até o campeonato estadual. Não relaxaram no treinamento nem no último dia do ano letivo para alcançar essa meta.
Alex Martinez e Darius Thompson almejavam a USC, uma prestigiosa universidade de futebol.
Darius Thompson, em particular, mal havia evitado a reprovação ao conseguir um C final em álgebra. Como prometido, o diretor garantiu a Jeong-in que escreveria para ele uma carta de recomendação para Harvard.
Brian Cole estava interessado na Universidade de Miami, querendo se distanciar de sua família, enquanto Max Schneider decidira aprender o ofício no centro automotivo de seu pai em vez de ir para a faculdade.
É por isso que esta temporada tinha um significado especial para eles. Seria a última vez que jogariam juntos.
As líderes de torcida também enfrentavam um verão agitado.
Madison Wilkes definira a Universidade de Syracuse, conhecida por seu programa de comunicação social, como sua primeira opção e planejava focar nas inscrições para a faculdade durante o recesso. Vivian Sinclair ganhara atenção ao atingir 500.000 seguidores no YouTube e estava empolgada com seu estágio de verão na Teen Vogue.
— Trinta minutos antes do treino! Aqueçam e preparem-se!
Diante das palavras do treinador Anderson, os jogadores da equipe principal começaram a se alongar. Enquanto aqueciam em duplas no meio do campo cercado por uma pista, Brian Cole chamou Chase como se tivesse avistado algo.
— Ei, Press! Olha lá, é o seu namorado.
O olhar de Chase moveu-se imediatamente para onde Brian apontava. Jeong-in, vestido com roupas de ginástica, estava na pista com o treinador Anderson. Um sorriso apareceu suavemente no rosto de Chase.
— Ele disse que faria a corrida de uma milha hoje.
O penúltimo ano de Jeong-in terminaria com essa corrida.
Ele já havia tentado antes, mas desabou e não conseguiu completá-la. O treinador Anderson reservara um horário separado para que ele tentasse novamente.
Darius, ao ver Jeong-in, deu um pulo do assento. Ele realmente gostava e respeitava Jeong-in. Dizia que nunca houvera um professor que o ensinasse tão gentilmente e no seu nível quanto Jeong-in fizera.
— Press, vamos torcer pelo seu namorado.
— Torcer? Parece uma boa ideia.
Enquanto Chase se levantava, Alex Martinez e Max Schneider o seguiram, dizendo que se juntariam também. Brian Cole balançou a cabeça e permaneceu sentado.
— Jeong-in.
Jeong-in estava alongando os tornozelos com determinação feroz, seus olhos brilhando. Ele sempre teve um grande desejo de vencer. Tinha uma personalidade que nunca fazia nada pela metade; possuía tendências perfeccionistas e a tenacidade para levar as coisas até o fim depois de começar. Que sorte ele tinha por não ser um rival, mas sim o amante de uma pessoa assim.
— O que vocês estão fazendo aqui?
— Viemos torcer por você.
Chase pensou por um momento antes de fazer uma pergunta inesperada:
— Jeong-in, de quais animais você tem medo?
— Bem, se eu tivesse que dizer, na Califórnia as maiores chances são de encontrarmos ursos-negros, leões da montanha e coiotes, então acho que esses.
— Sério?
Chase apontou para os jogadores que havia trazido, em ordem: Darius Thompson, Alex Martinez e Max Schneider.
— Urso-negro, leão da montanha, coiote. Corra bem.
Os três combinavam estranhamente com os animais que lhes foram designados.
Jeong-in logo percebeu a intenção de Chase. Ele estava deliberadamente tentando fornecer pacers para que ele corresse junto. Os três, que de repente se viram correndo com Jeong-in, olharam uns para os outros sem acreditar.
Jeong-in soltou uma risadinha e disse a Chase:
— Então, o que você é?
Chase respondeu com um sorriso relaxado, como se fosse óbvio:
— Você precisa mesmo perguntar? Eu sou um golden retriever.
Max Schneider não resistiu e fingiu vomitar.
— Jay Lim, você está pronto? — perguntou o treinador Anderson.
— Sim!
Com o som do apito, o corpo de Jeong-in disparou para frente com leveza. A primeira volta passou num instante e seu ritmo era firme. Na verdade, era Darius quem estava ficando para trás, correndo preguiçosamente. Chase apontou isso.
— Urso-negro! O que você está fazendo! Sua presa está escapando! Você vai passar fome hoje à noite! Acelere!
Só então Darius Thompson apertou o passo. Jeong-in olhou para trás e fugiu apressado, gritando. Com aquela figura maciça de mais de 2 metros de altura perseguindo-o, ele realmente parecia um urso.
Mas, na segunda volta, seu ritmo começou a diminuir novamente.
— Tem um coiote te perseguindo! Isso é ruim, Jeong-in! Sua bunda está prestes a ser mordida!
— Roar!
Max, que vinha logo atrás de Jeong-in, acompanhando sua velocidade, soltou um rugido. Jeong-in, arquejando em busca de ar, protestou:
— Coiotes não fazem esse som!
Graças aos jogadores de futebol que correram com ele até o fim, Jeong-in conseguiu manter sua velocidade.
Ao cruzar a linha de chegada, Jeong-in caiu na gargalhada. Seus pulmões doíam terrivelmente, mas ele não conseguia parar de rir. A luz do sol brilhava e tudo parecia alegre.
O treinador Anderson aproximou-se de Jeong-in com uma risada calorosa. Ele estivera observando-os durante toda a perseguição, aparentemente achando a cena adorável.
— Bem feito, Jay Lim.
Jeong-in completara a corrida de uma milha com um tempo 5 segundos mais rápido do que no semestre passado.
Todos trocaram high-fives como se ele tivesse alcançado algum feito atlético memorável.
— Vocês, voltem para o campo agora. Vão se preparar para empurrar o trenó.
O treinador Anderson apontou para a parte interna do campo. Havia um trenó que parecia cinco trenós de neve grudados. A essa altura, Jeong-in sabia bem como aquele equipamento era usado.
Como se estivesse tramando uma estratégia, Max sussurrou secretamente para Jeong-in:
— Você vai retribuir o favor, certo?
Entendendo imediatamente o que ele queria dizer, Jeong-in assentiu em silêncio.
E logo depois, assim que o treinador gritou “Adicionem peso!”, Jeong-in subiu voluntariamente no trenó.
— Down, set, go!
Com o sinal do treinador, os jogadores investiram contra os protetores.
Bang!
Com um som de impacto pesado, o trenó deslizou pela grama. Parecia andar de trenó na neve em plena Califórnia em junho.
Uma brisa fresca soprou, despenteando o cabelo de Jeong-in. Com a velocidade aumentando, Jeong-in soltou uma risada infantil. Agora ele era próximo o suficiente de muitos jogadores da equipe principal para incitá-los livremente a correr mais rápido.
Seria porque a luz do sol estava forte demais? Seus olhos arderam e, de alguma forma, ele sentiu que poderia chorar.
O momento mais brilhante de sua vida. Sua juventude radiante estava amadurecendo.
Uma estação que nunca retornaria.
As últimas férias de verão de seus anos de ensino médio haviam começado.
Suzy conferiu mais uma vez com o rosto ansioso.
— Você está com o seu passaporte?
— Sim.
— O celular?
— Aqui.
— Carteira?
— Mãe, eu arrumei tudo.
Mas não importava o quanto ela conferisse, sua inquietação não diminuía. Mesmo que seu filho estivesse crescido, mandá-lo sozinho para a Coreia não era fácil.
Suzy abraçou Jeong-in com força, em silêncio. Como se quisesse segurar seu filho um pouco mais, nem que fosse apenas com o calor restante na ponta dos dedos.
Como Chase havia concordado em acompanhá-lo ao aeroporto, Jeong-in se despediria de Suzy em casa. Prestes a sair para o trabalho, ela proferiu suas últimas palavras com cautela.
— Sobre a faculdade também… pense com cuidado.
Jeong-in ajustou a mochila em silêncio. Um silêncio pesado preencheu brevemente a sala de estar.
— …Mãe, eu não desisto tão facilmente. Você conhece a minha personalidade.
Diante das palavras resolutas de Jeong-in, Suzy soltou um curto suspiro.
— Sim, eu sei.
Ela sabia melhor do que ninguém.
O espírito competitivo de Jeong-in, sua perseverança e paciência. Graças a esse caráter, ele se manteve firme em uma terra estrangeira e cresceu mais forte do que qualquer um.
Mas Suzy ainda queria persuadi-lo. Ela esperava que ele não seguisse por um caminho que claramente seria espinhoso. Ela quer que seu filho seja tratado como alguém precioso onde quer que vá. Não é esse o desejo de todo pai e mãe? Foi assim que ela justificou sua oposição ao primeiro amor do filho.
— Ligue antes de embarcar no avião. Ligue assim que chegar. Sua tia disse que iria buscá-lo…
— Mãe, está tudo bem.
Em vez disso, Jeong-in falou suavemente, como se acalmasse Suzy. Em sua atitude, podia-se vislumbrar a força desenvolvida após anos cuidando de si mesmo.
Nesse momento, houve uma batida na porta da frente. Chase havia chegado.
Assim que abriu a porta, a expressão de Chase foi a primeira coisa que saltou aos olhos. Jeong-in não pôde deixar de rir. De alguma forma, as expressões de Chase e Suzy pareciam semelhantes.
— Vocês dois, animem-se. Eu não estou indo para a guerra.
Ao ver Chase parado ali com um rosto ainda mais sério do que o dela, Suzy soltou uma risadinha. A expressão de “quase morte” dele a fez sentir uma pontada de dor compartilhada.
— Parece que você também não dormiu bem, Chase.
Chase assentiu com um sorriso amargo.
— Não se preocupe com o Jeong-in. Vou garantir que ele chegue lá em segurança.
— Está bem.
Suzy deu um tapinha leve no ombro de Chase. Com o horário do seu próprio trabalho se aproximando, ela se dirigiu ao seu Camry vermelho estacionado na rua.
Enquanto isso, Chase pegou naturalmente a mala de Jeong-in e caminhou em direção a um carro desconhecido. Atrás do carro de Suzy, erguia-se a silhueta angular e toda preta de um SUV Mercedes. Tinha uma presença imponente que certamente se destacaria na estrada.
— Que carro é esse?
— É só o carro da minha irmã que estava em casa. O meu não cabe malas grandes.
Jeong-in soltou uma risada. Quantos carros a casa dele tinha que estavam “apenas em casa”?
Depois de carregar a mala e a mochila de Jeong-in no carro, Chase esperou silenciosamente que ele se despedisse de Suzy.
Suzy envolveu Jeong-in em um abraço caloroso. Cada toque, enquanto ela acariciava as costas de Jeong-in, estava infundido com profunda preocupação e afeto.
Mantendo uma certa distância dos dois, Chase observou a cena em silêncio. Era uma visão desconhecida que ele nunca havia vivenciado.
Somente após ver o carro de Suzy partir primeiro é que Jeong-in subiu no banco do passageiro. O SUV que transportava os dois seguiu silenciosamente em direção ao aeroporto.
Entre as paisagens que passavam rapidamente pela janela, surgiu uma placa verde onde se lia “Aeroporto”. Chase falou com um suspiro profundo:
— Eu quero te sequestrar agora mesmo e fugir para o México ou para o Canadá.
Jeong-in riu baixinho, mas Chase não riu nem um pouco. Suas palavras sobre sequestro não pareciam ser uma piada.
Jeong-in sentiu subitamente o desejo de fazê-lo sorrir.
— Ei. O que o peixe disse quando bateu a cabeça no muro?
Chase olhou de relance com as sobrancelhas levemente franzidas.
— …O que ele disse?
— “Nada”.
O trocadilho — que soava tanto como o verbo nadar quanto como a ausência de algo — era uma espécie de arma secreta de Jeong-in, mas Chase não riu. Jeong-in não desistiu e tentou novamente.
— O livro de matemática estava triste. Por quê?
— …Por quê?
— Porque ele tinha problemas demais.
Só então uma mudança sutil apareceu nos cantos da boca de Chase. Uma breve risada anasalada. Mesmo sabendo que Chase não estava exatamente achando a piada engraçada, Jeong-in sentiu-se aliviado e sorriu junto com ele.
Não muito tempo depois, eles chegaram ao aeroporto.
O aeroporto estava menos lotado do que o habitual hoje e, graças a isso, o check-in terminou mais rápido do que o esperado. O processo de despachar as malas passou num instante, e eles pararam em frente ao posto de controle de segurança. A partir dali, Chase não poderia mais acompanhá-lo.
Chase olhou para Jeong-in, que segurava seu passaporte. Logo ele passaria pela imigração e caminharia por aquele longo corredor. E, então, eles não se veriam por meses.
Seu coração doía, mas Chase se esforçou para se recompor. Então, como se estivesse confortando a si mesmo e a Jeong-in, ele disse:
— …Todas as dificuldades tornam-se oportunidades para voar mais alto. Depois deste verão, estaremos mais fortes.
— Belas palavras. Nietzsche?
— Kobe Bryant.
Jeong-in caiu na gargalhada. Aquela risada brilhante era adorável e bela. E já deixava saudades.
Incapaz de se conter por mais tempo, Chase puxou Jeong-in para um abraço apertado.
— Eu te amo, Jeong-in. Não se esqueça de mim.
— Eu volto em dois meses.
— Esse é tempo suficiente para um homem saudável morrer de saudade…
Ignorando os olhares ao redor, Jeong-in estendeu a mão e acariciou o cabelo loiro de Chase. Chase Prescott era o seu próprio golden retriever.
— Tenha um bom verão, Chase Prescott.
— …Você também, Jeong-in Lim.
E assim, os dois caminharam para seus respectivos verões, separados por uma diferença de fuso horário de 16 horas.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna

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Aviso: ※ Conversas em coreano são expressas usando 〈 〉, enquanto conversas em inglês e outros idiomas utilizam travessão —
Sinopse:
Lim Jeong-in é um nerd acostumado a ser tratado como se fosse invisível na selva do ensino médio. Ele participa de duas atividades de clube com seu melhor amigo, Justin Wong. Uma é o clube de matemática ‘Mathleet Society’, e a outra é o ‘Clube de Ódio ao Chase’.
— Longa vida ao Clube de Ódio ao Chase.
Escrever um ‘livro da vergonha’ que repete boatos sobre o maior galã da escola, Chase Prescott, era um dos pequenos prazeres dos dois nerds. No entanto, através de uma reviravolta inesperada, o caderno de Lim Jeong-in é descoberto por Chase.
Mas, em vez de ficar zangado, Chase demonstra interesse por Jeong-in.
— Você é realmente engraçado.
— O livro? Quando você vai devolvê-lo?
— Hmm. Quando você parar de me odiar?
Ironicamente, o relacionamento que começou com o livro da vergonha torna-se gradualmente especial e, à medida que Jeong-in descobre os lados ocultos de Chase, ele se vê cada vez mais atraído para o mundo dele.
[Então, você gosta um pouco mais de mim agora?]
A verdade é que você me cativou não apenas agora, mas muito antes. Desde o momento em que bati os olhos em você pela primeira vez.
Jeong-in entra em confusão ao encarar seus verdadeiros sentimentos, que ele deliberadamente ignorou e escondeu até agora. Amizade, estudos e uma paixão de longa data.
Nesse relacionamento instável com alguém que abala todo o seu mundo, será Jeong-in capaz de manter o seu lugar?
Nome alternativo: 7 7 Minutes In Heaven

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